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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Faz sentido...

Frase premiada

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A frase do quadro foi recebida em um comentário anônimo que informa ter sido ela “premiada na Escola Presidente Getúlio Vargas, em Aracaju.”.
A espiritualidade do brasileiro é uma arte. (Parsifal Pontes)

Marabá virou cidade dos lixões. É o Povo Governando...

Entulhos se formam em vários bairros de Marabá, principalmente nas áreas mais periféricas

Lixo continua espalhado na cidade
Anderson Damasceno

Jornal Opinião

Quem recebe o serviço de coleta do lixo público, diariamente, à porta de sua casa, já pode ser rotulado com o status de privilegiado. Agora, a pessoa que não mora em bairro nobre, ou ao longo das vias principais de um, está relegada a conviver uma ou mais semanas sendo vizinha do lixão.
Na edição 2.138, de 28 de janeiro, a reportagem flagrou parte das perturbações que a população do Bairro Liberdade – Núcleo Cidade Nova – tem que engolir a contragosto.
A Travessa Novo Planalto permanece isolada em alguns pontos por causa do lamaçal e buracos que, embora não sejam garagens, comportam um ou mais carros com facilidade. Basta ver quando eles caem lá, o alarde toma conta do local.
Aliás, a dona de casa, Vera Dutra, lembra que foi para evitar esses e outros tipos de acidentes, que um grupo de moradores edificou, à base de madeira, “muros” que impedissem a passagem de veículos e, malmente, de pessoas. Ainda hoje a buraqueira parece não ter fim e ninguém quer saber de carros passando por lá, pois, só a chuva agrava bastante essa via.
Além disso, na mesma reportagem foi verificado que era de longa data o acúmulo de detritos lançados na esquina da Avenida Gabriel Pimenta com a Travessa Nossa Senhora Aparecida. E, o que antes não tinha, agora tem. Junto ao lixo se encontra também móveis safados bem como imensos galhos de árvore.
Passadas quase duas semanas, não tardam que estas vias sejam completamente tomadas à modelo dos grandes lixões.
Um dos moradores mais afetados por esse descaso é Cleiton Araújo. Ele vê que a Leão Ambiental passa diariamente na Avenida Boa Esperança, que fica paralela à Gabriel Pimenta. Poucos metros separam a avenida limpa da suja.
“Aqui a situação só não está pior porque, o outro vizinho, fica jogando fogo aí para diminuir o lixo”, afirma Araújo. Quem é que vai levantar a bandeira do que é ou não é “ecologicamente correto” nessas horas?

HMI: Quantos mais morrerão? Desta vez foi uma parturiente de 18 anos.

No Correio do Tocantins
07/02/2012
 Morte materna no HMI está envolta em mistério
 
Marilene dos Santos Dias, 18 anos, deu entrada no Hospital Materno Infantil na noite de domingo, 5, para ganhar o terceiro filho. Na manhã de ontem, todavia, seu corpo saiu pela porta do fundo, transportado na maca de uma funerária, diretamente para o IML. A morte da jovem está cercada de interrogações que ainda não foram respondidas pela direção daquela maternidade.

