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terça-feira, 10 de abril de 2012

Agora sim, saúde travou de vez!

No CORREIO DO TOCANTINS:
10/04/2012
Samu entra em greve hoje por condições de trabalho
 
Às 7 horas desta terça-feira, 10, na troca do plantão, os cerca de 50 servidores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Marabá entram em greve por tempo indeterminado. A deliberação aconteceu na noite de ontem, segunda-feira, 9, após um prazo de 72 horas dado pelos funcionários para que a Secretaria Municipal de Saúde sentasse com uma representação dos servidores para solucionar as demandas pendentes.
Ontem à noite, por telefone, a reportagem do CT conversou com Adalgisa Kally Coutinho, enfermeira intervencionista do Samu, a qual confirmou o início da greve, após uma reunião ocorrida no final da tarde de ontem, na sede do Samu. “Entregamos um documento ao secretário de saúde (Nilson Piedade) há uma semana, dando uma prazo de 72 horas, que encerrou na última sexta-feira, mas ele não se manifestou.  Ontem à noite, representantes do Sindicato dos Servidores da Saúde tentaram marcar uma reunião com o secretário, mas não conseguiram. Alegaram que a agenda estava lotada”, lamentou.
Adalgisa explicou que apenas duas das cinco ambulâncias estão funcionando, e uma destas está em condições precárias, podendo ocasionar um acidente a qualquer momento. “Fizeram meia boca na que estava pior para passar o final de semana. Mas continuamos sem material para trabalhar”, observa.
Para legitimar a paralisação, os servidores do Samu pretendem manter funcionando apenas a ambulância de suporte avançado, para atender apenas casos muito graves, em que houver risco de morte.
No documento entregue ao secretário de saúde e vereadores, os servidores do Samu alertam quanto à falta de ataduras, colares cervicais e até medicamentos básicos. Recentemente, as equipes que estão em atividade abandonaram um curso disponibilizado pelo governo federal para representantes de todos os Samus do País por falta de apoio logístico da Secretaria Municipal de Saúde, descumprindo o que é preconizado pelo Ministério da Saúde.
O secretário de Saúde, Nilson Piedade, disse ontem à noite ao CT que não sabia da greve nem das reivindicações da equipe do Samu e ainda que não havia recebido o documento que eles protocolaram sob o número 445, no dia 3 deste mês, no gabinete dele, com cópia para o MP. (Ulisses Pompeu)

Rondon seria origem do tráfico humano no Pará

No Perereca da Vizinha:


Rondon do Pará na rota da CPI do Tráfico Humano

Nesta terça-feira, às 15horas, no Auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Pará, a CPI do Tráfico Humano irá ouvir pessoas vitimadas no Caso das Imigrações Ilegais com origem em Rondon do Pará.
Informações colhidas na Cidade de Rondon do Pará dão conta que aquele município há muito vem se consolidando com ponto de tráfico de pessoas com destino a outros países, em especial para os EUA. 
É feito o aliciamento das pessoas que, seduzidas pela possibilidade de uma vida melhor em outro país, são convencidas a sair do Brasil de forma clandestina, a partir de empréstimos em dinheiro de agiotas. 
Os recursos são emprestados a juros altos e com promessa de que ao chegar ao país de origem (EUA) seria feitos desembolsos mensais e contínuos para cobrir a dívida impagável. 
A dívida serviria para garantir custos de passagem e despesas pessoais, inclusive o pagamento do “coiote” (Nos EUA, os coiotes são famosos por agir na fronteira com o México transportando pessoas de todas as partes do mundo). 
O deslocamento das pessoas dá-se com a saída de Rondon do Pará até a cidade de São Paulo, deslocando-se para o México, Guatemala e atravessando para os EUA.
Em pesquisa na Delegacia do Polícia de Rondon do Pará, verifica-se que no intervalo de 2011 não houve registro de ocorrências que tipificassem Tráfico Humano, o que demonstra o receio que as vítimas têm de fazer os registros. 
(Fonte: Gabinete do deputado estadual Carlos Bordalo)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mudanças na URE

No Ribamar Ribeiro Jr:


4ª URE tem nova direção!

Foto: Fonte- Aurismar Queiroz

A professora Heide Castro, assume no lugar do professor Pedro Sousa (PPS), que se afasta para disputar uma vaga na Câmara Municipal de Marabá. Heide Castro é formada em letras pela Ufpa e caloura do curso de direito, também na Universidade Federal do Pará.

