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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Encheu o saco!

É surpreendente como uma proposta de questionamento entre o blog e os comentaristas descambou para a discussão bizantina sobre as glórias do Tião Miranda (sem incluir a acusação da AGU do desvio de R$ 5 milhões na orla) e a saudade dos trocados que ele dava aos servidores achando que lhes fazia o favor de esmola, ainda que estivesse obrigado pelo Fundeb.
Agora, a título de colaboração para encerrar este assunto, lhes mando a opinião do escritor João Ubaldo, expresso na crônica "Falta educação". Boas reflexões!!!
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"Precisa-se de Matéria-Prima para construir um País"
 "A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada. Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a "ESPERTEZA" é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um jornal, E SE TIRA UM JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos... E para eles mesmos. Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu "puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano. Ondepouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde nossos congressistas trabalham dois dias por semana para aprovar projetos e leis  que servem para afundar o que não tem, encher o saco do que tem pouco e beneficiar a alguns. Pertenço a um país onde as carteiras de motorista e os certificados médicos podem ser "comprados", sem fazer nenhum exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em no ônibus, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o pedestre. Um país onde fazemos um monte de coisa errada, mas nos esbaldamos em criticar nossos governantes. Como "Matéria-Prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas nos falta muito para sermos os homens e mulheres de que nosso País precisa. Esses defeitos, essa "ESPERTEZA BRASILEIRA" congênita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos de escândalo, essa falta de qualidade humana, mais do que Collor, Itamar, Fernando Henrique ou Lula, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são brasileiros como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte. Entristeço-me. Porque, ainda que Lula renunciasse hoje mesmo, o próximo presidente que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada! Não tenho nenhuma garantia de que alguém o possa fazer melhor. Mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Collor, nem serviu Itamar, não serviu Fernando Henrique, e nem serve Lula, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para
que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente
condenados, igualmente estancados... Igualmente sacaneados! É muito gostoso ser brasileiro! Mas quando essa "brasilinidade" autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, a coisa muda... Não esperemos acender uma vela a todos os Santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar! Um novo governante com os mesmos brasileiros não poderá fazer nada!! Está muito claro... Somos nós os que temos que mudar! Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de surdo, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

"O GOVERNO SOMOS NÓS, OS POLÍTICOS, NEM TANTO ASSIM." (Paulo Busko). MEDITE!!! E eu acrescento: o que nos falta é EDUCAÇÃO!"
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Emancipações


Pesquisa do Diário do Pará on line recebeu, até 20h38 desta sexta-feira 13, 6.414 votos na pesquisa de opinião sobre a criação de novos municípios no Pará.
Resultado: 67% contra, e apenas 33% a favor.
Infelizmente nenhum propositor de emancipações lesivas ao interesse coletivo leva a opinião pública em consideração.
Por exemplo: como é que municípios a serem criados ao longo da estrada Rio Preto-Aquiri vão sustentar prefeito, vice, no mínimo 9 vereadores e uma estrutura administrativa pesada, sem recursos para pagá-los e atender as demandas por saneamento básico, escolas, postos de saúde, serviços urbanos?
No caso da saúde, a estratégia é sempre a mesma: os administradores vão comprar ambulância e mandar seus doentes para os municípios de que foram emancipados. 

A escolha é sua...

Alguns mimosos candidatos à Eleição 2010:

Sugado do blog do Parsifal Pontes


No Esporte:
Acelino Popó Freitas (PRB-BA)- Boxeador, concorre a deputado estadual
Maguila (PTN-SP)- Ex-boxeador,quer ser deputado federal
Marcelinho Carioca (PSB-SP)- Ex-jogador, concorre a deputado federal
Romário (PSB-RJ)- Ex-jogador, busca uma vaga na Câmara Federal
Vampeta (PTB-SP) - Ex-jogador, concorre a deputado federal
Fabiano (PMDB-RS) - Ex-atacante do Inter, é candidato a deputado estadual
Danrlei (PTB-RS) - Ex-goleiro do Grêmio, concorre a deputado federal
Na “Música”:
Gaúcho da Fronteira (PTB-RS) - Músico concorre a deputado estadual
Kiko (DEM-SP) - Do grupo KLB, concorre a deputado federal
Leandro (DEM-SP) - Do KLB, concorre a deputado estadual
Netinho (PCdoB-SP) - Do grupo Negritude, concorre a senador  
Reginaldo Rossi (PDT-PE) - Cantor, concorre a deputado estadual
Renner (PP-GO) - Da dupla sertaneja Rick&Renner, concorre ao Senado
Sérgio Reis (PR-MG) - Cantor e ator, concorre a deputado federal
Tati Quebra-Barraco (PTC-RJ) - Funkeira, concorre a deputada federal
Na Televisão:
Ronaldo Esper (PTC-SP) - O estilista quer ser deputado federal
Pedro Manso (PRB-RJ) - Humorista, quer vaga na Assembleia Legislativa
Dedé Santana (PSC-PR) - Humorista, quer ser deputado estadual
Tiririca (PR-SP) - Humorista, disputa uma vaga na Câmara Federal
Batoré (PP-SP) - Humorista, quer lugar na Câmara Federal
No Pomar:
Mulher Melão (PHS-RJ) - Concorre a deputada federal
Mulher Pera (PTN-SP) - Quer ser deputada federal
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Bom apetite...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Umbigo do mundo




Vocês já viram a propaganda do Tião? 
Ele mandou requentar aquela da campanha anterior e botou o bloco na rua.
Bloco do eu sozinho.
Do ptb-EU.

PA-275: bastidores do último faroeste

Cruzados do último latifúndio (os cassacos armados estão escondidos na mata)


A cada dia aumenta o número de famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) acampadas em frente à fazenda Marambaia, à altura do km-45 da PA-275, reivindicando a desapropriação da fazenda de terras griladas e improdutivas para fins de reforma agrária, além do desarmamento de fazendeiros e pistoleiros nas fazendas e o fim das ameaças de morte contra dirigentes do MST no Pará. A Marambaia é uma das nove fazendas para as quais foi solicitada vistoria ao Incra desde abril de 2008.
O Siproduz, sindicato dos fazendeiros de Parauapebas, exige que as forças policiais retirem os acampados e os fazendeiros permanecem mobilizados e armados para defender o que consideram patrimônio seu. Já os camponeses dizem que não saem: “as famílias estão entre a cerca e a estrada, portanto em terra pública, tendo todo direito de permanecerem por ” argumentam.
Para o advogado José Batista, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), “é da maior gravidade esta articulação de fazendeiros para assassinatos de dirigentes do MST, haja vista que nesse grupo de empresários fazendeiros está José Marques Donizete, assassino de Onalício Araújo Barros, o Fusquinha, e Valentim Serra, o Doutor, militantes mortos em 1998, e que sequer foi a julgamento depois de 12 anos”.
O MST reitera, segundo o dirigente Charles Trocate, que a rodovia atravessa a maior concentração de fazendas com terras griladas e improdutivas no sul do Pará, entre os municípios de Parauapebas e Curionópolis.
Não por acaso, duas portarias do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), ambas publicadas no Diário Oficial da União em 16.04.2010, arrecadam e incorporam ao patrimônio do Estado cerca de 205 mil hectares de terra devoluta nos municípios de Parauapebas (aqui incluida parte da Colônia Paulo Fonteles) e Marabá, denominada Gleba Ampulheta I e II. Boa parte desse território pode ter sido mesmo grilado e anexado às fazendas disseminadas ao longo da PA-275.
Na iminência do confronto, um fato continua a chamar a atenção. “Na manhã do dia 6 de agosto, quando o movimento saiu em marcha pela estrada e à altura do km-12 os camponeses foram barrados pelos fazendeiros com a obstrução com pneus queimados e disparo de armas de fogo, a intervenção da Tropa de Choque da capital foi visivelmente contra os trabalhadores”, diz Maria Raimunda, dirigente do MST regional. “Os militares se posicionaram contra nós, que sofremos o ataque, não contra os fazendeiros e pistoleiros armados”, detalha.  
Conforme o coordenador do Assentamento Palmares, Eurival Martins, o próprio sargento Marco Antonio admitia que “quando chegamos aqui, constatamos que os fazendeiros estavam fortemente armados, foram eles que fecharam a rodovia, mas infelizmente não conseguimos atuá-los em flagrante e agora precisamos de um mandato de busca e apreensão do delegado da policia civil da região para procurarmos as armas”.

