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sexta-feira, 11 de março de 2011

Ele se cuida com óleo de peroba

Está no blog O resto do Iceberg, do Pedro Gomes


Maurinóquio, um sujeito bem-humorado...


Olha, não sou inimigo do prefeito. Aliás, nem o conheço pessoalmente.

Todavia, sinto-me provocado a questionar e também a criticar algumas de suas atitudes, mesmo ciente que ele continuará firme em seu propósito de mascarar a realidade.
Considero uma afronta esse tipo de propaganda que o gestor marabaense tem alardeado aos quatro ventos como se nós não tivéssemos a capacidade de comparar entre o que é dito com o que é feito ou como se fôssemos incapazes de discernir entre a realidade e a fantasia.
Maurino já foi várias vezes à imprensa dizer que tudo está bem e Marabá vive num mar de rosas (não com essas palavras, pois aí seria o fim da picada)...mas, circula em Marabá um jornal de origem duvidosa, que divulga uma pesquisa de um instituto não menos duvidoso, onde está escrito a seguinte manchete: "PREFEITO MAURINO É NOTA 10!". Achei isso ridiculamente impressionante...
Um amigo meu, muito otimista, analisou esta frase como sendo em uma escala de zero a mil. Aí sim poderia se chegar na nota dez dada ao bem-humorado prefeito. 
Nunca a expressão "tapar o sol com a peneira" caiu tão bem a uma pessoa como agora. Meu velho pai dizia: "Quem fala o que quer, ouve o que não quer". E o gestor, por sua vez, segue falando que faz exatamente aquilo que ninguém vê.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quem foi? A gente quer saber!

Decorridos mais de dois meses da promessa do chefão do DMTU em apurar a patifaria do carro posto pela Justiça à disposição do Departamento, alguém aí sabe no que deu a investigação?
Já me disseram que nem mesmo uma sindicância  foi feita para identificar o malandro ou malandra (ou os dois) que estava(m) na esbórnia no Motel Madrid.

A imunidade dos poderosos, a inércia dos homens de bem e a capacidade de reação

Do blog Olho de Lince. Vale a pena refletir.

Em nosso Estado diariamente são noticiados nos meios de comunicação casos de corrupção: Prefeitos que roubam a merenda das crianças, desviam medicamentos, engordam suas contas bancárias com dinheiro dos nossos impostos; desvios de recursos na folha de pagamento da Assembléia Legislativa; nepotismo cruzado entre o Poder Executivo e o Legislativo; repartição de cargos entre os partidos ;  deputados e senadores envolvidos em casos de corrupção; esfacelamento da máquina pública inchada por temporários apadrinhados; conluio entre empresários e governantes e por ai vai... Por outro lado nunca são noticiados casos de prisão desses malfeitores, muito pelo contrário, o que mais se vê são os pilantras felizes e sorridentes dando entrevistas e falando da grande injustiça de que foram vítimas. E assim  todos temos a triste percepção de que nunca veremos esse quadro mudar e, o que é pior, uma parte da população passa a querer cada vez mais fazer parte do mundo desses privilegiados que enriquecem roubando os cofres públicos, curtindo a vida adoidado com a garantia da impunidade e a certeza de que essa riqueza e condição social será passada para as suas próximas gerações, graças a engrenagem que os sustenta: um sistema de leis elaborado para proteger aqueles que podem pagar e pagar caro e uma sociedade individualista, arcaica, sem uma educação formal que a capacite para enfrentar os podres poderes constituídos.
           No universo daqueles que tem acesso a educação de qualidade e a informação, a inércia dos homens de bem e a lógica capitalista mantém e alimentam o sistema corrupto: Ninguém deixa de falar e nem de conviver socialmente com os bandidos de colarinho branco, que desfilam impunes em seus carrões que valem milhares de dólares; o “beija mão” continua nos salões dos clubes da elite e  nos restaurante caros freqüentados pela “alta roda”, embora nos bastidores todos comentem a origem de tanta riqueza. Afinal, se uma boa parte do dinheiro que circula em nosso Estado e que alimenta a cadeia produtiva ( especialmente no mercado de luxo) vem desse segmento dane-se a ética, a moral, os pobres e os desvalidos!
          No andar de baixo, o povo oprimido, sem acesso ao mínimo garantido pela Constituição, sofre calado e conformado, já que não enxerga saída para essa situação. As bolsas famílias, bolsas trabalhos e outras bolsas que não se pode nominar calam seus gritos, acorrentam suas almas.  Até quando nosso passado de gente espoliada pelo colonizador voraz e feroz nos impedirá de reagir? Até quando nossos educadores continuarão sem compreender a grandeza de seu papel na sociedade?   Quando esses educadores, à revelia do sistema dominante e institucionalizado, passarão a ensinar ao nosso pobre e espoliado povo o caminho do verdadeiro desenvolvimento, que passa pela trilogia que conduziu a revolução francesa : “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”!?

