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domingo, 28 de abril de 2013

Rondon: onde impera o terror


Medo obstrui Justiça no Sudeste do Estado


Em Rondon do Pará, a 372 quilômetros de Belém (na mesorregião Sudeste do Estado, parte da microrregião de Paragominas), imperam a cultura do medo, os crimes de encomenda e ameaças de morte contra autoridades públicas. Os responsáveis por isso são pessoas poderosas, que se consideram acima das leis e do bem e do mal. A constatação é do Ministério Público do Estado (MPE), por intermédio da promotoria que atua na região, ao manifestar-se, há oito dias, num pedido de habeas-corpus julgado e indeferido por unanimidade pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Para o MPE, muitos moradores do município deixam de contribuir com a Justiça em razão do medo. Usam o brocardo “não sei, não vi, não põe ninguém na cadeia”. Diz a promotoria: “Lavam as mãos como Pilatos e vários crimes aqui em Rondon ficam sem solução. Deste modo, não há como não conferir crédito para as informações prestadas pelas vítimas, que tiveram a coragem em testemunhar”.
Por conta disso, o fiscal da lei defende o “expurgo” da sensação de impunidade para que a credibilidade das instituições junto à população possa ser resgatada. “Chega de exemplos de crimes sem investigação profunda. Basta de sensação de insegurança, principalmente quando a polícia, que deveria representar a segurança, é a primeira a violar os direitos”, ataca o MPE. E acrescenta que se é verdade que o Pará é terra de direitos, como tal devem seus agentes se portar, e não o contrário.
A discussão entre os ministros do STJ dizia respeito à matança ocorrida em fevereiro de 2010 em Rondon do Pará. Sete pessoas, cinco delas policiais militares, foram pronunciadas pela Justiça e devem ir a Júri Popular brevemente, em processo desaforado para Belém. O crime foi de extrema frieza e crueldade. O filho, para ficar com toda a herança da família, é acusado de mandar matar o pai, a mãe e o irmão menor de 14 anos.

As vítimas foram o fazendeiro Everaldino Vilas Boas de Almeida, a companheira dele, Rosa Amélia da Silva, além do filho do casal, Jadson da Silva Almeida. Os três foram mortos com vários tiros em uma emboscada, quando se dirigiam de caminhonete por uma estrada vicinal até a fazenda de Everaldino.

O suposto mandante é Josiel das Virgens Almeida. O rapaz, filho do primeiro casamento do fazendeiro, era tido pelo próprio pai como alguém que não queria trabalhar e de só gostar de boa vida. Segundo as investigações, Josiel queria a imediata divisão dos bens, pedido negado pelo pai. A mulher do fazendeiro e seu filho menor foram mortos para que a herança não precisasse ser dividida.


