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sábado, 5 de janeiro de 2013

Neste far-West, nenhum xerife dá jeito!


Registrados quase 600 assaltos na região
A Superintendência de Polícia Civil do Araguaia Paraense, com sede em Redenção, apresentou o balanço das ocorrências policiais nas delegacias da região. Os dados são referentes às ações que ocorreram de janeiro a 21 dezembro de 2012, em toda região do sul do Pará.
As estatísticas apresentadas pelo agente administrativo da Depol de Redenção, Neres Rayol, revelam grande número de roubos e assaltos nos municípios da região. Redenção se destaca como a arcampeã nas ocorrências de assaltos e roubos, com 587 ocorrências policiais registradas na Delegacia da cidade. Xinguara foi a segunda colocada, com 198 registros; seguido por Tucumã, com 60; e Conceição do Araguaia, com 51 boletins. Foram 1.071 procedimentos de roubo, que incluem os assaltos praticados em São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia do Norte, Xinguara, Rio Maria, Redenção, Floresta do Araguaia e Santana do Araguaia. Os registros de homicídios dolosos registrados nas delegacias foram de 149. As cidades com maior número de delito foram São Félix do Xingu, com 22 casos; Ourilândia do Norte, com 20; Redenção, 17 registros; e Santana do Araguaia, com 16.
O uso ilegal de arma de fogo foi bastante combatido pela Polícia Civil na região. O resultado foi de 189 armas de diversos calibres apreendidas pela polícia. Redenção lidera, com 41 apreensões; e Xinguara, com 30 armas, foram as que mais se destacaram no combate a essa modalidade de crime. Os números revelam que o combate ao tráfico de droga cresceu na região no ano de 2012. Mais de 20 quilos de drogas, entre crack, maconha e cocaína, foram apreendidas pela Polícia Civil. Os relatórios mostram que 140 traficantes foram colocados atrás das grades pelo crime de tráfico, sendo que 60 prisões ocorreram em Redenção, 33 em Conceição do Araguaia, 28 em Ourilândia do Norte e 19 na cidade de Xinguara. Segundo Neres Raiol, as estatísticas mostram que com a intensificação do combate ao tráfico foi a que apresentou um excelente resultado em relação ao ano de 2011,onde apenas oito kg de drogas foram apreendidas.
São Félix do Xingu foi o município que registrou o maior número de registro de estupro na região, com 28 casos. Tucumã registrou 18, enquanto Xinguara, 14; seguido de Redenção, com 13; Conceição do Araguaia, 11; e Ourilândia do Norte, 9. No total foram 102 casos de estupro registrado nas delegacias da região. (Dinho Santos/Diário do Pará )

É como tombar prédios caindo aos pedaços


Governo reconhece clubes como patrimônio imaterial do Estado do Pará

 Galera da nação azulina do Remo
O governador Simão Jatene sancionou, quinta-feira (3), três leis propostas pela Assembleia Legislativa, que determinam que sete clubes de futebol paraense passem a ser considerados patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado. A decisão publicada no Diário Oficial de  ontem (4) determina quePaysandu, Remo, Tuna Luso-Brasileira, Castanhal Esporte Clube, Águia de Marabá, São Raimundo de Santarém e Cametá estão oficialmente na memória dos cidadãos paraenses.
 Galera do Papão da Curuzu
O novo título adquirido pelos clubes paraenses lhes dá um novo status, pois, além de estarem no coração da torcida local, agora são reconhecidos oficialmente como traço integrante da cultura paraense. O titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Marcos Eiró, diz que a decisão é importante para a memória do esporte. - “O paraense é um povo apaixonado pelo futebol. Esta medida vai de encontro a esta relação que temos pelo esporte. Cabe a todos nós a preservação da memória futebolística do Pará, e o governo do Estado deu um passo importante neste caminho”, destacou o secretário.  (Ag. Pará)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O “novo” Águia


