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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sacanagem com as crianças, Maurino!...

Alunos da escola municipal Jonathas Athias foram dispensados logo assim que se iniciou o recreio, na segunda-feira, 6 de dezembro.
O motivo, segundo uma fonte: falta de merenda escolar.
E a prefeitura continua gastando cerda de R$ 76 milhões de reais com a terceirizada EB alimentos...
Bem que dr. Cristiano Magalhães poderia cassar logo o mandato de Maurino Magalhães, por causa do Caixa-2, e livrar este município da infelicidade cada vez maior de ainda tê-lo como prefeito.

Tudo como antes, no quartel de Abrantes

Águia de Marabá: um pepino cada vez maior

Sem concorrência formal, bloqueada pelo rearranjo das regras do jogo às  vésperas da eleição, o ex-vereador Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, deve ser reeleito pela sexta vez ao cargo por aclamação do Conselho Deliberativo (Condel) à noite desta terça-feira em assembléia geral. Na ocasião, será definido o nome do vice-presidente do time, em vista da defecção de Ademir Martins.
mais de dez anos à frente do Águia de Marabá (que ele tentou renomear Águia Futebol Clube, traindo as origens da equipe), Ferreirinha insiste em manter João Galvão como técnico, ele que também é membro da diretoria onde, assim como Ferreirinha, possui parentes ou aderentes.
Em entrevista ao Diário do Pará, Ferreirinha “confirmou a permanência de jogadores que disputaram a Terceirona 2010 pelo Azulão. São eles: Alan, Inácio, Sinésio, Analdo, Roberto, Edkléber, Felipe Mamão, Charles, Cleuber e Torrô.”
Não é bem assim... O goleiro Alan Faria acaba de ser anunciado como o mais novo reforço do Santa Cruz, de Recife, onde deverá ser apenas o terceiro da posição para o Campeonato Pernambucano do ano que vem.  E o Clube do Remo divulgou a contratação do meio-campo Tiago Marabá, destaque pelo Águia no último Campeonato Paraense e Série C.
A operação desmanche do Águia de Marabá não se limita apenas ao plantel. Segundo fontes próximas ao time, sua diretoria vai enfrentar dificuldades com patrocinadores, insatisfeitos com a falta de mudanças e de perspectivas do time

Justiça condena Bruno e "Macarrão"

O juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, condenou o goleiro Bruno Fernandes a de quatro anos e seis meses de prisão pela prática dos crimes de seqüestro, lesão corporal e constrangimento ilegal contra Eliza Samudio.
Na mesma sentença, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido comoMacarrão”, foi condenado a três anos de prisão pelo crime de seqüestro, uma vez que ficou comprovado que os acusados privaram a liberdade da vítima.
Segundo a denúncia do MP (Ministério Público), na madrugada de 13 de outubro de 2009, os acusados e outras duas pessoas não identificadas seqüestraram Eliza Silva Samudio, que estava no quinto mês de gestação, e a levaram à residência do goleiro, onde a fizeram ingerir vários comprimidos e um líquido, substâncias que entendiam ser abortivas.
De acordo com o MP, após ter mantido um relacionamento sexual com a vítima, Bruno não teria se conformado com o fato de Eliza ter ficado grávida e de atribuir a ele a paternidade da criança.
O magistrado destacou que Bruno praticou os crimes de lesão corporal e constrangimento ilegal porque agrediu Eliza, dando-lhe dois golpes no rosto, e a obrigou a ingerir remédios. Na decisão, o juiz negou aos acusados a possibilidade de recorrer em liberdade sob o argumento de que “a prisão cautelar é imprescindível para garantir a ordem pública”. (Última instância)

"É fascinante ver os tentáculos da elite americana corrupta"

