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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Carga pesada



Há três dias rola na cidade o seguinte comentário: 
"O Maurino Magalhães vai jogar a toalha na próxima segunda, e liberar seus correligionários e candidatos da coligação para votar no João Salame".
Diante das pesquisas, onde ele não passa dos 6%, ele estaria pensando em sair do páreo. Como, ao que  se diz, ele nunca apoiaria Tião Miranda, estaria propenso a bandear-se para João Salame.
Mas ninguém acredita que galeguinho aceitaria carregar mais     essa cruz tão pesada.

Violência sem limite

Às 10 horas da manhã de hoje, plena luz do dia, um entregador de mercadorias foi morto a tiros na Folha 17, perto da quadra 22, por um pistoleiro que, logo após, foi recolhido por uma camioneta preta, nova, e desapareceu.
Foram onze tiros de pistola automática, segundo quem ouviu.
O corpo da vítima, que teve morte instantânea, ficou até quase o meio dia jogado  na sarjeta. 

Espero que, de fato, tenha pelo menos uma sala de cinema...

No Patrick Roberto


Shopping de Marabá entregará espaço aos lojistas em outubro



O primeiro grande shopping center da cidade, o Pátio Marabá, está com as obras dentro do cronograma e com 95% da área bruta locável (ABL) comercializada, sendo que os módulos serão entregues aos lojistas para a fase de acabamento no dia 20 de outubro, seis meses antes da inauguração. As informações foram confirmadas pelo presidente da Parkway, Maycon Gonçalves, aos membros do Conjove (Conselho de Jovens Empresários) da Acim em palestra exclusiva na última terça-feira (11).

O executivo foi convidado pelo empresariado para expor sobre como o comércio local pode se inserir no atual momento das obras do shopping, uma vez que os lojistas terão liberdade para montar suas lojas de forma personalizada e precisarão contratar montagem de estruturas metálicas, vidros, forros, vedações e serviços.

Maycon confirmou a data de inauguração divulgada anteriormente em reportagem do jornal CORREIO DO TOCANTINS, como 28 de março de 2013. Segundo ele, a intenção é que o empreendimento abra as portas na semana do aniversário de 100 anos de Marabá (4 de abril), um feriado que deverá marcar um enorme movimento naquele centro lojista. No próximo dia 20 de outubro, o Pátio promoverá um evento restrito, uma espécie de encontro de negócios, para entregar oficialmente os módulos aos lojistas, a partir de quando estes poderão iniciar a configuração das lojas seguindo um padrão mínimo indicado no caderno técnico e de acordo com as exigências de cada franquia.

O presidente da empreendedora Parkway confirmou ao Conjove que há muito espaço para negócios no comércio local neste momento, pois os lojistas estão livres para contratar serviços e comprar material nos fornecedores que forem mais convenientes. Ele destacou, no entanto, que o comércio terá de estar preparado para dar conta dessa demanda.

DADOS
A Parkway divulgou que está investindo R$ 220 milhões na construção do shopping Pátio Marabá, já os lojistas estão investindo outros R$ 60 milhões. Na fase de construção são 2 mil postos de trabalho, sendo que a mão de obra para funcionamento do shopping será de 1.500 a 1.800 empregos diretos, 250 deles só na administração.

São quatro pavimentos de lojas e três de estacionamento, este com 1.234 vagas em garagem coberta. São sete lojas âncora, seis mega, 164 satélites, 17 fast foods, dois restaurantes, cinco salas de cinema e 12 quiosques. As duas torres do projeto, uma delas de hotel, serão inauguradas apenas em novembro de 2013.

COMÉRCIO
Vice-presidente do Conjove, Caetano Reis comemorou a presença de Maycon Gonçalves à reunião do conselho, atendendo a um convite feito na semana anterior. Segundo ele, era fundamental que os membros daquela entidade e da Acim tivessem acesso a essas informações, para abrir o leque de oportunidades de negócio no atual momento do shopping.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ditado de outrora: "Correu com medo, cagou no dedo..."


No Terra do Nunca

Tião falta à entrevista da Rádio Clube


Embora tenha enviado representantes à reunião que definiu a ordem das entrevistas dos candidatos a prefeito de Marabá, na Rádio Clube, o candidato Tião Miranda (PTB), que deveria ter sido entrevistado na manhã de hoje (13), no programa Clube da Manhã, não compareceu. A assessoria do candidato também não informou os motivos da ausência dele.
Observadores políticos mais experientes dizem que Tião perdeu uma ótima oportunidade de expor suas idéias e suas propostas, porque as entrevistas estão servindo exatamente para isso.
A série de entrevistas, que começou na segunda-feira (10), será concluída amanhã (14) com o candidato João Salame (PPS). Antes de Tião todos os outros candidatos compareceram, pela ordem: Manoel Rodrigues (PSOL), César do Comércio (PRP) e Maurino Magalhães (PR).

DOXA Marabá: João Salame ultrapassa Tião Miranda

No Parsifal Pontes:

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Publicada hoje (13) a terceira pesquisa da DOXA Comunicação sobre a corrida eleitoral para a prefeitura de Marabá.
Os resultados oram que o candidato do PPS, deputado estadual João Salame, tomou a dianteira ultrapassando o deputado estadual Tião Miranda (PTB), tido como o favorito desde o início do pleito.
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A DOXA ouviu 1.067 eleitores nas zonas urbana e rural. A pesquisa, registrada no TRE-PA sob o n° PA-00090/2012, ocorreu entre os dias 04 e 07.09 e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para maiores detalhes veja o "Blog do Hiroshi".



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Condenados ex-prefeitos de Pacajá e Conceição do Araguaia


Na primeira semana de setembro, a Justiça Federal publicou sentenças em que condena ex-prefeitos dos municípios de Pacajá e de Conceição do Araguaia, no Pará, por irregularidades com recursos destinados à educação.
Pela má aplicação de verbas e pelo descumprimento da garantia de transporte escolar aos alunos de ensino fundamental, o ex-prefeito de Conceição do Araguaia Josenvalto Reis de Sousa teve seus direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos.
Sousa também foi multado em valor correspondente a 30 vezes o valor da última remuneração como prefeito e foi proibido de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.
A decisão é do juiz federal João César Otoni de Matos e a ação que deu início ao processo foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Marabá.
E a ex-prefeita de Pacajá Maria Zuleide Martins dos Santos foi condenada a pagamento de multa e teve seus direitos políticos suspensos por cinco anos por não ter prestado contas de R$ 147 mil em recursos federais destinados à manutenção de escolas públicas de ensino fundamental.
O processo, iniciado a partir de ação do MPF em Altamira, foi sentenciado pelo juiz federal Pablo Zuniga Dourado.

Militares monitoraram garimpo de Serra Pelada


Correio Braziliense

Arquivos do governo de 1980, até então secretos, mostram a preocupação do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) com a extração na jazida de ouro em Carajás, no Pará. Maior receio era a infiltração de esquerdistas na região, que reuniu mais de 80 mil pessoas.

