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sábado, 9 de abril de 2011

O Pará exige Justiça!

Do blog da bela Franssinete Florezano, comentários inclusos:

julgamento do fazendeiro e ex-deputado estadual Osvaldo dos Reis Mutran, o Vavá, 79 anospor matar com um tiro na cabeça uma criança de 8 anos de idade, e que seria nesta quinta-feira, 7, foi adiado para 9 de junho, às 8 horas, no Fórum Criminal de Belém. Seus advogados alegaram – vejam  – que os médicos de Vavá Mutran o orientaram para que não se deslocasse para Belém por questões de saúde, e o titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capitaljuiz Edmar Silva Pereira, deferiu o pedido.
adiamento é alarmanteporque sinaliza a impunidade
Júri popular vem sendo protelado há 9 anos e se ficar para 2012, o processo será prescrito. Causa estranheza a alegação da defesa: se alguém que está em Marabá precisa de cuidados médicosclaro que terá mais recursos na capital, Belém, e não o contrárioMaisassunto tão grave foi ignorado pelo departamento de Comunicação do TJE-PA, que não deu uma linha sobre o caso no site do tribunal.
Vavá assassinou o pequeno David em 4 de dezembro de 2002, depois de ameaçar matar quem jogasse futebol no terreno atrás de sua residência. O garotinho estava amarrando seu tênis quando o acusado surgiu por trás dele e o mandou correr. David correu, mas foi seguido por Vavá e baleado uma única vezalém de sofrer agressões pelo corpo. A criança morreu dentro da ambulância a caminho do Hospital Municipal de Marabá.
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12 Comentários -


