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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"Bobeatus sunt, enrabatus est..."



A delegacia de polícia da Cidade Nova foi arrombada por ladrões, em busca de armas e drogas.

Como nada encontraram, levaram, em compensação, o radinho à pilha do investigador Edivan.

Deputada diz ser perseguida por blogs e TRE


Suposta assessora de comunicação da deputada Bernadete ten Caten, a Srª. Mariana Farnesi manda ao blog o que considera direito de resposta à publicação, aqui, da decisão do TRE que cassou o registro de candidatura da parlamentar por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2008, quando concorrente à Prefeitura de Marabá. 
Farnesi faz velada ameaça de uso da lei contra a não publicação da sua nota, como se o blog estivesse mentindo ou movido fosse por algum interesse obscuro, além daquele de informar a população sobre o que fazem os detentores de mandato público, que deveriam, aí sim, por lei, nortear-se pela probidade e transparência.
Nos termos da msm, tanto o TRE quanto os blogs que noticiaram a suspensão de direitos políticos por três anos de Bernadete ten Caten promovem " uma verdadeira perseguição política levada a cabo contra mim".
Assegura, ainda que toda sua vida dedicou-se "fielmente a (sic) defesa das mudanças sociais e da melhoria da qualifade de vida da população deste Estado sempre balizada por princípios éticos e de justiça", mas não faz qualquer referência à condenação na Justiça Federal por improbidade administrativa.
Leia a nota na íntegra:


"Caro: Em virtude da reprodução/publicação de nota a respeito do parecer do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Pará, feita por vossa senhoria, sobre o pedido de cassação do registro de candidatura de Bernadete ten Caten, é que segue abaixo uma nota de esclarecimento pública. Como não tive acesso ao e-mail do blog, utilizei desse espaço de contato. Peço que o senhor publique a nota de esclarecimento como postagem, no blog. Crentes no respeito de vossa senhoria ao direito de resposta, garantido por lei e cuja violação gera responsabilidades legais aos infratores, é que agradecemos a atenção. Cordialmente, Mariana Farnesi Assessoria de Comunicação 91-8199 1911 91-9197 3111
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Convicta do equívoco na decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que nos termos da ação de investigação judicial eleitoral decidiu condenar-me a três anos de inelegibilidade é que venho a público prestar alguns esclarecimentos: 1) Em primeiro lugar, cabe ressaltar que em toda minha vida política dediquei-me fielmente a defesa das mudanças sociais e da melhoria da qualidade de vida da população deste Estado sempre balizada por princípios éticos e de justiça. 2) O objeto desta ação é tão somente a comemoração de um aniversário que para aqueles que não conhecem a verdade dos fatos e mais do que isso a minha militância e minha vida pública denotou abuso de poder econômico. 3) Tal evento foi realizado em fevereiro de 2008 muito antes prazo devido para anúncio dos candidatos ao pleito municipal de Marabá (junho de 2008, conforme Resolução 22.579/TSE) e serviu para comemorar aniversário de 28 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores com a posse de seus dirigentes locais num espaço que foi alugado sendo a consumação de bebida e de comida paga pelos participantes. 4) O que pode-se perceber nesta decisão e na divulgação feita da mesma em diversos blogs no dia de hoje é uma verdadeira perseguição política levada a cabo contra mim, cidadã que representa uma região historicamente sofrida e que dedicou anos de sua vida a defesa intransigente dos menos favorecidos. 5) Tal condenação não relaciona-se em nada com a Lei da Ficha Limpa nem significou a cassação de meu mandato. Também está longe de representar uma decisão definitiva pois recorremos desta com a certeza de que os mais de 33 mil votos recebidos por mim serão respeitados e honrados em mais um mandato de luta com o povo."
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Com a palavra, o (e)leitor.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Lascou-se!

Por irregularidades flagrantes, o Ministério Público Estadual detonou o concurso público da Prefeitura.
Tem merda aí.