Goleiros: Adriano (ex-Remo), Leandro (ex-Imperatriz-MA) e Marcelo Marabá.
Zagueiros: Bernardo, Edkleber, Mário e Leone (ex-Imperatriz-MA).
Laterais-direitos: Cleidir (ex-São Francisco-PA), Renatinho (ex-Araguaína) e Rodrigo (ex-Usac-SP)
Laterais-esquerdos: Magno (ex-São Vicente-SP), Luiz Fernando e Mocajuba.
Volantes: Analdo, Diogo, Willian Santos (ex-Parauapebas), Arrabal (ex-Atlético Sorocaba) e Chicão (ex-Santa Cruz)
Meias: Mário Augusto e Rafinha (vindo das divisões de base do São Paulo)
Atacantes: Wando, Valdanes, Danilo Galvão, Robert e Leleu (ex-Paysandu).
Novo preparador físico: Gesial Pasiani, com passagem por clubes como Marilia, Guaratinguetá, Paysandu e Vitória da Conquista. Roberto “Grandalhão” Ramalho, ex-preparador físico do time, passa a atuar na função de Coordenador Técnico e Físico.
Para arrematar, João Galvão continua técnico, talvez por mais dez anos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Saqueada a grana da Semed?


No blog do Aurismar


CONVERSA COM O SECRETÁRIO BRESSAN SOBRE O SALÁRIO DE DEZEMBRO

Vocês lembram daquele refrãozinho que diz "a coisa tá preta, quem não for filho de Deus está nas unhas do capeta"? Ou daquele outro "se correr o bicho pega, se ficar o bicho como"? Tem outro ainda que diz "o que é do homem o bicho não como", esse último poderia ser dito assim "o que é da educação os os professores não recebem, mas o Maurino come". Pois foi isso mesmo o que aconteceu com o dinheiro que era para o pagamento de dezembro. Pelas contas era para ter em caixa em torno de 12 milhões, era, parece que esse dinheiro foi usado para pagar outras contas pela gestão que saiu. 
Tivemos agora há pouco, professor Lucimar e eu, uma conversa com o secretário de educação, ele disse que somente hoje à tarde terá acesso aos extratos bancários das contas do FUNDEB, mas que pelos documentos que lhes foram passados pelo ex-secretário, professor Nels, esse dinheiro já era. Se isso se confirmar meu povo, vamos conversar com o dono da bodega, nosso vizinho pra abrir um fiado porque pagamento fica sem previsão. 
Com relação aos Conselhos, que ficaram desestruturados e falidos no mandato Maurino, o secretário garantiu que a política será outra. "A política que fez até hoje com os conselhos está errada" disse Bressan. Ele disse ainda, "vamos aparelhar a secretaria com uma assessoria jurídica para dar respaldo jurídico a tudo relacionado às despesas com a educação". 

Vereadores aumentam seus subsídios para R$ 10 mil mensais


No apagar das luzes de 2013, por volta de 20 de dezembro, a Câmara reuniu-se secretamente e aumentou de R$ 6,5 mil para R$ 10 o subsídio mensal de cada vereador. Um aumento acima de 50%, quando a inflação dos últimos quatro anos não chegou a 25%. E ainda houve quem reclamasse: queria R4 15 mil mensais por duas reuniões semanais, quando acontecem.
Uma fonte da Casa disse, também, que balancete interno demonstrou uma sobra de caixa acima de um milhão de reais, que deveria ser devolvido ao Executivo, mas alguém sugeriu que a verba fosse aplicada na construção de um anexo (sem especificar onde porque a estrutura atual ocupa todo o terreno disponível). “De qualquer forma, disse a fonte, não se sabe que destinação foi dada ao dinheiro”.