Falta muito, gente!

Hoje, 9 de abril, estamos a exatos 100 dias do ano de 2012.
Mas ainda faltam 266 pro desprefeito Maurino cair fora do governo da nossa cidade.
Ô tempo longo, meu Deus!!!

Calandrini: exonerado e não sabe?

 No Terra do Nunca:

Semed: Ney Calandrini exonerado
Ney Calandrini de Azevedo não é mais o secretário municipal de Educação. A notícia foi confirmada no final desta manhã e pouca gente na prefeitura tem conhecimento do assunto ou mesmo dos motivos que levaram o prefeito Maurino Magalhães (PR) a tomar essa decisão.
A primeira informação é de que a saída de Ney Calandrini teria sido motivada por articulação política, pois o prefeito teria negociado o controle da Secretaria Municipal de Educação (Semed) com o PT, para que a legenda se coligasse com o PR para o pleito de 7 de outubro.
Mas o presidente do Diretório Municipal do PT, Luiz Bressan, disse no início da tarde que nunca houve tal proposta e que ele ainda não estava sabendo da exoneração de Ney Calandrini do comando da Semed.
Pela manhã, Calandrini disse que desconhece sua exoneração e se mantém como titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed). “Não pedi pra sair; ainda sou secretário”, afirmou naquele momento.
Ele, por outro lado, confirmou que recebeu realmente a proposta de ser candidato a vereador, mas depois de avaliar a situação junto com a sua família, decidiu não se lançar candidato.
Mas, à tarde, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura (Ascom) confirmou que o secretário havia sido realmente exonerado. Mas o nome do novo secretário ou qualquer outra informação ainda não poderia ser repassada à Imprensa ainda.
De acordo com uma fonte ligada à Semed, a portaria de exoneração de Ney Caladrini está datada do dia 4 de abril, portanto, quarta-feira passada.

