Pages

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Águia levou 3 no Cuiabá


O Águia de Marabá volta do Mato Grosso com mais uma derrota na bagagem. Desta vez o placar foi de 3 x 1 para o Cuiabá, na tarde de domingo (9), no Estádio Dutrinha. A partida foi válida pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C 2012.
Com três gols de Joelson e na oitava colocação, o Cuiabá chegou aos 12 pontos e manteve a luta contra o rebaixamento. O Águia, com seus 13 pontos, ocupa a sétima colocação do Grupo A.
O Azulão volta jogar em seu terreno, no próximo sábado (15), às 16h diante o Icasa/CE. Já o Cuiabá duelará no próximo domingo (16), às 17h, contra o líder Luverdense/MT, no Estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde/MT.
________
Para compensar, o "time" contrata o filho de Galvão burro.

Sem reforma agrária, não dá...

No Coreo do Tocantins on   Line:

10/09/2012
 MST bloqueia BR entre Marabá e Eldorado
 
Grupo de manifestantes ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) bloqueia desde as 4 horas da manhã desta segunda-feira (10) o trânsito de veículos à altura do Km 245 da BR-155, antiga PA-150, entre Marabá e Eldorado do Carajás. Os camponeses, acampados nas terras da antiga fazenda Peruano, querem um acordo para que não seja cumprida liminar de reintegração de posse que os despejaria.
O engarrafamento já chega a 10 km de ambos os lados da rodovia. De Marabá até o ponto do bloqueio o motorista percorre exatos 75 km. Até a passagem da equipe do CORREIO DO TOCANTINS pelo local, por volta das 9 horas, nenhuma viatura da Polícia Rodoviária Federal havia passado por lá para tentar negociar o desbloqueio.
Os camponeses, por seu turno, prometem resistir com o bloqueio no local, até que autoridades do Incra e Iterpa apareçam para negociar.
[Reportagem completa no CT desta terça-feira (11)]

Remo: clube não tem time. Só torcida

Em O Mocorongo:


Fiasco azulino

O Clube do Remo está fora da Série D. Na base do desespero, o time azulino conseguiu fazer 2 a 0 no Mixto-MT - placar que levaria a decisão da vaga para os pênaltis -, mas acabou sofrendo um gol de contra-ataque e está eliminado da competição. O 2 a 1 de ontem, no Mangueirão, cortou o embalo da torcida, que compareceu em massa ao estádio e empurrou a equipe até os últimos instantes do jogo. A partir de hoje, o Leão Azul volta a viver de projetos. De "férias" do futebol, o clube terá três meses para se planejar com vistas à temporada 2013.

O Remo pode lamentar o resultado em campo, mas não o apoio vindo das arquibancadas. Mesmo sabendo que seria difícil chegar aos 3 a 0 que classificariam o time no tempo normal, o Fenômeno Azul praticamente lotou as arquibancadas do Mangueirão, com o público total anunciado de 26.381 pessoas, o maior registrado nesta edição da Série D - sendo que a sensação visual era de mais de 30 mil presentes. O recorde de renda também é remista. Na sua despedida da Quarta Divisão, o Leão Azul arrecadou mais de R$ 316 mil, com 23.273 pagantes.

Ao retornar do Mangueirão, ontem, muito revoltado, um apaixonado torcedor remista - Lucas Negrão - do bairro Batista Campos/Belém, mandou e-mail a este blog, com o seguinte teor: "A sempre fiel galera azulina já sabe o que vai acontecer nos próximos dias: a incompetente diretoria contratará um treinador local, pagando a ele uma mixaria, e anunciará que em 2013 o clube prestigiará os ´garotos` da divisão de base. Jogará nas cidades do interior paraense e, quando começar a próxima competição oficial - o Parazão - trará comissão técnica de fora e um montão de jogadores pernas-de-pau, com salários exorbitantes e tudo estará preparado para novo fiasco. Jamais iremos esquecer de que os verdadeiros culpados da desclassificação da série D, são: Sérgio Cabeça (presidente), aquele mesmo que comandou irresponsavelmente a Escola Técnica Federal; Paulo Mota (vice-presidente); Albani Pontes (diretor de futebol); os membros (todos) do Conselho Deliberativo do clube; e o governador Simão Jatene, que certamente continuará, com a grana que não é dele, mas do povo do Pará, pagando polpudo patrocínio sem exigir prestação de contas nenhuma dos dirigentes, não só do Remo, mas também dos demais clubes beneficiados." 

