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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Largar o osso? Nem morto!!!


Série C: Técnico nega saída e garante permanência no Águia

Marabá, PA, 08 (AFI) – O Águia ainda corre risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série C, mas ao contrário do que vem sendo especulado na imprensa paraense, o técnico João Galvão (foto abaixo) não deixará o comando do time. Faltam três rodadas para o fim da primeira fase.
O desempenho do treinador à frente do time não é animador. João Galvão ainda não venceu com o Águia fora de casa, retrospecto que preocupa os dirigentes. Porém, toda sua história no clube e moral com o presidente Sebastião Ferreirinha o mantém esperançoso quanto ao futuro na competição.

Não houve nenhuma cobrança em relação a esses resultados, tirando a cobrança que nós mesmos fazemos. Não tenho nenhum plano de deixar o Águia”, disse João Galvão sobre a especulação de sua saída.
Com o empate da última rodada contra o Salgueiro, por 1 a 1, o Águia permaneceu com 18 pontos e na sétima posição do Grupo A – um atrás do Santa Cruz (4.º e primeiro no G4 da chave).
 
Agência Futebol Interior

Suplicy chora no Senado por condenação de Genoino

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) chorou (foto) ontem, 10, na tribuna do Senado ao ler a carta em que Miruna Genoino, filha do ex-presidente do PT José Genoino, protesta pela condenação de seu pai e afirma que ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Ex-deputado, Genoino foi condenado por corrupção ativa pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão. Ele assinou empréstimo do Banco Rural utilizado para abastecer parte do esquema.
Em sessão no Senado, Suplicy chora ao ler carta de Miruna Genoino - Beto Barata/AE
Na carta divulgada nas redes sociais, Miruna diz que Genoino "não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem". Suplicy disse que ficou emocionado pelo desabado da jovem. E Suplicy, que iria inicialmente subir à tribuna para falar sobre a revolução constitucionalista de 1932, terminou por intermediar a leitura da carta com a tentativa frustrada de conter o choro. "Foi uma condenação muito dolorosa para nós do PT", alegou. "Avaliamos, tanto no caso de João Paulo Cunha, José Dirceu e Delúbio Soares, que eles não cometeram faltas graves, mas eu respeito a decisão do Supremo".
O senador acredita que os petistas devem aprender "a lição" com o episódio do mensalão. Quanto à participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo, Suplicy disse que o próprio Lula lhe assegurou, mais de uma vez, que não sabia e nem participou do esquema. "Tantas vezes, o próprio Lula me afirmou que não sabia desse procedimento, que eu não tenho razões para não acreditar nele", defendeu. "Ele sempre afirmou que não ocorreu o mensalão". 
Suplicy disse que também se "emocionou" quando teve de encarar a condenação de outros colegas de partido, citando especificamente João Paulo Cunha, Delúbio Soares e José Dirceu. Ele negou a predileção por Genoino, apesar de reconhecer que o ex-guerrilheiro "teve uma história de luta muito forte pela democracia". "Fiz o registro também por todos eles, é uma história de muito sofrimento para nós do PT". O senador lembrou que todos os acusados de envolvimento no esquema do mensalão tiveram os melhores advogados do País para defendê-los. Contou, em seguida, que correu o risco de levar uma bronca da direção do PT quando assinou o requerimento para criação da CPMI dos Correios, que investigou o escândalo de utilizar dinheiro público para pagar deputados, em troca do apoio ao governo. "A direção do partido ficou brava comigo, mas não recebi nenhuma sanção, porque depois teve a entrevista do Roberto Jefferson", afirmou, referindo-se ao relato do mensalão feito pelo então deputado, presidente do PTB.  (Estadão)
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Resposta de uma brasileira à Miruna Genoíno