Deputada inelegível por três anos

A deputada estadual, Bernadete Ten Caten (PT), teve o seu registro cassado na manhã de hoje (09/11), durante uma sessão ordinária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A sentença de Bernadete foi decidida pelo voto de minerva, aplicado pelo desembargador João Maroja, que votou a favor da cassação. A informação é do Diário on line.
Bernadete Ten Caten é acusada de abuso de poder econômico, em 2008, e a partir de agora, é considerada inelegível pelos próximo três anos.
É provável que a causa da cassação tenha sido a festa promovida pela deputada em 2008 no Farol, casa de shows na orla do Tocantins, quando foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral a pagar multa de R$ 21 mil por propaganda antecipada relativa às eleições municipais de 2008.
Bernadete foi vereadora em Marabá entre 1997 e 2000. De 2004 a 2006, foi superintendente do Incra  em Marabá. Elegeu-se deputada estadual em 2006, com 36.202 votos.
Condenada pela primeira instância do Tribunal Regional Federal da 1ª Região por improbidade administrativa. Segundo a denúncia, houve irregularidades na licitação feita pelo Incra para a montagem de estandes e auditório da 1ª Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Sul e Sudeste do Pará (Feiragra); a deputada recorreu na instância superior (O Liberal, 9.mai.2007, 11.mai.2007).
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E o 6M, nada? Falta ele!

Por trás das aparências

O Blog do Barata está imperdível. Aconselhável para quem quiser saber e conhecer os bastidores novos e velhos da política palaciana paraense, aquela em que a  população e o Estado são apenas um detalhe. 

Sintam a barra:

 "SUCESSÃO – O caráter didático do fiasco petista

O alento, diante do fiasco eleitoral de Ana Júlia Carepa (foto) e do PT no Pará, é o caráter didático que embute a vitória de Simão Jatene. O ressurgimento da tucanalha evidencia, ironicamente, que está longe de ser regra o que garantiu o triunfo do prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu, nas eleições municipais de 2008. O nefasto Dudu, recorde-se, conseguiu ser reeleito, a despeito da rejeição popular e da desastrosa administração que protagoniza, valendo-se, acintosamente, do poder econômico e da escandalosa utilização da máquina administrativa municipal.
A derrota de Ana Júlia evidencia que, com alternativas mais palatáveis do que aquelas  que se contrapunham ao nefasto Dudu, em 2008, teria sido possível defenestrar do Palácio Antônio Lemos o falsário do passado, que fez carreira política como o farsante do presente. A escalada das abstenções no Pará, nas eleições deste ano, sugere o ceticismo diante do déjà-vu da política paraense. Jatene, com seu arsenal de pantominas eleitorais, galvanizou a insatisfação do eleitorado, diante do desgoverno que foi a administração Ana Júlia Carepa. São robustos os indícios de que Simão Jatene reprisou, na sucessão estadual deste ano, o fenômeno que representou a eleição de Edmilson Rodrigues, então PT, hoje PSol, para a Prefeitura de Belém, em 1996."

Pingando nos ii

Do deputado Parsifal Pontes, hoje, sob o título, "De costas para os espelhos", sobre a caça às bruxas no celeiro devastado:

"Discordo categoricamente de quem coloca no colo da baiana Link, o insucesso da empreitada da recandidata Ana Júlia.
A Link articulou um case de sucesso: tirou Ana Júlia de um índice de rejeição de mais de 50% e o baixou para 30% na reta final da campanha.
Se a DS não tivesse sido tão estrábica, Ana Júlia não teria amargado a rejeição ingerida, o PMDB não teria chispado, os demais partidos que fizeram parte da “Acelera Pará” teriam apoiado, mesmo, a governadora, e não seria necessário ir à Bahia buscar marqueteiro.
Na verdade, não são necessários exercícios teóricos para elaborar teses de culpabilidade da derrota governista. Basta pegar toda a DS, colocar a governadora no meio e posta-los na frente de um grande espelho: o reflexo mostrará os culpados.
O núcleo do insucesso, e eu avisei várias vezes, é que o governo que se fina administrou de costas para os espelhos.
A propósito, se me permitem os membros do governo que raia: espelhos são ótimos para quem quer achar culpados e um governo não se pode dar ao luxo de existir de costas para os reflexos que eles emitem."