OMISSÃO
A investigação apontou que o triplo homicídio foi planejado por Josiel das Virgens Almeida, Edson Gomes Ferreira, Humberto Lima Coelho, Carlos Alberto Lima Coelho, Valdeci Pinheiro da Silva e Paulo Sena Aleixo, sendo que estes quatro últimos acusados executaram o crime. O habeas-corpus negado pelo STJ era em favor de um dos denunciados pelo MPE, o cabo da Polícia Militar José Alacides Santos Barros.
Relator do processo, o ministro do STJ, Og Fernandes, destacou em seu voto que, embora o cabo Alacides não seja acusado de participação direta na execução do crime, responde por “omissão imprópria”, pois os autos descrevem que tinha amplo conhecimento do planejamento da ação criminosa e “não fez nada para impedi-la”. Ele disse que a partir de informações obtidas pelas interceptações telefônicas, o cabo ainda intercedeu em favor dos executores, após a consumação dos crimes, tentando intimidar o agente responsável pela investigação, “na busca de garantir a impunidade dos colegas envolvidos”.
Para Fernandes, as circunstâncias do crime demonstram de maneira concreta a alta periculosidade de Alacides, que além de tudo ostenta a condição de policial militar, de quem se espera justamente conduta voltada para o combate ao crime e a promoção da segurança da sociedade.
Juiz e promotora precisaram de escoltas
A pedido do Ministério Público e com a concordância do juiz da comarca de Rondon do Pará, Gabriel Ribeiro, a transferência (desaforamento) do julgamento dos acusados para Belém foi aceita pelo Tribunal de Justiça. O ministro Og Fernandes observa que a fundamentação do pedido assombra pela violência relatada. Durante as interceptações telefônicas, a irmã de Josiel das Virgens, Denise, comentou com a então namorada do réu que ele – de dentro do presídio - estava ventilando a ideia de “assassinar o delegado”, que à época conduzia as investigações.
O PM José Alacides procurou o investigador da Polícia Civil Josemar da Conceição Azevedo, contou que no crime havia a participação de policiais militares e sugeriu que as investigações não fossem adiante, pois se a verdade viesse à tona haveria revolta popular e a corporação cairia em descrédito. Isso fez com que a promotora Liliane Rodrigues, passasse a ser escoltada diuturnamente por PMs de Belém, selecionados pelo procurador-geral de Justiça.
De acordo com as investigações, no dia 12 de fevereiro de 2010, a caminhonete do fazendeiro foi interceptada por um carro, na vicinal “Garrafão”, quando Everaldino, acompanhado de sua companheira e filho, por volta das 19h30, se deslocava para a Fazenda Graciosa, localizada na área rural do município. O PM Edson Gomes, segundo a promotoria, teria sido o mentor intelectual da ação.
“Apurou-se nas investigações e na instrução judicial, que o fazendeiro assassinado tinha comportamento pacato. Morava na região há muitos anos, não ostentando inimigos, bem como possuía relação amistosa com as pessoas com quem se relacionava, salvo com a primeira família, incluindo-se aí o filho e denunciado Josiel das Virgens e com Doraci das Virgens, esposa com quem ainda continuava casado, porém de fato trocada pela “amante de longa data” do fazendeiro e companheira até a morte, cujo relacionamento remete há muitos anos atrás, sendo que com esta possuía filho, também morto no triplo homicídio”, relatou o magistrado na sentença.
O mesmo cuidado teve que ser redobrado pelo Tribunal de Justiça com a segurança pessoal do juiz Gabriel Costa Ribeiro, com PMs de Marabá.
Famílias foram torturadas e ameaçadas de morte por PMs
O magistrado Gabriel Costa Ribeiro relata que em Rondon do Pará civis – duas famílias - foram retirados de dentro de suas casas, extorquidos e levados para dentro do quartel da PM para serem torturados, em 2009.
Após serem libertados, no momento em que procuraram socorro no Ministério Público – dentro do Fórum - receberam ligações de número privado com ameaças de morte. Após a quebra de sigilo foi constatado que as vítimas – na sala do Parquet – eram ameaçadas pelo telefone de um dos PMs autores do fato.
Em manifestação nos autos do processo nº 2009.2.000434-4 (envolvendo tortura e extorsão cometidas também por outros policiais militares), o MP sintetizou a sensação de medo e descrença nas autoridades constituídas, vivenciada pela população local em face de crimes truculentos e impunes que há muitos anos assolam os rondonenses.
Quando ao julgamento do caso citado, o juízo de Rondon condenou três policiais militares: Sandro Fabiano, Pablo Kadide e André Sosinho por tortura, extorsão e invasão de domicílio. Logo após saberem da sentença – e mesmo antes disso – o magistrado sofria pressões por parte de PMs. Em ato extremo, com finalidade de coagir o juiz, a tropa adentrou o Fórum, sem autorização, fortemente armada, causando temor e insegurança.
ESTARRECEDOR
Foi preciso pedir providências ao juiz militar José Roberto Maia Bezerra Jr. . O relato do magistrado é estarrecedor, porque se tal ameaça é perpetrada contra um membro do Poder Judiciário, imagine-se sobre populares.
O juiz Gabriel Costa Ribeiro conta que Rondon do Pará é uma cidade com história trágica, contabilizando centenas de crimes de pistolagem impunes, e que os cidadãos, quando não têm a vida ceifada barbaramente, por encomenda, são obrigados a conviver com o terror da “lei do silêncio”, posto que “quem fala pode morrer”, o que faz com que seja difícil a elucidação de tais crimes.

(Diário do Pará)

Exemplo a ser seguido?