 Por Angélica Caldeira Guimarães, no blog da Franssinete Florenzano:

“Como uma mãe, a torcida azulina acolhe o Remo, sempre na esperança de que ele irá se redimir e vá voltar a tomar rumo certo, vai voltar a dar orgulho. Como uma mãe, chora muitas vezes, se decepciona, e vê seus conselhos entrando por um ouvido e saindo pelo outro. Como um filho rebarbado, o Remo faz suas besteiras, mas quando está mal, chora no colo da torcida, que é a única que o acolhe e o ama imensuravelmente. E como uma mãe, a torcida diz que não vai mais fazer nada, que lavou as mãos, e vai deixar o filho seguir o rumo sozinho, aprender a andar com as próprias pernas, mas coração de mãe não aguenta, e logo estende o braço, a mão, o corpo e alma e mais uma vez promete ajudar esse filho, não importa como. Por que sabe, que sem uma mãe, esse filho que tanto luta para ser "rebarbado" não será nada. E é assim, a torcida azulina, como uma mãe, uma luz, uma força que sempre vai guiar o Remo, não importa como.” 

domingo, 9 de setembro de 2012

Cachoeira de trambiques também no Pará?


Conexão Delta-Pará

Contratos milionários entre o governo do Pará e a Delta para locação de viaturas são investigados. Irregularidades podem levar à CPI o governador Simão Jatene e a antecessora, Ana Júlia

Claudio Dantas Sequeira
chamada.jpg
Na retomada dos trabalhos após as eleições, mais dois governadores – um do PSDB, outro do PT – correm o risco de ser convocados pela CPI do Cachoeira. O tucano Simão Jatene, atual governador do Pará, e sua antecessora, a petista Ana Júlia Carepa, estão no centro de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público por conta de contratos milionários, e muito suspeitos, com a Delta Construções S/A. A empreiteira, acusada de integrar o esquema de corrupção do bicheiro Carlinhos Cachoeira, faturou cerca de R$ 250 milhões nas gestões de Ana Júlia e Jatene com obras rodoviárias e locação de veículos. Inquéritos a que ISTOÉ teve acesso revelam uma série de irregularidades na execução desses contratos.
Um dos casos mais flagrantes envolve a locação de milhares de viaturas para os órgãos da Segurança Pública. O promotor de Justiça do Patrimônio Público, Nelson Medrado, assinou na terça-feira 4 ofício em que pede explicações sobre o processo de seleção da empreiteira no ano passado e de aditivos firmados em julho deste ano, exatos 11 dias depois de a Delta ser declarada inidônea pela Controladoria-Geral da União. Ao entrar na lista negra de fornecedores, a empresa fica proibida de participar de licitações e assinar novos contratos com o poder público. Medrado entende que qualquer administração deve zelar pelo dinheiro público e, por isso, a declaração no âmbito federal também vale para os Estados. “Até onde pude saber, esse tipo de coisa só aconteceu aqui no Pará. Há suspeita de ato de improbidade administrativa”, disse.
02.jpg
SUSPEITA
Aditivo foi assinado por Simão Jatene (à dir) 11 dias depois de a Delta ser
declarada inidônea. Primeiro contrato ocorreu na gestão de Ana Júlia (à esq)
Uma apuração feita pela equipe técnica do MP estadual constatou indícios de fraude. Para fechar o negócio com o governo, a Delta usou o CNPJ de sua filial em Belém. O braço paraense da empresa, no entanto, não tinha entre suas atividades econômicas a locação de veículos, segundo Medrado. “Ela usou o mesmo CNPJ do contrato de obras e não tinha habilitação legal para alugar veículos”, diz o promotor. O contrato original previa o pagamento de R$ 14 milhões anuais por 450 veículos só para a PM – maior fatia do contrato de R$ 22 milhões com a Secretaria de Segurança Pública. O polêmico aditivo elevou para R$ 17,6 milhões o valor dos repasses à empreiteira.
Jatene, curiosamente, foi um dos maiores críticos dos contratos entre a Delta e o governo de Ana Júlia Carepa. A gestão petista foi quem abriu as portas para a empreiteira na locação de viaturas, a partir da adesão a uma ata de registro de preços de Goiás, terra de Cachoeira, onde ele mantinha um exército de informantes infiltrados justamente na área de segurança pública. A gestão de Jatene, além de negociar o novo contrato com a Delta, ainda manteve os repasses do que havia sido tratado pelo governo petista.
01.jpg
"Há suspeita de ato de improbidade administrativa"
Nelson Medrado, promotor
A PF suspeita que esse e outros contratos tenham sido usados para abastecer o caixa 2 de campanhas políticas. Na investigação que resultou na prisão em Belém do ex-diretor da Delta no Nordeste Aluízio Alves de Souza, os agentes encontraram indícios de que o esquema de fraudes em licitações, com superfaturamento e desvio de verbas, alcançou as obras locais. Uma delas é a construção da avenida Independência e viadutos de acesso, que consumiu mais de R$ 100 milhões, valor liquidado às pressas pela governadora – que buscava a reeleição – em plena campanha de 2010. Até o início deste ano, a obra ainda não havia sido entregue ao governo por conta de irregularidades identificadas pela fiscalização. Procurados, Jatene e Ana Júlia não retornaram o contato até o fechamento da edição.
Fotos: Antonio Silva/Ag. Pará; Lucivaldo Aena/AE; Adriano Vizoni/Folhapress