Já tendo sido a maior jazida de ouro do país, Serra Pelada, em Carajás (PA), foi motivo constante de preocupação da comunidade de inteligência, durante o regime militar. Desde as primeiras notícias sobre a descoberta do mineral, em março de 1980, o então Serviço Nacional de Informações (SNI) acompanhou o cotidiano da região, o nascimento dos pequenos vilarejos e, principalmente, a possibilidade de infiltração de esquerdistas. A vigilância, que durou quase 10 anos, resultou em vários informes e fotografias que registram os primeiros momentos do garimpo que um dia chegou a ser chamado de formigueiro humano por ter reunido mais de 80 mil pessoas.
Os documentos praticamente relatam a história do maior garimpo brasileiro, mostrando seu apogeu até a decadência — iniciada três anos após a descoberta. "Notícia divulgada pela Rádio Nacional de Brasília, versando sobre liberação de garimpagem no sul do Pará, originou o afluxo de cinco a seis mil na área do sudeste da Serra Leste, ou Serra Pelada, em Carajás", diz informe do SNI, anunciando a jazida, em 20 de maio de 1980. No documento estão anexados dois mapas da região. A comunidade de informações mantinha seus homens na área, mas também recebia relatórios de outras instituições, como o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
O sul do Pará chegou a receber atenção especial do serviço secreto brasileiro por vários motivos, entre eles, o político. Com o passar dos anos, o temor era a infiltração de manifestantes de esquerda, como citava o informe de dezembro de 1983 — já com a região em início de decadência — relatando a presença de militantes do MR-8 no local. "O MR-8 teria logrado infiltrar armas de diversos calibres na área de Serra Pelada", diz o relatório. "Estas armas estariam enterradas e seriam usadas quando emitida a ordem do governo federal, visando encerrar a cata manual naquele garimpo", ressalta o documento.
Também em 1983, o Congresso discutia a manutenção dos garimpeiros em Serra Pelada em um projeto do então deputado Sebastião Curió, o que representava um problema para o governo, principalmente na área de saúde. "Sobre a dilatação do prazo de permanência dos garimpeiros em Serra Pelada por mais cinco anos, ressalta-se: o atendimento em saúde ficará altamente comprometido. Exemplo das dificuldades do Ministério da Saúde é a recente evacuação de Serra Pelada de cerca de 60 casos de pacientes portadores de febre ainda não identificada, já explorada pela imprensa como peste", diz um informe de outubro de 1983.
O documento alerta que a situação é crítica e que o número de mortos poderia ser superior ao de trabalhadores na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, construída no início do século passado, que chegou a mais de seis mil óbitos. Isso iria acontecer, segundo o SNI, "se providências e decisões governamentais de caráter geral não forem tomadas e recursos não forem alocados à saúde". A pobreza da região é registrada pelo SNI em fotos tiradas durante os quase 10 anos em que o órgão atuou na região. As imagens mostram os primeiros comércios de ouro, o surgimento das pequenas vilas — como o município de Curionópolis, hoje com 18 mil habitantes — e a serra que, rapidamente, se transformou em uma gigantesca cratera.
Personagem da Guerrilha do Araguaia
O Coronel Sebastião Rodrigues de Moura, mais conhecido como Sebastião Curió, militar e ex-deputado federal, é fundador da cidade de Curionópolis, no sul do Pará. Como militar, foi para o sul da Amazônia para combater o movimento armado da Guerrilha do Araguaia, nas décadas de 1960 e 1970, e nunca mais retornou, se tornando liderança política na região. De acordo com estudos divulgados pelo Partido Comunista do Brasil, Curió foi o responsável pelo trabalho de inteligência militar no combate à guerrilha, utilizando informações obtidas de guerrilheiros capturados por meio de tortura. No último dia 31 de agosto, a Justiça Federal do Pará aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o coronel. Ele responde pelo sequestro de presos capturados na guerrilha.

Cassação pela Câmara? Boa piada!!!

No Contraponto, de Wilson Rabelo:

Denúncia pede cassação de Maurino Magalhães, prefeito de Marabá (PA)


Na manhã desta quarta-feira (12), depois de várias tentativas frustradas, mais um pedido de cassação do prefeito de Marabá Maurino Magalhães foi protocolado na Câmara Municipal. A Câmara já negou seguimento a diversos pedidos similares por conterem vícios formais, mas desta vez o pedido, aparentemente, preenche todos os requisitos exigidos para garantir sua tramitação.

A denúncia assinada por Francisco Pereira Neto (na foto acima) e articulada pelos sindicatos que representam os servidores municipais, discorre sobre diversas irregularidades cometidas por Maurino e seu vice, Nagilson Amoury. Entre outras coisas, o prefeito e o vice são acusados de apropriação indevida de parte dos salários dos funcionários do município. É que Maurino não vem repassando aos bancos e outras instituições de crédito os descontos efetuados nos contra-cheques dos barnabés. Assim, cresce a inadimplência entre os servidores e o sentimento de revolta ameaça contagiar a todos.
O pedido de cassação será devidamente analisado pela assessoria jurídica da Câmara que deve emitir parecer nos próximos dias. A manifestação dos advogados versará apenas sobre os aspectos formais do pedido. Estando tudo em ordem, a denúncia seguirá para apreciação pelo Plenário que optará pelo arquivamento ou pela apuração dos fatos descritos na Inicial.
A cassação de Maurino não deve alterar em nada a disputa pela prefeitura de Marabá. Muito distante dos líderes (João Salame e Tião Miranda), Maurino caminha para um final de mandato melancólico que é tanto mais desagradável de ver quando leva-se em consideração a enorme esperança que o cercava.
A história de um trabalhador da roça, evangélico, pouco alfabetizado e sem grandes articulações políticas que chega a ser prefeito de uma das maiores cidades do Pará, justamente no começo de um ciclo de desenvolvimento sem paralelo em sua história recente, poderia virar roteiro de cinema. Por conta da incapacidade gerencial e da condução política inadequada, o filme não parece caminhar para um final feliz.
Ruim para Maurino, pior para Marabá.
A cidade, considerada o Tigre da Amazônia, precisará reagir rapidamente para romper a estagnação dos últimos oito anos e se firmar como a principal locomotiva do futuro estado do Carajás.  
Segue abaixo imagens da denúncia contra Maurino e Nagilson. Logo o blog publicará a íntegra do pedido de cassação.


Chamaram a carrocinha...