Contra privatização servidores abraçam Santa Casa

Sábado, 27/04/2013, 08:11:21 - Atualizado em 27/04/2013, 08:11:21
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Contra privatização servidores abraçam Santa Casa (Foto: Cinthya Marques)
Alerta de que a Santa Casa poderia ser privatizada foi dado pelo Sindmepa na semana passada (Foto: Cinthya Marques)
Servidores da Santa Casa de Misericórdia realizaram, na manhã de ontem, um abraço coletivo no prédio centenário localizado no bairro do Umarizal. O ato foi um protesto contra a possibilidade de privatização da instituição denunciada pelo Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), na semana passada.
Reunidos desde as 9h na esquina da Generalíssimo Deodoro, os manifestantes ocuparam parte da pista da Bernal do Couto deixando o trânsito lento até às 11h, quando uma comissão formada por membros de entidades representativas dos servidores foi recebida pela diretora presidente da fundação, Maria Eunice Begot. “Jamais aceitaremos outro vínculo que não o público para a condução da Santa Casa, que é um patrimônio da população e não do governo”, disse André Queiroz, diretor do Sindicato dos Enfermeiros do Pará.

TERCEIRIZAÇÃO
Os servidores denunciam que alguns setores como portaria, cozinha e lavanderia já estariam terceirizados e que a expansão para outros segmentos do hospital, como laboratório e neonatologia, é questão de tempo.
“Nós estamos preocupados com a forma com que o governo vem se articulando e estudando essa nova gestão da Santa Casa, não só pensado nos servidores, mas também nas condições de atendimento da população. O governo declara a possibilidade de concessões e nós entendemos que essa é uma filha legítima da privatização”, criticou o presidente da Associação de funcionários da Santa Casa, Flávio Roberto Costa.
Flávio faz referência à denúncia feita, na última quinta-feira, pelo Sindmepa dando conta de uma possível articulação entre o Estado e o Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa) para a gestão da nova maternidade da Santa Casa, que tem previsão de entrega para a segunda quinzena de agosto deste ano. Cesupa e Governo negam tais negociações.
“Nós não vamos aceitar que uma instituição construída com o dinheiro da população seja de repente entregue nas mãos de um serviço privado”, afirmou o diretor do Sindmepa, João Gouveia. As organizações de saúde prometem novas manifestações.

DIRETORA NEGA PRIVATIZAÇÃO
Eunice Begot disse que a denúncia de privatização não passa de rumores. “Nunca houve nenhuma possibilidade de privatizar os serviços da fundação. Hoje, o que há de concreto é que a Santa Casa continuará como sempre, 100% SUS”.
A diretora explicou que apenas para o serviço de neonatologia, onde, segundo ela, há dificuldade de contratação por falta de profissionais disponíveis no Estado, o governo estuda a possibilidade de mudança na gestão. “O novo prédio da Santa Casa abrirá 406 novos leitos materno infantil, isso demandará a necessidade de muitos outros profissionais que hoje temos dificuldade de encontrar no Estado. O que estudamos nesse momento é a possibilidade de contratar um serviço terceirizado específico para neonatologistas pela carência de profissionais, mas nada está definido ainda”.
(Diário do Pará)

Briga de foice na porta da Academia



AMAURY JÁ É CANDIDATO À ABL


COMENTÁRIO DESTE BLOGUE: O jornalista Amaury Ribeiro Jr. já registrou sua candidatura à Academia Brasileira de Letras, em um ato formal de inscrição antecedido de muita festa e seguido de muita comemoração, no centro do Rio de Janeiro. Ele é o candidato à cadeira 36 da ABL, enfrentando o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que tem planos de privatizar a cadeira e transformá-la numa P-36 acadêmica.
Enquanto isso, Amaury não descansará em serviço, porque está preparando o Privataria Tucana II, já que ele não esgotou as informações colhidas para o primeiro livro, um grande sucesso editorial, por mostrar revelações escandalosas sobre o que FHC e seus aliados fizeram com o dinheiro da privatização de estatais.

Amaury já é candidato à ABL

Por Paulo Henrique Amorim - Blogue Conversa Afiada

Quem é ele, quem é ele, diz aí você.
É o maldito FHC.