Bom dia!

Espanto!

Reação dos flagelados de Marabá quando leram que Maurinaíma é um dos melhores prefeitos do Brasil


quarta-feira, 9 de março de 2011

Alguém ainda acredita nisto?!

Está no blog do Parsifal Pontes:

maraba
A imagem acima foi cortada de uma página inteira de “O Liiberal” de ontem, domingo.
Trata-se de matéria paga, dando publicidade de que o “Prefeito de Marabá, Maurino Magalhães ´foi` premiado como um dos 20 melhores prefeitos do Brasil”.
Quem conferiu o prêmio, segundo o certificado que o prefeito porta, foi a “União Brasileira de Divulgação”, que ninguém, até este minuto, ouviu falar.
Fui prefeito duas vezes. Nos dois mandatos, mais de uma vez por ano, eu recebia telegramas comunicando-me que eu havia sido escolhido um dos 20 melhores prefeitos do Brasil.
O destino de todos os telegramas foi o lixo. Uma vez a turma que falseia esta pantomima exagerou: deixaram os 20 de lado e telegrafaram que eu havia sido escolhido o melhor prefeito do Brasil: joguei o telegrama no lixo do mesmo jeito.
Como a trama é ubíqua, ou seja, aplica-se o golpe em todo o território nacional, a Polícia Federal já deveria ter dado um basta nesta falsidade ideológica que sangra erários de prefeituras pelo Brasil afora.
Os prefeitos que aceitam o papel, acabam sendo coniventes com isto, pois, eu não acredito, e ninguém acredita, que eles acreditam que são tão bons assim.
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Quem não tem competência para gerenciar o que quer que seja, inda mais um município complexo como Marabá, fica inventando factóides políticos, a custa do dinheiro público, para ficar na mídia de qualquer jeito.
Essa palhaçada deve ter custado ao erário pelo menos R$ 100 mil!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Unip não quer alunos do Prouni em Marabá

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça na última sexta-feira, por meio de uma ação civil pública, que a unidade da Universidade Paulista (Unip) de Marabá, no Pará, seja obrigada a matricular alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni). Segundo o MPF, apesar de fazer publicidade sobre a existência de vagas para alunos do programa a Unip estaria se negando a realizar matrículas de candidatos a bolsistas.
A ação foi assinada pelo procurador da República André Casagrande Raupp, que também solicitou à Justiça que o Ministério da Educação (MEC) garanta a reserva das vagas aos alunos selecionados pelo Prouni.
Durante a semana passada, a Procuradoria da República em Marabá recebeu diversas denúncias de estudantes prejudicados pela decisão da universidade. O MPF então encaminhou ofício à Unip, recomendando a regularização do atendimento e dando prazo de 24 horas para a resposta da universidade.
No entanto, a unidade da Unip em Marabá se negou a receber o documento, alegando que tal recebimento poderia ter sido feito pela matriz da universidade, em São Paulo, e que a autorização para matricular alunos do Prouni também dependia da sede da universidade na capital paulista.
Para Raupp, seria um caso evidente de propaganda enganosa. "É de se registrar, ainda, que com sua conduta, a Unip provocou abalo moral em todos os pré-selecionados no Prouni que, após se submeterem às fases de seleção do programa acreditando na pronta recepção pela instituição de ensino de suas matrículas, (...) restando-lhes apenas a sensação de terem sido enganados pela propaganda que outrora fora feita (...)", critica o procurador no texto da ação.
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Casa da mãe Joana e muro baixo são poucos para definir Marabá. Ninguém quer ter responsabilidade social.
Era só o que faltava!