Lucilene Santos, irmã de Marilene, explica que a parturiente deu à luz o filho, mas logo depois do parto, estranhamente, teve complicações, passou mal e acabou morrendo. “Eles (equipe do HMI) dizem que foi hemorragia, mas a gente que saber qual foi a causa da morte dela mesmo, se houve negligência médica”, disse a irmã.
Raimundo Dionísio Viana, outro irmão de Marilene, disse que ela deu à luz a seu filho durante a madrugada e por volta de 6 horas falece, mas adverte que as peças não se encaixam, não dar para saber do que sua irmã, de fato, morreu logo após o parto. “Falam em hemorragia, mas não dizem o que causou essa perda de sangue. Pode ter sido erro médico”, diz, dizendo que a família vai aguardar o laudo do IML.
Marilene, segundo ele, já tinha concebido outro filho, por parto cesariano, mas sem nenhuma intercorrência. O bebê que nasceu na madrugada de segunda-feira, era do sexo feminino e está internado na UCI (Unidade de Cuidados Intensivos) do HMI e deverá receber alta nos próximos dias.
Além da dor da morte de Marilene, a família enfrentou uma via crucis para conseguir velar o corpo da parturiente. De início, depois que foi liberado pelo HMI, foi levado para o IML, mas depois a própria família teria pedido para não realizar a necropsia, por entender que demoraria muito e eles queriam acelerar o processo.
O delegado de plantão, Thiago Santos da Silva, acabou aceitando a justificativa da família e determinou a liberação do corpo. Todavia, algumas horas depois, misteriosamente ele e uma equipe da PM, mais a viatura de uma funerária, foram à casa da família, no bairro São Félix Pioneiro, para levar o corpo de volta ao IML, para necropsia.
HMI 
A reportagem encontrou grande dificuldade para ouvir a versão do Hospital Municipal sobre o assunto. Só depois da intervenção do secretário municipal de saúde, Nilson Piedade, é que conseguiu-se falar com o diretor técnico, Charles Santos. Ele explicou, ontem à noite, que não teve acesso ao prontuário da parturiente e que só hoje, terça-feira, 7, vai conversar com a equipe que fez o parto de Marilene para saber o que de fato aconteceu e depois dará esclarecimento por escrito à Imprensa.
Ele só sabia que Marilene foi operada e passou mal. “A família estava tranqüila, inclusive uma irmã da parturiente, Marlene Santos, trabalha no HMI e acompanhou e viu tudo”, explicou.
Ainda de acordo com o diretor técnico, será avaliado se durante o parto houve embolia ou parada cardíaca. Questionado pela reportagem, ele não soube informar se Marilene fez o pré-natal adequadamente.
Polícia
O delegado Thiago Santos da Silva, de São Geraldo, disse que houve erro de comunicação entre a Seccional, IML e Delegacia de Homicídios. Quando ele ficou sabendo do caso, de imediato, junto com o delegado Renan, determinou a volta do corpo para necropsia. “Fomos informados que ela entrou em trabalho de parto, mas acabou morrendo. Abrimos inquérito para apurar o que aconteceu”, disse. (Ulisses Pompeu)

Reflexos do baile de Ana Júlia

No Parsifal Pontes:

O esquecido caso “Assets Consultoria”

Trindade
O ex-secretário de Fazenda do governo Ana Júlia, José Trindade, assim como os demais doutores que derrotaram a ex-governadora, além de ser dono de uma cordial antipatia, ostenta um doutorado em Economia na espécie Dívida Pública.
Trindade, do alto da sua soberba, concluiu que apenas ele sabia destrinchar a dívida pública do Pará, mas, com outras coisas com as quais se atarefar, resolveu contratar uma empresa mineira de consultoria, a “Assets Alicerce LTDA” para a gloriosa tarefa.
O recebimento de R$ 27 milhões pela “Assets”, pagos pela SEFA no meio da recandidatura de Ana Júlia, juntamente com as contas mal prestadas do empréstimo de R$ 366 milhões, que se perderam por tortuosos atalhos contábeis, tinham tudo para se transformar em um dos maiores escândalos financeiros que um governo já patrocinou no Pará, mas, mal a imprensa tentava sistematizar as manchetes sobre os assuntos, um outro escândalo levantou-se: as fraudes na Assembleia Legislativa.
Como a imprensa brasileira não tem processamento paralelo e a maioria dos leitores tem leitura preemptiva, qualquer novo episódio sufoca o anterior, e quem ousa tocar, no meio da tempestade que cai, na violência da procela anterior, é acusado de diversionismo: o famoso “quer desviar a atenção”.
Mas, eis que não se finou de todo o episódio “Assets”, que nos corredores da SEFA passou a se chamar “acerto”: os ex-secretários Trindade e Vando Vidal, prestaram depoimento no dia 25.01.2012, em procedimento administrativo-disciplinar aberto pela Corregedoria da SEFA, que apura o caso e, comme il faut, nada esclareceram.
O Estado, nos seus próprios quadros, tem pessoas qualificadas para fazer qualquer serviço, mas, os órgãos subestimam a aptidão dos seus técnicos, preferindo importar caras soluções exógenas, porque as vias oblíquas não podem ser efetivadas com as providências domésticas.
É hora de acabar com esta pantomima de importar doutos consultores a preços milionários: nem que seja absolutamente republicana a contratação, os agentes públicos estão tão sem fé pública que ninguém acredita que ali não está perpetrado um ato de corrupção.
Ou damos um jeito de tratar o erário com mais consequência, ou vamos todos juntos, inocentes e pecadores, para o quinto dos infernos, se é que já não estamos nele.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

