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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ex-secretário acusado de improbidade administrativa

R$ 848.333,86, “valor comprovado até a presente data”, é quanto as 1ª e 3ª Promotorias de Justiça querem que o ex-secretário de Meio Ambiente da administração Tião Miranda (2005/2008), Antônio Rosa de Macedo Rodrigues, devolva aos cofres municipais, a título de indenização de valores referentes a documentos de arrecadação não recolhidos, extraviados ou recebidos diretamente pelo demandado e relativos às multas sem o devido pagamento por omissão do acusado. Na Ação Civil Pública firmada pelos promotores José Luiz Brito Furtado, Mayanna Silva de Souza Queiroz e Josélia Leontina Barros Lopes, com pedido de deferimento mesmo antes da notificação do ex-secretário, Tony Rosa é enquadrado na Lei nº 8.429/92, que trata dos atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual.. A fim de preservar a prestação jurisdicional final, evitando a ocultação de bens, os promotores pedem o bloqueio de quaisquer ativos financeiros existentes em nome do ex-secretário, assim como a indisponibilidade de imóveis ou veículos, além de multa civil, de natureza punitiva, de até duas vezes o dano demonstrado. Cumulativamente, é requerida a suspensão de seus direitos políticos de cinco a oito anos e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário pelo prazo de cinco anos. Por todo o dia de ontem, o jornalista tentou localizar Tony Rosa para ouvir a sua versão, inclusive através do celular da sua mãe, Júlia Rosa, presidente da Câmara Municipal, mas o aparelho dela informava-se impossibilitado de completar a ligação.

UFPA

Coordenadores dos campi paraenses devem reunir-se no próximo dia quatro de agosto, em Belém, com o novo reitor da Universidade Federal do Pará, Carlos Maneschy. Representantes de Bragança, Castanhal, Marabá, Soure, Santarém, Altamira, Breves, Abaetetuba e Cametá devem rediscutir as diretrizes para os campi no Estado. Há uma grande expectativa quanto à nova filosofia da universidade, de vez que Maneschy já anunciou que quer fazer a instituição transbordar dos limites do campus e participar da vida social do entorno, oferecendo sua contribuição decisiva para o desenvolvimento de cada espaço onde se insere.

Anão

Residente sde Morada Nova contam que Maurino Magalhães por lá esteve na semana passada prometendo que o bairro se tornaria "um canteiro de obras" já a partir da última segunda-feira. Esperam até hoje, devidamente sentados, se é que acataram minha sugestão. Idem para os moradores da Folha 21, onde o demagogo e mentiroso prometeu há mais de mês pavimentar ruas e outras benfeitorias. Sabem como estão chamando o prefeito? 5 M: Maurino Magalhães, maior mentiroso de Marabá. A verdade é que após sete meses de desgoverno, Maurino está demonstrando toda a sua incompetência, todo o seu despreparo para gerenciar a complexidade administrativa chamada Marabá. Felizmente hoje, quando as estruturas econômicas e sociais se mantêm firmes e independentes de quem esteja à frente do Executivo - um poste ou um idiota - Marabá segue sua rota sem precisar de políticos que, como Maurino, só atrapalham.

Descaso

Apenas duas ambulâncias do Samu estão funcionando. As três restantes estão largadas no pátio da Secretaria Municipal de Saúde por falta de reparos e de manutenção. Povo no governo é isso?

Veja bem

Leio no jornal que o prefeito Maurino Magalhães estaria propenso a dar o nome de “Mestre Barata” ao estádio que será construído à margem da rodovia BR-010. A homenagem seria justa para o desportista que dedicou sua longa vida ao futebol marabaense, mas há um porém: logo logo o colosso da Transamazônica, que tantos milhões vai custar aos cofres públicos para materializar o sonho dos torcedores regionais, vai ser chamado de “Baratão”.

