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sábado, 19 de fevereiro de 2011

É uma tristeza...

O sujeito lamenta-se, tristonho, para o amigo:
- Eu tinha tudo. Dinheiro...  Uma casa bonita... Um carro esporte... O amor de uma linda mulher. Então, tudo acabou...
- Mas, o que aconteceu?'
- Minha mulher descobriu...

Tiroteio na Marabá Pioneira

Imagine como deve ter sido o pânico, na manhã deste sábado, com centenas de pessoas a trabalhar e a transitar na Marabá Pioneira quando, sem mais nem menos, começa o tiroteio nas ruas. Bala para todos os lados. Correria. Gritos. Desespero.
Pois foi o que aconteceu.
As informações ainda são esparsas mas reportam que policiais motorizados passavam pela Avenida Antônio Maia justamente quando ladrões assaltavam uma loja. Flagrados, os bandidos revidaram à bala. Debaixo de uma saraivada de tiros, correram pelas ruas atirando.
Segundo fontes e informações de colegas da imprensa, um morreu e outro foi preso. 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tu qué, toma!...

Um homem colocou anúncio nos classificados :
- Procura-se esposa.
No dia seguinte ele recebeu centenas de cartas. Todas diziam a mesma coisa:
- Pode ficar com a minha.

Mudou alguma coisa?


O advogado Agnaldo Rosas manda para o blog o instrutivo e interessante diálogo registrado entre Colbert, Ministro das Finanças da França durante o reinado de Luís XIV, e o astucioso Cardeal Mazarino:

Colbert:
- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando se está endividado até ao pescoço...
Mazarino:
- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!
Colbert:
- Ah, sim? O senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter, se criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino:
- Criam-se outros.
Colbert:
- Mas não podemos lançar mais impostos sobre os pobres...
Mazarino:
- Sim, é impossível.
Colbert:
- E então os ricos?
Mazarino:
- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta, faz viver centenas de pobres.
Colbert:
- Então como havemos de fazer?
Mazarino:
- Colbert! Tu pensas como um queijo, como o penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres. São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.
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Qualquer semelhança com a atualidade não é mera coincidência...

Atos universais

A Igreja Universal do Reino de Deus deve indenizar em R$ 20 mil uma fiel portadora de transtorno bipolar que foi coagida a doar dinheiro mediante promessas de ajuda divina.  A decisão é do TJ-RS (Tribunal de Justiça do estado do Rio Grande do Sul), que reformou a sentença de primeiro grau.
A fiel entrou com a ação contra a Universal afirmando que enfrentava crise conjugal e tratamento psiquiátrico quando passou a freqüentar os cultos da Igreja. Ela afirmou que seu patrimônio foi revertido em doações e pagamento do dízimo, conforme recebia a promessa de que “seria curada por Deus”. Segundo a fiel, depois de penhorar jóias e vender bens para contribuir com a Igreja Universal, hoje ela vive em situação de miséria.  Ela pediu indenização de danos materiais e morais no valor não inferior a 1.500 salários mínimos.
Os desembargadores entenderam que a Igreja abusou do direito de obter doações, mediante coação moral, e por isso violou os direitos da dignidade da fiel. Por essa razão, a Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada ao pagamento de indenização de R$ 20 mil por danos morais.
Carro
A 1ª Turma Recursal do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver um automóvel doado por uma fiel em troca da promessa de "mudança de vida". Não cabe mais recurso da decisão.
De acordo com os autos, a autora é mãe de uma criança portadora de necessidades especiais e tem recente histórico de grave violência doméstica. Além disso, ficou comprovado que a fiel tinha uma situação financeira precária e que não tinha outro bem além do carro doado. Ela pediu a nulidade da doação feita, pois a promessa de restabelecimento de sua saúde não teria sido cumprida. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Aguialinha se lascou de novo...
... e o Galvão Burro insiste em ficar


O Aguialinha escapou fedendo no Zinho Oliveira, virando para 4 a 3 uma vitória inesperada do Cametá Mapará, que também está uma merda.
Mas não escapou do Paysandu e tomou uma goleada: 5 a 2.
E o Galvão Burro ainda disse que o Paysandu “deu sorte”!!!
Agora o Galvão Burro diz que vai  fazer tudo para não perder do Brasiliense, próximo jogo, agora valendo pela Terceirona.
Eu vou torcer para que o Águialinha tome outra goleada que assim, quem sabe, o Galvão Burro volte para sua casa ou vá... pra onde bem entender.    