domingo, 8 de abril de 2012

Uma tsunami em Goiânia

No Correio do Brasil
Perillo contrata hackers para bloquear oposição nas redes sociais, denunciam ativistas
Na esteira dos escândalos que atingiram o governador de Goiás, Marconi Perillo, ativistas do movimento Fora Marconi Perillo denunciaram ao Correio do Brasil, nesta quinta-feira, a ação de hackers na página mantida por eles em uma rede social como forma de mobilizar a população goiana para a série de movimentos em curso no Estado em favor do impedimento do atual chefe do Executivo. A prática da interceptação de mensagens eletrônicas foi uma prática adotada por Carloso Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o qual Perillo e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) estariam envolvido para a prática de crimes, segundo investigações da Polícia Federal.
“O movimento continua firme e forte, mas hackers foram contratados para desarticular o evento na rede social. Estamos lutando para que o movimento continue e cresça, pois dessa o Estado não escapa. A população quer justiça e teremos a nossa vontade feita”, disse o ativista identificado apenas por Dann. “O governo (Perillo) domina todos recursos de divulgação local e estadual das sujeiras e vergonhas que vêm acontecendo, cada tentativa de fazer o movimento ser suprimido ou fragmentado é mais um motivo para nos unir e fortalecer. Tomou banho de Cachoeira agora segura o tsunami de eleitores indignados com as injustiças e a forma como tudo isso tem ocorrido. Queremos a nossa justiça e o Fora Marconi será apenas o começo”, acrescenta.
Outro ativista, com o codinome Caio, denuncia também a truculência do governo Perillo contra os manifestantes e a censura praticada, possivelmente, por agentes do governo goiano:
“Marconi tem se valido de práticas chinesas de censura à internet, ao tentar desarticular o grupo do Facebook. Vários foram expulsos por hackers do governo. O movimento está com 8 mil pessoas, mas era para ter mais de 9 mil. Tem havido bloqueio à participação”, garante.
Edson Freitas, codinome de outro ativista do movimento Fora Marconi, reafirma a ação de hackers contratados para dificultar o acesso da oposição ao governo Perillo às redes sociais:
“Como goiano e participante do movimento Fora Marconi, estamos sendo impedidos de postar livremente os evento no facebook, com certeza isso parte de membros do governo que estão entrando em nossas páginas e nos bloqueando. Divulguem isso a nível nacional, o governo vai querer impedir os cidadãos goianos de fazer este manifesto”, alerta.
Interceptação
Segundo relatórios da Polícia Federal, divulgados nesta quinta-feira, agentes da PF e do Ministério Público encontraram ligações entre Cachoeira e uma empresa formada por arapongas (espiões contratados a soldo particular), em um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. A firma, de propriedade do agente aposentado da Polícia Federal, Joaquim Gomes Thomé Neto, era encarregada de inteceptar mensagens eletrônicas de rivais e inimigos de Cachoeira e seus associados, entre eles o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
A empresa foi um dos alvos de busca e apreensão durante a Operação Monte Carlo, deflagrada pela PF entre fevereiro e o mês passado, na qual Cachoeira aparece como líder de um grupo que explorava o jogo ilegal e pagava propinas a agentes públicos, parlamentares e integrantes do alto escalão do governo de Perillo. Esta mesma operação permitiu que a PF flagrasse conversas de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres, que após as denúncias deixou o seu partido, o DEM, e corre o risco de ter o mandato cassado.
Caso Cachoeira: depois de Demóstenes, Marconi Perillo vira alvo de denúncias
Escutas telefônicas relacionam Cachoeira a chefe de gabinete do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo; a assessora pediu exoneração do cargo e diz que denúncias são equivocadas
Por: Redação da Rede Brasil Atual
São Paulo – A estreita ligação do bicheiro Carlos Cachoeira com parlamentares e políticos de primeiro escalão parece não ter fim. Depois de as investigações envolvendo o bicheiro atingirem o senador Demóstenes Torres, que foi desligado do DEM e segue sem partido, o alvo agora é o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
Com a divulgação de conversas entre a chefe de gabinete de Perillo, Eliane Gonçalves Pinheiro, e Cachoeira, as suspeitas de que o governador goiano tenha envolvimento no esquema de jogos ilegais no estado foram reforçadas. Na noite de ontem (3), a chefe de gabinete pediu exoneração do cargo explicando que se tratava de outra “Eliane” e que está sendo vítima de um grande equívoco.
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou há pouco que não pretende tomar atitude em relação ao caso e disse também que os vazamentos têm sido “seletivos” e sempre voltados para a oposição. “O partido não enxerga muita coisa, uma funcionária está envolvida nessas fitas gravadas. Nós estranhamos que essas fitas sejam seletivas, sempre voltadas para a oposição. A gente tem muita calma. O que houver para investigar vamos investigar. O que houver para esclarecer vamos pedir esclarecimentos. Reiteramos, de maneira muito tranquila, a confiança no governador de Goiás”, disse Sérgio Guerra.
No entanto, Guerra disse que, se for o caso, o PSDB apoiará a proposta do DEM de instalar uma comissão parlamentar de inquérito para investigar as denúncias sobre o bicheiro e o envolvimento dele com outros parlamentares. “O Democratas teve uma atitude exemplar na questão que envolve o senador Demóstenes Torres. Sempre que eles defendem algo, nós, normalmente, apoiamos”, disse o presidente tucano.
Carlinhos Cachoeira foi preso na Operação Monte Carlo da Polícia Federal e permanece na cadeia desde então. Durante as investigações, a PF gravou inúmeras conversas dele, que é considerado o controlador do jogo do bicho e de outros jogos ilegais em Goiás, com Demóstenes Torres e os deputados Sandes Júnior (PP-GO), Carlos Lereia (PSDB-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ).
Envolvimento com o senador
De acordo com o advogado de Demóstenes Torres, Antonio Carlos Almeida, o senador sairá de Brasília nas próximas horas para preparar sua defesa e analisar documentos. O advogado deve entrar no Supremo Tribunal Federal na segunda-feira (9) pedindo a anulação das escutas entre o senador e Cachoeira. O advogado alega que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal deveriam ter pedido autorização ao STF para fazer as gravações telefônicas, porque Demóstenes Torres, na condição de parlamentar, tem foro privilegiado.
Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Maurino gasta nosso dinheiro em empresa do Tocantins