Correio do Tocantins

11/09/2012

 Juiz veta propaganda da “Cadela Lulu” 

Candidata a vereadora pelo PMDB, Luiza da Silva Costa Neto, vinha se apresentando nos programas de televisão e rádio para pedir votos para eleitor com o nome “Cadela Lulu”. No último sábado, no entanto, o juiz da 100ª Zona Eleitoral de Marabá, Eduardo Antônio Martins Teixeira, avaliou que a propaganda era irregular e determinou a imediata suspensão da veiculação de uma cadela, não apenas na TV, como também nos santinhos que ela distribuía aos eleitores.
Quem entrou com o pedido de liminar foi o Ministério Público Eleitoral, que considerou a conduta vedada pela legislação. O magistrado, ao decidir sobre a suspensão da propaganda da candidata, observa que o Código Eleitoral, no artigo 242, não permite a propaganda eleitoral de qualquer natureza, destinada a criar artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais.
Por determinação judicial, a princípio, “deve ficar consignado que a representada teve seu registro de candidatura com o nome público de Luizinha do São Félix, devendo ser este utilizado na campanha eleitoral”.
A principal prova apresentada pelo MP foi um DVD e um impresso (santinho), com a imagem de um cão, onde consta ainda o número da candidata e a expressão “Vote na Cadela Lulu”, além de que, na legenda, consta expressamente “Para vereadora, Cadela Lulu, 15234”.
Na avaliação da Justiça, a referida propaganda busca desvirtuar a realidade, uma vez que atribui a um animal a figura de candidato a vereador, o que confunde o eleitor, causando desconfiança e indignação. “Além disso, a propaganda fustigada causa um estado passional que, em casos de eleitores descontentes com os políticos, poderá levá-los a votar no cachorro para verbalizar sua forma de protesto, do que se aproveitaria ilegalmente a representada”.
Luiza da Silva foi notificada para apresentar sua defesa junto ao Cartório Eleitoral, o que não havia ocorrido até ontem, segunda-feira, dia 10. (Ulisses Pompeu)

Coitado!...Inocente perseguido?



Dirceu diz a Lula não ter esperança de conseguir absolvição no Supremo
O ex-ministro José Dirceu afirmou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a outros aliados que não espera mais ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.
Prestes a ser julgado pelo STF, Dirceu disse ainda que está preparado até para a hipótese da prisão. Não porque existam provas contra ele, mas pela tendência esboçada pela corte, afirmou Dirceu.
Quatro interlocutores do ex-ministro relataram conversas em que Dirceu se diz "preparado para o pior". Uma delas ocorreu há dez dias durante reunião com Lula, o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos e o petista Sigmaringa Seixas.
Na conversa, Dirceu repetiu que, do ponto de vista técnico, o Supremo não teria como sustentar sua condenação. Mas, na opinião dele, o julgamento trilha um caminho político.
O grupo, que se reuniu no domingo retrasado, chegou a discutir o uso de recursos que possam reverter a decisão do Supremo, os chamados embargos infringentes.
Thomaz Bastos fez uma exposição sobre as próximas etapas na corte. Foi debatido ainda o impacto do julgamento nas eleições municipais.
Na avaliação dos participantes, há reflexo negativo, especialmente nas grandes cidades, mas outros partidos, como o PSDB, não estão imunes ao desgaste. No caso dos tucanos, por causa do "mensalão mineiro", que envolve o empresário Marcos Valério em campanha de Eduardo Azeredo em 1998.
Confiança
Procurada, a assessoria do ex-ministro da Casa Civil afirmou que "José Dirceu está confiante em sua absolvição pelo STF, pois é inocente das acusações que lhe são feitas na ação penal 470. É o que tem dito sempre que conversa sobre o julgamento".
O STF começa, no próximo capítulo de julgamento, a analisar as acusações de corrupção ativa e passiva imputadas a deputados da base aliada, relativas à compra de apoio político no Congresso.
Esse item, o quarto a ser analisado (e sexto da denúncia da Procuradoria), diz respeito à prática de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo PP, PL (hoje PR), PTB e PMDB.
Essa etapa ocorrerá quando o tribunal terminar de julgar a denúncia relativa ao crime de lavagem de dinheiro contra dirigentes do Banco Rural e pessoas ligadas a Marcos Valério.
Se conseguir concluir o julgamento desse capítulo sem usar toda a sessão de quinta-feira, o relator Joaquim Barbosa poderá entrar ainda nesta semana na questão do mensalão propriamente dita. (Folha.com)

A maior fábrica de alumina do mundo no Pará. E daí?