Julian Assange
O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, falou com exclusividade ao Opera Mundi nesta segunda-feira (06/12). Assange não escondeu a irritação com o congelamento de sua conta bancária na Suíça, por estar registrada em um endereço local, apesar de ele não morar mais no país europeu e com outras ações tomadas contra a organização desde o lançamento de documentos sigilosos de embaixadas dos Estados Unidos.
Ele se preparava para se apresentar à polícia britânica, o que aconteceu na manhã de terça-feira (07/12) em Londres. Assange é acusado de crimes sexuais na Suécia. A acusação não é clara, mas inclui a prática de sexo desprotegido com duas mulheres, na mesma época em dava uma palestra em Estocolmo. Desde o dia 18 de novembro, a justiça sueca expediu mandado de prisão com o objetivo de interrogá-lo por "suspeitas razoáveis de estupro, agressão sexual e coerção". O fundador do Wikileaks deve ser ouvido ainda hoje num tribunal de Westminster, na região central de Londres, onde será decidido se ele será extraditado à Suécia. 

Opera Mundi - Nesse momento, quais acusações pesam sobre você? 
Julian Assange - São muitas as acusações. A mais séria é que eu e o nosso pessoal praticamos espionagem contra os EUA. Isso é falso. Também a famosa alegação de "estupro" na Suécia. Ela é falsa e vai acabar se extinguindo quando os fatos reais vierem à tona, mas até está sendo usada para atacar nossa reputação. 

Opera Mundi - Sobre essa acusação de espionagem, há algum processo judicial correndo? 
Julian Assange - Não. É uma investigação formal envolvendo os diretores do FBI, da CIA e o advogado-geral norte-americano. A Austrália, meu país, também está conduzindo uma investigação do mesmo tipo - em que se junta todo o governo - e ao mesmo tempo estão asssessorando os EUA. Uma da fontes alegadas para essa investigação, Bradley Manning [militar acusado de ser a fonte do Wikileaks], está preso em confinamento solitário em uma cela na prisão no estado da Virginia, nos EUA. Ele pode pegar até 52 anos de prisão se for condenado por todas as acusações, que incluem espionagem.  

Opera Mundi - Qual a diferença entre o que faz o Wikileaks e espionagem? 
Julian Assange - O Wikileaks recebe material de "whistle-blowers" (pessoas que denunciam algo errado nas organizações onde trabalham) e jornalistas e os entrega ao público. Nos acusar de espionagem quer dizer que nós teriamos que trabalhar ativamente para adquirir o material e o repassar a um estrangeiro. 
Opera Mundi - No caso da Suécia, o que as mulheres alegam? 
Julian Assange - Elas dizem que houve sexo consensual. O caso chegou a ser arquivado por 12 horas quando a procuradora-geral em Estocolmo, Eva Finne, leu os depoimentos. Depois foi reaberto, após uma articulação política. Todo esse caso é bastante perturbador. Agora, eles acabaram de congelar minha conta em um banco na Suíça, nosso fundo para pagar minha defesa. 

Opera Mundi - Com base em quê? 
Julian Assange - Eles estão alegando que eu os coloco em risco. Mas não têm nada que sugira isso, e de qualquer forma isso é falso. 

Opera Mundi - E qual é a sua opinião sobre o congelamento de transferêcias de dinheiro pela empresa PayPal, e o fato de que a Amazon retirou o site do ar? Como você essas ações? 
Julian Assange - É fascinante ver os tentáculos da elite norte-americana corrupta. De certo modo, observar essa reação é tão importante quanto ver o material que publicamos. A Paypal e a Amazon congelaram nossas contas por razões políticas. Com o Paypal, 70 mil euros foram congelados. Com o nosso fundo de defesa, cerca de 31 mil euros. 

Opera Mundi - O que eles alegam? 
Julian Assange - Eles dizem que estamos fazendo "atividades ilegais", o que é, claro, uma inverdade. Mas estão ecoando as acusações de Hillary Clinton [secretária de Estado norte-americana] sobre como publicamos documentos que podem causar transtornos aos EUA. Mesmo assim, o líder do comitê de segurança nacional no Senado disse com muito orgulho que ele havia ligado para a Amazon e exigido o fechamento no site. 

