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terça-feira, 19 de novembro de 2013

TRE cassa mandato do deputado estadual Gabriel Guerreiro

O político foi cassado com base em duas ações do MP Eleitoral em que foi acusado de participar de esquema de liberação de planos de manejo na Secretaria de Meio Ambiente do Pará

O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE) cassou hoje o mandato do deputado estadual Gabriel Guerreiro (PV), acusado pelo Ministério Público Eleitoral de conduta vedada e abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2010. A ação do MP Eleitoral se baseou em investigações da Polícia Federal sobre um esquema de liberação de planos de manejo que se instalou na Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do estado, desarticulado durante a operação Alvorecer, em dezembro de 2010. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A mesma investigação já levou à cassação do mandato do deputado federal Cláudio Puty (PT), que conseguiu uma liminar do TSE para se manter na legislatura. No caso de Guerreiro, ex-titular da pasta de meio ambiente, ele foi flagrado em escutas telefônicas autorizadas judicialmente, solicitando a liberação de planos de manejo. O interlocutor era o então secretário-adjunto José Cláudio Cunha, que já foi condenado a perda dos direitos políticos pelo TRE.
As provas colhidas pela PF e pelo MPF demonstraram o envolvimento do então candidato no esquema. Planos de manejo madeireiro, aprovados irregularmente, eram usados como moeda de troca para apoio político e votos. A maioria das ligações detectadas entre Guerreiro e os funcionários que eram parte do esquema na Sema aconteceu nas semanas que antecederam as eleições.

MP Eleitoral encontrou evidências também de captação ilícita de sufrágio (compra de votos), mas o TRE não concordou com a acusação. O pleno do Tribunal condenou o deputado, no entanto, por conduta vedada e abuso de poder. No processo que tratava da conduta vedada, a condenação foi unânime. No processo que tratava do abuso de poder político e econômico, o deputado foi condenado por maioria de votos. A relatora dos dois processos era a juíza Eva do Amaral Coelho.

MPE denuncia ex-prefeito de Marabá por desvio de verba

Maurino Magalhães de Lima foi prefeito nos anos de 2009 e 2010. Segundo o MPE, desvio foi de R$ 163.724,47.
Do G1 PA

O Ministério Público do Estado do Pará (MPE) ajuizou denúncia contra o ex-prefeito municipal de Marabá, Maurino Magalhães de Lima, por crime de responsabilidade, pelo desvio e má aplicação de verbas do Fundo Municipal do Meio Ambiente da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura, nos anos de 2009 e 2010, no valor estimado de R$ 163.724,47 em valores da época. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (18).
O crime que lhe foi atribuído é o do Inciso III do artigo 1º do Decreto-lei nº. 201/67, cuja pena máxima é de três anos e pede-se a devolução atualizada da quantia gasta indevidamente, se condenado ao final do processo.
O promotor de Justiça que assina a denúncia, Júlio César Sousa Costa, titular da Promotoria da Defesa da Probidade Administrativa de Marabá, entendeu que mesmo após o término do mandato persiste o crime de responsabilidade cometido no decorrer da gestão, alterando-se apenas o local onde o processo deve correr, nesse caso, perante o juízo de primeira instância.
A ação penal foi distribuída no dia 14 deste mês e deve ser remetida para um dos juízes criminais da comarca de Marabá que deverá decidir se recebe a denúncia.
Segundo o MP, no decorrer da investigação, o ex-prefeito municipal não foi encontrado no seu endereço residencial, justamente à época posterior ao final de seu mandato na Prefeitura de Marabá.
Segundo consta nos registros do Poder Judiciário o ex-prefeito municipal responde a mais de cinquenta ações, entre cíveis e penais, por ações cometidas quando exercia o cargo de gestor do município de Marabá. Foram detectadas diversas irregularidades com as verbas do Fundo Municipal de Meio Ambiente que deveriam ser empregadas justamente na defesa, proteção e conservação do meio ambiente. O próprio Conselho Municipal de meio Ambiente de Marabá cobrou providências quando tomou conhecimento dos desvios dos recursos financeiros destinados àquele órgão.


Bomba! O contrato da Globo com Marcos Valério!