Blogger Zé Dudu disse...
Parabéns pelo texto Franssinete!  lembrando que não havia a necessidade da presença do réu em Belém para um novo julgamento(lei federal 11.689/08. Vai prevalecendo a impunidade!
3 de abril de 2011 11:41
Anônimo Anônimo disse...
Vavá Mutran é muito poderoso e faz parte da Elite paraensePor isso, é bem provável que este crime seja prescrito,por tanta procrastinação. Mas é preciso que a sociedade civil se mobilize, grite e exija que este julgamento ocorra logoTirar a vida de uma criança, é como apagar uma estrela no céu. e foi isto que Vavá Mutran fez.
3 de abril de 2011 11:43
Anônimo Anônimo disse...
o vava jamais irá para prisão, está em liberdade e pode portanto mesmo condenado recorrer em liberdadeeita justoça paidégua
3 de abril de 2011 12:03
Uma criança pobre foi morta. Um homem poderoso e rico a assassinou e faz troça da sociedade. Esse é um problema de todos nós.
E se fosse 
seu filho?
3 de abril de 2011 12:18
Anônimo Anônimo disse...
Franssinete; tudo é possível no TJE quando a parte tem muito dinheiro.
3 de abril de 2011 12:26
Anônimo Anônimo disse...
Não é estranho que uma impunidade prevaleça acima da moralidade social , o custo apenas depende do poder financeiro do acusado e do tipo de crime cometido.
 No 
caso do Vavá uma coisa é certa , seu crime ira prescrever!Nos anos sessenta os irmãos Guido, Zizi e Vavá treinavam pontaria atirando de 38 nas cabeças dos bois pertencente a família, o que coloca os Mutran como donos um rebanho de tamanho incontável e uma pontaria de filme de faroeste.Boi significa que dinheiro não vai faltar para custear as despesas “jurídicas” , apesar de ser a vergonha viva da família , tem como mãe de parte dos seu neto uma juíza viúva de seu filho Junior que primeiramente decepou um dedo em agradecimento a Deus por seu filho ter escapado de uma enfermidade e que anos depois se suicidou.
 Sendo temido 
pelos pistoleiros Sebastião da Terezona e Quincas Bonfim, não pode alegar que o tiro foi acidental pois tem uma pontaria infalível , assim como inquestionável é sua loucurafato este que fez o filho Nagib , um cara serio em relação ao paiestudar medicina para tentar ao menos estabilizar seu estado de alienação mental.
 Uma 
vez foi para uma de suas fazendas distante 5 Km do centro da Velha Marabá, chegando  percebeu que tinha esquecido a chave do cadeado da porteira e voltou para buscar a chave em casa andando, questionado pelo filho sobre a camionete que andava ele respondeu “ Ficou na porteira da fazenda porque quem esqueceu a chave foi eu e não ela 
 O 
filho Nagib prefeito de Marabá foi chamado para intervir na feira pois seu pai estava com uma vassoura varrendo a feira e agredindo os feirantes que sujava com ela.Quando deputado na assembléia , Joelson Barbalho costumava inscrever seu nome para falar da tribuna , quando era chamado ia falar sem saber nem qual assunto era tratado , da para visualizar os risos dos presentes!Alegar insanidade ele pode pois realmente é louco total , agora sabe porque seus advogados não alegam ? Não alegam pelo fato de ele nem para se defender aceita ser Malucofato que o torna mais Maluco!
Essa 
saída de estar doente é verdadeira , porem acho que isso não impediria seu deslocamento para Belém , mas a justiça não quis correr esse risco exemplada na proibição medica do homem probo Jose de Alencar viajar para a posse da Dilma!
certo é querem julgá-lo o façam através de teleconferência, querem condená-lo o façam mandando para um hospíciopois apesar da seriedade do filho quanto a loucura do paiesse achara soluções medicas para deixá-lo fora da cadeia afinal ele é seu pai! Ainda hoje existe uma localidade perto dos castanhais conhecida como “Some Homi” porem não acredito que o suposto mágico saiba o truque de fazer desaparecer seu próprio corpo!
MCB
3 de abril de 2011 13:43
Anônimo  Anônimo disse...
judiciário conspira para inocentar Vavá Mutran.
3 de abril de 2011 18:25
Anônimo Anônimo disse...
o VAVA MUTRAN NÃO É LOUCO!quem conhece ele aqui em marabá sabe disto.
assassinato do menor David, foi um ato de covardia de um homem que sempre se considerou acima do bem e do mal.Como foi também o assassinato do Fiscal da receita Daniel Mourão em abril de 1992, no período que o filho era prefeito, e o pai que mandava na cidade, na verdade quem era prefeito de fato era o Vavá, o nagibinho não gostava da rotina daria da prefeitura e deixava para o pai o papel de capataz do povo de marabá.
queremos 
justiçacadeia nele!
3 de abril de 2011 20:01
Anônimo Papaco, Destilando a Cicuta. disse...
Frassi, estava por ocasião do fato e este elemento  foi preso porque o Delegado na época teve coragemmuita gente ligou para interferir e o delegado desligou os telefones e mandou ficha no elemento Mutran, ficou preso um períodomas depois saiu, não espero sua condenaçãoMas a justiça de DEUS é infalivel e tirou deste elemento seu filho amado de uma maneira não menos estúpida e ele sentiu a perda de um filho.
3 de abril de 2011 23:22
Anônimo Andre disse...
Assasinar uma criança pode, se deslocar até Belém de avião é incapaz.Velha impunidade..esse TJPA me da nojo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Semana Camponesa na UFPA



11 A 15 de abril de 2011, na UFPA/Marabá (Campus I).
PROGRAMAÇÃO
Segunda-Feira [11/04] - Manhã:

Exposição de Fotografia
Assentamentos da Reforma Agrária - 25 Anos do MST
Sebastião Salgado – Parte da Exposição Terra
Local: UFPA - Campus I

Tarde:
Sessão Subvercine
Filme: “Nas Terras do Bem Virá"
Local: UFPA - Auditório – Campus I - Horário: 15h00m

Terça-Feira [12/04] - Manhã:
Exposição de Fotografia
Assentamentos da Reforma Agrária - 25 Anos do MST
Sebastião Salgado – Parte da Exposição Terra
Local: UFPA - Campus I