Crime compensa! O mau exemplo vem de cima

Condenado à prisão, Donadon continua deputado
Apesar da Constituição dizer que nenhum parlamentar pode permanecer no mandato se for condenado pela Justiça, Natan Donadon segue no Congresso, votando normalmente. Ele foi, por exemplo, um dos deputados da base responsáveis pela aprovação do mínimo de R$ 545
Apesar de condenado a 13 anos de prisão, Natan Donadon permanece deputado. Entenda os motivos
Eduardo Militão

O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) está, há quatro meses, condenado a 13 anos de prisão, acusado de desviar dinheiro da Assembleia Legislativa de Rondônia por meio meio uma licitação fraudada. A condenação foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), corte máxima da Justiça brasileira. Mesmo assim, Natan Donadon permanece normalmente no cargo de deputado federal, para o qual recebeu 43.627 votos. A Constituição diz que nenhum parlamentar pode permanecer no mandato se tiver condenação contra si. Mas a Câmara apega-se a diversas filigranas jurídicas para não afastá-lo. Primeiro, a instituição só cumpre a regra do afastamento depois que se esgotam todas as possibilidades de recurso. E, ainda assim, ainda garante ao deputado uma fase de defesa para contra-argumentar a respeito de coisas que já levaram à sua condenação na Justiça.

Neste mês, Donadon esteve no Congresso e participou de votações importantes, como a definição do reajuste do salário mínimo. Seguindo a orientação do seu partido, o PMDB, ele foi um dos 77 colegas da bancada que apoiaram simbolicamente o mínimo de R$ 545, como queria o governo de Dilma Rousseff. E votou “não” aos pisos de R$ 560 e de R$ 600, defendidos pelas centrais sindicais e as oposições.

A permanência de Donadon acontece porque, apesar da restrição da Constituição a pessoas condenadas criminalmente, a decisão tomada pelo STF ainda não “transitou em julgado”. A expressão jurídica significa que um processo judicial foi encerrado e dele não cabe mais nenhum recurso. Porém, mesmo que o STF encerrasse o caso imediatamente, ele ainda permaneceria deputado até seus colegas da Câmara analisarem sua situação e eventualmente até o absolverem em uma votação secreta no plenário da Casa.

Procurado pela reportagem desde quinta-feira passada (3), o deputado não se manifestou. Seus advogados também não.
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O recorte é do Congresso em Foco, o melhor informativo sobre as mutretas brasilienses.
Uma vergonha!

domingo, 6 de março de 2011

Reinado de Monos

Rádio Sucupira informa:
Numa produção fenomenal dos irmãos siameses TEUKÍADES e MAURINAÍMA, a Prefeitura de Marabá tem a honra de apresentar o melhor Carnaval de todos os tempos com o enredo:
VISITE MARABÁ ANTES QUE ELES ACABEM COM ELA!!! 

Conde Drácula está de volta!