Opera Mundi - O que o Wikileaks está fazendo para se defender do congelamento das doações?   
Julian Assange - Nós perdemos 100 mil euros somente nesta semana como resultado do congelamento dos pagamentos. Temos outras contas em bancos - na Islândia e Suécia, por exemplo, que o público pode usar. Estão em um site. Também aceitamos cartões de crédito. 

Opera Mundi - O que mais o Wikileaks está fazendo para se defender? 
Julian Assange - Nós estamos contando com a diversidade e o apoio de boas pessoas. Temos mais de 350 sites pelo mundo que reproduzem nosso conteúdo. Precisamos disso mais do que nunca. (Natalia Viana, do Opera Mundi)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Livre-pensar


Entre as cartas marcadas e lançadas ao lixo, sabe-se quem levará o troféu 
para São Paulo. (Malos, 03)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bairro de São Félix: consciência e garra

A cultura afro é o elemento forte do grupo cultural do bairro 


seis anos, um grupo de educadores, arte-educadores, crianças e jovens criaram o Grupo de Ação Cultural São Félix, no bairro de mesmo nome localizado à margem direita do rio Tocantins. Trata-se de um espaço de valorização da cultura local e da reflexão étnico-cultural sobre a importância da diversidade, por ser composto na sua maioria por migrantes de todas as regiões. Essencialmente, trata-se de uma resposta da comunidade à falta de políticas públicas de valorização da identidade dos jovens e das crianças daquele bairro, e que muitas vezes pouco tem contato com as linguagens artísticas criadas e inventadas ao longo da história da comunidade.
Neste sentido, o grupo realiza atividades que denomina “brechas culturais”, sendo a principal delas a da Consciência Negra, quando procura discutir com crianças e jovens as discriminações e preconceitos relacionados ao negro, além da valorização da cultura afrobrasileira e da diversidade. 
“A narrativa e as práticas do GAC – diz a Doutora em História Idelma Santiago, em tese sobre fronteira cultural defendida esta semana na Universidade Federal do Goiás - são lugares enunciativos daquele processo de construção de alteridade, seja porque colocou em prática uma tácita política de diferença e identidade do grupo e do lugar, seja porque fez o caminho do diálogo com outros espaços e atores da cidade. O grupo assumiu, no decurso de suas ações, uma pauta de identidade negra. De certa forma, fez a inversão de uma representação de suposta identidade negra do bairro, externamente atribuída, mas que vinha impingida de uma conotação pejorativa, para tomá-la como uma diferença capaz de referenciar seus sentidos de identidade, por exemplo, nos signos inscritos no corpo, nas performances da dança e nos temas das obras artísticas e atividades. Além de poder mediar relações de comunicação e reconhecimento.”  
E acrescenta: “As narrativas e as práticas do GAC são lugares enunciativos daquele processo de construção de alteridade, seja porque colocou em prática uma tácita política de diferença e identidade do grupo e do lugar, seja porque fez o caminho de dialogar com outros espaços e atores da cidade. O grupo assumiu, no decurso de suas ações, uma pauta de identidade negra. De certa forma, fizeram a inversão de uma representação de suposta identidade negra do bairro, externamente atribuída, mas que vinha impingida de uma conotação pejorativa, para tomá-la como uma diferença capaz de referenciar seus sentidos de identidade, por exemplo, nos signos inscritos no corpo, nas performances da dança e nos temas das obras artísticas e atividades. Além de poder mediar relações de comunicação e reconhecimento”.
Neste processo de construção da visibilidade do São Félix, pela afirmação de elementos de identidade e alteridade que possam referenciar as relações de reciprocidade com a cidade, o grupo tem sido “ator importante, pelos espaços de sociabilidade e criatividade praticados e pela inscrição e exposição de suas perspectivas e expectativas em diferentes lugares e espaços que puderam alcançar”.
Neste sábado (04/12), o Grupo de Ação Cultural promoveu na pracinha do bairro a IV Brecha Cultural no São Félix, em homenagem a Luiz Gonzaga, com muito forró de sanfoneiros locais, comidas típicas e recitais de poesia. Também haverá bingo de frango assado e caixas de cerveja em lata. Foi a continuação da iniciativa de sábado anterior, interrompida por uma chuva enorme. Na comissão organizadora: Everaldo Marinho, Vanda Melo, Aliane Corrêa, Deyze dos Anjos, Gracinete do Rosário e Marcelo Melo.