Lúcio Flávio Pinto


Escrevi este artigo na 2ª quinzena de março de 2006. O que aconteceu de lá para cá foi a venda de todo o complexo bauxita-alumina-alumínio da Vale para a norueguesa Norsk Hydro. Os japoneses permaneceram na sociedade. O setor de alumínio na Amazônia foi desnacionalizado.
A Alunorte, instalada a 50 quilômetros de Belém, em Barcarena, se tornou, na semana passada, a maior empresa de alumina (o principal insumo do alumínio) no mundo. Para que a sua capacidade de produção se elevasse de 2,5 milhões para 4,4 milhões de toneladas por ano, a empresa precisou investir 2 bilhões de reais nos últimos três anos.
Nos próximos dois anos serão aplicados mais R$ 2,2 bilhões, que colocarão a Alunorte num patamar que até alguns anos atrás nem podia ser imaginado: quase 6,3 milhões de toneladas anuais de alumina.
A empresa entrou em operação, em 1995, com capacidade para 1,1 milhão de toneladas. Em 13 anos, terá ampliado quase seis vezes esse tamanho. Em 2008 o investimento nela realizado terá ultrapassado 2,7 bilhões de dólares (acima de R$ 6 bilhões, na melhor alternativa de câmbio).
A justificar essa façanha, os preços sem igual alcançados no mercado internacional pela alumina, que mais do que duplicaram em relação à década de 80, na qual a Alunorte parecia morta ou em sono pesado.
Se a empresa chinesa Chalco mantiver o propósito já anunciado (mas agora em banho-maria, em virtude da intervenção do governo chinês) de implantar em Barcarena uma fábrica do tamanho da Alunorte, no final da década o Pará, sozinho, poderá ser responsável por 30% da alumina do mundo.
Não há impedimento imediato para essa perspectiva. Os chineses, principais responsáveis pela profunda mudança no setor, continuarão a expandir sua produção de alumínio metálico, mas o suprimento interno de alumina não acompanhará essa demanda. Terão que recorrer a importações pesadas e a associações empresariais no exterior.
Ninguém podia sequer imaginar a atual situação quando, no final da década de 1970, os projetos da Alunorte e da Albrás foram definidos, depois de intensas negociações entre o Brasil e o Japão. As duas fábricas deram partida juntas, mas enquanto a planta de alumínio continuou a tomar forma, a de alumina foi congelada.
A principal causa da paralisação da Alunorte foi uma manobra de dumping da Alcoa: a multinacional americana, a maior do setor, se comprometeu a fornecer alumina à Albrás por um preço inferior ao que a Alunorte poderia conseguir. Com uma conjuntura internacional desfavorável, a Companhia Vale do Rio Doce, principal controladora do empreendimento, preferiu adiá-lo para um momento melhor.
Durante uma década a Albrás importou alumina do exterior enquanto a algumas dezenas de quilômetros passavam grandes navios carregando bauxita do Trombetas para o exterior. Por causa dessa relação comercial, o país sofreu uma perda de divisas de quase 2 bilhões de dólares nesse período com a importação de pelo menos oito milhões de toneladas de alumina. É mais do que o valor atual da Alunorte.
Em 1991, quando foi decidida a sua retomada, a Alunorte nada mais seria do que uma fornecedora cativa da Albrás. A irmã do alumínio ficaria com mais de dois terços da produção de alumina, que transformaria em metal. Hoje, 80% do que a Alunorte produz é vendido para o exterior.
Não é só porque o preço chegou a um patamar excepcional, acima de 300 dólares: é também porque a produção da Albrás estagnou em 450 mil toneladas, enquanto a da Alunorte disparou.
Foi um deslocamento natural e inevitável? É o que proclama a CVRD, já antecipando que poderá levar alumina do Pará até Moçambique, Angola, Congo ou Arábia Saudita, onde a transformará em metal. No entanto, a inibição da Vale em ir além do lingote de alumínio é contrastante com sua desenvoltura em outras áreas, sobretudo no setor siderúrgico. Mesmo quando não participa diretamente do negócio, o incentiva, induzindo novos investidores.
Agora, de fato, um dos impasses da Albrás é a falta de energia abundante e barata, como a metalurgia requer. Mas, anteriormente, havia um fator de igual peso: o desinteresse dos acionistas da empresa, tanto a Vale quanto os japoneses (que têm 49% do capital). O que interessava era mandar lingote para o Japão e a Europa.
Contra a aspiração dos que queriam um efeito para frente, o que tem havido no polo industrial de Barcarena é um efeito para trás: produção de alumina e de bauxita em escala crescente, enquanto a produção de alumínio marca passo.
Apenas um passo foi dado na direção do maior beneficiamento do lingote, mas de dimensão bem acanhada. Uns poucos dias de produção da Albrás atendem toda necessidade do grupo argentino estabelecido em Barcarena para beneficiar alumínio líquido.
Até hoje permanece à espera de melhor discussão o componente energético desse marcar-de-passo. Os porta-vozes da Albrás alegam que a energia de Tucuruí acabou saindo mais cara do que se esperava. Por isso, o subsídio tarifário teve que ser mantido. Do tamanho de centenas de milhões de dólares (talvez até US$ 2 bilhões), foi esse subsídio que assegurou o custo da energia numa proporção suportável pela planta de alumínio, mas onerando seu custo financeiro (que pesou durante 20 anos sobre a Albrás, enquanto a Alunorte dele deu conta em metade do prazo).
Alguns anos atrás o engenheiro Eliezer Batista disse que se não tivesse havido corrupção na construção da hidrelétrica de Tucuruí, o subsídio não seria necessário. Mas como o orçamento da usina disparou além do tolerável em uma obra pioneira desse porte, numa região de fronteira como a Amazônia, foi preciso compensar na ponta da linha. Esse grave argumento jamais foi considerado na devida conta. Permanece como um tabu nessa história.
Com a fome de commodities da China (mas também de outros países asiáticos, da Europa e mesmo dos Estados Unidos), os preços dispararam e, como consequência, os produtores de matérias primas e semielaborados entraram numa febre de produção para aumentar seus lucros líquidos em proporção nunca prevista.
Os investimentos são realmente pesados, de impressionar. O que impressiona – tanto ou mais – é o volume de dividendos que essas empresas estão distribuindo aos seus acionistas, a começar pela CVRD.
Até parece que essa condição de mercado é um reino da fantasia, uma bolha de ilusão que amanhã poderá estourar.
Se realmente não houver sustentação estrutural dos preços, logo o pêndulo voltará ao controle dos compradores – famintos e enormes. Antes que isso ocorra, os acionistas dos vendedores (dentre os quais há muitos que também são compradores) estão tratando de entesourar os fantásticos dividendos que suas empresas lhes estão destinando.
O que chama a atenção é que, enquanto isso acontece, grande parte do capital de giro e proporção substancial dos investimentos estão sendo financiados junto à rede bancária, na qual aparecem agentes que também atuam do outro lado do balcão, como produtores de matérias primas e insumos básicos. Faturam assim, e muitíssimo, nas duas pontas da linha.
Em qualquer cenário, quem menos se beneficia são exatamente os que têm participação decisiva na implantação desses projetos. O Estado, que ajudou a definir o perfil financeiro de empreendimentos como a Alunorte, num momento em que o crédito era baixo, agora fica com o resíduo dessa abundância. É tanto incentivo e benefício que o valor dos impostos e equivalentes é baixo, mesmo comparativamente à receita líquida.
Também os funcionários dessas empresas tornadas altamente rentáveis têm discreta participação em seus resultados. O investimento de R$ 2 bilhões na expansão da Alunorte criou 410 empregos próprios e 450 contratados. Cada emprego saiu por quase R$ 2,5 milhões. Com tal custo, é evidente não ser essa a maneira adequada de enfrentar o problema mais grave da região: a falta de emprego.
O setor sídero-mínero-metalúrgico, como seu nome técnico está a indicar, é um reino exótico e estranho, que está além da capacidade de retenção e mesmo de compreensão da região. Está concretamente fincado nela, mas, na verdade, como uma miragem daquilo que não é: uma fonte de progresso.

A versão dos médicos para a greve em Marabá,


Médicos de Marabá decidem realizar greve por tempo indeterminado

05/09/2012 às 0:04 | Publicado em Movimento médicoWaldir Cardoso  
Participei na noite de ontem, 04/09, em Marabá, da Assembleia Geral dos médicos que trabalham para a Secretaria Municipal de Saúde de Marabá. Estava representando o SINDMEPA no apoio aos nossos delegados sindicais no município (Rodolfo, Walter e Daniel) que solicitaram a convocação formal de uma assembleia geral para discutir encaminhamentos concretos em  virtude da mais absoluta falta de condições de trabalho em todos os setores da saúde municipal. Esta situação já levou a perda de vidas humanas e os médicos temem que possam vir a ser responsabilizados por insucessos profissionais dela decorrentes.
Os médicos decidiram fazer um movimento reivindicatório mais incisivo devido a falta de respostas concretas da administração municipal para a solução da grave situação de desabastecimento da rede de serviços. Faltam equipamentos, medicamentos, insumos básicos e exames de toda ordem.  Em agosto, os colegas acionaram o Ministério Público que pressionou a prefeitura e diante da incúria da administração municipal ingressou com uma ação civil pública pedindo o afastamento do prefeito e do secretário municipal. A ação pede urgência mas o judiciário não se pronuncia.
No dia 28 de agosto os médicos realizaram uma paralisação de advertência que teve grande repercussão na mídia mas pouco efeito prático além de mais um reunião no Ministério Público. Anteontem, nova reunião sem sucesso no MP. A promotoria estabeleceu um prazo de 10 dias para que a prefeitura solucione os problemas apresentados pelos médicos.
Na assembleia geral da noite passada os médicos avaliaram a conjuntura e deliberaram aguardar os 10 dias estipulados pelo Ministério Público para a solução dos problemas. Caso não sejam resolvidos a categoria entrará em greve por tempo indeterminado a partir do dia 13 de setembro. A decisão foi unânime. Serão mantidos apenas os atendimentos de emergência para não colocar vidas em perigo.
O Sindicato dos Médicos estará presente em Marabá no dia 12/09 para a reunião final no Ministério Público e, caso os médicos sejam forçados a grevar, ajudará a coordenar o primeiro dia de greve.
                                               