Chega de Privataria,
de demagogia intelectual.

Na nossa literatura, FHC é do mal.

Na nossa academia, a voz do povo é imortal.

Ele é tucano do bico de pau.

Foi chicote da ditadura e filho de general.

Viajou o mundo para chamar aposentado de vagabundo!

Com essa letra do samba de Enilson do Nascimento e uma trepidante banda, uma delegação especial do Barão de Itararé protocolou, nesta sexta-feira, no centro do Rio, na diretoria administrativa da Academia Brasileira de Letras, a candidatura de Amaury Ribeiro Junior à cadeira numero 36, a que também concorre Fernando Henrique Cardoso.

(No caso de FHC, trata-se da Plataforma-36, ou a P-36.)

Clique aqui para ler “Barão lança candidatura de Amaury”.

Do Sindicato dos Jornalistas, a barulhenta e divertida comitiva foi à ABL, de lá segue para a Cinelândia, presta homenagem a Getúlio Vargas, em frente a seu busto, e ali mesmo deixa as águas rolarem, no inesquecível Bar Amarelinho !

A Privataria é Imortal !!!

Paulo Henrique Amorim, com informações (precárias) de Miro Borges, presidente do Barão, no meio da confusão.
(Mingau de aço)

Loterias da Caixa Econômica: Lavagem de dinheiro

Assim que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) começou a recolher assinaturas para a CPI da Caixa, para investigar lavagem de dinheiro nas loterias, o banco pediu uma reunião “imediata” com ele.
Garotinho marcou para a próxima semana a reunião que a Caixa pediu, mas ele avisa que não citou “nem 10% das irregularidades”, como os 550 acertos de um apostador e 107 prêmios no mesmo dia para outro. (No blog do Claudio Humberto)

"As igrejas costumam seguir traduções errôneas"


Igreja gay inaugura primeiro templo em São Paulo

Igreja Cristã Contemporânea inaugura templo de 743 m² na capital paulista
Igreja Cristã Contemporânea inaugura 
templo de 743 m² na capital paulista
"Levando o amor de Deus a todos, sem preconceitos". É com esse slogan - que deixa implícita a aceitação plena das orientações sexuais de seus fiéis - que a Igreja Cristã Contemporânea chega a São Paulo, neste sábado. A instituição tem seis templos no Rio de Janeiro e um em Minas Gerais e pretende abrir outras dez unidades em São Paulo em um prazo de três anos. Localizado no Tatuapé, na Zona Leste da cidade, o templo possui 734 m² - o que lhe confere, segundo a própria administração da igreja, o título de "maior templo gay da América Latina".
"Temos espaço para crescer. Nossos cultos são sempre muito cheios, fica gente para fora", diz o pastor Marcos Gladstone, de 37 anos, fundador e presidente da igreja. Segundo ele, há 1.800 adeptos da Igreja Cristã Contemporânea em todo o Brasil. Gladstone fundou e comanda a igreja ao lado de seu companheiro, o também pastor Fabio Inacio de Souza, de 33 anos. O casal tem dois filhos, frutos de uma adoção conjunta: Davison, de 10 anos, e Felipe, de 9. 
Advogado, integrante da Comissão de Direito Homoafetivo da seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e teólogo, Gladstone era pastor da Igreja Evangélica Congregacional do Brasil. Souza, por sua vez, era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Os dois viviam relacionamentos heterossexuais antes de se conhecerem e chegaram a ser noivos. 
"Acredito que as igrejas costumam seguir traduções errôneas e até mesmo tendenciosas dos textos bíblicos. Por isso, condenam a homossexualidade", diz Gladstone. "Então, sempre me preocupei com o que sentia. Porque acreditava que era pecado, que era algo abominado por Deus", afirma. 
Em 2006, pouco tempo depois de eles se conhecerem e começarem a namorar, nascia a Igreja Cristã Contemporânea, com o discurso da tolerância. "Até hoje, a maioria dos fiéis são homossexuais. Mas começamos a ter um público hétero também, principalmente parentes dos gays", conta.  (Revista Veja)
Clonado do Mocorongo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Fim de vantagens indevidas no Judiciário


Derrubadas no STF decisões que concediam indevidamente ajuda de custo pela remoção de magistrados