A derrota anunciada de Ana Júlia

Os marqueteiros, com seus egos inflados, duelam entre si atrás de culpados pela derrota de Ana Júlia Carepa. Mas se há um responsável pelo resultado desastroso da eleição para o PT no Pará é a própria governadora. Ela encerra um ciclo que nem começou.

Uma fogueira está ardendo em Belém muito antes da quadra junina: é a fogueira das vaidades. Marqueteiros políticos trocam alfinetadas e espalham brasa ardente para o lado de concorrentes e adversários. Um aponta o outro como responsável pela derrota da governadora Ana Júlia Carepa. Embora partam da mesma premissa, de que o marketing é importante, mas não elege ninguém, chegam a conclusões diferentes e contraditórias, como se a mágica, à maneira das bruxas, nas quais não se acredita, mas é melhor não mexer com elas, pudesse ter produzido no Pará o milagre desacreditado nos outros lugares.
Dezenove governadores tentaram a reeleição neste ano. Dez deles conseguiram esse objetivo já no 1º turno, superando a marca maior, de 9 reeleitos, de 2006, desde que a peçonhenta reeleição foi introduzida na vida política nacional pela constituição federal de 1988. Dois dos governadores preferiram apoiar candidatos dos seus partidos – e venceram. Quatro foram derrotados já no 1º turno. E quatro perderam a reeleição no 2º turno, dentre os quais Ana Júlia era a única governadora do PT, partido que reelegeu os dois outros governadores da legenda que disputaram a eleição, no 1º turno (Bahia e Sergipe). A governadora do Pará foi a maior derrotada do PT em todo país. Terminou como começou: em meio a escândalos, às vezes pequenos, mas simbólicos, e sem conquistar a aprovação da maioria dos habitantes do Estado.
Esse destino estava contido no elevado índice de rejeição de Ana Júlia, que só obteve avaliação superior à de quatro outros governadores, todos eles derrotados. Essa alta rejeição resistiu a tratamentos de choque aplicados às vésperas das eleições de 1º e 2º turno pelos marqueteiros trazidos da Bahia. Mas para a péssima avaliação deram sua contribuição os marqueteiros do Pará, que serviram a administração estadual durante os três anos anteriores.
Há muito tempo os governadores paraenses acham que podem compensar suas deficiências e insuficiências com propaganda massiva, que tem como alvo o eleitor, embora nem sempre de forma direta. Tornou-se prática contumaz tentar convencê-lo através da grande imprensa, cujo apoio pendular depende do peso das ofertas que lhe são oferecidas. Compra-se tudo. Menos, ainda, a realidade. O espelho continua a mostrar a nudez do rei para quem quiser – ou puder – vê-la.
Um dos elementos da rejeição foi justamente o contraste entre a propaganda oficial – abundante e vazia de conteúdo – e a realidade, que mantém o Pará no rabo da fila (e crescendo como rabo de cavalo, para baixo) das unidades federativas brasileiras. O governo que cuida das pessoas, que faz o Pará acelerar, que mudou o horizonte do Estado, que tem comando firme, só existiu na retórica do discurso publicitário. Depois de ter sido embromado e manipulado durante três anos, o povo perdeu a confiança no governo do PT e se tornou refratário e impermeável às suas promessas, até mesmo às obras concretas que iniciou, a maioria delas depois da undécima hora.
Qualquer observador podia constatar o fato, mesmo que não dispusesse das pesquisas qualitativas pelas quais os partidos, os políticos e os empresários se orientam. Não precisava ser aprendiz de feiticeiro, como se apresentam determinados marqueteiros, embora sem trajar os devidos paramentos. Qualquer um que representasse o oposto de Ana Júlia a derrotaria. Não qualquer um: “aquele um”, como diz o caboco.