Na contramão



Condenada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região por crime contra a administração pública, ainda assim a deputada estadual Bernadete Ten Caten (PT) teve deferida sua candidatura à reeleição pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a pretexto de que a Lei da Ficha Limpa não pode punir por crimes ocorridos antes de sua publicação.
Candidata pela “'Frente popular acelera Pará”, a professora de ensino médio está na companhia de gente fina e sem mácula como os candidatos Jader Barbalho (senador - PMDB), Bosco Moisés (deputado estadual - PR), Luiz Afonso Sefer (deputado estadual - 'Frente popular acelera Pará'), Nelito Lopes (deputado estadual - coligação 'Por um Pará mais unido'), Neuton Paulino (deputado estadual - PRB), Paulo Rocha (senado - 'Frente popular acelera Pará') e Raimundo Pinheiro (deputado estadual - PDT), nos quais o tribunal nada encontrou que lhes desabonasse a conduta.
o Ministério Público Federal (MPF) no Pará, em total desacordo com o TRE, ajuizou 28 recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o registro dessas e de outras candidaturas, partidos e coligações: contra as candidaturas, pelo não cumprimento da Lei da Ficha Limpa; contra partidos e coligações, porque não reservaram o percentual mínimo de vagas para candidaturas de mulheres.
Vale lembrar que o MPE havia dado entrada, no dia 6 de agosto, junto ao TSE, em um registro eleitoral ordinário para tentar indeferir as candidaturas de Paulo Rocha, Bosco Moisés, Jader Barbalho, Bernadete Ten Caten e Luiz Afonso Sefer, também baseado nas premissas da Lei da Ficha Limpa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Recomeçar

O jornalista encontrou hoje cedo, no Fórum, o ainda prefeito Maurino Magalhães. Como tinha audiência, não sabe informar o que fazia por lá Sua Excelência. Segundo o repórter Ednaldo Sousa, do Opinião,  Maurino foi inteirar-se, a convite, do projeto "Começar de novo", do Conselho Nacional de Justiça.
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Quem sabe lhe será útil quando ele, Maurino, for tentar começar de novo alguma coisa em algum outro lugar...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Não ganha nem de seleção de fim de semana

Águia: peixe fora d'água e na rede da burrice do Galvão.

Com dois empates (Fortelaza e São Raimundo) e mais uma derrota para o Paysandu (2x0) o Águia de Marabá ocupa a 4ª posição na Série C 2010, na frente apenas do Rio Branco/AC no saldo de gols. So o comando de João Galvão, o time não ganha nem jogo amistoso nesta temporada: empatou em 2x2 com a medíocre seleção de Rondon do Pará, arrumada nas coxas apenas para o jogo de sábado passado.

Chamem o Chapolin Colorado!