Previsões

Os ovos do aruá
Uruá ou aruá é um caramujo encontrado em lagoas e rios da América do Sul. No interior paraense, para a população ribeirinha o aruá possui um instinto premonitório que o leva a depositar seus milhares de ovos em tocos ou galhos de árvores onde não chegará o nível da maior enchente.
Tenho pensado nisso ao saber das previsões da Eletronorte para o rio Tocantins com base em monitoramento por satélite e que jamais se afinam com as impressões do cametaense Bebé, da nossa Defesa Civil. Para a Eletronorte, até o final desta semana a lâmina d’água atingirá os dez metros acima do nível normal, Para Bebé, as águas grandes nem chegarão ao cais este ano.
Conversando com amigo comum sobre isso, ele me explicou:
- É que o uruá do Bebé põe seus ovos no casco interno de uma canoa e assim eles ficam sempre acima do rio.   

Novos empregos

Paulinho do Sindicom, entre Ademir Martins e Ademir Braz,
aposta na geração de mais empregos
Ainda em fase de prospecção em Marabá, onde as possibilidades são concretas e viáveis, a empresa Manserv, de São Caetano do Sul (SP), pode vir a contratar até 1.100 funcionários para seu atendimento diferenciado em manutenção e serviços industriais. “Pelo menos 200 soldadores e 200 eletricistas integram a perspectiva da empresa na geração de novos empregos nesta região”, disse o economista Paulo César Lopes, presidente do Sindicom (Sindicato do Comércio de Marabá), após contato com o diretor do departamento comercial da empresa, Corrado Romagnolo Júnior.
A empresa é especialista em gestão total da manutenção de plantas industriais; consultoria de engenharia de manutenção, produtividade e confiabilidade; estruturação da manutenção planejada para novas unidades operacionais; planejamento e execução de serviços de mecânica, refrigeração, elétrica, automação, instrumentação, paradas de caldeiras, fornos, laminadores, reatores, torres etc.
Paulo César Lopes diz que Sindicom e Acim indicaram diversas empresas que poder vir a interessar-se pelos serviços da Manserv. 

Posse na Acim

Será no próximo dia 25 de fevereiro, possivelmente nas dependências do Casarão Eventos, a posse da nova diretoria da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá). Organizadores do evento aguardam as presenças do governador Simão Jatene; do presidente da Faepa, Carlos Xavier; da Fecomércio, Paulo Pinheiro; e representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará.
O ex-vice-prefeito de Marabá, ítalo Ipojucan Costa, assume a presidência da entidade para o biênio 2011/2012, tendo por vice Mauro de Sousa (Casas Prata) e Paulo César Lopes (Farmácia Santa Rita e presidente do Sindicom) comosecretário.

Boi

Nos últimos dias, a percepção de agentes colaboradores do Cepea é de que a oferta de boi gordo esteve ainda menor, o que sustentou os preços da arroba. Entre 9 e 16 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (SP) ficou praticamente estável, fechando a R$ 104,35 nessa quarta-feira, 16. Apesar de os índices econômicos apontarem que a demanda do brasileiro está firme, operadores do setor pecuário indicam que os motivos para os aumentos do boi e da carne estão atrelados à oferta. De modo geral, a cautela tanto de compradores quanto de vendedores tem feito com que a liquidez continue baixa. Pecuaristas, por um lado, estão recuados na expectativa de preços maiores. Frigoríficos, doutra parte, estão incertos quanto às vendas de carne no atacado e, dessa forma, adquirem apenas quandonecessidade.
Em Marabá, onde até boi voa, o preço da carne está pela hora da morte.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Marabá é isso! - I