 Por Maria Helena 
Embora solidária com seu sofrimento, como uma das cidadãs a quem sua carta é dirigida, não posso me furtar a respondê-la com muita franqueza.
Estranho seria se você, que teve um pai amoroso e que vê esse pai ser um avô dedicado e apaixonado por seus netos, não o defendesse.
Mas pare e pense: você acredita mesmo que nossa Imprensa odeia o governo Lula apenas porque esse cidadão era um operário? Você realmente acha que todos os membros da Imprensa nacional são aristocratas que odeiam a plebe? Será que você não se lembra da força e da torcida da maior parte da Imprensa pela anistia e do prazer com que ela relatou a volta dos exilados?
É à Imprensa, aos seus jornalistas e repórteres, que devemos, em grande parte, a maior parte, aliás, a queda da Ditadura. Se nossos jornalistas não encampassem a luta contra os militares, nós ainda estaríamos sob seu jugo.
Ainda há alucinados que gritam Selva! Mas veja você que a grande Imprensa não lhes dá guarida.
Seu pai cometeu um grave erro: seguir cegamente uma ideologia e acreditar que o PT seria o partido certo para implantar essa ideologia. E não perceber que estava seguindo dois homens que tinham um interesse apenas: o poder pessoal. A qualquer preço.
Você já se perguntou para que eles queriam esse poder? Convive com eles? São homens probos tal qual seu pai? Vivem vida simples e regrada como seu pai e sua família? Eles se dispuseram a inocentar seu pai, confessando, em juízo, que ele foi vítima de um esquema tenebroso?
Não lhe passa pela cabeça que seu pai foi muito ingênuo?
Sinto muito pelo seu sofrimento. Mas penso que sua carta deveria ser destinada ao Lula e ao José Dirceu.
Atenciosamente, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, jornalista.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eu acho é pouco!...

No Parsifal Pontes:

STF condena Dirceu, Genoíno e Delúbio por corrupção ativa

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O Supremo Tribunal Federal concluiu ontem (09) a condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, ex-chefe da Casa Civil, ex-presidente do PT e ex-tesoureiro do PT, respectivamente, por crimes de corrupção ativa.
> Especulando penas
A pena mínima pelo crime referido é de dois anos e a máxima de 18 anos de prisão. Como os réus cometeram, segundo a denúncia, nove crimes de corrupção ativa, a possibilidade de aplicação da pena mínima está afastada, devendo essa começar por volta dos 4 anos de reclusão.
Como um réu só começa o cumprimento da pena em regime fechado quando a condenação supera oito anos e opinando que a dosimetria das penas de Dirceu, Genoíno e Delúbio não chegarão a tanto, devo crer que, no máximo, eles comecem o cumprimento em regime semiaberto, quando o apenado passa o dia fora e é obrigado a ser recolhido preso à noite.
> O pior pode ocorrer
O perigo para eles é se o STF optar pelo concurso material (o que seria um exagero do ânimo de condenar), quando a pena mínima é multiplicada por cada ato delituoso: aí o rabo torce a porca e a pena de todos começaria, por baixo, em 12 anos de reclusão e eles teriam que começar em regime fechado.
> Mais por vir
Mas o martírio processual da trinca ainda não acabou: eles ainda são acusados de crime de formação de quadrilha (que será o último item do julgamento), cuja pena vai de um a três anos de prisão.
Todavia, como diz o Lula, o povo brasileiro "não está nem aí" para isso e querem saber é se o Palmeiras vai cair...
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Para a CUT, que se alia aos mensaleiros, STF errou...

CUT critica casuísmo do STF

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Do sítio da CUT:

A Executiva Nacional da CUT, reunida em São Paulo com representantes das CUT’s Estaduais das 27 unidades da Federação, repudia o comportamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que se colocou a serviço dos conservadores, da imprensa neoliberal e de todos que querem criminalizar os movimentos sociais e seus representantes no parlamento, usando, inclusive, o processo eleitoral a serviço dos reacionários.

A CUT, que sempre defendeu e sempre defenderá o combate à corrupção e aos corruptores, não admite, no entanto, que os juízes julguem por "inferência", pela intenção premeditada. Exigimos que todos os brasileiros sejam julgados e condenados a partir de provas concretas e que a lei tenha o mesmo rigor independentemente de partido, ideias ou concepções políticas. Ou seja, que o comportamento recente do STF não abra caminho para a “flexibilização” da lei brasileira, conforme conveniências políticas.