Está no blog "Abunda canalha", postado hoje. A previsão, apocalíptica, não é de todo incorreta. Podemos estar à margem da terceira e última guerra mundial, desta vez tecnológica e nuclear, a última de todas (se houver sobreviventes, a próxima será na pedrada sob chuva ácida), ameaça tão terrível quanto o flagelo bíblico que nos dana chamado Maurino Magalhães. Leia e sinta a podrura.
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"Fidel Castro reapareceu neste último sábado no parlamento cubano e fez um discurso com o grave alerta para o perigo de uma nova guerra mundial. Claro que a mídia hype não deu a mínima para o conteúdo. Mas o velho comandante entende do que diz. Sugiro uma lida em recente texto do professor Michel Chossudovsky, onde ele diz que um ataque ao Irã é o próximo passo para uma estratégia de guerra mundial, com o perigo de uso de armas nucleares. Alguns pontos para entendermos o war game:
Os EUA precisam dominar a Eurásia, o supercontinente que abarca a Europa e a Ásia. Dominação significa ter controle político sobre povos, governos e principalmente seus recursos. Quem explicou (ou confessou) o objetivo foi Zbigniew Brzezinski, ex-secretário de defesa de Carter, Reagan e Bush pai.
"É imperativo que nenhuma força eurasiana apareça, capaz de exercer alguma dominação na região e desta forma desafiar os EUA", diz Brzezinski em seu livro, "The Gran Chessboard", de 1998. Sabemos que a médio ou longo prazo inevitavelmente a China poderá ser esta ameaça. Ou mesmo a Russia, como aponta Chossudovsky. Com economias crescentes, precisarão de mais mercados e fundamentais recursos.
Petróleo é hoje o mais disputado recurso do planeta. Todas as economias são sedentas do ouro negro. Um carro, antes de consumir combustível, gastou vários barris em plásticos, borrachas, tintas, químicas e em máquinas para a produção e transporte. E o petróleo é recurso finito, já atingiu seu pico máximo de extração nos anos 70.
Para os EUA, que produzem 11.7% do petróleo mundial e consomem 25.3%, é questão delicada para o futuro de sua economia. A China cresce aceleradamente em consumo, já tendo passado o Japão e ficado agora como o segundo maior consumidor planetário.
Não há ainda nenhuma outra fonte de energia que substitua o petróleo em pouco tempo. Todas as possibilidades pensadas aumentam consideravelmente os custos da produção hoje baseada no óleo.
Os EUA, fundamentalmente, e todas as economias dele dependente, enfrentam uma grave crise financeira. Uma bolha está perto de explodir. A sistema financeiro mundial está montado em uma mentira, não existe lastro para o dinheiro que circula. O menor descuido, como aconteceu recentemente, coloca em risco todo o sistema.
Nada melhor, como sempre foi, que uma guerra para resolver os impasses. A indústria de guerra aquece a economia. A de reconstrução, também. E povos ficam unidos quando se vende bem a idéia da necessidade de enfrentar um inimigo externo. Esquecem suas reinvindicações, aceitam mais impostos, é a guerra.
A mídia internacional faz aqui o seu papel, como já feito em outras vezes. Inventa ou alardeia motivações. Para o Iran, o motivo é o perigo nuclear. Não importa que o país tenha objetivos de uso pacífico, e seja os EUA, sim, como Israel e até os aliados Paquistão e Índia que tenham bombas nucleares. Para avançar sobre o Iraque, inventaram que Saddam tinha armas químicas. Mentira. Para o Afeganistão. é que ele escondia Osama Bin Laden e as mulheres usavam burcas. Mentira, os EUA nunca estiveram preocupados com Bin Laden, a Al-Quaeda é uma farsa e até hoje as mulheres usam a mesma burca. O que mudou é que o Afeganistão produz hoje mais de 90% do ópio mundial. E é produto repleto de interesses americanos.
E para finalizar, uma reflexão do nosso ponto planetário. EUA, seus aliados, que ameaçam a paz mundial, tem aqui nas próximas eleições o candidato José Serra como seu representante. O tucano fez questão de marcar posição para que isso ficasse claro. Discursou contra todos os que de alguma forma estão em oposição aos interesses imperialistas americanos, como Ahmadinejad, Evo e Chávez. "

Prefeitura de Marabá deixa alunos sem aula

Para Maurino, educação que se dane. Só importa a sua vingança contra a mega vaia



A Prefeitura Municipal de Marabá desmentiu denúncia do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp) de que algumas escolas do município estariam sem aula por conta dos contratos de professores que não foram renovados.
O Sintepp garante que se trata de perseguição, pois todos os 75 professores desligados participaram da greve no mês de junho e denuncia também que até agora a prefeitura não teria conseguido contratar novos servidores.
Muitos dos professores exonerados têm formação específica do MEC, em cursos como o “Gestar” e o “Proletrando”, o que dificulta o trabalho da prefeitura para ocupar os cargos desses profissionais, de modo que muitos estudantes, que já deveriam ter retornado à sala de aula na semana passada, ainda estão sem aula por falta de professor.
Segundo o coordenador local do Sintepp, Wendel Lima Bezerra, antes da greve, a prefeitura não tinha intenção de demitir os servidores, por isso não selecionou pessoal com a mesma qualificação com antecedência, de forma a não prejudicar os alunos. No entendimento do sindicalista, a situação chegou ao extremo. (Diário do Pará)