O time vai mal. Mas fica tudo em família


Treinador do Águia de Marabá relaciona 


filho e zagueiro 'sumido'



João Galvão convocou o atacante Danilo Galvão, filho dele, e o zagueiro Edkléber, que estava lesionado

Por GLOBOESPORTE.COMBelém
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Danilo ao lado do pai, durante o último natal (Foto: Arquivo pessoal)Danilo ao lado do pai, durante o último natal (Foto:
Arquivo pessoal)
Treinador João Galvão já definiu os jogadores que vão tentar acabar com a sequência de dois jogos sem vitória do Águia de Marabá.
As novidades da relação foram os nomes do zagueiro Edkléber, que se recuperou de lesão, e do atacante Danilo Galvão, filho do treinador marabaense.
O Azulão deve ser escalado com Marcelo Cruz; Ivonaldo, Carlão, Perema e Bernardo; Diogo, Daniel, Marquinhos e Flamel; Branco e Wando.
A viagem da equipe comandada por Joao Galvão acontece às 15h:45 desta sexta-feira, com chegada prevista para 00h na capital mato-grossense.
Cuiabá e Águia de Marabá se enfrentam neste domingo, a partir das 16h, no estádio Presidente Dutra, em Cuiabá. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real.
Confira abaixo os relacionados do Águia de Marabá.
Goleiros: Marcelo Cruz e Alan
Laterais: Ivonaldo, Léo Rosas e Luis Fernando
Zagueiros: Perema, Bernardo, Carlão e Edkléber
Volantes: Diogo e Daniel
Meias: Marquinhos, Flamel e Diego Biro
Atacantes: Wando, Branco, Danilo Galvão e Perí
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Já temos ou novo super-herói da raça


No blog do Giba Um:
Batman de toga
O julgamento do mensalão está nas redes sociais, de blogs sérios aos de humor, correntes e até torcida pela punição dos culpados. No meio de tudo, o relator, ministro Joaquim Barbosa, foi promovido a herói, aquele que levará políticos para a cadeia, se bem que as decisões do Supremo estão sendo tomadas por larga maioria de votos. Na internet, é um verdadeiro festival dememes de aplauso a Barbosa, distribuídas e compartilhadas pelos usuários que também encamparam a idéia. Num deles, Barbosa aparece de costas, com a legenda: “Batman é para fracos: meu herói é negão e usa toga preta”. Em outro, o mapa do Brasil, a foto do ministro e um grande “J”: “É de Justiça, mas poderia ser de Joaquim”. Já a mídia amestrada (e sustentada) não consegue derrubar a imagem de Barbosa, embora o ministro já tenha sido comparado a inquisidores da Idade Média.
Batman é para os fracos, o nosso herói usa toga preta Imagens para Facebook - Imagens engraçadas - Piadas do Facebook
Fotos e autógrafos
O ministro Joaquim Barbosa (o ex-presidente Lula não pronuncia o nome dele sem sofrer quase um surto de descontrole – e daí para mais) não consegue mais circular livremente em Brasília, nem mesmo tomar um chope num barzinho mais próximo. Há dias, foi cercado de mulheres: eram turistas que visitavam a cidade num final de semana. Tiraram fotos ao lado dele, que deu autógrafos até em lenço de papel. Fica constrangido – embora se sinta um tanto recompensado.

Em Marabá dá cada tipo!... Agora é o gordo "preparador" do Águia...

No Resto do Iceberg


PREPARADOR DO ÁGUIA "BATE BOCA" COM TORCEDORES NO FACEBOOK

Confira como foi o embate:

Terra de muro baixo é assim mesmo: tudo que não tem serventia
 vem pra cá cagar regra. Fazer o quê?

A que ponto nós chegamos em Marabá!...

No CORREIO DO TOCANTINS
11/09/2012
 Escola dispensa alunos mais cedo por falta de merenda 

De acordo com denúncia encaminhada ontem, segunda-feira (10), ao CORREIO DO TOCANTINS, em diversas escolas da rede municipal os alunos estão sendo liberados mais cedo das salas de aulas por falta de merenda escolar. Segundo uma funcionária da Escola “José Mendonça Vergolino”, que pediu para ter a identidade preservada, desde a volta às aulas, em agosto último, está faltando merenda naquela unidade de ensino.
A Reportagem do CT foi até a escola e flagrou alunos sendo liberados antes das 11 horas, porque não havia merenda para distribuir às crianças, confirmando as palavras do denunciante.

“Às vezes falta o lanche, hoje [ontem], dia 10, por exemplo, não tem. Acontece de colaborarmos para completar a merenda. Desde volta às aulas o quadro se complicou”, afirma a funcionária, complementando que o setor responsável pela merenda escolar, na Secretaria Municipal de Educação, disse que o problema é na demora da licitação.
Ela explica, por exemplo, que se tem o frango os funcionários da escola “fazem vaquinha” para comprar o arroz. “Se tem suco, chega a faltar o açúcar, mas não é constante essa situação. Semana passada teve merenda durante três dias normalmente”, contemporiza.

COM FOME
A estudante Viviane Ferreira Soares, de 9 anos, cursa o 4º ano na Escola "José Mendonça Vergolino". Ela reclama da escassez de merenda escolar. “A gente passa muitos dias sem merendar, nós não conseguimos quase assistir aula sem merendar. A gente se treme de fome e a letra fica feia, a nossa professora briga porque nossa letra sai muito ruim. Quando não tem merenda, nós voltamos cedo pra casa, como hoje, que não teve merenda”, lamenta Viviane.
Camile Barboza Brasil também de 9 anos  também cursando o 4º ano, disse que nem sempre pode lanchar na escola.

“Não são todos os dias que tem comida na hora do lanche”, reclama ela.
Quem compartilha da mesma opinião que Viviane e Camile é o aluno Júlio César Ribeiro, da mesma idade é série: "Nem todos os dias eu merendo, hoje não teve, eu acho que está incompleta a merenda. Aqui é uma escola pública, não acho isso certo, a merenda estar em falta. Quando chego em casa não tem gente para fazer o almoço aí fico com fome. Já teve de três dias de ficar sem merenda”, queixa-se Júlio.

OUTRO LADO
O Jornal entrou em contato com o secretário municipal de Educação, Nells Rodrigues, sobre a reclamação da falta de merenda escolar nas unidades de ensino municipais. Ele confirmou a falta no tocante a alguns itens como açúcar, óleo, arroz etc.
Nells explica que esses produtos estão em falta porque a empresa que ganhou a concorrência para o fornecimento desses itens se recusou a entregar "por motivos administrativos". Como solução, o secretário municipal de Educação disse que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) optou por fazer um cardápio alternativo na falta desses produtos.