MST reocupa fazenda de narcotraficantes em Tucumã (PA)


As 38 famílias que tinham sido despejadas pela policia federal, da fazenda Caumé em junho de 2012, de propriedade dos narcotraficantes Fernadinho Beira Mar e Leonardo Mendonça, ambos presos em presídio de segurança máxima, em Goiás e Mato Grosso, reocuparam a área hoje pela manhã. A área de 1.200 hectares fica no município de Tucumã, sul do Estado, cidade que enfrenta as contradições de implementação do projeto Onça e Puma da mineradora VALE.
A fazenda está sequestrada pela 5º Vara da Justiça Federal de Goiás e administrada pela mesma. Além de já identificado que a fazenda é constituída de terra publica, pelo INCRA - Superintendência de Marabá, as famílias reivindicam que o INCRA seja instituído na posse e seja consultado pelo Juiz, Marcelo Meireles Lobão quando do leilão da propriedade, como a área tem um conflito agrário possível de fazer assentamento de Reforma Agrária.
Processo semelhante já aconteceu na Fazenda Negra Madalena, quando o juiz determinou o assentamento de 39 famílias do MST,  no ano de 2.011. hoje as famílias estão organizada em uma cooperativa (COOPCAL) Cooperativa Agromineral de Produção e Comercialização do Assentamento Nega Madalena. Cuja especialidade é a produção de Cacau, além de estarem recebendo os primeiros créditos e constituindo uma agroindústria.
Coordenação Estadual do MST/PA

Criminalização: Sem-terra vivem sob ataques diários


Há mais de dois meses as 200 famílias sem-terra do MST, que vivem no acampamento Frei Henri, sofrem ataques diários de uma milícia armada. O acampamento está localizado na propriedade Fazendinha, à margem da rodovia PA-275, a 16 km da cidade de Parauapebas, em Curionópolis, região sudeste do Pará. 
Os ataques dos pistoleiros, que tiveram início no dia 6 de outubro deste ano, ocorrem principalmente durante a noite, quando o grupo armado joga bombas contra os barracos, solta rojões, usa um farol para iluminar o acampamento e tentar alvejar pessoas com tiros.
"Aqui eles usam bala mesmo, jogam bombas, atormentando à noite, não deixando a gente dormir, colocando farol, um tipo de farol usado nos campos de refugiados. Esse farol é um verdadeiro terror, ilumina todo o acampamento. Com isso conseguem ter uma boa visão, e quando soltam as bombas, atiram junto tentando alvejar as pessoas no acampamento”, relata o acampado Dian Carlos.
Para a dirigente do setor de educação do Pará, Maria Raimunda, as famílias do acampamento Frei Henri vivem uma situação de guerra permanente, com o acampamento sendo atacado por tiros e bombas de pistoleiros todas as noites.
Os ataques à bala também ocorrem durante o dia quando os sem-terra se deslocam para as roças plantadas na área. Os pistoleiros ainda fazem ameaças de morte aos acampados que encontram na estrada ou no entorno da fazenda. Alguns comerciantes de Curionópolis e Parauapebas, que fornecem alimentos para as famílias acampadas, também foram ameaçados pelos pistoleiros.
Segundo os sem-terra, também há informações de que os fazendeiros da região contrataram um grupo de pistoleiros para assassinar três dirigentes do MST no estado, devido à ocupação dessa fazenda.
O acampado João Melo conta que as famílias enfrentam a violência dos pistoleiros desde a ocupação da área, mas que a situação se agravou quando os sem-terra iniciaram o plantio na terra. “Começamos a preparar a terra e depois das eleições, quando voltamos para plantar não deixaram a gente trabalhar na terra.”