Para que tenhamos um Brasil mais democrático, mais honesto, mais inclusivo e competitivo internacionalmente, defendemos que seja feita uma ampla reforma do Sistema Judiciário Brasileiro, para que as regras legais sejam adequadas à realidade, diminuindo as subjetividades e aumentando a transparência e controle social na gestão, evitando manipulações e casuísmos na Justiça.

Reiteramos a importância de realizarmos a reforma política, com financiamento público de campanhas. Democracia se conquista praticando e quem deve governar são os eleitos pelo povo.

A CUT é solidária com Lula e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no País.

Como sempre, a CUT vai defender o legado de transformações sociais que conquistamos nos últimos anos, debatendo este tema em todo o Brasil e nas instâncias internacionais.

São Paulo, 10 de Outubro de 2012.
CUT – Central Única dos Trabalhadores

Novo bispo de Marabá vem de Caxias do Sul


Papa nomeia novos bispos para Petrópolis e Marabá


Rádio Vaticano


Arquivo
Dom Gregório Paixão (acima), nomeado bispo para Petrópolis (RJ) e padre Vital Corbellini, nomeado para Marabá (PA)
O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 10, bispos para duas dioceses do Brasil: para Marabá (PA), irá o Padre Vital Corbellini; para Petrópolis (RJ), Dom Gregório Paixão.

Padre Vital Corbellini é presbítero do clero da Diocese de Caxias do Sul (RS). Além de atuar em paróquias e no campo da formação, foi animador das pastorais da juventude e da pastoral presbiteral. De 2008 até 2011, foi vigário-geral da diocese. Como missionário, participou do projeto “Igrejas-Irmãs”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atuando em Cuiabá (MT) e atualmente na diocese de Ji-Paraná (RO).

A Diocese de Marabá, para onde foi nomeado, estava vacante desde abril, quando Dom José Foralosso renunciou por motivos de idade, vindo a falecer em agosto passado. Neste período, a diocese foi governada pelo bispo prelado de Cametá (PA), Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces.

Dom Gregório Paixão é membro da Ordem de São Bento. No Mosteiro de São Bento da Bahia exerceu quase todos os ofícios monásticos, inclusive como mestre de noviços e prior. Em 1987, foi enviado para o Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, onde cursou Filosofia e Teologia na Escola da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontifícium Athenaeum Anselmianum de Roma.

Foi ordenado presbítero em 21 de março de 1993, pelo Cardeal Lucas Moreira Neves. Possui doutorado em Antropologia Cultural pela Universidade Aberta de Amsterdã (Holanda), da qual é professor convidado desde 1998. Possui 14 livros publicados, além de diversos artigos escritos para revistas nacionais e estrangeiras.

Desde 29 de julho de 2006, é bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sendo também secretário do Regional Nordeste 3, da CNBB, e membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tetê volta à Assembléia Legislativa

No Parsifal Pontes:

Quem assume as vagas abertas na Alepa

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Com a eleição dos deputados tucanos Manoel Pioneiro e Alexandre Von para as prefeituras de Ananindeua e Santarém respectivamente, a partir de 1° de janeiro assumem as vagas abertas na Alepa o 1° suplente da coligação PSDB/DEM em 2010, Haroldo Martins (DEM) e a 2ª suplente da mesma coligação, Tete Santos (PSDB).
Como o deputado tucano Sidney Rosa está no secretariado de Simão Jatene, assumir-lhe-á a vaga eventual o 3° suplente da coligação, Italo Mácola.
Com a eleição do deputado João Salame (PPS), em Marabá, assume a vaga aberta na Alepa o 2° suplente da coligação PPS/PSDC/PRTB/PMN/PRP em 2010, o vereador de Belém Augusto Pantoja (PPS), que não se reelegeu para vereador da capital, mas vai ser deputado quando 2013 chegar.
O 1° suplente dessa coligação, Nélio Aguiar (PMN), assumiu a vaga aberta com a morte de Alessandro Novelino (PMN).

