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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Abimael assassinado no meio da rua

O fazendeiro, segundo alguns (e agiota, segundo outros), Abimael Rocha, de Parauapebas, foi executado hoje, por volta das 17 horas, quando transitava de carona pela VP-08, nesta cidade. Segundo notícias ainda vagas, Abimael vinha na companhia de comerciante local quando dois indivíduos de moto emparelharam o veículo e dispararam uma saraivada de balas.
Quase no mesmo instante uma viatura policial chegou ao local do crime e preferiu tentar socorrer as vítimas, enquanto os pistoleiros fugiam em alta velocidade.
Atingido gravemente, Abimael não resistiu e morreu. O condutor do veículo foi levado ao Hospital Regional onde submeteu-se a operação para retirar-lhe uma bala cravada na coxa. 
Abimael Rocha, para quem não se recorda, é o personagem que entrou para a história política de Marabá ao denunciar (e cobrar) de Maurino Magalhães os financiamentos que fizera na campanha eleitoral de 2008, que elegeu vosso desprefeito, contribuição depois contabilizada como Caixa-2 porque Maurino "esqueceu" de prestar contas. 
O "lapso" custou-lhe uma denúncia, via PPS, à Justiça Eleitoral, que já lhe rendeu três afastamento do Executivo e a ameaça constante de ter o mandato cassado mais uma vez.   

Em Marabá, limpeza urbana é ficção

No Correio do Tocantins, ontem:


07/12/2011
 Área urbana da cidade volta a ter lixo acumulado 

Empresa terceirizada para cuidar do recolhimento do lixo em Marabá pelo jeito enfrenta dificuldades para dar conta do serviço. Na manhã de sábado repórter fotográfico do CT flagrava contêineres abarrotados de lixo, assim como detritos a sua volta em vários locais do complexo Cidade Nova. A Voz do Povo publica aqui registros de dois desses pontos em áreas centrais da cidade. Não é demais lembrar que a prefeitura defende a empresa dizendo que o lixo acumula às vezes em lugares pontuais e fora do centro.
Fotos: Josseli Carvalho

Desgoverno é isso: HMM à míngua

No blog do vereador Edivaldo Santos, nesta quarta-feira:

No HMM mais de 100 pessoas voltaram para casa sem atendimento porque seis médicos do plantão da tarde e da noite entenderam que não poderiam prestar serviço com a falta de medicamentos básicos e de produtos de serviços essenciais, como luvas e esparadrapo.
Os médicos reunidos em uma sala, para cumprir o plantão de braços cruzados confirmaram que a situação no HMM está cada dia mais insustentável com a falta de medicamentos. “Não é um problema de responsabilidade da direção do hospital, que se esforça muito para dar condições de trabalho, mas de ordem superior”, disse um deles.
A paralisação dos serviços, segundo os médicos, não pode ser encarada pelo governo e comunidade como retaliação, mas como medida necessária para que possam trabalhar com segurança. “Informamos o fato à direção do hospital e ao Conselho Regional de Medicina. O secretário de Saúde prometeu que os medicamentos e insumos estariam disponíveis no hospital. Se isto acontecer, voltaremos ao trabalho normalmente”, garantiu um deles, que teme falar o nome e sofrer perseguição, como estaria ocorrendo com um deles, de prenome Daniel.
O chefe da Farmácia, segundo os médicos, avisou que a medicação que havia seria suficiente para atender aos pacientes internados e que não poderiam receitar vários medicamentos que estavam em falta.
Sedativos, medicamentos para pressão, dipirona, antiinflamatório, anticoagulante, soro, luvas cirúrgicas, equipo, filme de Raio X e esparadrapo são alguns dos produtos em falta no HMM. “Precisamos de condições de trabalho e segurança, o que não vislumbramos neste hospitalalgum tempo. Nunca tinha faltado tanto medicamento como agora. Trata-se de uma situação inadmissível”, desabafou um médico.
No meio do fogo cruzado, o médico Fábio Berardinelli, diretor técnico do hospital, reconheceu que o problema da falta de medicamentos é um fato preocupante, mas salientou que a diretora administrativa, Domingas Silva, estava na Secretaria de Saúde negociando uma data para resolver esse impasse. “Estamos fazendo uma triagem e atendendo apenas os casos mais urgentes.