Entre os dias 09 e 11 de outubro deste ano, os pistoleiros, que estão entrincheirados na sede da fazenda, a cerca de 500 metros do acampamento, realizaram um novo ataque contra as famílias acampadas, na tentativa de realizar um despejo forçado. “Esse foi o momento mais tenso, eles armaram uma milícia armada pra despejar as famílias do Frei Henri. Prática de nazismo mesmo. Mantinham a noite toda uma sirene ligada pras famílias ficarem acordadas, atirando, jogando bombas e um farol iluminando o acampamento”, relata o dirigente do MST no Pará, Charles Trocate.
O MST denunciou os ataques da milícia armada à polícia local, à justiça e a Vara Agrária do Pará, e exigiu a intervenção da Força Nacional ou Polícia Federal para proteção das famílias acampadas, mas até o momento as reivindicações não foram atendidas. Os sem-terra também cobram a destinação da fazenda para fins de reforma agrária, pois, segundo parecer da justiça, a área é pública.
Os sem-terra denunciam ainda que a direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) vem tratando as reivindicações do MST com desdém, não tendo interesse em amenizar os conflitos e realizar o assentamento das famílias acampadas. Para o MST, a vistoria e desapropriação das fazendas ocupadas não avançaram até o momento porque há conivência de setores do Incra com fazendeiros da região. Porém, a função do Incra é evitar os conflitos agrários, com a realização da reforma agrária.
Devido à situação constante de terror algumas famílias abandonaram o acampamento. Mas muitos acampados continuam resistindo e prometem permanecer na fazenda até a conquista do assentamento. Até o momento, ninguém ficou ferido.
Mesmo diante da situação de tensão e medo, as famílias estão plantando culturas de subsistência e hortaliças. Os sem-terra também construíram uma escola de ensino fundamental, que funciona como anexo de uma Escola Municipal de Curionópolis, em que os educadores do acampamento ministram aulas da 1ª a 4ª série.
Histórico de violência
A violência dos grupos de milícias armadas organizadas por fazendeiros não é um caso isolado no Pará. Ao contrário, essa tem sido uma prática constante, utilizada há muitos anos por pessoas que contratam capangas para grilar terras públicas e reivindicar a posse.
No dia 21 de junho deste ano, cerca de mil sem-terra que faziam um ato para denunciar o uso intensivo de agrotóxicos e a grilagem de terras públicas em frente à sede da fazenda Cedro, em Marabá, foram atacados por pistoleiros da propriedade do banqueiro Daniel Dantas.
No ataque, 16 trabalhadores rurais foram feridos com gravidade. A área faz parte do complexo de 56 fazendas da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, que concentra 600 mil hectares de terras no Sul do Pará.
A fazenda Cedro foi ocupada em 2010, por 240 famílias do MST, que devem continuar na área até o final do julgamento do processo de posse da área pela justiça. A fazenda é objeto de um imbróglio jurídico que envolve o Estado, a família Mutran e o Grupo Santa Bárbara, de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, investigado pela Polícia Federal por suspeita de desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro.
Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Salame toma posse e anuncia secretariado