Abaixo matéria publicada hoje no blog Megacidadania.
O contrato sigiloso confirma que a Globo pagava à DNA de Marcos Valério o “BV”, o Bônus de Volume, que nunca poderia ser considerado dinheiro público e muito menos ter sido desviado, pois se trata de uma relação particular entre duas empresas privadas, a Rede Globo e a DNA. No entanto o STF condenou Pizzolato por este “crime”.
CONTRATO SIGILOSO ENTRE A REDE GLOBO E A DNA DE MARCOS VALÉRIO
Pag 1
Os valores pactuados pertenciam EXCLUSIVAMENTE à DNA e era VEDADO repassar qualquer quantia oriunda deste contrato ao Banco do Brasil.
Pag 2
Pag 3
No item “GESTÃO” (ao final da página) está bem definido que foi a própria Rede Globo quem instituiu o PROGRAMA (= bônus de volume).
Pag 4
A íntegra deste contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. Fica óbvio que se trata de relação estritamente PRIVADA entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que PARTICULARES do segmento publicitário – por extensão – pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc.
Nota fiscal da Rede Globo com o carimbo de conferência da DNA.
Nota Fiscal
A-Globo-e-o-MV-e-o-BV

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Infraero inventa “livro viajante”

Recepcionados pelo superintendente Enos Domingues, Ademir Braz e Haroldo Jr.
 participaram da campanha em Marabá
 Incentivar a leitura e compartilhar conhecimento. Com esses objetivos, os aeroportos da Superintendência Regional Norte da Infraero promoveram na última sexta-feira (8/11) a campanha Livro Viajante, onde os passageiros puderam retirar e levar para casa, sem nenhum custo, livros que estavam disponíveis nos terminais de passageiros e espalhados pelo aeroporto. A única contrapartida é o compromisso, de finalizada a leitura, deixar a obra em local público para que outra pessoa possa ler.
Os livros foram doados pelos empregados orgânicos, em campanha interna promovida em toda a regional. No Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro (PA), a campanha teve a parceria do “Livro Solidário”, projeto desenvolvido pela Imprensa Oficial do Pará, que doou 396 livros, e pela Academia Paraense de Letras, que doou 40 exemplares.
Outros aeroportos que receberam a iniciativa foram Santarém e Marabá (PA), Macapá (AP) e São Luís (MA). Em Marabá, a campanha foi apoiada pelo poeta Ademir Braz, que doou seus livros e inclusive autografou alguns no saguão do terminal, na companhia do superintendente da Infraero Enos Domingues Lima.
As obras receberam uma mensagem na capa, que as identificam como parte da campanha e estimulam o leitor a compartilhar o livro após a leitura. O texto diz “Leve-me com você. Leia-me. Liberte-me”.

Segundo informativo da Infraero, de janeiro a setembro deste ano, mais de 339 mil pessoas passaram pelo Aeroporto de Marabá, movimentação 16% maior que o mesmo período do ano passado.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Karma de Lúcio Flávio Pinto

TACAPE AO TUCUPI

Ronaldo Maiorana desiste de uma ação

Por Lúcio Flávio Pinto em 12/11/2013 na edição 772
Reproduzido do Jornal Pessoal nº 548, 1ª quinzena/novembro 2013; intertítulo do OI
 