Graças à Vale, Carajás é chinês

Singela representação dos efeitos sociais locais das atividades
da Vale no Pará

O terceiro trimestre deste ano foi dos melhores da história de 68 anos da Companhia Vale do Rio Doce. A empresa bateu recordes de produção e de resultados financeiros. Faturou como nunca num único trimestre: 14,5 bilhões de dólares. Se essa média se mantivesse pelo ano inteiro, sua receita chegaria a US$ 58 bilhões.
Não chegará porque os meses anteriores foram de dificuldades, recuperando-se da crise internacional. Mas chegará ao final de 2010 como se estivesse num ritmo mais acelerado do quenunca antes”, como diria o presidente Lula, desafeto contido do presidente da companhia, Roger Agnelli, que completará 10 anos no cargo no próximo ano, se chegar a completar.
Diz-se que com a vitória de Dilma Rousseff sua saída é certa. Ciente disso, Agnelli aproveitou a comemoração dos números grandiosos para se queixar (no exterior) dos petistas, que o pressionam por empregos. Talvez se preparando para uma saída em grande estilo, que o governo, através dos fundos de pensão, tem poder suficiente para afastá-lo, mesmo com o desempenho impressionante. Oficialmente, porém, o ex-executivo do Bradesco, o maior sócio privado da antiga estatal, parece preparado para o combate que se aproxima.
No dia 26 ele mandou divulgar uma nota oficial para informar quejamais foi tratadaentre os acionistas controladores da empresanem fez parte da pauta do Conselho de Administração a substituição do diretor-presidente Roger Agnelli. As especulações na imprensa, que atribuem a ‘fontes do Conselho de Administraçãoinformações neste sentido, não retratam a posição dos acionistas controladores da empresa”. Os cotistas, que vão sacar dividendos altíssimos no atual exercício, têm motivos para querer que Agnelli permaneça onde está.
Recordes não foram na receita global da Vale, que passou de US$ 9,9 bilhões no 2º trimestre para US$ 14,5 bilhões no terceiro. O lucro líquido cresceu 63% no período, pulando de US$ 3,7 bilhões para US$ 6 bilhões, o maior de todos os tempos. Os investimentos foram de US$ 14 bilhões, o retorno aos acionistas chegou a US$ 5 bilhões e a empresa ainda aplicou US$ 2 bilhões na recompra de suas ações, demonstrando que crê no futuro. Com ou sem PT para “aparelhá-la”.
Se fosse pelos indicadores que a Vale apresentou, Roger Agnelli devia ser parabenizado e não ameaçado de demissão, caso a empresa fosse realmente privada. Ela é quase uma corporação financeira pela sua face de organização particular, mas convive com um hibridismo estatal que, no regime do PT, se manifesta mais nos bastidores do que diante da opinião pública.
De público, o PT nunca questiona os resultados da companhia, mesmo porquedireta ou indiretamentetira vantagens desses ingressos, sob todas as formas. Mas parece querer sempre mais poder para ter ainda mais. Sua divergência não interfere nos rumos dessa que é a mais acabada das multinacionais brasileiras, se não for a única, a rigor.
Mas é justamente os rumos dessa opção que precisam ser questionados. Uma mera análise contábil da prestação de contas da empresa sobre o 3º trimestre de 2010 levará à exaltação das decisões tomadas pelos seus dirigentes, que estão apresentando resultados excepcionalmente favoráveis, como poucas companhias no mundo. O problema é que a Vale, pelos erros cometidos na sua privatização, é um ser estranho: deixou de ser estatal e não é uma empresa privada convencional. Se o país fosse sério, nem poderia ser.
O tamanho e o poder da Vale lhe impunham a condição de estatal, ou então o seu porte mastodôntico teria que sofrer fracionamento, mesmo acarretando perdas de sinergia. Ela é tão poderosa quanto um governo. No Brasil, aliás, maior do que todos, exceto o governo federal, pelo controle da logística que possui em todo país (com as duas maiores ferrovias e os dois maiores portos, num acervo que excede e ignora as segmentações federativas) e a capacidade de investimento, maior do que muitos Estados somados (talvez inferior ao de São Paulo).
Como os representantes do governo na corporação se interessam mais pelo manejo dos cordões dos benefícios e o poder de mando, a análise do significado atual da Vale, às vésperas de chegar a 70 anos de existência, se empobrecem num questionamento menor ou numa negação radical. As duas posições são inócuas porque não influem no âmago da companhia. Todos vêem o gigante que ela é, mas não se apercebem do seu dedo, onde está a sua digital.
No caso do Pará, que vai consolidando a sua condição de principal unidade produtiva dessa multinacional, a marca registrada é oriental, mas especialmente chinesa. Como o principal produto da Vale ainda é o minério de ferro, o Pará tem um significado especial por causa da riqueza do minério de Carajás. Não é por acaso que enquanto representa 35% das vendas totais da Vale, computando-se as suas diversas origens (Sul, Sudeste e Norte), em Carajás a participação chinesa é de 60%.
O preço médio da tonelada de minério de ferro no 3º trimestre deste ano foi de US$ 126 (contra US$ 92 no trimestre anterior), mas o melhor minério chegou a US$ 148. Quando tem mais de 62% de hematita contida, o minério tem ganho de qualidade e mais US$ 6 por cada 1% adicional de hematita. O teor do minério de Carajás é de 66%. Essa riqueza permite à Vale um ganho de US$ 21,60 por tonelada de Carajás, margem que supera o ganho do concorrente australiano (de US$15 por tonelada de frete) no mercado asiático, por sua muito maior proximidade física.
Não surpreende que este ano, se o desempenho do 3º trimestre se repetir no último período, pela primeira vez a produção de Carajássuperar 100 milhões de toneladas, na perspectiva dos 230 milhões previstos para 2015, o equivalente a nove meses de produção total em 2010, que é recordista. O ganho marginal da Vale pelo teor do minério de ferro de Carajás, o melhor do mundo, será de US$ 2 bilhões. Esse dinheiro todo é recolhido aos cofres da empresa, que se abarrotam. Nada é repartido com o Estado no qual essa riqueza existe, mas está sendo transferida para o outro lado do oceano em velocidade que corresponde a verdadeira sangria desatada. Mais três décadas e nos restará chorar no fundo do buraco, no qual ficaremos.
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Lúcio Flávio Pinto é o editor do Jornal Pessoal, de Belém, e autor, entre outros, de O jornalismo na linha de tiro (2006), Contra o poder. 20 anos de Jornal Pessoal: uma paixão amazônica (2007), Memória do cotidiano (2008) e A agressão (imprensa e violência na Amazônia) (2008).
Fonte: Jornal Pessoal & Gramsci e o Brasil.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Banidos querem revanche