Parece que em Marabá - e no resto deste bendito Estado - não existem empresas capazes de oferecer mobiliário para o desgoverno Maurino Magalhães. Por conta disso, essa desadministração foi buscar em Palmas (TO) – só para variar – a TINS SISTEMAS PARA ESCRITÓRIOS LTDA-EPP (para quem não sabe, EPP significa EMPRESA DE PEQUENO PORTE) para fornecer-lhe esse tipo de produto. Deve ter copiado o exemplo da prefeitura de Parauapebas, conforme se vê o registro no Diário Oficial do Estado.
O de Marabá está publicado na Imprensa Oficial desde 24 de novembro de 2011, com o seguinte teor:
 “Extrato de Ata de Registro de Preços Nº 088/2011 – PP/SRP 166/11. Objeto: Registro de preços para eventual: Aquisição de Mobiliário para PROGEM. Recurso financeiro: Erário Municipal.
Dot. Orçamentária 10.14.015.122.004.2.0077-Manutenção da PROGEM Pactuada com a Empresa TINS SISTEMAS PARA ESCRITÓRIOS LTDA-EPP.
Valor R$ 749.000,00 Data da assinatura19/10/2011. O prazo de vigência da Ata de Registro de Preços é de 12 (doze) meses, contados da data de sua publicação, Procuradoria Geral do Município.
EXTRATO DE CONTRATO ADM. PREGÃO PRESENCIAL SRP 166/2011
Processo Licitatório nº 14.250/2011-PMM, Objeto: Aquisição de Mobiliário para PROGEM; Recurso: Erário Municipal; Dotação Orçamentária 10.14.015.122.004.2.0077-Manutenção da PROGEM Contrato nº 224/2011/PMM, pactuado com a empresa TINS SISTEMAS PARA ESCRITÓRIOS LTDA-EPP., Valor R$ 128.441,50, 19/10/2011. Vigência: 120 (cento e vinte) dias a partir de 19/10/2011, Prefeito Municipal de Marabá.”
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Num momento de crise financeira por que passa o Município, Maurinox, em vez de pagar fornecedores locais, prefere irrigar com dinheiro público a economia tocantina.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que é o que o desprefeito ainda quer, hein!?

No CORREIO DO TOCANTINS

 Eleições: Pesquisa Ibrape mostra Tião na frente
Se as eleições fossem hoje, o novo prefeito de Marabá seria um velho conhecido dos munícipes, o deputado Tião Miranda (PTB), com 56% das intenções de voto. O atual gestor, Maurino Magalhães de Lima (PR), aparece apenas em terceiro, com modestos 6% da preferência. O segundo seria o também deputado João Salame (PPS), com 18%.
Na mesma pesquisa estimulada, figuram os nomes de outros pré-candidatos como Luís Carlos Pies (PT), com 5%; Ítalo Ipojucan (PMDB), com 3% e Jorge Bichara (PV), com 2%. Miguelito (PP), nome sempre lembrado no grupo governista, também estava na consulta e figura com 2%. Apenas 5% não dá resposta ou declara não saber em quem votar.
É o que indica a primeira pesquisa Ibrape, encomendada pelo Jornal CORREIO DO TOCANTINS. Maurino também tem a maior rejeição, na casa dos 55%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número de PA-00003/2012 e tem margem de erro de 3.5 pontos.
[Leia a íntegra da pesquisa na Banca Digital ou no jornal impresso]
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Enfim, dados honestos sobre a sucessão.
Porque ano passado diziam que Tiãozinho tinha até 85% da preferência do eleitorado. Tudo bafo de boca.
Mas, se Tiãozinho tem 56% das intenções, o desprefeito Maurino tem 55% de rejeição.
Justiça poética.
Vai ser ruim assim na baixa da égua!...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sobre esquemas e outros furos

Tentando esconder-se dos credores
Acho que vou ligar pro meu amigo Célio Sabino, repórter do Opinião. Fiquei encucado com o que ele escreveu na página de Esportes da edição de terça-feira (03/04).

Célio Sabino disse: “Alan, que este ano não repete as boas atuações de outrora, não tem muito que se preocupar na disputa pela camisa titular de goleiro do Águia de Marabá. Muito estranha a situação de um time que vai disputar a série C, e sequer tem um goleiro reserva. Felizmente o time comandado pelo técnico João Galvão é muito bom e se não estiver no esquema para salvar a temporada do Clube do Remo, tem tudo para ser campeão paraense”.
Ôpa! Êpa! Êba!
Peraí, mano velho! Esquema para salvar a temporada do Clube do Remo? Qualé?
Conta pra gente, meu!
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Outra do Célio Sabino:
“O prefeito Maurino Magalhães atrasa pagamento da construtora que trabalha no novo estádio de Marabá e com isso a promessa feita de abandonar o canteiro de obras pelos representantes da empresa, que é de 30 dias, caso o gestor não acerte os atrasados, está vigorando”. 