O Armagedon é aqui mesmo

06/09/2012
 Falta material hospitalar e sobra muito lixo no Materno
 
Profissionais da saúde que atuam no HMI (Hospital Municipal de Marabá) estão em maus lençóis por conta da falta de material hospitalar básico de trabalho. Na última terça-feira (4), médicos daquela casa de saúde contataram o CORREIO DO TOCANTINS para denunciar a escassez dos itens que são imprescindíveis para atendimento de urgência e emergência das pacientes.

Os materiais que estão faltando no hospital vão da mais simples à mais alta complexidade. Um médico, que pediu para ter sua identidade reservada, revelou à Reportagem que estão faltando os principais soros, fios de sutura e agulha para anestesia entre outros itens importantes.
“Não há álcool para fazer a antissepsia (bactericida) das salas de cirurgia que utilizamos, nem agulha para fazer a raquianestesia. Se chegar alguma paciente aqui faltarão alguns itens que são fundamentais para fazermos o atendimento”, disse o médico acrescentando que se torna difícil proceder numa situação como essa.

“Para você ter uma ideia, às vezes não temos os panos que são esterilizados para cobrirmos a paciente na hora da cirurgia; outras vezes até roupa de circulação no centro cirúrgico falta”, desabafa o profissional da saúde.

Segundo o médico, trata-se de uma situação crônica, que está acontecendo há pelo menos 40 dias. “Só que sempre está tendo um sistema tapa-buracos. A gente vai tentando se virar da maneira que pode para dar um bom atendimento às pessoas que vêm ao hospital”, garante ele.
O médico disse que a situação já foi comunicada há mais de quatro meses para a Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM), além de ter sido feito registro de Boletim de Ocorrência Policial.  “Em alguns momentos não sabemos mais o que fazer, está insustentável. A população não tem noção disso, acha que não estão sendo bem atendida”, desabafa.

ITENS
Na lista de materiais que estão faltando no HMI estão: agulha para raquianestesia, álcool 70%, amniótomo, clorexidina, coletor, macrogotas, vicryl 1.0, fio simples 0, 1.0, 2.0, nylon 3.0, gelco 18 e 20, multivia, sabonete líquido, seringa de 1 ml, soros fisiológico 0,9%, 50 ml e 250 ml, glicosado 5%, glicofisiológico, esparadrapo, cromado 1,0 e cateter tipo óculos adulto.