sábado, 6 de outubro de 2012

Site Congresso em Foco fala de fichas-sujas no Pará

Barrados pela ficha limpa no Pará

Veja quem são os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa nos municípios do Pará
PARÁ45 candidaturas impugnadas (26 a prefeito; 19 a vereador)*
Prefeito:Álvaro Aires da Costa (PMDB) – Curralinho
Ariosvaldo Pereira Rebelo (PRB) – Juruti
Assuério de Souza Oliveira (PSDB) – Nova Esperança do Piriá
Astrid Maria da Cunha e Silva (PMDB) – Viseu
Ciro Souza Goes (PSD) – Santa Bárbara do Pará
Dênis Eugênio Cantanhede de Oliveira (PR) – Quatipuru
Francisca Martins Oliveira e Silva (PSD) – Acará
Geraldo Fernandes de Oliveira (PSDB) – Bannach
Geraldo Francisco de Morais (PMDB) – Brejo Grande do Araguaia
Geraldo Temponi Barbosa (PMDB) – Cumaru do Norte
Jardel Vasconcelos Carmo (PMDB) – Monte Alegre
José Lourenço de Oliveira Amaral (PSB) – Água Azul do Norte
José Pedrosa Gome (PR) – Peixe-Boi
Luiz Furtado Rebêlo (PP) – Breves
Luiz Gonzaga Viana Filho (PV) – Oriximiná
Luiz Guilherme Ales Dias (PSDB) – Quatipuru
Manoel Nogueira de Souza (PSDB) – Nova Timboteua
Márcio Ricardo Borges da Silva (PR) – Aurora do Pará
Osias Sperotto (PTB) – Brasil Novo
Paulo Sílvio Lopes da Gama Alves (PRTB) – Marapanim
Raimundo Luiz de Moraes (PR) – Marapanim
Raimundo Nogueira Monteiro dos Santos (PT) – Gurupá
Roberto Adail Paes Rodrigues (PR) – São Francisco do Pará
Santo Pereira de Oliveira (PT) – Placas
Saulo Castro Costa (PTB) – Concórdia do Pará
Telma Maria Moraes de Sena (PMDB) – Bagre
Vice-prefeito:O Tribunal Regional Eleitoral do Pará não divulgou a lista de candidaturas a vice-prefeito barradas com base na Lei da Ficha Limpa.
Vereador:Antônio Augusto da Silva (PSD) – São Félix do Xingu
Bruno Giovane Pimenta Rodrigues (PMDB) – Muaná
Erton Luiz Vigne (PPS) – Marabá
Francisco de Aguiar Silveira (PP) – Medicilândia
Francisco de Assis Santana Duarte (PP) – São João do Araguaia
Gerson Felício da Silva Filho (PSL) – Colares
Gilmar Baú (PSD) – Trairão
José Moura dos Santos (PMDB) – Pacajá
José Pedro Gonçalves Rodrigues (PTN) – Chaves
Jurandir Plínio de Souza (PSB) – Anapu
Kleper Wandson Figueiredo de Carvalho (DEM) – Dom Eliseu
Luiz Fernando Sadeck dos Santos (PMDB) – Itaituba
Maria Janete Novais Silva (PSDB) – Rondon do Pará
Nadir da Silva Neves (PTB) – Belém
Raimunda Crisolete Almeida Monteiro (PR) – Almeirim
Salomão Lopes dos Santos (PSD) – Ourilândia do Norte
Samuel Silva Portilho de Melo (PR) – Almeirim
Valdeci Vieira da Silva (PRP) – Igarapé
Vera Lúcia Aguiar Castro Rocha (DEM) – Curionópolis
Fonte: TRE-PA
A palavra final sobre esses casos será dada pela Justiça eleitoral, responsável pela análise dos recursos apresentados pelos candidatos, que podem continuar a fazer campanha enquanto não houver uma decisão definitiva sobre o assunto.