1.   1.  Cidadã não agüenta mais chegar atrasada ao trabalho por falta de transporte digno. Ela mora na Folha 12 e trabalha no Novo Horizonte. De segunda a sexta-feira ela chega à parada da Folha 13 geralmente antes das sete para conseguir um lugar no meio da multidão, que aguarda a saída de apenas dois ônibus daquele horário e que deveriam ser diários. Mas isso nem sempre acontece. Por conta disso, a cidadã tem chegado ao trabalho até às nove da manhã.
2.   2.   De segunda a quarta-feira, idoso caminha para o HSBC para pagar boleto bancário que já venceu e lhe dá prejuízo diário de R$ 0,30, fora o gasto com transporte. Desculpa para o não-atendimento: “O sistema está fora do ar.”
Parece o Fórum de Marabá...
3.   3.  Manchete do jornal Opinião de terça-feira (15/02): “Faltou até gás de cozinha no HMM”. Não bastasse a falta de médicos no Hospital Municipal de Marabá (HMM) – diz a chamada de capa - o corre-corre foi geral naquela casa de saúde, na manhã de ontem (14), porque faltou até gás de cozinha para fazer comida para os pacientes e também para os funcionários. Desde quarta-feira passada, a direção do hospital enviou ofício para a Secretaria Municipal de Saúde solicitando exatamente uma nova recarga de gás. Mas nada foi feito.
4.     4. Desde o começo do mês, os mais de quatro mil colonos dos Projetos de Assentamento Poção do Óleo, Castanheira, Sereno e Vila dos Maranhenses estão isolados do mundo. Os rios Vermelho e Sereno, cheios e subindo, arrastaram a ponte da vicinal de acesso àquela região.
Parte da produção agrícola já foi perdida.
“Em 20 anos vivendo aqui, eu nunca vi a cara de um político. Só em cartaz em época de campanha”, diz o colono Mundico ao jornal Opinião.
Lá também nunca chegou a energia elétrica prometida ano passado pela superintende regional do Incra, Rosinete Lima.

Só vale a cassação

Do blog do Hiroshi, nesta quarta-feira:

Elka a caminho do cadafalso

Elka Queiroz (PTB) tem fugido da Comissão Especial de Investigação da câmara municipal como o diabo foge da cruz.
Nos últimos dias, a vereadora cheia de broncas se escondeu como pode, tal qual fugitiva da Justiça, para não ser notificada pela CEI da audiência final, marcada para amanhã, na qual  quatro testemunhas serão ouvidas.
A boa nova dessa pouca vergonha da vereadora foi a tentativa de seu advogado pedir que o poster fosse arrolado, como testemunha, na audiência desta semana. Vereadoras Toínha Carvalho (presidente da CEI) e Irismar Sampaio (relatora) reagiram de pronto, entendendo ser desnecessária a presença na oitiva do autor das denúncias, uma vez que ele apenas cumpriu seu papel de denunciar as bandalheiras praticadas pela moçoila irresponsável.
O poster, em verdade, lamenta profundamente a recusa de seu nome no rol de testemunhas.   Mencione-se, por eloquente, a necessidade,  vez por outra, de jornalistas entrarem pesado nessas questões, desmoralizando políticos mal intencionados, com sua simples presença, apresentando documentos comprobatórios de safadezas.
O mesmo advogado, com firme propósito de postergar  o desenlance do episódio, cada dia limpidamente favorável à punição de sua cliente, pediu também a inclusão, na audiência, do deputado Sebastião Miranda (PTB) e do vereador Miguelito Gomes (PP) - propostas também rejeitadas pelas parlamentares.
Nagib Mutran, presidente da Câmara, garantou ao blog que, até o final deste mês, o "caso Elka" será definido em plenário, aguardando apenas o envio do relatório final da comissão.
Toínha, por sua vez, deverá encaminhar o parecer até sexta-feira próxima, à mesa diretora.
Não há mais nenhuma dúvida de que a CEI pedirá punição da vereadora, por devsio de conduta e quebra de decoro.
Se isto ocorrer, pela primeira vez na história do parlamento municipal paraense membro da própria instituição será punida pelos seus pares.
Avanço merecedor de aplausos pelo seu valor ético e moral
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Pelo tamanho da lesão ao erário e do dano moral causado à Câmara,não vale apenas advertência ou afastamento por um mês ou mais.
Só a cassação.
Sob pena da suspeita de corporativismo.