Nells esclarece ainda que cerca de 30% da merenda escolar vem da agricultura familiar. “Estamos abastecendo com os itens que estão disponíveis pelas outras empresas e com a agricultura familiar, até a licitação, que vai acontecer dia 13”, lembra ele, acrescentando que a falta de merenda escolar não acontece por motivos financeiros e sim, “por uma questão de processo administrativo”. (Emilly Coelho)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

E já vão tarde...

Em O Resto do Iceberg


QUEM SERÁ O PRÓXIMO?


E o Remo voltou a ser um time fora de série...

Águia levou 3 no Cuiabá


O Águia de Marabá volta do Mato Grosso com mais uma derrota na bagagem. Desta vez o placar foi de 3 x 1 para o Cuiabá, na tarde de domingo (9), no Estádio Dutrinha. A partida foi válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C 2012.
Com três gols de Joelson e na oitava colocação, o Cuiabá chegou aos 12 pontos e manteve a luta contra o rebaixamento. O Águia, com seus 13 pontos, ocupa a sétima colocação do Grupo A.
O Azulão volta jogar em seu terreno, no próximo sábado (15), às 16h diante o Icasa/CE. Já o Cuiabá duelará no próximo domingo (16), às 17h, contra o líder Luverdense/MT, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde/MT.
________
Para compensar, o "time" contrata o filho de Galvão burro.

Sem reforma agrária, não dá...

No Coreo do Tocantins on   Line:

10/09/2012
 MST bloqueia BR entre Marabá e Eldorado
 
Grupo de manifestantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) bloqueia desde as 4 horas da manhã desta segunda-feira (10) o trânsito de veículos à altura do Km 245 da BR-155, antiga PA-150, entre Marabá e Eldorado do Carajás. Os camponeses, acampados nas terras da antiga fazenda Peruano, querem um acordo para que não seja cumprida liminar de reintegração de posse que os despejaria.
O engarrafamento já chega a 10 km de ambos os lados da rodovia. De Marabá até o ponto do bloqueio o motorista percorre exatos 75 km. Até a passagem da equipe do CORREIO DO TOCANTINS pelo local, por volta das 9 horas, nenhuma viatura da Polícia Rodoviária Federal havia passado por lá para tentar negociar o desbloqueio.
Os camponeses, por seu turno, prometem resistir com o bloqueio no local, até que autoridades do Incra e Iterpa apareçam para negociar.
[Reportagem completa no CT desta terça-feira (11)]

Remo: clube não tem time. Só torcida

Em O Mocorongo:


Fiasco azulino

O Clube do Remo está fora da Série D. Na base do desespero, o time azulino conseguiu fazer 2 a 0 no Mixto-MT - placar que levaria a decisão da vaga para os pênaltis -, mas acabou sofrendo um gol de contra-ataque e está eliminado da competição. O 2 a 1 de ontem, no Mangueirão, cortou o embalo da torcida, que compareceu em massa ao estádio e empurrou a equipe até os últimos instantes do jogo. A partir de hoje, o Leão Azul volta a viver de projetos. De "férias" do futebol, o clube terá três meses para se planejar com vistas à temporada 2013.

O Remo pode lamentar o resultado em campo, mas não o apoio vindo das arquibancadas. Mesmo sabendo que seria difícil chegar aos 3 a 0 que classificariam o time no tempo normal, o Fenômeno Azul praticamente lotou as arquibancadas do Mangueirão, com o público total anunciado de 26.381 pessoas, o maior registrado nesta edição da Série D - sendo que a sensação visual era de mais de 30 mil presentes. O recorde de renda também é remista. Na sua despedida da Quarta Divisão, o Leão Azul arrecadou mais de R$ 316 mil, com 23.273 pagantes.

Ao retornar do Mangueirão, ontem, muito revoltado, um apaixonado torcedor remista - Lucas Negrão - do bairro Batista Campos/Belém, mandou e-mail a este blog, com o seguinte teor: "A sempre fiel galera azulina já sabe o que vai acontecer nos próximos dias: a incompetente diretoria contratará um treinador local, pagando a ele uma mixaria, e anunciará que em 2013 o clube prestigiará os ´garotos` da divisão de base. Jogará nas cidades do interior paraense e, quando começar a próxima competição oficial - o Parazão - trará comissão técnica de fora e um montão de jogadores pernas-de-pau, com salários exorbitantes e tudo estará preparado para novo fiasco. Jamais iremos esquecer de que os verdadeiros culpados da desclassificação da série D, são: Sérgio Cabeça (presidente), aquele mesmo que comandou irresponsavelmente a Escola Técnica Federal; Paulo Mota (vice-presidente); Albani Pontes (diretor de futebol); os membros (todos) do Conselho Deliberativo do clube; e o governador Simão Jatene, que certamente continuará, com a grana que não é dele, mas do povo do Pará, pagando polpudo patrocínio sem exigir prestação de contas nenhuma dos dirigentes, não só do Remo, mas também dos demais clubes beneficiados." 

 Por Angélica Caldeira Guimarães, no blog da Franssinete Florenzano:

“Como uma mãe, a torcida azulina acolhe o Remo, sempre na esperança de que ele irá se redimir e vá voltar a tomar rumo certo, vai voltar a dar orgulho. Como uma mãe, chora muitas vezes, se decepciona, e vê seus conselhos entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Como um filho rebarbado, o Remo faz suas besteiras, mas quando está mal, chora no colo da torcida, que é a única que o acolhe e o ama imensuravelmente. E como uma mãe, a torcida diz que não vai mais fazer nada, que lavou as mãos, e vai deixar o filho seguir o rumo sozinho, aprender a andar com as próprias pernas, mas coração de mãe não aguenta, e logo estende o braço, a mão, o corpo e alma e mais uma vez promete ajudar esse filho, não importa como. Por que sabe, que sem uma mãe, esse filho que tanto luta para ser "rebarbado" não será nada. E é assim, a torcida azulina, como uma mãe, uma luz, uma força que sempre vai guiar o Remo, não importa como.” 

domingo, 9 de setembro de 2012

Cachoeira de trambiques também no Pará?


Conexão Delta-Pará

Contratos milionários entre o governo do Pará e a Delta para locação de viaturas são investigados. Irregularidades podem levar à CPI o governador Simão Jatene e a antecessora, Ana Júlia