"Notícias da Terra do Nunca"

O prefeito anterior de Marabá (Sebastião Miranda Filho) mandou instalar redutores de velocidade em frente à casa da mãe dele, embora se trate de uma rua estreita e com pouco movimento. O atual vice-prefeito (Nagilson Amoury) também mandou instalar redutores em frente à casa da mãe, onde por acaso funciona um estabelecimento da família. Tem muita gente questionando quais os critérios usados para instalar redutores de velocidade em Marabá. Mas também, se o sujeito não puder ser bacana nem com a mãe dele, imagine com as nossas!   Chagas Filho, jornalista (chagasfilhodemaraba.blogspot.com)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O efeito “teflon” do secretário Nagilson

Ulisses Pompeu* O atual secretário de saúde de Marabá, médico Nagilson Amoury, vivia escrevendo em sua antiga coluna em um jornal da cidade que a saúde do município estava na UTI. Agora, seis meses depois que assumiu o cargo, ele continua batendo na mesma tecla e avisa que vai demorar para tirar o sistema de saúde dessa condição vexatória porque dependeria de uma série de fatores. Ora, se a saúde do município está na UTI, só se for do Hospital Regional, que é do Governo do Estado, porque nos dois hospitais administrados pela prefeitura, não existe UTI, ironicamente. Está doente, passando mal, mas internado em hospital alheio, porque os seus não têm um leito de Unidade de Tratamento Intensivo. Desde o início deste ano, o secretário de Saúde tem um calo no sapato na Câmara Municipal. Chama-se Vanda Américo. A vereadora, defensora número um do governo de Sebastião Miranda, voltou a experimentar o gosto da oposição na gestão de Maurino Magalhães, depois de tantos anos acostumada a estar do lado do poder. Embora isolada nessa posição ao lado de Antônia Carvalho e Júlia Rosa, Vanda esperou pouco mais de 30 dias de governo para começar a dar as primeiras cutucadas no governo de Maurino, a maioria direcionada à Secretaria de Saúde, onde seus antigos colegas visitadores da extinta Sucam e FNS (agora Funasa) passaram a reclamar de perseguição por parte de Nagilson. Vanda tem voz forte na Câmara, independente de sua posição política. Seu discurso anti-Nagilson, inicialmente, encontrou eco entre as colegas citadas acima, e só. Ela pedia aos demais membros da Comissão de Saúde da Câmara (Miguel Gomes Filho e Nagib Mutran) que fossem visitar os centros de saúde, os hospitais Municipal e Materno Infantil para traçar uma radiografia das condições de cada um e, ainda, ter em mãos os resultados de todos os programas de saúde executados pela SMS, como, por exemplo, PSF (Programa de Saúde da Família), entre outros. “Os resultados, fiquei sabendo, não são nada animadores”, garantiu. Mostrando paciência diante do pouco tempo de governo e ainda como aliado do mesmo, Nagib fez corpo mole e foi empurrando com a barriga as reclamações da antiga opositora que ajudou a lhe tirar da prefeitura há duas décadas. Nas últimas sessões na Câmara, no entanto, ele já havia amolecido e passou a defender uma varredura na Secretaria de Saúde por entender que já deu tempo para trabalhar, mas os resultados são desalentadores. Por outro lado, circulam nos corredores da Câmara boatos de que Nagib agora teria pretensão de derrubar Nagilson da SMS para, na condição de aliado do prefeito Maurino, emplacar como nova secretária de saúde sua esposa e também médica Cristina Mutran, deixando Amoury apenas como vice-prefeito. Mas dizem os aliados governistas que, apesar da crise na SMS, Nagilson tem prestigio junto ao gestor municipal e seria beneficiário daquele efeito político conhecido como “teflon” (nada de ruim gruda nele). Resta saber quanto tempo o teflon de Nagilson vai aguentar o “bombril” de Vanda Américo tentando lhe descascar. E agora também a força da palha de aço do galego Nagib Mutran. * Ulisses Pompeu é jornalista e está presente na maioria das sessões na Câmara Municipal de Marabá

Luciane de Novaes

- Munições - E mesmo que eu não atire todas as pedras em tua direção, Em tua alma quedarão as marcas de tudo que não foi dito De tudo que não foi feito enquanto havia tempo De tua latente covardia De tua insana ironia Ao brincar com a vida, com o tempo e com o amor Mesclando tudo com palavras idas em tua tormenta de mentiras Findaste toda a esperança que dentro de mim havia E que em ti nunca vão cravar Destroçaste montanhas de sentimentos nobres Que adormeciam sob o manto da ilusão domesticada em meu peito   E mesmo que alguém se acerque mais do que eu Te saiba como eu E mesmo assim te ame, consciente Duvido que alcances o céu dos teus sonhos Munida da tua verdadeira face Um disfarce, Um desastre, Um lamento, Um temor, Um tormento, Meu amor. (julho/2009)