Trabalho escravo. Quem se beneficia?

O Liberal
MTE tira trabalhadores da condição de escravos
 
 

SIDERURGIA
Cerca de 150 pessoas eram submetidas a condições avaliadas como degradantes
Cerca de 150 trabalhadores que atuavam no regime de escravidão na Siderúrgica do Pará (Sidepar), em Goianésia, sudeste do Estado, foram resgatados pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores foram encontrados em atividade de carvoejamento e como cozinheiros em completa informalidade, submetidos a condições de vida e trabalho degradantes. Embora as siderúrgicas sejam as destinatárias finais da produção dessas carvoarias, elas não assumem que recebem o carvão produzido de maneira irregular e negam de forma veemente que a atividade desses trabalhadores estejam ligadas à sua produção, de acordo com o Grupo de Fiscalização.
Além das péssimas condições de trabalho, os trabalhadores pernoitavam em construções precárias, que não atendem as mínimas condições de habitabilidade. Depois da operação, segundo o MTE, os trabalhadores foram retirados. Os auditores fiscais fiscais investigam a ligação dos operários com a Sidapar, o que é importante para que sejam feitos os cálculos de rescisões. Foram emitidas 138 guias de seguro-desemprego e 28 Carteiras de Trabalho e Previdência Social aos trabalhadores resgatados. Estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) observa que o Pará é o Estado onde se concentra o maior percentual de trabalhadores em condições de trabalho análogas à escravidão.

Na terra de muro baixo, empresas de transporte fazem o que querem

No CORREIO DO TOCANTINS

05/10/2012
 Empresas não cumprem prazo para operar transporte coletivo
 

Em abril deste ano, uma cerimônia em frente à Prefeitura de Marabá selou a assinatura do contrato para que duas novas empresas de ônibus assumissem o serviço no lugar da Transbrasiliana e Viação Cidade Nova. As vencedoras foram a Transcid e TCA. Ambas tinham 90 dias para instalar sua garagem e demais estrutura e começar a operar com ônibus novos. Passados cinco meses e uma reunião no Ministério Público Estadual, apenas uma dela está com ônibus nas ruas (nenhum é novo) e a outra ainda não deu o ar da graça na cidade.