Aproveitando a presença da Reportagem, o médico denunciou também que o lixo biológico do HMI, "altamente infectante", não é recolhido desde o último dia 27 pela empresa terceirizada pela prefeitura. Diante disso, pacientes correm risco de infecção pelo fato do material ficar depositado.

“A vizinhança reclama do odor. É algo muito inconveniente, gatos e ratos acabam comendo as placentas. Lidamos com muito sangue, fica complicado”, denuncia o médico.
No HMI existe apenas um aparelho cardiotocógrafo, que é fundamental para observação do bem estar fetal, onde, segundo o médico, deveriam ter pelo menos dez. Por ser única a máquina, se encontra desgastada. “Não temos ultrassom no final de semana, a prefeitura não está pagando os médicos para esse trabalho”, complementa ele, explicando que a escala no plantão na casa de saúde é apertada, com dez médicos se revezando.

DIREÇÃO
Sobre as reclamações, o diretor administrativo do HMI, Francisco de Assis Alves, disse que o objetivo da maternidade é tratar bem as pacientes com os recursos dos equipamentos em dia. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde não tem atendido a contento a reposição dos insumos.

“Trabalhamos com planejamento para, pelo menos, 15 dias, além de enviar à prefeitura um relatório semestral para que façam as grandes licitações”, explica o diretor.
A respeito dos itens que estavam faltando no almoxarifado do hospital, ele afirmou que na tarde de terça-feira foram providenciados os materiais com recursos do suprimento de fundo da maternidade. “Quando acontecem situações como essa, conseguimos emprestado de outros hospitais os insumos, trocamos, recebemos doações ou adquirimos por conta própria”, disse Francisco. Ele ressaltou, porém, que o estoque é o suficiente para somente três ou quatro dias.

No tocante ao acúmulo de lixo biológico, o diretor confirma o descaso e acrescenta que a coleta não está acontecendo por conta da prefeitura estar em débito com a empresa responsável pelo serviço. "Já notificamos a prefeitura, a Sevop determinou que coleta fosse feita pela Leão Ambiental, mas ela se negou a recolher o lixo, alegando que não está sendo paga para isso", comenta Francisco.

Sobre o aparelho cardiotocógrafo, o diretor disse não concordar com a reclamação do médico. Segundo ele, apesar de ser insuficiente, o aparelho está funcionando normalmente. (Emilly Coelho, CORREIO DO TOCANTINS)

Subdesenvolvimento dá nisso!


Evento cancelado

Shot002
Retirado do Facebook de Willa dos Santos Clonado de Parsifal
Pontes.

Amargas lembranças


30 anos de impunidade – Israel e o massacre

 de Sabra e Chatila

buscado no Gilson Sampaio  

 


Em memória de um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, estão previstos para o mês de setembro, em São Paulo, várias atividades com o objetivo de resgatar a história do episódio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. A programação contará com uma exposição de fotos e sarau poético na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima, debate, e exibição do filme "Valsa com Bashir" de Ariel Forman.

por Luciana Garcia de Oliveira (*)

“ Escute, eu sei que você está gravando, mas eu pessoalmente gostaria de ver todos eles mortos ... Eu gostaria de ver todos os palestinos mortos porque são uma doença em qualquer lugar que vão.”

Tenente do Exército israelense, Líbano, 16 de junho de 1982.