Foto: Sérgio Moraes/AscomAGU
A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal (STF), anular duas decisões da Justiça Federal que obrigavam o pagamento de ajuda de custo a juízes em razão de remoção por permuta e promoção no cargo. Além de afastar o gasto indevido imposto à União, ficou comprovada a usurpação da competência da Corte para processar e julgar ações envolvendo membros da magistratura.
A tese de inconstitucionalidade das decisões apresentada pela AGU foi sustentada nas Reclamações nº 15.493 e nº 15.567. As ações buscavam reverter decisões da Justiça Federal que julgaram procedentes pedidos para condenar a União a arcar com ajuda de custo a dois juízes. 
Um dos magistrados ingressou com a ação para receber o auxílio correspondente a três remunerações mensais de seu cargo, em virtude de remoção por permuta, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região e, depois, para o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Em outra demanda, o magistrado requereu ajuda de custo, em virtude de ter sido removido, por permuta, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região para o TRT da 9ª Região.
A Secretaria-Geral de Contencioso (SGCT) da AGU atuou na ação no sentido de evitar prejuízos aos cofres públicos, ao defender que as decisões usurparam a competência do STF. A manifestação da SGCT para anular as sentenças destacou que havia risco de dano ao interesse público, pois a Fazenda Federal estava compelida ao pagamento de valores indevidos, de natureza alimentar, que dificilmente poderiam ser reavidos, e que o trânsito em julgado das decisões proferidas por juízos incompetentes para julgar os casos gerava insegurança jurídica e lesão ao patrimônio público. 
A anulação das liminares, segundo a SGCT, encontra respaldo em decisões do STF para que a própria Corte julgasse ações envolvendo a responsabilidade pelos gastos com remoção de magistrados.
A ministra Cármen Lúcia apresentou relatório favorável às duas reclamações, entendendo que a tese da AGU estava em consonância com a jurisprudência do Supremo. Desta forma, concedeu a liminar para anular as decisões e determinou a suspensão dos trâmites processuais na origem, considerando a "plausibilidade jurídica" dos argumentos da União, e também para afastar "a continuidade de processo em juízo incompetente para apreciar e julgar a causa".
A SGCT ainda defende, no STF, o cancelamento de decisão que concedeu indevidamente ajuda de custo a magistrado que foi removido, por promoção, para o cargo de juiz titular da Vara do Trabalho de Crateús/CE, por meio da Reclamação nº 15.565, cujo relator é o ministro Ricardo Lewandowski.
A SGCT é o órgão da AGU responsável pelo assessoramento do Advogado-Geral da União nas atividades relacionadas à atuação da União perante o STF.

E quem garante Marabá no linhão?

Clonado do Zé Dudu


Por redução de custos, Santarém poderá perder ferrovia para Marabá

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Retirado da seção “Regional” da edição 1834 do jornal O Estado do Tapajós