É assim que se faz: Tapajós sempre!

Do blog de Manuel Dutra



Divisão do Pará: Partidos se unem em favor do Sim e do Movimento Tapajós Sempre

Vinte e três presidentes de diretórios dos mais variados partidos da região Oeste divulgaram um manifesto de apoio ao voto no Sim-77, no domingo próximo, além de assumirem o compromisso de prosseguir a luta pela emancipação qualquer que seja o resultado do plebiscito. A seguir, o documento:



Manifesto TAPAJÓS Sempre

A luta pela emancipação da região Oeste do Pará não se encerra no plebiscito de 11 de dezembro. Mesmo com a vitória do SIM (77) começa outra fase importante que é a mobilização para pressionar o Congresso Nacional e a Presidência da República a acatarem a vontade popular. Precisamos estar vigilantes para que o Estado do Tapajós seja construído de forma participativa e não tenha os mesmos defeitos do “velho” Pará. Os Partidos Políticos signatários deste documento, por intermédio de suas lideranças locais, demonstram publicamente que estão unidos em torno desta causa. O TAPAJÓS É NOSSA BANDEIRA, SEMPRE! O novo Estado representa a possibilidade concreta de mudanças em prol da população.

A seguir, enumeramos os aspectos essenciais que nos motivamos para esta luta e nos quais depositamos a esperança de que o Estado do Tapajós seja construído para atender, de fato, aos interesses dos seus integrantes.

1)      Autonomia: Quem mora nos municípios que compõem a região Oeste do Pará, sabe, com conhecimento de causa, o que significa viver à margem das decisões políticas que interferem diretamente no cotidiano, mas que são tomadas externamente, mesmo quando se trata do Próprio estado do Pará, pois o núcleo decisório se concentra na capital. Ter autonomia significa ter o direito de decidir sobre os assuntos que são coletivos, e dispor de uma estrutura de governo mais próxima, para que seja ouvida e respeitada em suas reivindicações;

2)      Fortalecimento regional: Com a autonomia, em todos os campos, a região formada pelo novo estado terá condições de desenvolver suas potencialidades, promovendo maior equilíbrio entre os seus integrantes;

3)      Identidade Cultural: O vasto território que compõe a Amazônia, objeto de cobiça dos colonizadores, sofreu violento processo de desagregação ao longo da história. Diversas nações que habitavam as terras que hoje compõem os atuais estados foram dizimadas, outras foram escravizadas e incorporadas ao modo de vida dos colonizadores. Mesmo assim, ficaram vestígios que demonstram diferenças substanciais entre os povos que habitavam a região que hoje busca se emancipar. A cultura Tapajoara é distinta de outras culturas, e se expressa nas mais variadas situações cotidianas. Sobreviveu a toda sorte de ataques que sofreu ao longo do tempo. E haverá de continuar sendo o nosso orgulho, pois expressa nossa identidade.

4)      Desenvolvimento e justiça social: A forte concentração das atividades econômicas e das políticas sociais no entorno de Belém, cria um círculo vicioso que tende a aumentar a miséria, pois expulsa milhares de famílias do interior do estado em busca de oportunidades na região metropolitana. Com o novo Estado, teremos uma oportunidade real de corrigir tais distorções, resultando em benefícios para o conjunto da população, tanto da região emancipada, quanto da área remanescente. Isto passa pela aglutinação de forças em torno do fortalecimento de uma inteligência inovadora, especialmente no campo da cultura digital;

5)      Democracia participativa: O Estado do Tapajós já nasce diferente de todos os outros, pois a população está sendo consultada quanto a sua criação. Entendemos que este processo é educativo e a democracia participativa deve ser a regra no Estado do Tapajós. Não necessariamente com a realização de plebiscitos ou referendos, mas com o fortalecimento da organização da sociedade para discutir, aprovar ou rejeitar propostas de projetos que interferem na vida de todos;

6)      Relação com a Amazônia e com o Brasil: O Estado do Tapajós significa maior presença do Brasil na Amazônia. Não apenas nos discursos ufanistas, mas em ações concretas que representem melhorias de condições de vida para os povos que nela habitam. Preservar implica em conhecer e cuidar. E isto se faz com presença e clareza de propósitos. Teremos uma maior bancada parlamentar no Congresso Nacional. Nossas escolhas podem significar presenças significativas em defesa dos interesses coletivos, impedindo a continuidade das práticas destruidoras dos projetos já implantados, e propondo alternativas coerentes e inovadoras. Temos que engendrar uma nova forma de integração nacional, tendo como eixo condutor o estabelecimento de redes de conexões inclusive no campo digital;