No Terra do Nunca:


Durante a cerimônia de posse de João Salame nesta terça-feira (1º), o novo prefeito de Marabá anunciou praticamente todo seu secretariado, acabando com o suspense em termo do primeiro escalão da prefeitura.
Para a Secretaria Municipal de Saúde, como já se cogitava abertamente, assumirá o vereador e médico Nagib Mutran. Ele terá a missão de tirar o setor do caso no qual está mergulhado hoje. E com a ida de Nagibinho para a Saúde, quem assume a vaga é Guido Mutran, primo de Nagib.
Já para a Secretaria Municipal de Obras, foi nomeado o engenheiro Antônio de Pádua, uma indicação do deputado federal Asdrúbal Bentes.
Para a Secretaria Municipal de Educação, foi confirmado o nome de Luiz Bressan (PT), que não é consenso dentro do partido dele e teve sua indicação marcada por polêmicas, como afirmou o próprio Salame. Mas Bressan é uma aposta do novo prefeito e também de grande parte do PT local.
Para a Secretaria Municipal de Planejamento, foi nomeado o advogado Roberto Salame, que é irmão de João e companheiro de longas datas, militante do PPS e concursado da prefeitura.
Quem assumirá a Secretaria Municipal de Finanças é Pedro Rodrigues Lima, homem da confiança de Salame, que já foi indicado pelo próprio Salame para ser gerente regional do Detran em Marabá. Além disso, Pedro tem experiência no setor financeiro, por já ter sido gerente de banco.
Na Gestão Fazendária, quem ficará é o advogado Ricardo Rosa, a quem Salame considera um “jovem brilhante e talentoso”.
Na Secretaria Municipal de Administração, quem assume é outro petista. Trata-se do ex-vereador Ademir Martins dos Reis, uma das lideranças mais tradicionais da legenda.
No Esporte, como já se sabia, quem assumiu foi o empresário e desportista Erton Vigne, o “Gaúcho”, que, de certa forma, também tem a responsabilidade de representar o Núcleo de Morada Nova na atual administração.
Para a Secretaria de Indústria e Comércio, também deu a lógica: Ítalo Ipojucan, presidente da Associação Comercial de Marabá. Para esse cargo, Salame observou que um dos nomes que certamente seria candidato forte é o empresário Gilberto Leite, que está passando por tratamento de saúde.
Na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura (Seasp), também não houve surpresa. Quem assume é a jornalista Bia Cardoso, primeira-dama do município.
Na Secretaria de Turismo, quem assume é a professora Avanir, que representa o PSL.
Para a pasta de Assuntos Comunitários, quem assume é a assistente social Nágila Marina.
Para o Meio Ambiente, o novo secretário será Carlos Brito, servidor concursado da Prefeitura de Marabá.
Já a Superintendência de Desenvolvimento da União (SDU), uma das pastas mais importantes da administração, será gerenciada pelo professor Gilson Dias, presidente do Diretório Municipal do PPS. Ele tem a incumbência de dar uma repaginada no setor.
Por outro lado, quem vai cuidar da Defesa Civil é o técnico em Enfermagem, Márcio Costa.
Na Controladoria Geral do Município, fica o advogado Félix Marinho.
O novo secretário de Cultura, que também vai acumular a Assessoria de Comunicação, será o publicitário Claudio Feitosa, a quem Salame conhece desde quando morava no Rio de Janeiro, comprometido com o setor, fundamental na campanha eleitoral e que ajudou Salame a afundar o Jornal Opinião, em 1996.
A Chefia de Gabinete será a professora universitária Maria da Conceição Bezerra, a “Concita”, que assumirá dia 15, quando se licenciar.
A Secretaria Municipal de Agricultura será ocupada pelo médico Jorge Bichara, do PV.
Já o delegado Alberto Teixeira, da Polícia Civil, é o nome escolhido por Salame para ser o novo secretário Municipal de Segurança Institucional. Todavia, para que ele assuma, depende do aval do governador Simão Jatene.
“O time é bom”, resumiu João Salame, ao acrescentar que espera dos secretários três coisas: honestidade, competência e que tratem bem a sociedade.
E na manhã desta quarta-feira (2), Salame começa seus trabalhos na Secretaria Municipal de Obras, depois vai ao Hospital Municipal e em seguida visitará algumas secretarias, nomeando novos secretários.
Os nomes que ocuparão outros órgãos importantes da Administração Municipal devem ser definidos até o final da semana.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Suposta proprietária calunia novo bispo de Marabá


No site da CPT Rondônia

Sendo padre Dom Vital intercedeu em Jaru para resolver conflito agrário. Foto Lenir.

Dom Vital Corbellini, padre de Caxias do Sul, que foi empossado como bispo diocesano o dia 21 de 12 de 2012 na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Marabá, sofreu injusta calúnia pouco antes duma suposta proprietária de Rondônia, local onde atuava quando foi nomeado bispo. Desde 2011 o Pe. Vital Corbellini era missionário no projeto de Igrejas-irmãs, na Diocese de Ji-Paraná, sendo pároco em Jaru, na Paróquia São João Batista.

A origem das injurias, espalhadas na internet, está numa matéria assinada por Maria Ângela Simões Semeghini, do dia 30 novembro de 2012 e publicado no blog GPS do Agronegócio com o título "Em Rondônia se faz reforma agrária matando os proprietários". 

Na matéria, Ângela Semeghini se diz proprietária uma área de Ariquemes ocupada pela LCP (Liga dos Camponeses Pobres), e que teria recebido no dia 27/02/2012, um telefonema do Pe. Vital Corbellini, "que literalmente me disse “se não desistir da reintegração de posse correrá sangue”, por precaução registrei ocorrência na Delegacia de Polícia, e acrescenta que ela procurou Dom Bruno, bispo de Ji Paraná "comuniquei os fatos e fui tratada de forma desdenhosa", ainda escreve que como prêmio aos problemas causados pelo padre, este foi nomeado bispo, e termina invocando a validade dum decreto de 1949 de Pio XII, de excomunhão contra os comunistas. "Me coloco a disposição de qualquer pessoa para esclarecimentos angelasemeghini@yahoo.com.br".