Em memória de um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, estão previstas para o mês de setembro, várias atividades com o objetivo de resgatar a história do episódio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. A programação contará com uma exposição de fotos e sarau poético na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima, em São Paulo, debate, seguido da exibição do premiado filme Valsa com Bashirde Ariel Forman, no auditório do clube Homs, no dia 18 de setembro, além da coletânea de artigos no caderno especial da Palestina, da ZUNÁI – revista de poesia e debates.
Três décadas se passaram do episódio considerado como um dos mais sangrentos nas últimas décadas. Mesmo diante de um crime de enorme proporção, são muito poucos que conhecem de fato a história das guerras do Líbano com todos os detalhes. Talvez esse seja o motivo pelo qual, o cenário do que foram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, tenha tido poucas mudanças efetivas. De acordo com diversos correspondentes internacionais que visitam esses locais hoje, os cerca de 13 mil refugiados que vivem em Chatila, além de conviverem com os traumas do passado, sobrevivem com um presente de miséria e abandono.
A mudança deve-se ao fato de que Sabra deixou de ser reconhecido como campo de refugiados, convertendo-se em um dos bairros mais miseráveis de Beirute, sem que haja reconhecimento desses locais como parte do país. Não há coleta de lixo e nem quaisquer serviços públicos, o que torna a situação de moradia e saúde muito mais alarmante do que podemos imaginar.
O pouco conhecimento se deve principalmente ao fato de haver poucos vestígios das lembranças do massacre de Sabra e Chatila. Mesmo diante do boicote israelense na época, as imagens ainda existentes em vídeos e fotografias, podem traduzir com fidelidade o desespero dos sobreviventes diante de centenas de corpos empilhados e ou enfileirados nas ruas estreitas de terra, cercada por casas simples e muitos barracos.
Lembranças traumáticas vividas à partir da noite do dia 16 de setembro de 1982, no instante em que os refugiados palestinos foram surpreendidos com a iluminação de sinalizadores de fogo disparados no céu, clareando a noite. Nessa altura, a população dos campos não pode imaginar o que seriam as primeiras movimentações israelenses para proteger e garantir a entrada das forças falangistas (milícias da extrema direita cristã libanesa) nos campos de refugiados.
O medo e o terror foram imediatamente instalados, quando muitos tanques cercaram a entrada e a saída dos campos. A partir daí Israel e as milícias falangistas deram início à 62 horas de pura violência contra a população civil palestina. Estima-se que esse episódio tenha tido no mínimo, um saldo de 3 mil mortes, entre idosos, mulheres e crianças, em sua maioria.
Israel teria invadido o Líbano em represália ao assassinato de um embaixador de Israel em Londres por um palestino que supostamente vivia no campo de Chatila. Dentro desse mesmo contexto de guerra civil libanesa, o Exército israelense entra em acordo com os chefes das milícias cristãs para viabilizar a invasão dos dois campos de refugiados. O agravante estaria na constatação de que pouco dias antes do atentado, Israel e Palestina haviam assinado um cessar fogo, intermediado por um enviado norte-americano, Philip Habib, que resultou no consentimento palestino pela saída de todos os integrantes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) da capital libanesa. Fato que reafirma o massacre civil de uma população absolutamente indefesa.
Naquele instante, o então Ministro da Defesa de Israel não cumpriu com o acordo e permitiu que a Falange entrasse nos campos e realizasse o massacre. Ao mesmo tempo, o Exército de Israel detinha o controle da entrada e saída dos campos. Testemunhas relataram que muitas mulheres grávidas e com crianças de colo foram sumariamente impedidas de saírem dos campos. Alguns dias após o massacre e ainda durante o cerco em Beirute, a OLP acusou Israel de empregar táticas semelhantes às utilizadas por Adolf Hitler contra os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.
Os responsáveis pelo massacre nunca foram punidos. Ariel Sharon, chegou a ser condenado pelas Nações Unidas, porém nunca foi penalizado de fato. Ao contrário, continuou exercendo impunemente sua carreira política em diversos cargos dentro do Ministério de Israel.
A impunidade e a injustiça estão absolutamente divulgados no chamado relatório da comissão Kahan, datado de 1983, documento pelo qual o jornalista Robert Fisk não se furtou em classificar o massacre como o resultado “da obsessão selvagem de Israel com o terrorismo”. Em sua obraPobre Nação ressaltou: “Os israelenses retrataram o documento como uma poderosa evidência de que sua democracia ainda brilhava como um farol sobre as ditaduras dos outros Estados do Oriente Médio” (FISK, 2001, p. 518). Mesmo diante dessa constatação, ao analisar o texto desse documento oficial, é possível concluir que trata-se, acima de tudo, de um documento extremamente falho e tendencioso em seu conteúdo. A começar com o título: sobre “os eventos nos campos de refugiados”, ao invés de qualifica-lo como massacre, sem ao menos mencionar a palavra palestino.
E por falar em terrorismo tão repetidas vezes, os autores do relatório Kahan demostravam que haviam esquecido a regra básica que todos os invasores do Líbano deveriam aprender: “que, ao se tornar amigo de um grupo terrorista, você também se torna terrorista” (FISK, 2001, p. 523). A informação é a arma mais eficaz para que a impunidade não prevaleça e a história jamais seja esquecida.