Hoje, a montanha vai parir um rato morto

Numa ofensiva para garantir a aprovação do salário mínimo de R$ 545 hoje na Câmara o governo mapeou os nomes dos dissidentes na base, cujas indicações políticas para cargos no segundo e terceiro escalões e nas estatais federais serão barradas, e também avisou ao PDT que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, poderá perder o cargo se o partido, que integra a coalizão governista, mantiver a disposição de votar a favor de R$ 560.
A reportagem é de Denise Madueño e Eugênia Lopes e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 16-02-2011.
Os líderes aliados estão confiantes na vitória dos R$ 545 com cerca de 300 votos e esperam uma dissidência de 76 votos na base aliada, segundo cruzamento realizado ontem. Na avaliação tanto de governistas quanto de oposicionistas, o mínimo de R$ 560 deverá contar com o apoio de 150 a 180 deputados. "A situação é confortável", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
À noite foi aprovado regime de urgência para votação do projeto - por 391 votos a favor, 22 contra e 3 abstenções. O novo mínimo será votado hoje a partir das 13h40, em sessão extraordinária da Câmara.
Contaminação. A presidente Dilma Rousseff decidiu jogar pesado com os aliados para evitar eventual processo de rebelião na base a favor do mínimo de R$ 560. O temor era que esse valor acabasse "contaminando" os governistas. Vaccarezza reuniu os líderes num almoço na casa do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), para baixar a ordem unida na votação de hoje: o governo manterá os R$ 545 até o fim, sem dar um real sequer a mais.
"O governo não pode fraquejar nem dar sinais de que pode dar mais que os R$ 545. Se abrir a porteira, não tem como segurar: é o estouro da boiada e vai todo mundo junto para os R$ 560", resumiu Hugo Leal (PSC-RJ).
A base está preparada para fazer cobranças em troca da fidelidade ao Palácio do Planalto. Ontem, peemedebistas alardeavam que esperam apenas a votação do mínimo para cobrar de Dilma a demissão de Lupi.
"Se ela não demitir, ela não poderá cobrar mais nada de ninguém", disse um peemedebista. O partido vai usar a votação de hoje como um argumento para conquistar novas nomeações no governo Dilma. "Se o PDT votar pelos R$ 560, o Lupi vai voltar a vender jornal", brincou o deputado Sílvio Costa (PTB-PE). Antes de entrar na política, Lupi era dono de banca de jornal no Rio de Janeiro. Outro pedetista que corre o risco de ficar fora do governo é o ex-senador Osmar Dias (PR), que pleiteia cargo numa estatal de energia (Itaipu ou Eletrosul).
O PDT é o único partido da base que promete votar unido contra o valor do governo. O deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, sentiu a pressão do Planalto e ficou sozinho na defesa do valor de R$ 580. Este era o valor inicial proposto por Paulinho e pelas centrais. " peleguei. Estou agora defendendo os R$ 560", disse.
A estratégia dele é tentar fortalecer esse valor que conta com o apoio do DEM, do PDT e do PV. Para tentar cooptar o voto de Paulinho e o apoio da Força Sindical, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, propôs a aprovação dos R$ 545 em troca da correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. A própria Dilma também se reuniu com Lupi para exigir a fidelidade da bancada de 27 deputados na Câmara.
Argumentos - Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, foram ontem à Câmara dar explicações sobre os motivos que levaram o governo a fixar o mínimo em R$ 545. Pela manhã, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, participou de debates com as bancadas, incluindo os partidos de oposição.
No PSDB, a defesa do mínimo de R$ 600 foi feita pelo economista Geraldo Biasoto Júnior. Na tribuna, ele deu detalhes de como o partido chegou a esse valor, defendido pelo candidato tucano derrotado à Presidência da República José Serra.
O PSDB, o DEM e o PPS não esperam defecções a favor do governo hoje. As eventuais dissidências devem ser computadas nas ausências dos deputados e não nos votos a favor do governo. O PV se declara independente e anuncia que vai votar pelo mínimo de R$ 560. Com apenas três deputados, o PSOL promete apresentar emenda defendendo o mínimo de R$ 700. No PT, a expectativa é que Eudes Xavier (CE), vote contra o governo. No PMDB, são esperadas 17 dissidências.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O caso Ana Karina