No dia 16 de agosto, a promotora de Justiça do Consumidor, Aline Tavares Moreira, convocou para uma reunião no Ministério Público representantes das empresas Transcid e TCA, e também da Prefeitura, para explicar os motivos do atraso para iniciar o serviço de transporte coletivo urbano nas ruas de Marabá e também do terminal de integração, que estava no edital de licitação, a ser construído pela Prefeitura.
A Transcid prometeu começar a operar a partir do dia 17 de agosto, enquanto a TCA garantiu que colocaria seus ônibus nas ruas a partir do dia 30 de setembro, com “ônibus mais novos e com maior número de viagens”. Mas apenas a Transcid já está nas ruas, tendo assumido a vaga da Viação Cidade Nova. Apenas colocou ônibus mais novos, mas nenhum deles é zero quilômetro. Cada uma delas deverá colocar 35 ônibus novos e mais quatro reservas.
Mas os representantes das duas empresas deixaram claro que para o serviço funcionar plenamente, a Prefeitura tem de cumprir sua parte e construir o Terminal de Integração. O município alega que a área onde iria instalar o referido terminal está em disputa, pois apareceu um proprietário, mas que há problemas com a documentação. A informação inicial era de que a previsão da PMM seria para entregar o terminal em janeiro de 2013.
Chegou-se a discutir a possibilidade de instalar terminais provisórios e com estrutura menor, para desafogar o sistema, mas nada ficou definido.
Também se discutiu no MP a quitação quanto aos bens reversíveis para a Viação Cidade Nova e Transbrasiliana. Não foi divulgado oficialmente o valor que as novas empresas deveriam indenizar as antigas, mas a reportagem recebeu informação de que seria de R$ 11 milhões para cada uma.
Preocupada com mais um atraso das novas empresas, a promotora Aline Tavares Moreira vai requerer explicações das duas empresas, por entender que o prazo acordado não foi cumprido.
Ontem, a Reportagem do CT conversou com o coordenador de Trânsito do DMTU, Rogério Matias da Silva, que acompanha de perto o processo de transição das empresas antigas para as novas. Ele informou que também vai pedir explicações por escrito de ambas as empresas, que falharam com as datas que deram ao município.
Ele explicou que a Transcid já está com estrutura instalada no local onde funcionava a Viação Cidade Nova, mas reconheceu que não há ainda nenhum ônibus novo em circulação. “É preciso explicar que não será toda a frota zero quilômetro, mas a média de utilização tem de ser relativamente nova”, ressalta Rogério.
O coordenador de Transporte do DMTU também observa que o presidente da TCA alegou que está tendo problema com alguns fornecedores para otimizar a garagem, localizada na Folha 33, antiga garagem da Transbrasiliana e que um novo prazo teria sido dado, para começar a operação até o final deste mês de outubro. Quem deverá assumir a gerência da TCA em Marabá, segundo informações obtidas por Rogério, seria Zacarias, filho do proprietário da empresa.
As empresas não deverão ter seus nomes impressos nos ônibus, mas apenas a inscrição RTCM (Rede de Transporte Coletivo de Marabá). As denúncias deverão ser efetuadas ao DMTU ou ao Conselho Municipal de Transporte através da placa do veículo ou por seu número.
Procurado pelo CT, o gerente da Transcid em Marabá, Jair Manoel Pessoa, disse que o atraso ocorreu por conta de logística e também para instalar equipamentos exigidos na licitação, como instalação de câmeras de segurança e plataformas elevatórias para transporte de cadeirantes. “Os novos carros estão sendo encarroçados. Os da TCA começaram a chegar hoje (ontem) e os nossos ficaram na sequência, para serem transportados para Marabá. Este mês deve chegar toda a frota das duas empresas. Os prazos dados inicialmente têm de ser alterados porque dependem de logística mesmo”, justificou.
Ontem, no início da tarde, a reportagem do CT flagrou a chegada dos novos ônibus da TCA na garagem da empresa, na Folha 33. Era seis ônibus novos, todos eles com a inscrição RTCM, na cor predominante verde. (Ulisses Pompeu)

Mas sim... Para onde ia mesmo a grana?

No Parsifal Pontes:


Carajásgate: depoimentos iniciam dia 09

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No dia 09.10 começam os depoimentos na Polícia Federal sobre o “Carajásgate”, episódio no qual se apreendeu mais de R$ 1 milhão em uma aeronave no aeroporto de Carajás.
O dinheiro teve origem legal (saque da empresa ETEC de sua própria conta bancária), mas, segundo a PF, a destinação acalenta indícios de ilegalidade: caixa 2 de campanha política.
A PF, em princípio, trabalha com a hipótese de que o dinheiro seria entregue ao coordenador da campanha petista em Parauapebas, Alex Ohana, que estava no aeroporto antes do pouso da aeronave e teria saído quando viu a chegada do juiz eleitoral.
A PF já intimou Ohana, e o empresário que se identificou como dono do dinheiro, para prestar depoimento.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hobsbawm e a "Era Vazia" neoliberal

A análise é de Mauro Santayana, em seu blog, e é oportuna à vespera das eleições municipais no Brasil. O que difere a insensatez dos nossos governantes daquela dos que destroem as grandes nações da Europa? Pense nisso.


No mundo só há passado, e o passado cresce a cada dia, como resumiu o escritor argentino Macedônio Fernandez: hoy hay más pasado que ayer. O passado cresce, e o futuro, na vida dos homens e das nações, é uma vaga hipótese. A morte do historiador Eric Hobsbawm suscita uma curiosidade: se ele vivesse mais meio século – e não sabemos como o mundo será então, se ainda houver o mundo – como ele definiria essa segunda década do milênio novo? Ele não chegou a tratar do tema, mas a sua formação marxista naturalmente o levaria a constatar, como outros pensadores do fim do século passado, que a inteligência política está se tornando escassa nestes anos.