(*) Integrante do Grupo de Trabalho sobre o Oriente Médio e o Mundo Muçulmano do Laboratório de Estudos sobre a Ásia da Universidade de São Paulo (LEA-USP).

Vale coage trabalhadores, diz sindicato

No Blog do Miro


Vale é denunciada na OIT


Por Daniele Silveira, no jornal Brasil de Fato:



Representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) apresentaram na última quinta-feira (30) à Organização Internacional do Trabalho (OIT) denúncias de práticas antissindicais cometidas pela Ultrafértil S.A. A empresa integra a multinacional Vale. Em 2006, o Sindicato já havia apontado posturas ilegais da empresa ao poder público.


Os trabalhadores ainda relatam falta de garantia ao livre exercício da organização, liberdade e autonomia sindical. Entre os casos de violação denunciados estão a intimidação; demissões como penalidade pela participação nas ações sindicais da categoria; impedimento da entrada de dirigentes sindicais no interior da fábrica para recolher informações sobre as condições de trabalho; e discriminação contra diretores sindicais nos processos de promoção da empresa.


Para o Sindicato, a empresa adota uma política de conter a força de reivindicação dos empregados para precarizar as condições de trabalho.



A Ultrafértil foi integrada à Vale há dois anos. Recentemente, a empresa, que fica na cidade paranaense de Araucária, foi renomeada para Araucária Nitrogenados S.A.



A Vale, segunda maior mineradora do mundo e a maior empresa privada do Brasil, opera em mais de 30 países. No segundo trimestre deste ano, a multinacional obteve lucro de R$ 5,314 bilhões.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O circo eletrônico: vale a pena assistir


Programa dos candidatos à Câmara na tevê. Gosto de assistir o desempenho deles: esforçados, sérios e até parecem acreditar no que dizem. Todos querem fazer mudanças, que não explicam, e fico me indagando para onde e como eles pretendem nos mudar, Afinal, eles não são donos – nem funcionários – das raras transportadoras existentes na cidade, nem imagino que área ocuparíamos no caso de uma evacuação dessa envergadura. Será que a intenção deles é fazer essa mudança nas costas, a pé, peça a peça dos trastes que acumulamos em casa? Improvável, embora eu saiba que em Marabá tem doido para tudo.
Alguns candidatos mais modestos, nem por isso menos sub-reptícios e solertes, almejam eleger-se para mudar. Principalmente do bairro em que moram e onde falta da água à limpeza pública. E como tem gente falando em mudar invasão!... Um deles, por acaso, aparece exaltado nas ruas do que se presume uma favela queixando-se do abandono e da falta de oportunidades, e o cenário da suposta favela é repleto de casas comerciais e construções da melhor qualidade.
Os personagens são todos meus amigos e amigas, eles fazem questão de sublinhar, e lhes sou grato pela amizade desinteressada, embora nunca sequer nos tenhamos visto nesta vida (e provavelmente não nos veremos na outra porque inúmeros são evangélicos, porquanto desde já latifundiários do céu, enquanto eu sou pagão – sem direito sequer ao purgatório – e, pior, imortal).
Também gosto do que  me dizem: “Pense grande, vote Miúdo!” “Sei que você está cansado de promessas, por isso, vote em mim por mais calçamento, educação e saúde!” “Vote em mim, pra não se arrepender depois!”
E há propostas do mais alto interesse coletivo. No turismo, por exemplo, precisamos resgatar o Maraluar, aquele sarau noturno pantagruélico e privado na Praia do Tucunaré, inacessível a pobres e outros desvalidos. Também precisamos preservar o Forró dos Velhos, suprema atividade social até para idosos recalcitrantes como certo poeta mal-ouvido.
Eu gostaria que o programa eleitoral “gratuito” fosse permanente e diário, principalmente à noite, na hora do jantar. É digestivo e diverte a família. Se você não tiver família, serve também.  Serve, inclusive, para a gente rever figuras que se supunha enterradas, e bem enterradas, na pré-história política da cidade. Agora, olha eles aí ressurrectos e fagueiros, a pensar numa volta à Câmara por onde passaram e deixaram rastros que nunca conseguimos esquecer.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bem que o Águia podia seguir o exemplo!