O predestinado havia de ser Simão Jatene, injustiçado em 2006, quando era candidato natural do PSDB à reeleição e foi atropelado pelo reserva do time, o ex-governador Almir Gabriel, que já se dizia recolhido à aposentadoria nos metafísicos jardins de orquídeas da sua periclitante imaginação. O povo ligou o efeito reverso e retornou a quatro anos atrás para tentar refazer a história, como se fosse possível. O enredo que se seguiu à eleição de 2006 o desagradou. Foram quatro anos quase inteiramente perdidos na história do Pará.
O previsível naquela época e diante do contexto nacional e local que se constituiria, era a vitória e não a fragorosa derrota de Ana Júlia, que, por circunstâncias, não aconteceu já no 1º turno. Ela era do partido do presidente mais popular que a república brasileira já teve. O Estado era um dos principais destinos dos investimentos federais e empresariais do país.
Tão forte Ana Júlia se apresentava em Brasília que dispensou a renovação da aliança com o seu principal parceiro na vitória de quatro anos atrás, o PMDB de Jader Barbalho. Formou o maior arco de alianças partidárias da federação, superior à do PT no plano federal. Seus maiores adversários ou estavam isolados, como o PMDB, ou com uma coligação frágil, como o PSDB (acrescido do PPS e do DEM, este depois da defenestração do casal Pires Franco). Lula veio mais ao Pará do que a Estados com colégios eleitorais maiores. Dilma, idem.
Dilma Rousseff teve 343 mil votos a mais do que a governadora no 2º turno. Observe-se que a vantagem imposta por Jatene a Ana Júlia no 1º turno (12,87%) teve ligeira diminuição no 2º turno (11,48%), mas o movimento foi inverso na disputa presidencial: Dilma subiu de 47,92% para 53,05%, mas a evolução de Serra foi maior: de 37,7% para 48,35%, encurtando bastante a diferença, que foi muito menor do que no plano nacional. Mais um pouco de gestão petista e talvez o tucano fosse o vitorioso no Pará.
Um dado expressivo é que a votação alcançada pela candidata do PT à presidência da república no Pará foi inferior à média que obteve no país (56,05%), enquanto a parte do candidato do PSDB no Estado superou a sua votação nacional (de 43,95%). Outro número sugestivo é a existência de 9 mil votos brancos e 20 mil votos nulos a mais na disputa governamental sobre a presidencial, o que indica que o eleitor teve interesse ligeiramente maior por Dilma e Serra do que por Jatene e Ana. Pudera: não sai da gangorra das lideranças no Pará, que se alternam sem largar a rapadura.
Esses números mostram que tudo foi feito, até a última hora, para tentar levantar a governadora, mas esse esforço acabou por prejudicar a campanha presidencial do PT, contaminada pela rejeição a Ana Júlia. Nem o carisma do PT e a máquina oficial conseguiram enquadrá-la numa margem que permitisse maior área de manobra pelo marketing político. O que a governadora não fez em três anos, a maioria do povo paraense não acreditou que ela pudesse fazer na fração final do seu mandato. Tendo sido sempre uma eficiente palanqueira, ela cometeu o erro fatal de não descer para a condução eficiente da administração pública. Talvez por não saber como se conduzir na chefia do executivo. Não lhe faltaram disposição e boa vontade. A escassez foi mesmo de virtudes pessoais.
Os indícios são de que a história tratará de apagar a memória dos anos ruins em que Ana Júlia Carepa governou o Pará. Mas a própria personagem parece bem distante de se convencer desse vaticínio. Continua a acreditar, embalada pela maquilagem publicitária, que sua administração foi um divisor de águas e que algum quinhão lhe cabe da hipérbole presidencial do “nunca antes”.