Tarde:
Apresentação de Dissertação: “O pote de ouro no final do arco íris: Ação Coletiva e Luta pela Terra no Assentamento Palmares II.” Profa. Msc. Glaucia de Sousa Moreno
Apresentação de Monografia: “Sobrevivências em Educação do Campo: artes, saberes e práticas aprendidas e cultivadas no cotidiano dos educadores do campo no sudeste do Pará.”
Profª Esp. Gildeci Santos Pereira
Apresentação de TCC: “Experiências Educativas nos projetos PRONERA Sudeste do Pará: a percepção de educandos da turma de Pedagogia do Campo.”
Graduada: Nayara Bezerra Prazeres
Local: UFPA - Auditório – Campus I - Horário: 15h00m
Noite:
Sessão Subvercine
Filme: “Massacre de Eldorado: 10 Anos”
Local: Auditório – Campus I - Horário: 19h00m
Quarta-Feira [13/04] - Manhã:
Exposição de Fotografia
Assentamentos da Reforma Agrária - 25 Anos do MST
Sebastião Salgado – Parte da Exposição Terra
Local: CAMPUS I

Tarde:

Defesa de TCC: “As escolas multisseriadas no projeto de Assentamento Carajás Tamboril - Marabá PA
Estudante: Claúdio Correia dos Santos (Pedagogia do Campo)
Defesa de TCC: “A Mística e seus sentidos discursivo”
Estudante: Marília Fernandes Pereira Leite (Letras)
Noite:
Mesa-redonda: “15 anos depois do Massacre de Eldorado do Carajás: um balanço da Reforma Agrária.”
José Batista Afonso [Coordenador da CPT];Gilmar Mauro [Dirigente Nacional do MST]; Maria Joel da Costa [Presidente da FETAGRI – Regional Sudeste]
Local: Auditório da UFPA – Campus I - Horário: 19h00m

Quinta-Feira [14/04] - Manhã:

Exposição de Fotografia
Assentamentos da Reforma Agrária
25 Anos do MST
Sebastião Salgado – Parte da Exposição Terra
Local: CAMPUS I
Tarde

Sessão Subvercine
Filmes: “Agricultura Familiar em Conceição do Araguaia” e “Mulheres e Agroecologia”
Local: Auditório – Campus I
Horário: 15h00m

Noite

Lançamento de Livro de Poemas
Título: “Um Instante de Transgressão” [Divina Lopes - MST]
Performance Poética [Profº Clei Sousa (FAEL)
Local: Auditório - Campus I
Horário: 19h00m

Sexta-Feira [15/04]

Exposição de Fotografia
Assentamentos da Reforma Agrária
25 Anos do MST
Sebastião Salgado – Parte da Exposição Terra
Tarde

Sessão Subvercine
Filmes: “Grandes Projetos Tocantins” e “Carajás XXI: Impactos da Mineração no Sudeste do Pará”
Local: Auditório – Campus I
Horário: 15h00m

REALIZAÇÃO:
NÚCLEO DE ESTUDO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO – NECAMPO
NÚCLEO DE ARTE–EDUCAÇÃO DO SUL E SUDESTE DO PARÁ
CINE MAIS-CULTURA SUBVERCINE CABANAGEM
LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO
FÓRUM REGIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – CAMPUS DE MARABÁ

SJA: Justiça despeja ocupantes de terra grilada da União

Desde a Guerrilha do Araguaia não se via tantos
militares em São João do Araguaia 