7)      Estado descentralizado: A dimensão territorial do atual estado do Pará, e as dificuldades de acesso a todos os locais que precisam da presença do Poder Público, são características típicas da Amazônia, que justificam a necessidade de maior presença dos governos junto às populações. O estado do Pará tem se mostrado ineficaz neste e em outros itens relativos a sua institucionalidade. Buscamos a emancipação para termos um estado mais presente, e no qual a população possa estar atenta e vigilante, evitando que se consolidem os problemas que hoje combatemos, cuja solução passa pela adoção de políticas que considerem as demandas de todo o Estado, e não apenas em benefício de grupos políticos e econômicos da capital.

Pelas razões expostas, e em sintonia com a luta dos que nos antecederam nesta esperança, assumimos o compromisso de defender a bandeira do Estado do Tapajós, reconhecendo que se trata de uma aspiração coletiva, legítima, tecnicamente viável e socialmente justificada.

Santarém, Tapajós, dezembro 2011

Assinam este manifesto:

Presidente do Diretório Municipal do PC DO B
 Presidente do Diretório Municipal do PC DO B (Belterra)
 Presidente do Diretório Municipal do PC DO B
(Mojui dos Campos)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN (Santarém)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN
(Mojui dos Campos)
Presidente do Diretório Municipal do PTN (Uruará)
 Presidente do Diretório Municipal do PTN (Belterra)
 Presidente do Diretório Municipal do PRP
 Presidente do Diretório Municipal do PRTB
 Presidente do Diretório Municipal do PPS
 Presidente do Diretório Municipal do PR
 Presidente do Diretório Municipal do PT
 Presidente do Diretório Municipal do PMDB
 Presidente do Diretório Municipal do PHS
 Presidente do Diretório Municipal do PSDB
 Presidente do Diretório Municipal do PDT
 Presidente do Diretório Municipal do DEM
 Presidente do Diretório Municipal do PMN
 Presidente do Diretório Municipal do PRB
 Presidente do Diretório Municipal do PSB
  Presidente do Diretório Municipal do PV

Plebiscito - O MEU PARÁ (DE BELÉM) JÁ DIVIDIDO

No blog de Manuel Dutra, 07/12:

Nós, paraenses de Belém, somos domesticados desde pequenos a entender que o Pará termina em Ananindeua, um pouco além da área metropolitana. O Pará é um signo, um mantra que sobrevive das lembranças de um passado pujante e esquece o caos e as agruras do povo na corda do Círio de Nazaré. O Pará, do tacacá ao tecnobrega, não bebe na fonte dos outros Parás.


