Do Correio do Tocantins, sobre a saúde financeira da prefeitura:
A bancarrota a que chegou a Prefeitura de Marabá neste final de ano não é fruto do bloqueio das contas do município por parte da Justiça , como querem fazer crer o prefeito Maurino Magalhães e seus assessores diretos , mas do inchaço da Folha de Pagamento e do acúmulo de dívidas junto aos fornecedores , muitos dos quais não querem mais fornecer produtos ou vender seus serviços ao município .
A Reportagem do CORREIO DO TOCANTINS fez esta semana um levantamento minucioso e até se dispôs a realizar um rápido comparativo entre o governo de Maurino Magalhães e de seu antecessor Sebastião Miranda Filho , tido como seu principal adversário nas eleições do ano que vem para a Prefeitura de Marabá , embora o gestor evite tal comparativo .
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Dos 9.298 servidores , 4.670 estão lotados na Secretaria Municipal de Educação , 2.105 na Secretaria de Saúde e 2.523 em outras secretarias . O governo Maurino é também criticado por seus adversários por ter criado seis novas secretarias , que ajudaram a inchar a máquina pública municipal: Ações Comunitárias, Turismo , Esporte , Secretaria de Comércio , Indústria e Mineração, Urbanismo e, pasmem, de Assuntos Institucionais, localizada em Brasília.
Os salários da maioria dos servidores atrasaram este mês e até ontem ainda não haviam recebido seus vencimentos os trabalhadores que atuam na Secretaria de Assistência Social , Superintendência de Desenvolvimento Urbano , Segurança Institucional, Casa da Cultura e o próprio Gabinete do Prefeito .
A Prefeitura garante que paga todos os salários atrasados e o vale-alimentação até amanhã , dia 20 de novembro , mas esta data coincide com o prazo limite para o pagamento da primeira parcela do 13º salário de todos os servidores . Até agora , só os que trabalham na Secretaria de Educação receberam a 1ª parcela e não há previsão para o município quitar esse débito com os demais servidores .
Um contador que atua na Prefeitura , e que pediu reserva de seu nome por temer represália , observou que o Ministério Público do Trabalho deverá notificar a Prefeitura caso se confirme o atraso no pagamento da primeira parcela do 13º salário . Ele lembrou também que desde 2001 os salários dos servidores não atrasavam. Isso só aconteceu quando o então prefeito Geraldo Veloso estava doente , próximo de morrer , e a administração municipal estava instável .
De outro lado , a dívida com os fornecedores da Prefeitura se avoluma. Só para a EB Alimentação Escolar , que ingressou na Justiça por não receber pelo serviço que prestava, chega a R$ 12 milhões , sem contar com empresas do comércio local , algumas das quais estão em situação difícil porque não conseguem receber pelo serviço que prestaram.
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