Era só o que faltava!...
O PT e o PMDB, diz a Agência Brasil,  vão protocolar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará pedido de novas eleições para o cargo de senador no Estado. Para os partidos, mais da metade dos votos (57%) foram considerados nulos no primeiro turno, em consequência da cassação das candidaturas de Jader Barbalho (PMDB) e de Paulo Rocha (PT), motivo suficiente para convocar um novo pleito. As informações são da Agência Brasil.
“O PT vai brigar para que a Justiça Eleitoral leve em consideração o sentimento expresso por dois terços dos eleitores paraenses”, disse o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha quando visitou o Pará, no dia do segundo turno das eleições presidenciais.
Padilha defende novas eleições, se for o caso. “O que vamos fazer é buscar na Justiça a forma de garantir a concretização desse sentimento do povo”, acrescentou o ministro.
Posição similar à de Padilha tem a governadora do Estado, Ana Júlia Carepa (PT). “Claro que vamos reivindicar novas eleições [para representantes do Pará no Senado]. Isso é respeito à democracia”, disse.
Ela garante que ainda não pensou em se candidatar ao cargo, mas afirma que o PT “ tem compreensão sobre o assunto”, e que tem certeza de que o partido “vai honrar” o 1,7 milhão de votos que teve para o Senado. “A gente pretende, sim, discutir o Senado, é claro. Até porque vai ter uma nova eleição”, acrescentou.
Em nota, Jader Barbalho garantiu que também acionará o TRE do Pará para que haja novas eleições, e que o PMDB “não aceitará senadores biônicospara o Estado.
Até o momento, nada foi protocolado no TRE do Pará, e a diplomação dos candidatos está prevista para o dia 17 de dezembro.  

Feliz Ano Novo!

Está em O Liberal de hoje:


Pará é o 5º pior Estado brasileiro em qualidade de vida
Quase quatro milhões de paraenses vivem em municípios de baixo desenvolvimento. Dos 143 municípios do Estado, pelo menos em 122 deles, as suas populações moravam, em 2007, em condições extremamente precárias, sem acesso ao mercado de trabalho e a serviços básicos de saúde e de educação. A realidade socioeconômica dos paraenses pode ser notada a partir da análise da série histórica dos dados que compõem estudo elaborado anualmente pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
O estudo revela que o Estado tem dificuldade em avançar. Entre 2000 e 2007, a evolução do desenvolvimento do Estado foi de apenas 18,3%. A baixa evolução, contrária a movimentação das unidades federativas vizinhas e do Nordeste, levou o Estado a deixar a 7ª pior classificação no ranking de desenvolvimento para ocupar o 5º inglório lugar. vivem em condições mais difíceis que os paraenses, as populações de Alagoas, Amapá, Maranhão e Piauí.
A federação fluminense chegou a essa definição por meio do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), indicador formado pelas estatísticas de saúde, de educação e de geração de emprego e renda. A classificação é em uma escala que varia de 0 a 1. No patamar mais baixo, encontram-se os que atingem nota até 0,4; no nível regular, aqueles que alcançam de 0,4001 a 0,6. As cidades que obtêm de 0,6001 a 0,8 ficam na categoria moderada e as que chegam a pelo menos 0,8001 são consideradas de alto desenvolvimento.
Ranking
No Estado do Pará, o nível de desenvolvimento é avaliado como regular, com IFDM médio de 0,5974. Em relação ao ano anterior, houve uma evolução de 1,3%. De 2006 para 2007, 95 cidades do Estado apresentaram variações positivas, apesar de baixas, e 47 apresentaram queda. Nenhum município apareceu no nível de alto desenvolvimento e a melhor nota foi a de Parauapebas, com 0,7825. Na classificação geral, a melhor cidade do Pará, não figurou nem entre as trezentas primeiras do ranking nacional.
Parauapebas está na posição 311º, enquanto a segunda melhor, Belém (0,7575), é, apenas, a 486º. na outra ponta da tabela, os municípios paraenses são destaque com 15 aparições entre os 100 piores IFDMs. É o caso da cidade de Placas, que apresenta o pior índice do Estado e a terceira pior marca do País: 0,3568. Com índices inferiores, aparecem o município maranhense de Marajá do Sena e o baiano de Lamarão, com médias 0,3394 e 0,3528, respectivamente. Melgaço é o segundo pior IFDM do Estado e o sétimo do País, com 0,3700.
Em seguida surgem no ranking dos mais subdesenvolvidos do Estado Gurupá (0,3784), Nova Esperança do Piriá (0,3824), Cachoeira do Piriá (0,3959), Bagre (0,4014), Bujaru (0,4060), Garrafão do Norte (0,4080), Aveiro (0,4107) e Santa Cruz do Arari (0,4120). A pior vertente do Estado é a de Educação, com índice de 0,5293. Somente as médias dos índices dos municípios de Alagoas (0,5529) e da Bahia (0,6093) ficam abaixo.
Em Bagre foi registrado o pior ensino do Estado, com índice de 0,3337. Na sequência surgem Nova Esperança do Piriá (0,3561), Curralinho (0,3826) e Aveiro (0,3976). Em compensação, a avaliação mais positiva na educação paraense está no município de Mãe do Rio, com IFDM 0,6962.
Em seguida, como a segunda melhor está Parauapebas (0,6941) e, em terceiro, aparece Altamira (0,6887).
Desenvolvimento
Apenas Alagoas, Amapá, Maranhão e Piauí conseguem índices mais baixos meiras do ranking nacional. Parauapebas está na posição 311º, enquanto a segunda melhor, Belém (0,7575), é, apenas, a 486º.
na outra ponta da tabela, os municípios paraenses são destaque com 15 aparições entre os 100 piores IFDMs. É o caso da cidade de Placas, que apresenta o pior índice do Estado e a terceira pior marca do País: 0,3568. Com índices inferiores, aparecem o município maranhense de Marajá do Sena e o baiano de Lamarão, com médias 0,3394 e 0,3528, respectivamente. Melgaço é o segundo pior IFDM do Estado e o sétimo do País, com 0,3700. Em seguida surgem no ranking dos mais subdesenvolvido  do Estado Gurupá (0,3784), Nova Esperança do Piriá (0,3824), Cachoeira do Piriá (0,3959), Bagre (0,4014), Bujaru (0,4060), Garrafão do Norte (0,4080), Aveiro (0,4107) e Santa Cruz do Arari (0,4120).
A pior vertente do Estado é a de Educação, com índice de 0,5293. Somente as médias dos índices dos municípios de Alagoas (0,5529) e da Bahia (0,6093) ficam abaixo. Em Bagre foi registrado o pior ensino do Estado, com índice de 0,3337. Na sequência surgem Nova Esperança do Piriá (0,3561), Curralinho (0,3826) e Aveiro (0,3976). Em compensação, a avaliação mais positiva na educação paraense está no município de Mãe do Rio, com IFDM 0,6962. Em seguida, como a segunda melhor está Parauapebas (0,6941) e, em terceiro, aparece Altamira (0,6887).
Saúde paraense está entre as piores do
em relação à saúde, o IFDM no território paraense é maior do que a Educação, mas no geral é o segundo mais baixo do Brasil. Com o indicador 0,5974, é superado pelo Amapá, com nota 0,5740. Como comparativo, Paraná líder do IFDM da Saúde, registrou 0,8244. Belém (0,7726) é o primeiro colocado e logo atrás vêm Rio Maria (0,7671) e Ananindeua (0,7639). Os piores foram Curuá (0,3996), Santa Cruz do Arari (0,4433) e Quatipuru (0,4458).
O melhor vetor paraense é o de geração de emprego, com a 11ª melhor marca do País (0,5974). Parauapebas (0,9432) ocupou a primeira colocação no Estado, seguido de Belém (0,8814) e Ourilândia  do Norte (0,8591). 'O Pará é frágil nas três variáveis prioritárias para o desenvolvimento de qualquer localidade. Até tem uma boa colocação no índice de geração de emprego e de renda, mas mesmo assim é insuficiente.
Ter boa saúde e educação é condição primordial para a produtividade de um  trabalhador no emprego. E o Estado fica atrás na educação, onde é o 25º, e em saúde, é o segundo pior do Brasil.  Há uma evolução, mas ainda está muito abaixo dos índices nacionais', analisou chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês.
Segundo ele, o estudo mostra que há uma redução de desigualdade no Basil, mas permanece um abismo entre as regiões mais pobres e ricas do País. 'Persiste existindo dois brasis”, diz Mercês. A população mais pobre continua concentrada no Norte e no Nordeste do País, enquanto o Centro-Oeste conseguiu avançar em direção a padrões antes vistos no Sul e no Sudeste. No fim de 2000, municípios paulistanos conseguiam atingir a faixa mais elevada. Sete anos mais tarde, a lista dos 10 mais, liderada por Araraquara, continuava tendo cidades médias e pequenas de São Paulo.
Apesar dos avanços, a pesquisa revela que o desenvolvimento em 2007 ainda estava concentrado: dos 56 milhões de brasileiros que viviam em locais com alto nível socioeconômico, 17 milhões estavam nas cidades do Rio ou de São Paulo. A parcela dos classificados no estrato mais alto subiu de 0,3% para 4% em oito anos. Se comparados os anos de 2006 e 2007, no entanto, o número dos mais desenvolvidos teve uma ligeira queda,  de 232 para 226.
As cidades do Pará que apresentaram maior crescimento foram São Sebastião da Boa Vista (21,8%), São João do Araguaia (20,9%) e Tucuruí (20,5%). As maiores quedas foram em Santa Cruz do Acari (-19,1%) e Jacareacanga (19%). Com as variações, ocuparam as dez primeiras posições no estado os municípios de Parauapebas (0,7825), Belém (0,7575), Barcarena (0,7240), Tucuruí (0,7010), Ananindeua (0,6943), Ourilândia do Norte (0,6921), Canaã dos Carajás (0,6690), Marabá (0,6659), Xinguara (0,6488) e Redenção (0,6442). Entre esses, Tucuruí, Ourilândia do Norte, Xinguara e Redenção não estavam na lista dos dez melhores em 2006.
Fonte: O Liberal