O neoliberalismo - essa mancebia entre o poderio militar dos Estados Unidos, os grandes bancos e a insensatez dos governantes dos maiores países do mundo - continua indestrutível e indiferente à crise que sua ganância provocou. Em Getafe, uma cidade ao sul de Madri, ontem, 15 mil pessoas fizeram fila diante de uma empresa que necessita de 150 empregados: cem candidatos por vaga.
O recrutamento está sendo feito por uma empresa terceirizada, que não explica de que trabalho se trata (em uma fábrica de implementos agrícolas), não informa se o trabalho será permanente ou temporário, nem qual será a remuneração.
O desemprego na Europa, mais grave nos países meridionais, ameaça atingir as economias sólidas do continente. Há dias, o New York Times noticiava que famintos buscam comida nas latas de lixo da Espanha – e, em algumas cidades, as autoridades, com preocupação sanitária, colocaram cadeados nas tampas. Mas as elites espanholas passeiam nas nuvens. Ainda agora, houve quem dissesse, em Madri, que a Cúpula Iberoamericana de Cádiz, no mês que vem, demonstrará a “presença civilizatória da Espanha na América Latina”.
O problema mais grave é o do desemprego. As medidas de austeridade só beneficiam os grandes credores dos Estados, que são os banqueiros. Ora, todos os dias novas revelações demonstram que as maiores instituições mundiais de crédito se tornaram quadrilhas de bandidos. Os governos nacionais anunciam – como o da Inglaterra – legislações reguladoras severas, mas não vão adiante. Enquanto isso, o Goldman Sachs continua a governar diretamente a Itália, com Mário Monti, e a administrar as finanças da União Européia, com Mario Draghi no BCE.
Nos Estados Unidos, as eleições de novembro estão sendo disputadas polegada a polegada por Obama e Romney: desde Eisenhower, a grande nação do Norte vem sendo governada por homens menores – e Kennedy não escapa dessa definição. Para nós, da América Latina, Obama parece melhor, mas, tratando-se da Casa Branca, nunca se sabe. Em seu segundo mandato, ele poderá ser outro – e pior.
De qualquer forma, o grande país terá que encontrar, e já, um líder como foram Andrew Jackson, Lincoln ou Roosevelt, a fim de retornar aos princípios sob os quais conduziram o sistema. Do contrário será difícil impedir o declínio, apesar de seu imenso poderio militar.
Esse poderio, no entanto, está sendo posto à prova no Oriente Médio. Os Estados Unidos estão encontrando dificuldades em salvar a face na retirada do Iraque e do Afeganistão, por uma simples razão: eles já a perderam, desde que Bush decidiu invadir os dois países. Como confessou Richard Clarke, especialista em “contra-terrorismo” - desde o governo Reagan e encarregado do planejamento das operações de combate aos muçulmanos desde o governo Clinton -, tudo começou com uma deslavada mentira. Todos sabiam que o Iraque nada tinha a ver com a Al Qaeda e menos ainda com a explosão das Torres Gêmeas. Mas era preciso mostrar o poderio americano contra o Iraque (já debilitado pelos bombardeios cotidianos, durante dez anos), o menos despótico dos países do Oriente Médio.

Talvez o historiador que vier a suceder Hobsbawm no futuro defina este nosso tempo como “A Era Vazia”. Mas há sinais de que a resistência da razão humanística pode vir a prevalecer. Os cidadãos começam a refletir e a ocupar as ruas das grandes cidades do mundo. O neoliberalismo globalizador tem sido contestado, desde seu início, pela lucidez de grandes pensadores, muitos deles europeus e norte-americanos. Entre eles, o próprio Hobsbawm, que nunca renegou o marxismo, mas soube repensá-lo, na análise da história e da sociedade dos homens.