No Brasil, o crime sempre compensa

No Correio do Brasil


Depois de tudo, Demóstenes pode ser aposentado com R$ 22 mil por mês

Por Redação - de Brasília

revista
A situação o senador cassado Demóstenes Torres consegue se manter vitalício no cargo
Por maioria simples, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, na tarde desta quarta-feira, que o ex-senador Demóstenes Torres – afastado do cargo de procurador de Justiça do MP de Goiás até o fim de maio – terá como pena máxima a aposentadoria compulsória. Passará a receber R$ 22 mil por mês, em caráter vitalício, mesmo depois de ter o mandato cassado por envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Após o prazo de afastamento, o CNMP poderá resolver por mantê-lo afastado por mais um período de tempo ou até mesmo reintegrá-lo ao cargo. A decisão de afastar o político goiano fora tomada unilateralmente, em março, pela relatora do caso, a promotora Cláudia Chagas.
Ainda no julgamento desta quarta-feira, por sete votos a cinco, o Plenário decidiu que Demóstenes Torres tem cargo vitalício. A vitaliciedade, entenderam os pares, é garantia da sociedade brasileira, e não prerrogativa do membro individual do Ministério Público. Segundo a maioria, esta prerrogativa é inerente ao exercício da atividade do membro do Ministério Público. Votaram com a divergência os conselheiros Jarbas Soares, Alessandro Tramujas, Lázaro Guimarães, Jeferson Coelho, Maria Ester, Mario Bonsalgia e Roberto Gurgel. Seguiram o voto da relatora os conselheiros Luiz Moreira, Taís Ferraz, Almino Afonso e Adilson Gurgel. Os conselheiros Tito Amaral e Fabiano Silveira se declararam impedidos e não votaram.
No caso do afastamento, como Demóstenes responde a um processo administrativo disciplinar, o CNMP aplicou os prazos previstos na respectiva lei orgânica. Segundo o entendimento do Plenário, que Demóstenes Torres um integrante vitalício do Ministério Público, ele pode ser afastado por 60 dias, prorrogáveis uma única vez, mas a relatora considerou a necessidade de prorrogar o afastamento excepcionalmente, com o que o Plenário concordou. A decisão também obteve a maioria, com voto divergente dos conselheiros Adilson Gurgel e Luiz Moreira. Tito Amaral e Fabiano Silveira estavam impedidos.
Presidente do CNMP e procurador-geral da República, Roberto Gurgel diz que o Plenário poderá decidir pela aposentadoria compulsória de Demóstenes ao final do processo disciplinar, mas isso terá de ser confirmado pela Justiça. O prazo final para que o CNMP conclua as investigações sobre o senador encerra-se em julho, quatro meses após a abertura do procedimento administrativo, no fim de março. Ao final do processo será decidida a pena a ser aplicada. Segundo explica o advogado do réu, Neilton Cruvinel Filho, a punição máxima possível é a de suspensão.
– O que se imputou foi descumprimento de dever funcional, que dá pena de censura e, se exagerarmos, de suspensão – diz ele.
Demóstenes Torres teve o mandato de senador cassado no dia 11 de julho do ano passado, por quebra de decoro parlamentar, ao ser acusado de franquiar o mandato para atividades ilegais do grupo criminoso de Carlinhos Cachoeira.

Nós e a Vale



Relatório da Vale sobre a sua produção no primeiro trimestre deste ano dá conta de que da sua produção total de cobre - 89,5 mil toneladas - da mina do Salobo I, em Marabá, saíram 11 mil toneladas em concentrado e 18,7 mil onças troy (onça troy é a medida de peso internacional para metais preciosos e equivale a 31,104 gramas) de ouro como subproduto.
Isso, operando a apenas 65% de sua capacidade nominal em março, sexto mês após o inicio da operação comercial.
Da produção total de 67,5 milhões de toneladas minério de ferro nos três primeiros meses de 2013, 21,6 milhões de toneladas saíram de Carajás no período.
Agora, que foi concedida a licença ambiental para a operação da parte portuária do Projeto CLN 150, a capacidade logística de Carajás será expandida para 150 milhões de toneladas métricas de minério de ferro por ano.
Nesses primeiros três meses, o lucro líquido da Vale atinge R$ 6,2 bilhões.
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Agora, ilustre leitor:
1.      Multiplique 31,104 gramas por R$ 96,00 (preço de hoje) e ache o valor da onça troy;
2.    Depois, multiplique o valor encontrado por 18,7 mil onças troy e veremos quanto a Vale faturou apenas em três meses com o ouço (subproduto) retirado do cobre das minas do Salobo.
Vale lembrar que a prata é outro resíduo do cobre Salobo, que a Vale não quantificou ou, sequer, citou.
Acrescente a isso, os milhões de reais representados pelas 11 milhões de  toneladas de cobre, cuja cotação atualizada não encontrei.
Alguém sabe a porcentagem do royalty  devida ao município?
Alguém aí tem conhecimento que a Prefeitura de Marabá em algum tempo declarou quanto recebe de royalty da Vale?
Seria muito interessante se o senhor e a senhora se interessassem também por isso.
Pelo menos qualificaria o conteúdo da discussão das nossas relações com malique-tous.