STJ nega liberdade a acusado de matar missionária Dorothy Stang

N'O Mocorongo

FotoDOROTY STANG FOI MORTA EM 2005
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de liminar de Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, condenado a 30 anos de reclusão pela morte da missionária Dorothy Stang. Para o relator do caso, desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, não há elementos que justifiquem a libertação do réu. Dorothy foi assassinada em fevereiro de 2005, no interior do Pará. Galvão seria um dos responsáveis por encomendar a morte da missionária. Ele foi condenado a 30 anos de reclusão e o Tribunal de Justiça do Pará, ao rejeitar a apelação, decretou sua prisão cautelar. O pedido de habeas corpus foi feito para que o réu pudesse permanecer em liberdade até o julgamento do último recurso contra a condenação.

Maurino vai renunciar? Já vai tarde!...

Rumores que circulam com muita insistência na cidade dão conta de que Maurino Magalhães (PR) agendou para a próxima sexta-feira (10/02) a sua renúncia do Executivo Municipal.

Ele já estaria convencido de que seu mandato não sobreviverá ao julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) provavelmente no dia 15 deste mês e pensa que, renunciando, escapará da pena subsidiária da suspensão de seus direitos políticos.
Maurino Magalhães e seu vice Nagilson Amoury foram cassados dia 3 de outubro de 2011 pela juíza eleitoral Claudia Regina Moreira Favacho Moura, acusados da prática de “caixa 2” na campanha eleitoral de 2008.

Projeto de Medicina da Uepa começa neste semestre

Prevista para amanhã, terça-feira (07), antes da Aula Magna  na Universidade do Estado do Pará (Uepa) - evento que marca o ingresso dos calouros no ensino superior -, solenidade de doação de um terreno da prefeitura anexo ao campus, onde será construído um novo Pólo de Formação em Saúde, voltado ao atendimento de toda a população do sudeste paraense. A licitação das obras exigidas para a chegada do curso deve acontecer entre fevereiro e março desse ano, de acordo com a Gestão Superior.
O campus de Marabá começa ainda em 2012 o seu processo de expansão, que deve permitir, dentre outras ações, a implementação do curso de Medicina, ponto importante da Agenda Mínima do governo estadual.
As obras devem começar ainda no primeiro semestre desse ano. A solenidade contará com a presença de autoridades do município, da Secretaria Especial de Promoção Social (Sepros), da reitora Marília Brasil Xavier e outros membros da Gestão Superior.
O campus de Marabá foi criado há 18 anos, em 1993, e conta, até agora, com sete cursos de graduação regulares: Biomedicina (com a primeira turma iniciando em agosto de 2012), Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos, Tecnologia Agroindustrial - habilitações em Alimento e Madeira, Licenciatura em Matemática e Licenciatura em Química.
Pelo Plano de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), executado em parceria com o MEC, são ofertados os cursos de Educação Física, Pedagogia, Licenciatura em Biologia, Licenciatura em Letras e Licenciatura em Geografia.

ALEPA: chegando ao ponto de fadiga

De Parsifal Pontes, deputado raro e que honra o mandato:


A palo seco

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Opina-se um veredito ao recente movimento da deputada Simone Morgado (PMDB), que lançou a Alepa em nova rebordosa antes de se finar a anterior: a motivação reflete desinteligências entre o PMDB e o PSDB.
Depreende-se de tal sentença que se o PSDB cedesse às conveniências do PMDB no arco político das divergências de ambos, as irregularidades declaradas se teriam mantido sob o tapete do Palácio da Cabanagem.
Face ao descrédito que nós políticos portamos, não é possível guerrear outro entendimento: somos mandioca da mesma roça e farinha do mesmo saco.
Destarte, há que se isolar o tumor para lhe compreender a gênese e administrar-lhe o medicamento adequado.
A deputada Morgado não arquitetou uma teoria da conspiração. Não colecionou irregularidades para depois, adrede, quara-las ao sol da imprensa: irregularidades houve.
Em sendo a Alepa uma instituição política, as formalidades administrativas feridas nos procedimentos cotidianos contaminam-se por vicissitudes que revelam “sentimentos ilhados, mortos e amordaçados.”.
Quando a conjuntura se faz desta forma, pouco interessa àqueles que desejam incandescer a fogueira se as irregularidades foram formais ou materiais, ou até mesmo atentar para o fato de que, no caso, a prevenção fez efeito: o controle interno levado a termo pela deputada Morgado evitou supostos prejuízos ao erário.
Se a atitude da deputada peemedebista faz metástase em digressões político- partidárias, cabe às siglas envolvidas corrigir os pingos que se entendem fora dos is, ou tirar alguns is que estejam fora dos pingos.
Todavia, as questões políticas não devem ser anteparo para negligências administrativas. A Alepa não resiste a tão contumaz temporal que lhe enxurra o telhado, a ponto de abaçanar qualquer outra suposta manipulação do erário, alhures.
Chegamos a um ponto de fadiga tal, que somos vistos como não portadores de legitimidade para representar o povo.
Isto se torna tão mais grave quando intui o cidadão que não somente os parlamentares são desnecessários: questiona-se a efetividade do próprio Poder Legislativo, o braço mais eficaz da República na salvaguarda da investida do poder absoluto sobre a nação.
O Parlamento, sempre, é o primeiro que resiste e o último que cai. Quando cai o Parlamento a democracia com ele sucumbe, mas, a nossa covardia política em não discutir, de forma clara e madura, quanto custa, e quanto deve custar, esta salvaguarda, acaba por minar a validade das nossas prerrogativas.
Neste cenário, o contribuinte, não sem razões, confunde privilégios com prerrogativas, almejando por ao chão a Casa, porque nela moram incautos que debitam prerrogativas e privilégios em uma só contabilidade.

Águia perde dentro do Zinho Oliveira

Bastou apenas um minuto de jogo para que o Independente, de Tucuruí, campeão paraense de 2011, mostrasse mais uma vez o calcanhar de Aquiles do Águia de Marabá: a falta de zagueiros e laterais corajosos, capazes de sair para a dividida com os adversários.
Igualmente, o gol de Ró desarmou o manjado esquema tático da equipe marabaense, que voltou desorientada para o segundo tempo e tomou outro gol, agora de Kaká, aos 17 minutos.
No final da partida, Flamel diminuiu numa cobrança de pênalti.
A torcida e parte da imprensa dava a vitória do Águia como favas contadas. O Águia detinha a liderança com 13 pontos e o campeão paraense não contabilizava uma única vitória nas seis partidas anteriores. Ledo engano.
Possivelmente, o Águia enfrenta o Clube do Remo na próxima quinta-feira (9), no estádio Antônio Baena, na capital, na primeira das duas partidas das semifinais do primeiro turno. O Remo perdeu de 2 a 0 para o São Francisco (gols de Emerson Bala), mas assegurou a quarta colocação.
A outra semifinal vai reunir a surpreendente Tuna Luso e Cametá. O resultado de um a um despachou o Paysandu desta fase da competição, derrotado pelo São Raimundo por um a zero.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Assédio moral no DMTU

O agente de trânsito Wender Morais, ou simplesmente Morais, está sofrendo desumana perseguição no DMTU, onde trabalha. Morais, que está bem acima do peso, com uma massa corporal de mais de 120 quilos, e tenta reunir recursos para uma cirurgia de redução de estômago, foi sacado do serviço burocrático e mandado para as ruas, onde é obrigado a ficar de pé horas a fio sob o sol senegalesco de Marabá.
Tido com um agente incorruptível e por isso visto com antipatia por alguns chefetes e maus colegas, Morais sofre durante o trabalho com dores nas pernas e ponto de desabar a qualquer momento no asfalto. Amigos do agente contam que ele já apresentou vários atestados médicos no departamento, mas os chefetes não teriam aceitado os documentos.
Coincidência ou não, Morais, passou a sofrer verdadeiro assédio moral depois que o tenente Vera Cruz, da reserva da PM, assumiu a direção-geral do departamento.
Será que é esse o governo cristão do desprefeito Maurino, que invoca o nome de Deus no início de cada discurso, mas consente esse comportamento demoníaco de perseguição ao agente Morais?
Será que ser incorruptível na atual administração é crime?
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Acho que foi Rui Barbosa quem previu o tempo de termos vergonha por sermos honestos.
Esse tempo parece já ter chegado em Marabá.