Por Jota Ninos
Pra início de conversa sou filho de uma marapaniense (da terra do carimbó) que um dia cruzou com um comerciante grego e viveu uma paixão tórrida em alguma viela próximo ao Ver-o-Peso e me fiz belenense da gema. Vivi meus primeiros 15 anos de vida no microcosmo da elite de Belém, entre as praças da República e Batista Campos, vendo o mundo do 24º andar do maior espigão amazônico à época, o Manuel Pinto da Silva.
Desde o dia em que cheguei a Santarém, em março de 1978, comecei a descobrir um Pará que eu desconhecia. E entendi que o Pará estava, irremediavelmente, dividido em meu coração.
E este pode ter sido um dos maiores méritos da campanha de rádio e Televisão sobre o plebiscito, que se encerra hoje no Estado do Pará: o Brasil, assim como eu em 1978, começou a descobrir que existe um novo Pará entre tantos Parás que aqui sempre existiram!
Nunca antes na história deste Pará, a mídia nacional e internacional voltou seu foco com tanta insistência para o “sentinela do norte”, como é decantado em seu hino o estado representado pela estrela solitária acima da frase Ordem e Progresso, no Pavilhão Nacional. Aliás, até o hino paraense foi tirado de algum baú da memória para tornar-se refrão de baladas ufanistas de quem não quer dividir o que já está, há muito dividido!
Afinal, o que tem a ver um cidadão de Faro com um de Tailândia ou de Soure? Qual a relação entre o cara que mora em Bonito, o caboclo de Curuá, ou ainda algum roceiro de Bannach? Não estou falando grego: estes são alguns dos 144 municípios desse extenso Pará, de cultura tão diversa.
Os Parás divididos por linhas imaginárias que mal representam qualquer territorialidade, foram expostos visceralmente nesta campanha. Todos, até o governador do Estado (que ficou conhecido na campanha como “SimNão Jatreme”, por sua postura vacilante, ora dizendo-se neutro, ora vociferando NÃO), têm consciência de que o Pará não será mais o mesmo a partir do dia 12/12, independente do resultado das urnas.
Mas o principal mérito da campanha, com certeza, foi fazer com que o povo paraense também descobrisse que o Pará não é só um, e de repente cada um paraense de Belém resolvesse proclamar o seu próprio Pará, embalado pela batuta do publicitário-mor do tucanato paraense, o papa-chibé Orly Bezerra. A cantora Fafá de Belém vaticinou, entre prantos e cantos em um dos programas ufanistas de Orly, que ninguém divide “o meu Pará”!
O Pará de Fafá é o mesmo de Ganso, o grande jogador santista, de Dira Paes, a atriz global de sucesso, e de Leila Pinheiro e Nilson Chaves, entre outras celebridades do mundo artístico paraense que foram declarar seu voto em clipes no estilo “We are the world”. Para quem do outro lado acredita que o Pará não é esse de Belém, destilou-se o ódio contra aqueles que um dia embalaram nossos ouvidos com a genuína música paraoara (ou parauara), com o gosto do tucupi azedo que os belenenses adoram (eu aprendi a gostar também do tucupi doce de Santarém).
Como paraense de Belém, entendo o sentimento de todos os que participaram da campanha e se empenharam em negar que existe uma divisão. Nós, paraenses de Belém, somos domesticados desde pequenos a entender que o Pará termina em Ananindeua, um pouco além da área metropolitana. O Pará é um signo, um mantra que sobrevive das lembranças de um passado pujante e esquece o caos e as agruras do povo na corda do Círio de Nazaré. O Pará, do tacacá ao tecnobrega, não bebe na fonte dos outros Parás. As demais regiões são apenas lugares exóticos onde um bom paraense de Belém vem desfrutar férias, depois de cansar do sal de Salinas ou do “algodão” de Algodoal.
É esse o Pará da chorosa Fafá que nenhum paraense de Belém quer ver dividido. Fafá que já foi de Belém do Pará (hoje é mais de Portugal), um dia até tentou tirar o codinome Belém num de seus primeiros discos, mas recuou a ser repreendida pela elite parauara. É essa Fafá que chora um Pará que ela mesma renegou um dia e que ainda não conhece tão bem… Mas não deixarei de ouvir Fafá, por conta disso. Acredito que continuaremos sendo amazônidas, convivendo numa grande área que terá que se dividir, seja agora após o plebiscito, seja em outro momento qualquer.
Helenilson Pontes: o político “banana” que merecemos!
