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sábado, 3 de setembro de 2011

1º ministro do reino de Drácula visita Canaã


No Opinião, segundo o blog do Cara Feia:

Presidente da Vale visita Canaã sem aviso prévio
O presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira,  esteve nesta sexta-feira em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará. Ele desembarcou por volta das 10h de ontem na cidade onde chegou de helicóptero e seguiu direto para a mina do projeto Sossego. A visita surpreendeu as autoridades do município que sequer foram informadas  da agenda do presidente. Ele se reuniu apenas como o corpo técnico da empresa.
O presidente da Vale visita o Pará no momento em que comunidades assentadas em áreas de jazida no município de Canaã dos Carajás, denunciam estar sendo esmagadas por alguns interlocutores da empresa no diálogo e negociação de transferência.
Em recente entrevista a uma rede de TV Nacional,  Murilo falou em corrigir desacertos com as comunidades e afirmou disposição em atender o que as populações estão desejando. Mas a postura que teve em Canaã dos Carajás não demonstra isso. Foi no município e não procurou conversar com a comunidade que vem sendo prejudicada. No final da tarde ele manteve reunião com diretores setoriais da Vale, na Serra dos Carajás, segundo confirmou uma fonte do jornal Opinião.
No Brasil, a Vale emprega atualmente cerca de 63 mil pessoas. O grupo que controla a mineradora tem 53% das ações da Vale. Entre os acionistas está o BNDES.
Estilo mineiro de bom ouvinte, Murilo Ferreira diz ter algumas metas para a empresa. Uma delas é ser a empresa campeã  mundial de sustentabilidade. Mesmo na atividade mineral que gera alto impacto ambiental, ele acha que isso é possível conciliar exploração e desenvolvimento. Hoje, a Vale recicla parte da água que usa.
Murilo tomou como exemplo o município de Paragominas, onde a Vale explora uma mina de bauxita. “Era a cidade que mais tinha problemas ambientais. Hoje não”, afirma o presidente da mineradora.

3 comentários:

Wesley Zenóbio de Souza disse...

A Vale não estará nem aí para o Pará (ou mesmo para o Carajás), enquanto aqueles que detêm o (podre) poder tratarem-na como se esta fosse a soberana do País, estendendo-lhe o tapete vermelho e lambendo-lhe as botas. O que se vê é uma relação de subserviência em que a contrapartida são pobres migalhas destinadas à região, como as moedas de 10 centavos que jogamos nos cacos dos mendigos nas esquinas.
A Vale tem seus méritos, é claro, mas é uma empresa privada como qualaquer outra eu visa altos lucros; e não está errada por isso.
Mas tem de ser tratada de igual para igual por governantes e outros políticos da região, que por trás dizem cobras e lagartos contra a mineradora em altos brados, mas na presença de qualquer diretorzinho da empresa perdem a valentia, se ajoelham, abaixam a cabeça e levantam bunda, como um mulçumano rezando em direção a Meca.
É o Brasil-Colônia em pelo Século 21, onde os mais espertos se valem de cargos públicos ou da qualidade de representantes classistas para arrancar uns trocadinhos da mineradora, que dá se quiser e quanto bem entender.
E assim se conta a história do Brasil, do Pará, de Marabá, de Parauapebas, de Paragominas e também do futuro Estado do Carajás, onde a história - ninguém se iluda - não será diferente!

Anônimo disse...

Um desrespeito contínuo com o povo dessa região. A postura do presidente é o retrato da importancia que a população tem nas ações da mineradora: nenhuma.

Anônimo disse...

Wesley, a CMM foi construída pela VALE. Quando a Vale não quis “doar” a mobília da Casa, os vereadores ensaiaram uma greve de fome. É só assim e nessss circunstâncias que eles se manifestam, quando querem tirar proveito. A Casa está lá, toda mobiliada e bonita. Dizem que é a segunda casa do povo mais bonita do Pará. Mas para na beleza, porque de resto não tem e não oferece nada a seus pseudos donos. Um novo Estado onde se mudará somente as coleiras, permanecendo os mesmos cachorros e corruptos que comandam a política no Sudeste, os mesmos que com o mandato dado pelo povo emprega somente aos seus que receberão salários tirados da saúde, educação, infraestrutura e que ainda não farão jus ao salário, indo lá apenas pegar o pagamento, nasce fadado ao fracasso, já que os mesmos corruptos e caciques continuarão no seu controle. Nem eu nem você tem cacife para desbancá-los. Você vai tentar mudar alguma coisa? Como faria? Lembre-se que temos aversão a responsabilidades ao ponto de preferirmos passar a procuração em branco a eles a ter que ir lá e mostrar como se faz. Li o comentário de Wendel no pôster “o rei da cocada no tucupi” onde ele diz que seus filhos serão carajaenses, região que ele ajudará a construir, deixando-a mais humana e com menos corrupto. Será que ele acredita mesmo que diminuirá essa escalada da corrupção que cresce a cada voto, a cada cargo, a cada mandato? A verdade é dura e crua no mundo real.

Tiririca, utopias a parte