Exceto talvez na época da Guerrilha do Araguaia, há quase 40 anos passados, a população da pequena cidade de São João do Araguaia, a 48 km de Marabá, nunca tinha visto tantos militares juntos quanto na manhã dessa quinta-feira (07/04). Eram pelo menos seis viaturas da polícia Militar do Estadoentre camionetes, caminhão de transporte de tropas, microônibus e veículos descaracterizados – além da cavalaria, mobilizados para cumprir mandado judicial de reintegração de posse em área urbana, ocupada por cerca de 180 famílias sem teto desde 14 de março último. Esse contingente era formado basicamente por lavradores, desempregados, pescadores, pequenos servidores públicos, mulheres, idosos e crianças.
O enorme aparato militar, apoiado por um trator particular, destruiu todos os barracos erguidos no terreno baldio à margem do ramal de acesso à Transamazônica, à entrada de São João, abandonado há mais de 25 anos, sem cercas nem benfeitorias, e quedécadas serve de depósito de lixo da própria prefeitura municipal. Não houve resistência: os ocupantes limitaram-se a assistir a “limpeza” à beira da estrada, comentando a rapidez com que o Judiciário determinou o despejo e o governo do Estado liberou a tropa militar para garanti-lo.
Na contestação à reintegração de posse, o advogado Francisco Duarte manifesta estranheza porque “o Juízo não se ateve aos princípios constitucionais da função social da propriedade”, nem determinou a realização de Audiência de Justificação Prévia “a fim de melhor analisar as reais condições da posse” do terreno baldio.
A ação foi proposta por Josedina Martins Ferreira Rocha, que se diz proprietária da área desde cinco de outubro de 1987, que a teria comprado de Maria Pereira Lima, suposta foreira desde maio de 1986. A transmissão do bem, segundo Certidão de Matrícula, se deu em 11 de março de 1993. Contudo, segundo Francisco Duarte, a origem da área foi doação do lote, integrante da Gleba São João, pelo antigo Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins (Getat, hoje Incra) ao município de São João do Araguaia, em 1985 para a expansão da zona urbana, vedada sua destinação diversa, sob pena de nulidade “independentemente de interpelação judicial ou extrajudicial, implicando em conseqüente reversão do imóvel doado, suas benfeitorias e acessões, ao patrimônio da União Federal, sem direito a qualquer indenização ao município donatário”, conforme a cláusula terceira do Título de Domínio. Na área, inclusive, a administração pública construiu quadra de esportes e o hospital municipal.

Despejados assistem derrubada dos barracos
Ademais, pela cláusula quinta do mesmo título, somentedevidamente autorizada pelo Legislativo municipal poderá a prefeitura promover a doação de áreas rurais e urbanas a entidades federais, estaduais, municipais ou particulares, desde que reconhecida como de utilidade pública”, razão porque o bem em litígio “jamais poderia haver sido titulado a Maria Pereira Lima”, diz o advogado.
Francisco Duarte está otimista quanto à reversão da reintegração de posse: “Esperamos ter provado a irregularidade da cadeia dominial e, por conseqüência, vamos propor à prefeitura que realize um projeto de expansão urbana na área para atender a demanda de centenas de famílias que vivem sem um teto naquele município”.
Só tristeza entre as famílias despejadas 


Corrupção em Tailândia

O promotor público de Tailândia (PA), Bruno B. Damasceno, recebeu pesada denúncia contra a Câmara Municipal daquele município, no período 2009/2010.
Entre as inúmeras fraudes reveladas, consta que o vereador J.Furtado todos os meses emitia nota fiscal da sua empresa, como serviços prestados de divulgação dos trabalhos da Câmara. Igualmente, todos os meses era emitida Nota Fiscal do Posto Fasolo, no valor médio de R$ 23 mil, sendo que o Legislativo possui um carro Gol (parado com o motor batido desde setembro/2010) e os vereadores, em maioria, andam de moto. No Executivo, a frota de 16 ônibus escolares não gastaria este valor em combustível por mês.
Todos os meses o Restaurante Domani emitia NF com valor de R$ 7 mil, mas pelo menos três servidores depuseram ao promotor que a Câmara servia café com leite e milharina e nunca teve coquetel de abertura ou encerramento das sessões. “A farra das diárias é como umsalário para os vereadores: Tem para Imperatriz, Açailândia, Araguaina, São Luiz, e para vários lugares do Pará. Os vereadores nem conhecem estes municípios”, diz a fonte que pediu para não ser identificada, por questão de segurança