Os deputados e o jeitinho sacana de burlar a lei


Em O LIBERAL

Alepa vota promoção de servidores sem concurso

Os deputados estaduais devem votar hoje proposta polêmica que permitirá a ascensão dos servidores de nível médio da Assembleia Legislativa para o nível superior, sem que, para isso, eles tenham prestado concurso público. Com a progressão, os funcionários terão aumento de 58% nos salários. Outros aumentos também serão votados hoje, para beneficiar todo o funcionalismo do Legislativo, com exceção dos aposentados.
A ascensão funcional integra o pacote de alterações no Plano de Cargos Carreiras e Remunerações (PCCR) da Alepa, que ontem foi aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO). As discussões ficaram para o plenário, na sessão de hoje.
Segundo o presidente da CCJ, deputado Raimundo Santos (PR), a proposta precisa ser votada até hoje por causa do prazo da Justiça Eleitoral para aprovação de reajuste de servidores em ano eleitoral. A expectativa é de que seja aprovada, embora não exista consenso sobre a legalidade de pontos como a progressão vertical dos servidores de nível médio.
Há uma semana, o deputado Gabriel Guerreiro (PV), que já presidiu a CCJ, enfatizou que a progressão de um nível escolar para outro, no funcionalismo, exige concurso público, uma exigência constitucional. Juristas reconhecidos nacionalmente, como Celso Antônio Bandeira de Melo, defendem que fugir disso é tentar burlar a norma.
O atual presidente da comissão, no entanto, defende a tese de que não há ilegalidade. Raimundo Santos cita o artigo 48, inciso 10 da Constituição Federal, que confere ao Congresso a função de criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções públicas. Ele aponta o uso da mesma alegação para aprovação de projeto semelhante pelo Congresso Nacional.
Se a proposta for aprovada, os servidores que ingressaram em concurso para nível médio, mas que depois disso concluíram o superior, terão os salários reajustados em 58%. Os de nível operacional que também obtiveram o nível médio depois de ingressarem na carreira pública serão alçados a esse grupo, tendo, para tanto, aumento de 15%.
O projeto prevê, ainda, reajuste salarial de 15% para quem permanecerá no nível médio e para os servidores com nível superior. Não foram apresentados dados específicos sobre quanto será gasto com cada grupo. No total, a revisão salarial do quadro funcional da Alepa, somando ainda os 6% para comissionados, custará R$ 1,2 milhão por mês.
Segundo Raimundo Santos, o Legislativo gasta R$ 12,1 milhões mensais com pessoal. Ele afirma que o reajuste é possível porque, ao atingir a marca de R$ 13,4 milhões, a folha corresponderá a 54,31% da receita corrente líquida. O limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de 56%.
Temporários
Os 67 servidores temporários que permanecem ilegalmente na Alepa serão incorporados ao quadro de comissionados. A mesa desistiu de aprovar em plenário um projeto de emenda ao PCCR que efetivaria o grupo sem que ele fosse concursado. A criação dos cargos também foi aprovada pelas CCJ e CFFO ontem, para que seja aprovada em plenário hoje. Essa foi a alternativa sugerida pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL) e acolhida pela mesa como a única maneira legal de evitar a demissão imediata dos temporários, exigida há anos pela Justiça.
Os temporários gostariam de ser incorporados ao quadro de efetivos e uma proposta de emenda chegou a ser apresentada pelo deputado Carlos Bordalo (PT) nesse sentido. A efetivação foi descartada porque contraria a Constituição, que exige ingresso na carreira pública somente através de concurso público. Somente comissionados podem ser contratados sem essa exigência, mas não alcançam a estabilidade. Temporários podem ser contratados extraordinariamente para um período de dois anos.
Inicialmente, a criação dos cargos foi considerada fora de cogitação pelo presidente da Alepa, deputado Manoel Pioneiro (PSDB), por causa do impacto financeiro, mas, ontem, ele disse que não haverá aumento de gastos porque será utilizado o mesmo recurso que hoje paga os salários do grupo, entre R$ 130 mil e R$ 149 mil.
O grupo também será totalmente absorvido porque, embora circulem informações de que parte dos contemplados recebe sem trabalhar, a mesa diretora trabalha com a informação das chefias dos departamentos de que todos estão trabalhando regularmente.
A mesa ficou de exonerar os servidores ontem e publicar o ato no Diário Oficial quando este for publicado _não há previsão disso porque a Alepa não tem Diário on line e publica somente a versão impressa, mas sem regularidade.