Esta foi a única campanha da história do Brasil onde um marketeiro de renome internacional foi alvo de campanha sórdida, movida pela mídia do Pará de Belém. Duda Mendonça, de herói do marketing nacional virou bandido saqueador, e todos os seus podres foram reverberados por uma mídia raivosa comandada por Maioranas e Barbalhos.
E Duda atacou o coração do tucanato com peças que expressaram o descrédito dos paraenses, aqueles de Belém, no seu líder maior, Simão Jatene. Aliás, o Pará de Belém não tem líderes políticos, tem apenas arremedos de caudilhos, órfãos baratistas ou não. Não que isso não se repita no Pará de Carajás ou no Pará do Tapajós. Aqui e alhures também temos deficiência de políticos sérios, mas isto não quer dizer que não seja legítimo o desejo de se emancipar. Esse desejo não é apenas uma pretensão de “políticos oportunistas” como quis fazer crer a campanha orlysta.
Aliás, enquanto todos os políticos em cada região se uniram em torno da mesma causa, SIM ou NÃO, Santarém vai ter que conviver com mais um “político banana” em sua recente história. Repetindo o folclórico Odair Corrêa (o vice dos mil e um seguranças), o vice-governador, o santareno (será?) Helenilson Pontes, se acovardou e comeu abiu. E mesmo quando o “chefinho querido” saiu em campo para defender o Pará de Belém, Helenilson ficou posando de bom moço no papel que mais adora representar: de iluminado-tecnocrata-tributarista-engravatado-reunindo-com-ministros. Não só se calou covardemente, como impediu que os nordestinos que ainda acreditam nele por aqui, não dessem qualquer contribuição para a campanha do SIM! Helenilson é a Ponte que caiu, nesse plebiscito. É o político-banana da hora, que merecemos…
O desejo secular reprimido e a vazão nas novas mídias.
As diferenças culturais seculares, o desejo de desmembrar – naturalmente – aquele gigante adormecido conhecido como “Província do Grão-Pará e Maranhão”, nomenclatura imposta pelo colonizador português que nunca respeitou as diversas culturas do norte e nordeste (tapajoara, marajoara, manauara e tantas outras), permearam os sonhos daqueles que lideraram em séculos passados o surgimento de novos territórios amazônicos e nordestinos. Mas o Pará e o Amazonas continuam grandes, ainda sufocando algumas destas culturas em seus territórios. Nos últimos 60 anos, várias tentativas foram feitas através de projetos apresentados no parlamento, até que em maio deste ano, fomos quase que surpreendidos por uma votação na Câmara Federal que nos jogou no colo um pleito plebiscitário.
O paraense de Belém, de repente, foi sacudido por algo que não conhecia. E foi aproveitando este desconhecimento que a campanha orlysta privilegiou o marketing ufanista e tacanho sobre o “grande Pará” e o “Parazinho”. Siglas como FPE, PIB, IDH, IPEA, IDESP entremeadas de cores vermelhas da bandeira contra o verde do SIM, acenderam discussões apaixonadas e passaram a fazer parte do nosso cotidiano. Os políticos do SIM foram execrados como “esquartejadores”, “separatistas”, “oportunistas”, “estrangeiros”, num festival de xenofobia e discriminação de políticos da elite de Belém, de olho nas eleições da capital.
A internet foi invadida por hordas de internautas numa batalha de palavras, muitas vezes permeada pela passionalidade em detrimento do raciocínio. Ou com ataques vis com incitação à violência, de uma virulência exacerbada.
Como sempre acontece em campanhas eleitorais, os programas de rádio e TV não conseguiram ir a fundo no debate das questões principais. E os debates televisivos entre os líderes das Frentes então, foram meros shows de pantomima perdidos entre minutos e segundos de réplicas e tréplicas, onde no final todo mundo venceu, de acordo com o programa do dia seguinte…
Na segunda-feira saberemos qual estratégia de marketing conseguiu alcançar seus objetivos. Este jornalista, que um dia já foi paraense de Belém, agora é e sempre será paraense do Tapajós. E seja SIM ou seja NÃO, segunda-feira estarei pronto para as novas batalhas que todos os tapajoaras enfrentarão, sem medo de ser feliz (menos o banana do Helenilson…).
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* É jornalista, nascido em Belém do Pará e renascido em Santarém do Tapajós.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Desencapetando o cão

