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Marabá, Pará, Brazil
Membro efetivo e perpétuo da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense. Cônsul de Poetas del Mundo em Marabá, desde 2006. Advogado, jornalista, poeta. ------- Os comentários às matérias e artigos aqui publicados não são de responsabilidade do Quaradouro nem refletem a opinião do blogueiro.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014



Esta tem sido uma semana muito bagunçada. Embora o preço da tarifa seja o mais alto do Brasil, a falta de energia da Rede Celpa virou rotina com prejuízos no comércio local e na vida particular dos consumidores. A esses ainda acumula o sumiço da água na torneira sempre que a luz da Celpa vai embora (não se sabe para onde).
Na quinta-feira, morador da Folha 17 saiu do sério com empresa que faz podagem de qualquer jeito nas árvores inquinadas de provocar curto-circuito na rede. A terceirizada ancorou veículo com braço mecânico, ergueu por cima do muro e introduziu no jardim do cidadão dois homens armados de motosserra que imediatamente começaram a cortar galhos de oitizeiro e a deixá-los cair sobre os vasos de planta na garagem da casa.
Irritado, o cidadão sem água, sem luz e rua entulhada de lixo não recolhido pela prefeitura, saiu na calçada de arma em punho: uma câmera fotográfica a disparar flashes contra carro, alpinistas, galhos decepados. 
Azuado, lembrou que podagem anterior aproveitou-se de sua ausência e destruiu-lhe jardim, roupas no varal, vasos e estacas de orquídeas, deixando os entulhos que só foram recolhidos quando ele mesmo pagou braçais e carroças para esse serviço.
Um dos trabalhadores ponderou que eles apenas cumpriam ordens e o cidadão sem água, sem luz e rua entulhada de lixo disse entender e por isso não estava a referir-se especificamente a eles, mas à droga de concessionárias do serviço público sem um mínimo de respeito or quem quer que seja.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos e cada qual seguiu seu rumo: os da motosserra não se sabe para onde; o cidadão cobriu o nariz com um lenço e enfrentou a podridão matinal do lixo espalhado no chão e a derramar-se das gôndolas cravadas na calçada das residências.







Por conta do convênio firmado entre a prefeitura e o Ministério das Cidades, no valor de R$ 6.203.989,29, para saneamento integrado na Grota Criminosa, rede coletora, tratamento, canalização de córrego, microdrenagem e pavimentação, mais R$ 282.220,91 foram liberados no último dia 7 de outubro.
Também foram liberados R$ 167.878,26 do total de R$ 6.600.000,00 conveniados para obras de infraestrutura, equipamentos comunitários, praça com playground e quadra poliesportiva no município.
Já para drenagem, pavimentação e urbanização da Avenida Marechal Deodoro (bairros Francisco Coelho e Santa Rosa, na Marabá Pioneira), o Ministério do Turismo acaba de liberar R$ 84.532,50 do total de R$ 487.500,00
Vale a pena acompanhar a justa aplicação desses recursos.




O juiz Rogério Tobias de Carvalho, da 1ª Vara Federal de Niterói, bateu o martelo contra o que classifica como “trabalho escravo”. Em decisão publicada em Diário Oficial da União, ele alegou que não vai trabalhar “forçado” por causa da falta de um substituto. Por trás do comportamento do juiz está uma disputa dos magistrados federais para receber pelo acúmulo de função — ou seja, verba extra, como recebem os procuradores da República. Carvalho alegou ainda que só julgará ações com final de número par.
No início de setembro, a Associação dos Juízes Federais do Brasil fez uma consulta com 1.800 magistrados: 1.034 votaram por não acumular funções sem receber o pagamento.
Em média, um juiz federal recebe em torno de R$ 14 mil. Mas para justificar a sua atuação apenas em processos pares — para ele, os ímpares deveriam ser julgados por juiz substituto —, Rogério Tobias de Carvalho declarou que “a União se enriquece ilicitamente com o labor deste magistrado há anos, enquanto acumula acervos de forma graciosa, sem nenhuma remuneração ou indenização”.
Pelas contas de magistrados que pediram para não serem identificados, cada juiz que trabalhasse dobrado receberia mais R$ 5 mil.
O corregedor-geral da JF, ministro Humberto Martins, determinou a abertura de sindicância contra juízes que suspenderam a tramitação de processos para pressionar o governo a conceder aumento salarial à categoria.
“A recusa de magistrados’. em dar regular andamento a todos os processos em que devem atuar, além de constituir ilícito administrativo, ofende o Estado Democrático, agride os princípios que devem nortear a magistratura federal brasileira e fragiliza o exercício da cidadania, que espera encontrar respostas no poder público”, advertiu o ministro.



US$ 13 milhões é quanto a Red Bull vai pagar a milhões de consumidores por propaganda enganosa. Tudo porque, ao contrário do slogan usado há mais de duas décadas, nenhum dos seus consumidores “ganhou asas”.
Por acordo proposto pela empresa, para encerrar a ação indenizatória proposta desde 16 de janeiro de 2013, os clientes que compraram a bebida nos últimos dez anos poderão escolher entre ser reembolsados em dez dólares ou receber um voucher de 15 dólares para gastarem com produtos Red Bull.
A marca deixou claro que "desistir" de lutar contra a ação não significa que concorda que praticou propaganda enganosa, sim que quer evitar mais custos.
Em Belém, recorda o jornalista Eleutério Gomes, na década de 1970 ocorreu fato assemelhado. Uma revendedora de veículos pôs faixa à sua entrada garantingo: “Visite a nossa loja e saia com um fusca”. Cliente entrou, visitou o estande e na saída exigiu seu fusca. O rolo foi parar na Justiça, que condenou a empresa.