Claudio Dantas Sequeira
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Na retomada dos trabalhos após as eleições, mais dois governadores – um do PSDB, outro do PT – correm o risco de ser convocados pela CPI do Cachoeira. O tucano Simão Jatene, atual governador do Pará, e sua antecessora, a petista Ana Júlia Carepa, estão no centro de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público por conta de contratos milionários, e muito suspeitos, com a Delta Construções S/A. A empreiteira, acusada de integrar o esquema de corrupção do bicheiro Carlinhos Cachoeira, faturou cerca de R$ 250 milhões nas gestões de Ana Júlia e Jatene com obras rodoviárias e locação de veículos. Inquéritos a que ISTOÉ teve acesso revelam uma série de irregularidades na execução desses contratos.
Um dos casos mais flagrantes envolve a locação de milhares de viaturas para os órgãos da Segurança Pública. O promotor de Justiça do Patrimônio Público, Nelson Medrado, assinou na terça-feira 4 ofício em que pede explicações sobre o processo de seleção da empreiteira no ano passado e de aditivos firmados em julho deste ano, exatos 11 dias depois de a Delta ser declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União. Ao entrar na lista negra de fornecedores, a empresa fica proibida de participar de licitações e assinar novos contratos com o poder público. Medrado entende que qualquer administração deve zelar pelo dinheiro público e, por isso, a declaração no âmbito federal também vale para os Estados. “Até onde pude saber, esse tipo de coisa só aconteceu aqui no Pará. Há suspeita de ato de improbidade administrativa”, disse.
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SUSPEITA
Aditivo foi assinado por Simão Jatene (à dir) 11 dias depois de a Delta ser
declarada inidônea. Primeiro contrato ocorreu na gestão de Ana Júlia (à esq)
Uma apuração feita pela equipe técnica do MP estadual constatou indícios de fraude. Para fechar o negócio com o governo, a Delta usou o CNPJ de sua filial em Belém. O braço paraense da empresa, no entanto, não tinha entre suas atividades econômicas a locação de veículos, segundo Medrado. “Ela usou o mesmo CNPJ do contrato de obras e não tinha habilitação legal para alugar veículos”, diz o promotor. O contrato original previa o pagamento de R$ 14 milhões anuais por 450 veículos só para a PM – maior fatia do contrato de R$ 22 milhões com a Secretaria de Segurança Pública. O polêmico aditivo elevou para R$ 17,6 milhões o valor dos repasses à empreiteira.
Jatene, curiosamente, foi um dos maiores críticos dos contratos entre a Delta e o governo de Ana Júlia Carepa. A gestão petista foi quem abriu as portas para a empreiteira na locação de viaturas, a partir da adesão a uma ata de registro de preços de Goiás, terra de Cachoeira, onde ele mantinha um exército de informantes infiltrados justamente na área de segurança pública. A gestão de Jatene, além de negociar o novo contrato com a Delta, ainda manteve os repasses do que havia sido tratado pelo governo petista.
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"Há suspeita de ato de improbidade administrativa"
Nelson Medrado, promotor
A PF suspeita que esse e outros contratos tenham sido usados para abastecer o caixa 2 de campanhas políticas. Na investigação que resultou na prisão em Belém do ex-diretor da Delta no Nordeste Aluízio Alves de Souza, os agentes encontraram indícios de que o esquema de fraudes em licitações, com superfaturamento e desvio de verbas, alcançou as obras locais. Uma delas é a construção da avenida Independência e viadutos de acesso, que consumiu mais de R$ 100 milhões, valor liquidado às pressas pela governadora – que buscava a reeleição – em plena campanha de 2010. Até o início deste ano, a obra ainda não havia sido entregue ao governo por conta de irregularidades identificadas pela fiscalização. Procurados, Jatene e Ana Júlia não retornaram o contato até o fechamento da edição.
Fotos: Antonio Silva/Ag. Pará; Lucivaldo Aena/AE; Adriano Vizoni/Folhapress

O Armagedon é aqui mesmo

06/09/2012
 Falta material hospitalar e sobra muito lixo no Materno
 
Profissionais da saúde que atuam no HMI (Hospital Municipal de Marabá) estão em maus lençóis por conta da falta de material hospitalar básico de trabalho. Na última terça-feira (4), médicos daquela casa de saúde contataram o CORREIO DO TOCANTINS para denunciar a escassez dos itens que são imprescindíveis para atendimento de urgência e emergência das pacientes.

Os materiais que estão faltando no hospital vão da mais simples à mais alta complexidade. Um médico, que pediu para ter sua identidade reservada, revelou à Reportagem que estão faltando os principais soros, fios de sutura e agulha para anestesia entre outros itens importantes.
“Não há álcool para fazer a antissepsia (bactericida) das salas de cirurgia que utilizamos, nem agulha para fazer a raquianestesia. Se chegar alguma paciente aqui faltarão alguns itens que são fundamentais para fazermos o atendimento”, disse o médico acrescentando que se torna difícil proceder numa situação como essa.

“Para você ter uma ideia, às vezes não temos os panos que são esterilizados para cobrirmos a paciente na hora da cirurgia; outras vezes até roupa de circulação no centro cirúrgico falta”, desabafa o profissional da saúde.

Segundo o médico, trata-se de uma situação crônica, que está acontecendo há pelo menos 40 dias. “Só que sempre está tendo um sistema tapa-buracos. A gente vai tentando se virar da maneira que pode para dar um bom atendimento às pessoas que vêm ao hospital”, garante ele.
O médico disse que a situação já foi comunicada há mais de quatro meses para a Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM), além de ter sido feito registro de Boletim de Ocorrência Policial.  “Em alguns momentos não sabemos mais o que fazer, está insustentável. A população não tem noção disso, acha que não estão sendo bem atendida”, desabafa.

ITENS
Na lista de materiais que estão faltando no HMI estão: agulha para raquianestesia, álcool 70%, amniótomo, clorexidina, coletor, macrogotas, vicryl 1.0, fio simples 0, 1.0, 2.0, nylon 3.0, gelco 18 e 20, multivia, sabonete líquido, seringa de 1 ml, soros fisiológico 0,9%, 50 ml e 250 ml, glicosado 5%, glicofisiológico, esparadrapo, cromado 1,0 e cateter tipo óculos adulto.

Aproveitando a presença da Reportagem, o médico denunciou também que o lixo biológico do HMI, "altamente infectante", não é recolhido desde o último dia 27 pela empresa terceirizada pela prefeitura. Diante disso, pacientes correm risco de infecção pelo fato do material ficar depositado.

“A vizinhança reclama do odor. É algo muito inconveniente, gatos e ratos acabam comendo as placentas. Lidamos com muito sangue, fica complicado”, denuncia o médico.
No HMI existe apenas um aparelho cardiotocógrafo, que é fundamental para observação do bem estar fetal, onde, segundo o médico, deveriam ter pelo menos dez. Por ser única a máquina, se encontra desgastada. “Não temos ultrassom no final de semana, a prefeitura não está pagando os médicos para esse trabalho”, complementa ele, explicando que a escala no plantão na casa de saúde é apertada, com dez médicos se revezando.

DIREÇÃO
Sobre as reclamações, o diretor administrativo do HMI, Francisco de Assis Alves, disse que o objetivo da maternidade é tratar bem as pacientes com os recursos dos equipamentos em dia. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde não tem atendido a contento a reposição dos insumos.

“Trabalhamos com planejamento para, pelo menos, 15 dias, além de enviar à prefeitura um relatório semestral para que façam as grandes licitações”, explica o diretor.
A respeito dos itens que estavam faltando no almoxarifado do hospital, ele afirmou que na tarde de terça-feira foram providenciados os materiais com recursos do suprimento de fundo da maternidade. “Quando acontecem situações como essa, conseguimos emprestado de outros hospitais os insumos, trocamos, recebemos doações ou adquirimos por conta própria”, disse Francisco. Ele ressaltou, porém, que o estoque é o suficiente para somente três ou quatro dias.