Ex-motorista se diz ameaçado por Curió

Domingo, 06/03/2011, 03:26:08
Ex-motorista se diz ameaçado por Curió (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
O ex-motorista do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Marabá, Valdim Pereira de Souza, que nos anos 70, durante a guerrilha do Araguaia - movimento que pregava uma revolução das massas camponesas para derrubar a ditadura militar implantada no país em 1964 -, colaborou com os militares, recolhendo ossos humanos de guerrilheiros mortos pelo Exército, prestou na semana passada em Marabá um depoimento em que acusa o coronel Sebastião Curió de usar pessoas a ele ligadas para ameaçá-lo de represálias caso colabore com o Grupo Tocantins, que busca localizar corpos dos insurretos que ainda estariam enterrados na região. Curió teve intensa participação, como major do Exército, na repressão ao movimento guerrilheiro.
Souza já recebeu várias ameaças para ficar calado. Em dezembro do ano passado, em três ligações telefônicas para seu celular, ele foi aconselhado a “fechar a boca para não dizer besteiras”. Em uma das ligações, enfrentou quem o ameaçava: “Olha, nós não temos mais nada a perder”. A mãe do motorista também atendeu a um telefonema ameaçador em Macapá, onde o motorista morava: a voz advertia para ter muito cuidado com o que andava falando.
Em depoimento gravado num vídeo, cuja cópia foi obtida com exclusividade pelo DIÁRIO, Souza afirma que, para ele, Curió está por trás das ameaças. O motorista diz que fala com conhecimento de causa, porque já trabalhou para Curió por sete anos, entre 1976 e 1983, quando o ex-patrão comandou com mão de ferro o garimpo de Serra Pelada. “O Curió é corajoso e me disse certa vez que quem fala muito morre”, contou, revelando que o ex-agente do SNI queria que Souza fizesse coisas que não gostava, como seguir e escutar pessoas, inclusive amigos do motorista. E dizia para ele que “inimigo bom é inimigo morto”.
LIMPEZA
Um dos quatro ouvidores do Grupo de Trabalho do Tocantins e ex-representante do Pará junto ao Ministério da Defesa, no Programa Federal Comissão da Verdade, Paulo Fonteles Filho, que há vários anos luta para encontrar os corpos de guerrilheiros que militavam no PC do B, integrando uma força-tarefa de agentes federais, pediu a ex-soldados e outros militares das Forças Armadas, que hoje colaboram com o governo federal para localizar as vítimas, que denunciem as ameaças que também estariam sofrendo.
Para Souza, as ameaças não podem ficar impunes. Ele diz que ainda há militares, principalmente do 52º Batalhão de Infantaria de Selva, de Marabá, que tentam negar que no quartel daquela unidade do Exército pessoas foram torturadas. Ele afirma que os ex-militares que colaboram com o Grupo Tocantins estão sendo vigiados.
Ossos recolhidos ao DNER
Em 1976, segundo o depoimento de Souza, ele participou da “Operação Limpeza”, denominação militar para o resgate de corpos e ossadas de guerrilheiros mortos na região. “Não tínhamos o direito de saber o que fazíamos, apenas cumprir a nossa obrigação e as determinações superiores”, revela. O trabalho dele era dirigir uma caminhonete do Incra. Era um carro descaracterizado, com placa fria. Foi várias vezes a Castanhal da Viúva, mas percorria também localidades como Bacaba, São Geraldo, São Domingos, Brejo Grande e Palestina.
A missão era trazer para a sede do antigo Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), em Marabá, vários sacos amarrados com um cordão. Os sacos pesavam cerca de 100 quilos e dentro, soube depois, por servidor do próprio DNER conhecido por “Pé na Cova”, havia ossos humanos. O cheiro era insuportável. Os homens do Exército que comandavam a operação eram o doutor Luchini (Sebastião Curió) e os sargentos Santa Cruz e Ribamar.
PROIBIÇÃO
Quem participava da “Operação Limpeza” era proibido de perguntar o que havia dentro dos sacos. Souza declarou que fez quatro viagens para transportar os sacos com as ossadas. Hoje, ele relembra, quem colaborou com o Exército “mal consegue levantar da cama, já morreu ou está muito doente, sem nada”. E desabafa: “não fizemos isso de livre e espontânea vontade, mas de livre e espontânea pressão”.
Sebastião Curió foi procurado pelo DIÁRIO em Curionópolis para apresentar sua versão do relato feito por seu ex-motorista, mas não foi localizado. A informação era de que ele morava em Brasília. Não foi possível localizá-lo na capital federal.  (Diário do Pará)