Minêgo” abre o verbo

Liberal Edição de 11/02/2011
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Acusado de envolvimento na morte de Ana Karina, em Parauapebas, depõe e faz acusações à noiva de pecuarista
Evandro Corrêa, Parauapebas

O pecuarista Alessandro Camilo de Lima, o "Macarrão" e Francisco de Assis Dias, o "Magrão", permaneceram em silêncio durante toda a audiência de instrução e julgamento sobre a morte da comerciária Ana Karina, ocorrida anteontem, no fórum de Parauapebas. Na audiência, que só terminou por volta de 23h30, também foram ouvidos os acusados Pedro Ribeiro Lordeiro, que teria fornecido a arma usada no crime, Graziela Barros Almeida, noiva de Alessandro Camilo, que nega participação na morte da jovem, e ainda o comerciante Florentino de Souza Rodrigues, o "Minêgo", o único que forneceu detalhes sobre o caso.
Em seu depoimento, "Minêgo" contou que na noite do dia 14 de maio de 2010 levou a acusada Graziela Barros até o município de Curionópolis e que ela estava muito nervosa e com medo de ser linchada pela população. Segundo o acusado, no trajeto até Curionópolis, Grazi disse que Ana Karina havia sido morta e que seu corpo fora colocado em um tambor com pedras e em seguida jogado no rio Itacaíunas. De acordo com o depoimento de "Minêgo", Graziela Barros se referiu ao crime usando frases como "eles fizeram uma loucura" e "nossa vida acabou em Parauapebas".
Em seu relato à Justiça, Florentino Souza disse ainda que Graziela Barros falou que uma advogada mandou que ela escondesse a caminhonete de Alessandro Camilo, que fora usada no crime. Com relação a sua prisão, sob a acusação de envolvimento na morte de Ana Karina, Florentino Souza disse que tudo se deu por conta de uma animosidade com o delegado André Albuquerque - assassinado posteriormente, em confronto com traficantes. De acordo com o acusado, Albuquerque o prendeu porque em certa ocasião anterior ao crime, "Minêgo" se recusou a entregar uma carga de madeira ao delegado, o que teria irritado o policial. "Ele bateu nas minhas costas e disse que eu ainda ia precisar dele", declarou Florentino na audiência, ressaltando que foi ameaçado de morte, na penitênciária, pelo empresário Alessandro Camilo.
Ainda de acordo com as declarações de "Minêgo", na cadeia de Parauapebas o delegado André Albuquerque deu ordens para que o acusado Francisco de Assis, o "Magrão", fosse colocado em uma cela com outros detentos, onde foi violentamente espancado.
A comerciária Ana Karina Guimarães, que estava grávida de 9 meses foi morta no dia 10 de Maio do ano passado e seu corpo, que nunca foi encontrado, teria sido colocado em um tambor e jogado do alto de uma ponte , no rio Itacaiúnas , a 70 quilômetros de Parauapebas.