Segundo informações, Ângela Semeghini é dona dum cartório de Ji Paraná e é totalmente distorcido e malicioso atribuir ameaças ao Pe. Vital Corbellini (hoje Dom Vital). Na época, quando o Pe. Vital era pároco de Jaru (Rondônia), a equipe pastoral da paróquia foi procurada por 120 famílias do Acampamento Canaã (situada em Ariquemes, porém mais próxima de Jaru). Eles estavam fazia onze anos ocupando a terra e trabalhando com grande produção agrícola, quando enfrentavam uma decisão de reintegração de posse

Parte das famílias estavam dispostas a resistir a todo custo o despejo, o qual podia provocar “o derramamento de sangue” que temia o Pe Vital. É muito injusto por parte de Dona Ângela acusar o Pe. Vital de ameaça e a Dom Bruno de desdenho, por ter intercedido junto dela pela paz e resolução deste conflito agrário. E ainda insinuar de serem falsos católicos e de comunistas, como outros sites a partir da informação dela os têm acusado.

A pedido das famílias de posseiros do local, o Pe. Vital com duas irmãs e um representante da CPT RO visitou o local onde elas moravam e se prontificou a mediar. Assim tentou ajudar a resolver o conflito, pedindo para estar dispostos a negociar aos autores do pedido de reintegração de posse, representados por Ângela. Ainda mais sabendo que a terra da qual ela se diz proprietária trata-se duma CATP (Contrato de Alienação de Terra Públicas), é dizer, um título provisório, que o INCRA deu na época da colonização de Rondônia, com a condição de cumprir determinadas cláusulas. Estas condições foram cumpridas somente de forma parcial, e o INCRA tinha entrado na justiça com um pedido de retomada da área para terra pública. Parte da terra abandonada foi ocupada como meio de sobrevivência pelo grupo de 120 famílias, fazia onze anos.

O local estava sendo destinado pelo INCRA para reforma agrária, pois os titulares da ACTP tinham se comprometido a realizar em cinco anos uma exploração de cacau (a Fazenda foi chamada Cacau-Só Arroba). Este condicionante não foi cumprido. Vinte anos depois não tinha nada. Somente a metade da área de cacau foi plantada e logo abandonada. Outra parte tinha sido cedida de forma ilegal a terceiros para exploração de gado. Isto tem sido demonstrado em diversas vistorias realizadas por técnicos do INCRA, pelo qual motivo o Governo Federal pediu a terra de volta, processo que está correndo na justiça federal. 

Apesar disso Dona Ângela, que não consta como proprietária (se diz que entrou em representação dos titulares da CATP em troca duma parte de terra se ganhar na justiça) conseguiu a reintegração de posse contra as 120 famílias de agricultores que faz doze anos moram e trabalham no local. 

Após os agricultores fechar a estrada BR-364 em março de 2012 em Jaru, o Pe Vital e Dom Bruno intercederam pela resolução do conflito agrário junto as autoridades. Representantes do Ministério Público da União e o Padre Vital Corbellini, da Paróquia de São Batista negociaram a desocupação pacífica da BR 364. Os acampados deixaram a BR e ficaram alojados no Centro Catequético da Paróquia até o dia seguinte, que foi realizada uma audiência pública com o superintendente do INCRA de Rondônia sobre o assunto. Ainda, com total intransigência, Dona Ângela se negou em todo momento a negociar um acordo, em Audiência Pública da Ouvidoria Agrária Nacional, celebrada em Porto Velho a inícios de Agosto de 2012, presidida pelo Desembargador Gercino Filho (onde Ângela esteve representada por uma advogado) e em outros intentos de negociação com o superintendente do INCRA. 

Posteriormente, em 14 de setembro de 2012, a reintegração de posse foi suspensa após ação civil pública apresentada pela Defensoria Pública de Ariquemes, acatada pela juiza Elisângela Frota Araújo. Ainda, a decisão da justiça federal de Porto Velho sobre a retomada da área para reforma agrária foi favorável aos proprietários da Fazenda Arroba Só Cacau, cabendo recurso ao INCRA. 