À corte, Ana Júlia tem manifestado a esperança de que ainda venha a ser realizada uma nova eleição para o Senado e ela possa se apresentar como candidata a voltar a ocupar um lugar na câmara alta. Se essa hipótese vier a se concretizar, Paulo Rocha, estará impedido de participar da disputa, fulminado pelo prazo da inelegibilidade de oito anos, a contar da data da sua renúncia, em 2005, para fugir a processo de cassação na Câmara Federal, como um dos envolvidos no escândalo do “mensalão”.
Desfeita essa hipótese, pendente do pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, Ana Júlia teria a alternativa da disputa pela prefeitura de Belém, em 2012, não sem antes procurar abrigo em algum órgão federal para se preservar do anonimato. A dúvida que hoje se suscita é quanto ao seu peso específico no PT: ela continuará a ser uma grande liderança no partido ou será reduzida a comandar uma das suas facções minoritárias, a Democracia Socialista?
As parcelas petistas majoritárias têm muitas queixas da governadora e do seu séquito. Aproveitarão a derrota para um ajuste de contas ou, à falta de opções, refarão os compromissos para sair das cinzas da fogueira e voltar a brilhar na política paraense, como uma brasa reavivada? Há realmente essa possibilidade?
Mal esta eleição foi encerrada, os políticos já tratam de preparar a nova, que terá uma importância particular: o novo prefeito da capital estará no cargo quando Belém completará 400 anos, em 2016. A coincidência será um capital a sacar para permanecer na história. Por isso, já há pré-candidatos: o deputado federal eleito Arnaldo Jordy, o deputado estadual eleito Edmilson Rodrigues, o quase-secretário Paulo Chaves e alguns outros menos explícitos.
Mas com que roupa se apresentarão os novos candidatos? Esta é outra questão. Como a derrota de Ana Júlia já estava espelhada nas estrelas (bastaria ouvi-las, como fez o poeta Olavo Bilac), o governador eleito Simão Jatene não se armou de um verdadeiro programa. Limitou-se a enfileirar obras físicas, desdobramentos de iniciativas em curso, ressurreição das que foram deixadas para trás e outras quinquilharias, sempre onerosas aos cofres públicos e de limitados efeitos sociais.
Jatene retomará um Pará que mudou pouco em relação ao Estado cujo comando ele mesmo transmitiu. Talvez um tanto piorado, mas seguindo na mesma bitola do descompasso entre o que poderia ter e ser e o que é e tem. Um rico pobre. Rico de recursos. Pobre de lideranças.
( Lúcio Flávio Pinto - O Estado do Tapajos On Line, 01.12.2010)

Antes e depois

Aí um dia você conhece aquela gata inteligente, charmosa, bonita de entontecer.
Aí faz tudo para conquistá-la: afinal, é a mulher de seus sonhos!

Então se casa e...


Filosofia de botequim




Vestido feito de bifes crus
O queem comum entre um bolo queimado, cerveja estourada no congelador e mulher grávida?
Nada
Mas se você tivesse tirado antes, nada disso teria acontecido...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Patativa do Assaré

Linda e emocionante, a solenidade de conclusão do Curso de Letras  da turma Patativa do Assaré, integrada por jovens e adultos  dos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), regional amazônica, com apoio do Incra, via Pronera (Programa Nacional da Reforma Agrária).
A professora Maria Raimunda César, uma das lideranças do movimento, foi a paraninfa da turma, que homenageou também a professora da UFPA, Nilsa Brito Ribeiro.
Dos 40 formandos e formandas, apenas três não participaram do evento, por não terem concluído o trabalho de conclusão do curso.
Proximamente, mais informações sairão aqui.