No tocante ao acúmulo de lixo biológico, o diretor confirma o descaso e acrescenta que a coleta não está acontecendo por conta da prefeitura estar em débito com a empresa responsável pelo serviço. "Já notificamos a prefeitura, a Sevop determinou que coleta fosse feita pela Leão Ambiental, mas ela se negou a recolher o lixo, alegando que não está sendo paga para isso", comenta Francisco.

Sobre o aparelho cardiotocógrafo, o diretor disse não concordar com a reclamação do médico. Segundo ele, apesar de ser insuficiente, o aparelho está funcionando normalmente. (Emilly Coelho, CORREIO DO TOCANTINS)

Subdesenvolvimento dá nisso!


Evento cancelado

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Retirado do Facebook de Willa dos Santos Clonado de Parsifal
Pontes.

Amargas lembranças


30 anos de impunidade – Israel e o massacre

 de Sabra e Chatila

buscado no Gilson Sampaio  

 


Em memória de um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, estão previstos para o mês de setembro, em São Paulo, várias atividades com o objetivo de resgatar a história do episódio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. A programação contará com uma exposição de fotos e sarau poético na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima, debate, e exibição do filme "Valsa com Bashir" de Ariel Forman.

por Luciana Garcia de Oliveira (*)

“ Escute, eu sei que você está gravando, mas eu pessoalmente gostaria de ver todos eles mortos ... Eu gostaria de ver todos os palestinos mortos porque são uma doença em qualquer lugar que vão.”

Tenente do Exército israelense, Líbano, 16 de junho de 1982.

Em memória de um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, estão previstas para o mês de setembro, várias atividades com o objetivo de resgatar a história do episódio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. A programação contará com uma exposição de fotos e sarau poético na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima, em São Paulo, debate, seguido da exibição do premiado filme Valsa com Bashirde Ariel Forman, no auditório do clube Homs, no dia 18 de setembro, além da coletânea de artigos no caderno especial da Palestina, da ZUNÁI – revista de poesia e debates.
Três décadas se passaram do episódio considerado como um dos mais sangrentos nas últimas décadas. Mesmo diante de um crime de enorme proporção, são muito poucos que conhecem de fato a história das guerras do Líbano com todos os detalhes. Talvez esse seja o motivo pelo qual, o cenário do que foram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, tenha tido poucas mudanças efetivas. De acordo com diversos correspondentes internacionais que visitam esses locais hoje, os cerca de 13 mil refugiados que vivem em Chatila, além de conviverem com os traumas do passado, sobrevivem com um presente de miséria e abandono.
A mudança deve-se ao fato de que Sabra deixou de ser reconhecido como campo de refugiados, convertendo-se em um dos bairros mais miseráveis de Beirute, sem que haja reconhecimento desses locais como parte do país. Não há coleta de lixo e nem quaisquer serviços públicos, o que torna a situação de moradia e saúde muito mais alarmante do que podemos imaginar.
O pouco conhecimento se deve principalmente ao fato de haver poucos vestígios das lembranças do massacre de Sabra e Chatila. Mesmo diante do boicote israelense na época, as imagens ainda existentes em vídeos e fotografias, podem traduzir com fidelidade o desespero dos sobreviventes diante de centenas de corpos empilhados e ou enfileirados nas ruas estreitas de terra, cercada por casas simples e muitos barracos.
Lembranças traumáticas vividas à partir da noite do dia 16 de setembro de 1982, no instante em que os refugiados palestinos foram surpreendidos com a iluminação de sinalizadores de fogo disparados no céu, clareando a noite. Nessa altura, a população dos campos não pode imaginar o que seriam as primeiras movimentações israelenses para proteger e garantir a entrada das forças falangistas (milícias da extrema direita cristã libanesa) nos campos de refugiados.
O medo e o terror foram imediatamente instalados, quando muitos tanques cercaram a entrada e a saída dos campos. A partir daí Israel e as milícias falangistas deram início à 62 horas de pura violência contra a população civil palestina. Estima-se que esse episódio tenha tido no mínimo, um saldo de 3 mil mortes, entre idosos, mulheres e crianças, em sua maioria.
Israel teria invadido o Líbano em represália ao assassinato de um embaixador de Israel em Londres por um palestino que supostamente vivia no campo de Chatila. Dentro desse mesmo contexto de guerra civil libanesa, o Exército israelense entra em acordo com os chefes das milícias cristãs para viabilizar a invasão dos dois campos de refugiados. O agravante estaria na constatação de que pouco dias antes do atentado, Israel e Palestina haviam assinado um cessar fogo, intermediado por um enviado norte-americano, Philip Habib, que resultou no consentimento palestino pela saída de todos os integrantes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) da capital libanesa. Fato que reafirma o massacre civil de uma população absolutamente indefesa.
Naquele instante, o então Ministro da Defesa de Israel não cumpriu com o acordo e permitiu que a Falange entrasse nos campos e realizasse o massacre. Ao mesmo tempo, o Exército de Israel detinha o controle da entrada e saída dos campos. Testemunhas relataram que muitas mulheres grávidas e com crianças de colo foram sumariamente impedidas de saírem dos campos. Alguns dias após o massacre e ainda durante o cerco em Beirute, a OLP acusou Israel de empregar táticas semelhantes às utilizadas por Adolf Hitler contra os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.
Os responsáveis pelo massacre nunca foram punidos. Ariel Sharon, chegou a ser condenado pelas Nações Unidas, porém nunca foi penalizado de fato. Ao contrário, continuou exercendo impunemente sua carreira política em diversos cargos dentro do Ministério de Israel.
A impunidade e a injustiça estão absolutamente divulgados no chamado relatório da comissão Kahan, datado de 1983, documento pelo qual o jornalista Robert Fisk não se furtou em classificar o massacre como o resultado “da obsessão selvagem de Israel com o terrorismo”. Em sua obraPobre Nação ressaltou: “Os israelenses retrataram o documento como uma poderosa evidência de que sua democracia ainda brilhava como um farol sobre as ditaduras dos outros Estados do Oriente Médio” (FISK, 2001, p. 518). Mesmo diante dessa constatação, ao analisar o texto desse documento oficial, é possível concluir que trata-se, acima de tudo, de um documento extremamente falho e tendencioso em seu conteúdo. A começar com o título: sobre “os eventos nos campos de refugiados”, ao invés de qualifica-lo como massacre, sem ao menos mencionar a palavra palestino.
E por falar em terrorismo tão repetidas vezes, os autores do relatório Kahan demostravam que haviam esquecido a regra básica que todos os invasores do Líbano deveriam aprender: “que, ao se tornar amigo de um grupo terrorista, você também se torna terrorista” (FISK, 2001, p. 523). A informação é a arma mais eficaz para que a impunidade não prevaleça e a história jamais seja esquecida.

(*) Integrante do Grupo de Trabalho sobre o Oriente Médio e o Mundo Muçulmano do Laboratório de Estudos sobre a Ásia da Universidade de São Paulo (LEA-USP).