No Contraponto & Reflexão


Marabaense é Ouro na Paralimpíadas de Londres

 Alan Fonteles desbanca 'lenda' e é ouro

ALAN CONSEGUIU UMA REAÇÃO INCRÍVEL NO FINAL DOS 200 METROS E TERMINOU EM PRIMEIRO

02/09/2012 - 18:37 - Esportes

No meio do caminho, o ouro parecia impossível. Oscar Pistorius corria lá na frente, sem sentir nos ombros o peso do favoritismo nos 200m rasos T44. Várias passadas atrás dele, um brasileiro de 20 anos ainda não tinha desistido da ideia de ser o estraga-prazeres no Estádio Olímpico de Londres. Alan Fonteles acelerou. Se agigantou. E desbancou o rival famoso diante de um público atônito. Com uma arrancada espetacular na reta final, o velocista paraense despejou sua fúria nas próteses de fibra de carbono, criticadas por Pistorius na véspera. E arrancou uma medalha de ouro histórica para o Brasil nas Paralimpíadas. Alan cruzou a linha de chegada com o tempo de 21s45, à frente dos 21s52 do sul-africano. O bronze ficou com o americano Blake Leeper, que fez 22s46. Com o ouro garantido, Alan nem chegou a abrir o sorriso. Com a fisionomia séria, foi cumprimentando os rivais, um a um. E o abraço tímido de Pistorius mostrou que o adversário não estava nem um pouco satisfeito com o resultado. Pistorius terá mais três oportunidades de tentar uma revanche contra Alan. Os dois também dividirão as raias do Estádio Olímpico de Londres nos 100m e 400m T44 e no revezamento 4x100m T42/T46. O clima de rivalidade nos 200m foi acirrado por Pistorius após as eliminatórias do sábado, quando o corredor sul-africano criticou as próteses que o brasileiro estava usando para competir em Londres. O “Blade Runner” chegou a sugerir que Alan poderia ser beneficiado com as novas próteses. O treinador da equipe brasileira de atletismo, Ciro Winckler, confirmou que o pernambucano está mais alto, com 1.81m, contra 1.76m no Mundial da Nova Zelândia, no ano passado. Na ocasião, Alan ficou com o bronze nos 100m T44 e Pistorius foi prata. Mas, apesar das críticas de Pistorius, a mudança é permitida pelas regras do Comitê Paralímpico Internacional. O paraense teve as duas pernas amputadas com apenas 21 dias de vida, em conseqüência de uma série de manifestações graves causadas por uma infecção intestinal. Em Marabá, sua cidade natal, Alan passou a se interessar por atletismo quando tinha apenas oito anos. A vontade de correr era tão grande que o garoto começou a treinar com as mesmas próteses de madeira que usava para andar, totalmente inadequadas à prática esportiva. Mas Alan persistiu e, pouco depois de ganhar o primeiro par de próteses de fibra de carbono, chegou à primeira Paralimpíada, em Pequim. Com apenas 16 anos, o paraense ficou em sétimo nos 200m T44 e viu o ídolo Pistorius levar o ouro com um recorde paralímpico. A medalha de prata no revezamento 4x100m, no entanto, já indicava que Alan estava apenas começando uma promissora carreira nas pistas mundiais. Fonte: GloboEsporte.com