Cadê?

No Terra do Nunca, mandando ver:


Onde anda o bonzão de votos?

Embora tenha conseguido mais de 30 mil votos na última eleição para deputado estadual, quase todos em Marabá, o ex-prefeito Tião Miranda (PTB) anda longe dos debates em torno da criação do Estado de Carajás.
Não se expôs ao debate. E sabe por quê? Porque teve medo de encarar Simão Jatene e perder os cargos que conseguiu no governo do Estado.
Todos sabem minha opinião sobre o assunto, mas é bom que a população de Marabá (que é 90% a favor do Carajás) lembre disso. Tião mostrou quem ele realmente é... Isso para os que não o conheciam.

Narciso acha feio o que não é espelho

De Parsifal Pontes, como sempre, na sua melhor forma:


A Delegacia Sindical do Pará e Amapá do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) publicou uma nota declarando-se contra a divisão do Pará: direito inarredável seu.
O título da nota encerra uma frase de efeito: a divisão do Pará seria uma “nova grilagem de terra. Agora institucional.”.
O silogismo da sentença autoriza a conclusão de que todos somos grileiros desde que Cabral aportou na Bahia (alguns advogam que foi no Pará) e lançou mão do Uti Possidetis Iuris, tomando dos Tupinambás a posse da terra de Vera Cruz.
Pelo raciocínio, os povos que chegaram ao Sul e ao Oeste do Pará avocar-se-iam no mesmo direito de Cabral, pois, quando se fizeram aos vales da bacia do Tocantins-Araguaia e aos baixios do Amazonas, por ali habitavam tão somente as nações indígenas que escaparam do genocídio cometido pelos “descobridores”.
Se assim é, vivas aos “grileiros”, que em busca das terras nullius abriram as fronteiras do Norte, tal qual as Entradas e Bandeiras (pelo raciocínio também grileiros), o fizeram no Centro-Oeste. Não procede, ainda, o eufêmico tempero de que “os recebemos de braços abertos”: nós não estávamos lá. 
Eu, pelo menos, sequer havia nascido quando o comerciante Francisco Coelho, em um batelão a remo, chegou a um entroncamento de rios, nos idos de 1900, e lá plantou um comércio ao qual deu o nome de “Casa Marabá”, por causa de um belíssimo poema do seu conterrâneo Gonçalves Dias, chamado “Marabá” (os índios chamavam de "mayr abá" os filhos do cruzamento deles com os europeus, o que gerou os “fogoiós” no Nordeste).
O Sindifisco dever-se-ia ter poupado de entrar no debate ao rés do chão, pois tem tutano para esgrimir-lhe a melhor nível do que nós, políticos, que temos levado a lide às raias da boçalidade, mas, valendo-me de Caetano, “Narciso acha feio o que não é espelho e à mente apavora o que ainda não é mesmo velho”.
Minha avó materna dizia que boa educação é como uma moeda de ouro: tem valor em qualquer lugar. Desafortunadamente, tal moeda tem sido coisa rara neste debate, onde todos fazem um tremendo esforço para ofender o seu contendedor, sem a mínima questão de ser medianamente educado.
A nota do Sindifisco fala mais do mesmo, esculhamba com quem não pensa igual aos seus associados, e ao cabo oferece soluções (pelo menos foi além do que o deputado Zenaldo Coutinho), que se enumeram em :
1.            Que seja consultada a população paraense, nas questões que envolvam suas terras e riquezas;
2.            Regionalização administrativa e democracia fiscal;
3.            Rediscussão do royalty da mineração visando o aumento da alíquota e a ampliação da base de cálculo;
4.            Compensação remuneratória à produção de energia elétrica de Tucuruí;
5.            Revisão da Lei Kandir, por uma compensação fiscal justa à desoneração das exportações paraenses.
Permita-me observar ao Sindifisco que estes cinco pontos, salvo o nº 2, podem ser fatorados em um: revisão do pacto federativo. Em nenhum deles é possível um movimento legislativo ou jurídico a partir das competências locais.
Observe-se que a União, nos próximos 50 anos, não abrirá mão de manejar a política macro tributária, portanto, intuir que uma revisão federativa pode ser feita em desfavor do Planalto é uma romântica quimera.
Quanto à exceção, o ponto nº 2, que poderia ser um movimento de competência local, é tão parnasiano acreditar nisto quanto o seria acreditar na hipótese referente à União, pelos mesmos motivos.
E, mesmo que um essencial democrata fiscal lograsse êxito em se eleger governador do Pará, não há a mínima condição financeira de descentralizar (mesmo) a administração a níveis regionais, porque não há recursos para isto, e discurso sem recurso é como uma caravela entregue à calmaria: não se desloca um único nó.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PENTA CAMPEÃO BRASILEIRO

MORRE MARCELO MORHY



De Laércio Ribeiro
Marabá perdeu, na madrugada desta segunda-feira (5/12), um de seus bons talentos musicais. O artista Marcelo Morhy Guedes morreu, vítima de acidente automobilístico. Marcelo era filho querido da escrivã de polícia Pedrina Maria Morhy Guedes, lotada na Seccional da Nova Marabá.

Em postagem na internet, Morhy deixou escrito: "Sou aventureiro, namorador, brincalhão e amigo..."
E, em outro momento, postou: "Um tocador de violão, ñ pode parar".
O corpo do artista está sendo velado na Igreja da Praça São Francisco, no núcleo Cidade Nova.