Rondon do Pará, cidade sem lei


A Sexta Turma do STJ manteve a prisão de um cabo da PM do Pará, denunciado com mais quatro policiais por participação na chacina que vitimou o fazendeiro Everaldino Vilas Boas de Almeida, a mulher dele e o filho do casal, de 14 anos, em Rondon do Pará. A decisão foi unânime.
O crime, executado no dia 12.02.2010, horrorizou o município de Rondon do Pará.  Foi encomendado pelo próprio filho do casamento anterior da vítima, Josiel das Virgens, que queria a imediata divisão dos bens, pedido negado pelo pai. A mulher do fazendeiro e seu filho menor foram mortos para que a herança não precisasse ser dividida.
O desaforamento do julgamento dos réus pelo Tribunal do Júri foi concedido pelo TJE-PA. A fundamentação do pedido assombra pela violência relatada. Durante as interceptações telefônicas, a irmã de Josiel das Virgens, Denise, comentou com a então namorada do réu que ele – de dentro do presídio - estava ventilando a ideia de “assassinar o delegado que à época conduzia as investigações”.  O PM José Alacides procurou o investigador da Polícia Civil Josemar da Conceição Azevedo, contou que no crime havia a participação de policiais militares e sugeriu que as investigações não fossem adiante, pois se a verdade viesse à tona haveria revolta popular e a Corporação cairia em descrédito.
Isso fez com que a promotora Liliane Rodrigues, passasse a ser escoltada diuturnamente por PMs de Belém, selecionados pelo Procurador Geral de Justiça. O mesmo cuidado teve que ser redobrado pelo TJE-PA com a segurança pessoal do juiz Gabriel Costa Ribeiro, com PMs de Marabá.
O magistrado relata que, em Rondon do Pará, civis – duas famílias - foram retirados de dentro de suas casas, extorquidos e levados para dentro do quartel da PM para serem torturados, em 2009. Após serem libertados, no momento em que procuraram socorro no Ministério Público – dentro do Fórum - receberam ligações de número privado com ameaças de morte. Após a quebra de sigilo foi constatado que as vítimas – na sala do Parquet – eram ameaçadas pelo telefone de um dos PMs autores do fato.
Em manifestação nos autos do processo nº 2009.2.000434-4 (envolvendo tortura e extorsão cometidas também por outros policiais militares), o MP sintetizou a sensação de medo e descrença nas autoridades constituídas, vivenciada pela população local em face de crimes truculentos e impunes que há muitos anos assolam os rondonenses:
“... em Rondon do Pará há uma total cultura do medo. Muitos deixam de contribuir com a Justiça em razão do medo. Usam o brocardo ‘não sei, não vi, não põe ninguém na cadeia’. Lavam aos mãos como Pilatos  e vários crimes aqui em Rondon ficam sem solução. Deste modo, não há como não conferir crédito para as informações prestadas pelas vítimas, que tiveram a coragem em testemunhar... A sensação de impunidade em Rondon do Pará deve ser expurgada. Este é o momento em que se pode resgatar a credibilidade nas instituições junto à população. Chega de exemplos de crimes sem investigação profunda. Basta de sensação de insegurança, principalmente quando a Polícia que deveria representar a segurança é a primeira a violar os direitos. Se é verdade que o ‘Pará é terra de direitos’  como tal devem seus Agentes se portar, e não o contrário.”
Quando do julgamento do caso citado, o Juízo de Rondon condenou três policiais militares: Sandro Fabiano, Pablo Kadide e André Sosinho por tortura, extorsão e invasão de domicílio. Logo após saberem da sentença – e mesmo antes disso – o magistrado sofria pressões por parte de PMs. Em ato extremo, com finalidade de coagir o juiz, a tropa adentrou o Fórum, sem autorização, fortemente armada, causando temor e insegurança. Foi preciso pedir providências ao juiz militar José Roberto Maia Bezerra Jr. . O relato do magistrado é estarrecedor, porque se tal ameaça é perpetrada contra um membro do Poder Judiciário, imagine-se sobre populares!
O juiz Gabriel Costa Ribeiro conta que Rondon do Pará é uma cidade com história trágica, contabilizando centenas de crimes de pistolagem impunes, e que os cidadãos, quando não têm a vida ceifada barbaramente, por encomenda, são obrigados a conviver com o terror da “lei do silêncio”, posto que “quem fala pode morrer”, o que faz com que seja difícil a elucidação de tais crimes.
(Blog da Franssinete Florenzano)