sábado, 6 de novembro de 2010

Crônica de uma morte anunciada

Qualquer semelhança não é mera coincidência
Desportista marabaense deita-se confortável no divã de Quaradouro e começa a divagar:
"- O Águia de Marabá deve R$ 300 mil de "bichos" e salários atrasados e não tem como pagar. Dados os sucessivos fracassos desses onze anos sem renovação de diretoria, esta seria a oportunidade para mudar tudo.
Mas isso não é possível. O que chamam de diretoria no time é só um grupo de relações amigas e familiares. Veja bem: tem o Inácio Ferreira, que é irmão do presidente Ferreirinha. O vice Ademir Martins é amigo pessoal e da mesma tendência petista do Ferreirinha, a DS. O diretor de futebol é irmão do Galvão, e o Édson é sobrinho do Galvão, o Zé Wilker, se não me engano.
Quem vai poder mudar isso? Ninguém.
Existem pelo menos oito empresários interessados em apoiar financeiramente a equipe, mas sem mudança nessa "diretoria" não dá. E sabe quando isso acaba? Dia de São Nunca de tarde! Ou então, logo que o  time acabar por má administração. Inda mais agora que Ana Júlia, patrona da DS, levou chumbo, e o Ferreirinha vai ficar desempregado e sem acesso ao Jatene.
Com a permanência desse grupo aí, e mais o Galvão como técnico inventado, nem o Águia vai sair dos aperreios nem ganhar qualquer campeonato."
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Com a palavra, quem puder responder.