Então, sendo a propriedade de Dona Ângela discutível, como prova o longo processo judicial, o fim do conflito desejável seria um acordo que reguardasse a parte de legítimos direitos dos proprietários e evite o grave problema social do despejo de 120 famílias que hoje tem lugar onde morar e produzir. 

Por outro lado, não somente algum fazendeiro morreu em Rondônia ( e não foi comprovado se a morte de Daniel Stivannin foi por causa de conflito agrário). Somente em 2012 seis pequenos agricultores já morreram em Rondônia vítimas da violência pela terra. 

A CPT Rondônia, que é uma organização ecumênica, rejeita o uso de violência e tenta apoiar a resolução deste e outros conflitos de terra que atingem nossa região e onde, seguindo os princípios da doutrina social da Igreja, procuramos uma melhor distribuição da terra, com paz e justiça para todos.

Em Marabá, local também atingido por grande conflitividade agrária, em declarações ao Diário do Pará, Dom Vital disse: "A questão da violência me preocupa muito. Vou trabalhar com a juventude, com os casais, com as famílias e com as crianças. Isso é muito importante. Temos que dar valor à nossa juventude".

Construção de hidrelétrica vai começar em 2014



Em 2014 começam as obras do projeto de Aproveitamento Hidrelétrico de Marabá. Agora já estão sendo feitos o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA/Rima). Os Akarãtika-Tejê, conhecidos como Gavião da Montanha, o Gavião Kyikatejê e o Gavião Paraketejê, povos daReserva Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, que será afetada, querem a participação de um antropólogo de confiança para fazer estudo dos impactos.
A nova usina hidrelétrica vai provocar uma supressão vegetal de 3 mil hectares. A região afetada, denominada de “Fortaleza”, é rica em castanha-do-Pará, variedade de ipês (chamado na região de pau d’arco, madeira usada para fazer ponta da flecha) e espécies da fauna, por isso rica em caça para os índios.
Segundo Ubirajara Nazareno Sompré, vereador eleito por Marabá e uma das lideranças da aldeia, a comunidade indígena não aceita que o empreendedor faça o estudo antropológico. “Quando o empreendedor ou a Funai, que também é governo, faz o estudo, os impactos, às vezes, não são mostrados. Por isso queremos fazer um pré-estudo”, afirma. Segundo ele, a comunidade quer ter o direito de escolher seu próprio antropólogo e equipe técnica. “Não podemos falar nem que sim, sem nenhum documento em mãos, nem falar que não, por não”, observa Ubirajara.
Ainda de acordo com o líder indígena, o EIA/Rima da hidrelétrica está quase todo concluído. O que falta é exatamente a área da Mãe Maria. Já foi concluído também estudo de viabilidade econômica. Ou seja, os impactos estão confirmados.
Segundo Ubirajara, a Reserva Mãe Maria é a terra indígena mais impactada do Brasil. Pela área passa a Estrada de Ferro Carajás, que agora será duplicada. A reserva é cortada também pela BR-222 (antiga PA-70), dois linhões da Eletronorte e agora receberá um terceiro linhão de fibra ótica da operadora Vivo.
Quando a Hidrelétrica de Marabá for construída, 95% da sede do município de São João do Araguaia vai desaparecer do mapa, exatamente o centro histórico. É o município que vai sofrer mais diretamente o impacto.
A Barragem de Marabá vai atingir nove municípios: Marabá, Palestina do Pará, São João do Araguaia, Brejo Grande do Araguaia e Bom Jesus do Tocantins, todos no Pará; Axixá, Esperantina e Araguatins, no Estado do Tocantins; e São Pedro da Água Branca, no Maranhão. Com um custo estimado de 2 bilhões de dólares, o prazo médio de construção é de oito anos. A hidrelétrica de Marabá deverá ser uma das maiores do país, com capacidade de produção de 2.160 megawatts, tornando-se um aporte considerável para o Sistema Interligado Nacional. 
(Chagas Filho/Diário do Pará)