No mesmo dia em que me agrediu fisicamente, em janeiro de 2005, Ronaldo Maiorana se disse arrependido pelo que fez. Desde então, fez e reiterou dois compromissos: de que iria desistir das 15 ações propostas por ele, seu irmão, Romulo Maiorana Júnior, e a empresa de ambos, a Delta Publicidade, que edita O Liberal. As ações, cíveis e penais, tinham o claro propósito de, a pretexto de defender suas honras pessoais e da sua corporação, me intimidar e me transformar de vítima em réu.
Oito anos e meio depois, o diretor jurídico do jornal começou aparentemente a cumprir a promessa: no dia 3 do mês passado, Ronaldo Maiorana desistiu de uma ação de indenização por dano moral, de 180 mil reais (valor de 2005), que ele, o irmão e a Delta propuseram contra mim. Os outros autores manifestaram o desejo de prosseguir a contenda judicial.
A princípio, fiquei satisfeito pela iniciativa. Pessoalmente, em duas ocasiões em que nos cruzamos, ele repetiu com veemência seu arrependimento e a intenção de corrigir o ato violento que praticou. Anunciou a iniciativa meses atrás, pela internet. Ela demorou, mas finalmente se materializou.
Imaginei que Ronaldo precisou enfrentar a reação e oposição de Romulo Jr., o principal executivo do grupo Liberal, co-autor da ação. Sustentando sua posição, se manifestou formalmente nos autos, por provocação do juiz substituto da 12ª vara cível de Belém, Ernane Malato, “no sentido de desistir da presente ação, requerendo ainda o arquivamento do feito” em relação apenas a ele. Seria um ato de consciência, que deveria enfraquecer a ação.
Infelizmente, porém, há questões que precisam ser consideradas antes de louvar a plenitude da iniciativa de Ronaldo Maiorana. Ele desistiu de apenas uma das quatro ações de indenização por dano moral e material protocoladas pelos Maiorana e Delta Publicidade logo depois da agressão que sofri. Em conjunto, as três ações ainda em tramitação somam mais de R$ 720 mil, sem correção monetária e os acréscimos devidos a partir de 2005. E já não se inclui uma quarta ação, proposta contra mim e o Diário do Pará, que os Maiorana perderam.
Direito constitucional
Das três ações cíveis ainda ativas, Ronaldo tinha participação em duas. Desistiu apenas de uma, mas não da outra, a de maior valor, R$ 312 mil, que prossegue, junto com a terceira, de Romulo Jr. e Delta. Por que ele não desistiu logo das duas, espontaneamente, sem precisar de intimação judicial?
Há outra pergunta: por que demorou tanto tempo para voltar atrás, se se arrependeu no mesmo dia em que me atacou pelas costas, no restaurante do Parque da Residência, contando com a cobertura de dois policiais militares, a seu serviço como seguranças particulares?
Nesse período, todas as ações criminais foram julgadas – e os Maiorana perderam todas. Por três motivos: deixaram de comparecer às audiências, inclusive àquelas em que sua presença era obrigatória; não permitiram que sua mãe, Déa Maiorana, depusesse em juízo, como minha testemunha; e eu recorri à exceção da verdade, meio através do qual o réu passa para o polo ativo, como se fora o autor, assumindo o compromisso de provar (e provei) tudo que escrevi neste jornal, por eles considerado injúria, calúnia e difamação.
Todas as acusações se desfizeram como glacê ao sol. Eram mero pretexto para me fustigar, abusando do direito de me levar às barras do tribunal e fazendo esse abuso prosperar, graças à adesão de magistrados impressionáveis pelo poder do império de comunicação, costumeiramente usado para dar costa larga a pretensões descabidas.
Essas circunstâncias relativizam ainda – e bastante – a concretização da boa intenção que Ronaldo Maiorana manifestou durante todos esses anos. Se ele é tão dono de Delta Publicidade quanto o irmão maior (e as cinco irmãs, além da mãe), sua divergência em relação à minha perseguição judicial devia se estender ao outro compromisso que assumiu e não cumpriu: apresentar publicamente o seu pedido de desculpas. Podia ser através de artigo em O Liberal, que é dele tanto quanto de Romulo Jr.
Mas provavelmente o irmão mais forte usa (e abusa) do seu poder para não permitir que esse compromisso público seja cumprido. E a altivez de Ronaldo não deve ter podido ir além da desistência de uma das ações. Ele próprio deve refletir se isso é o bastante para reparar o grande mal, privado e público, que ele praticou com a agressão a um jornalista que apenas exercia o direito constitucional de se manifestar livremente – e, como os quatro processos criminais comprovaram, dizendo a verdade, nada mais do que a verdade histórica.
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Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tsunami em Belém



Um domingo diferente

Cinco anos depois de bani-lo da minha vida, fui ao Zinho Oliveira assistir Águia de Marabá e Tuna Luso, levado pelas mãos de pássaro de Maria. Eu não vou lhes falar da causa do meu desaparecimento nem das lembranças tumultuárias que me assediaram no domingo ao olhar o campo em que, ainda no tempo da ponte de madeira e pernas de tijolos enterrados no pântano, estendiam-se as barracas de palha em torno do curral onde dançavam os bois-bumbás.
Conto-lhes apenas que vi uma águia verde transmutada em peladeira e um time local igualmente irreconhecível, ainda que envergando a mesma camiseta azul e branca. E encontrei conhecidos que não via há anos e jovens que me esforcei por lembrar, mergulhado no calor de quase 40 graus à sombra, sem uma brisa sequer.
À noite, uma encantadora surpresa. Levou-me Maria a ouvir e ver uma bela jovem chamada Ayla que toca e canta como um querubim, e que, por descaso e desorganização histórica do segmento artístico de Marabá e do estado, ainda não foi descoberta e lançada como uma das nossas mais completas artistas. Na percussão, outro craque – o Júnior – contido e perfeito na sustentação do ritmo. Na lanchonete, entre as poucas pessoas, a irmã de Ayla, Ana Clara, a mãe e um amigo mais próximo. Uma festa em família.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

OAB propõe audiência pública sobre insegurança regional

Conselheiro estadual Haroldo Júnior e presidentes subsecionais Haroldo Gaia (Marabá) e Jackson Silva (Parauapebas), no encontro com procuradores 
Conselheiro estadual da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB/PA), o advogado marabaense Haroldo Júnior reuniu-se quarta-feira (06/11) com o prefeito de Parauapebas, Valmir da Integral, naquela cidade, para tratar da necessidade urgente de uma audiência pública sobre a insegurança regional no Polo Carajás. Segundo a proposta, a ser oficialmente solicitada pela Subsecional da OAB daquele município, através do seu presidente Jackson Silva, oitiva envolveria os municípios da área, Ministério Público, Segup, Ministério da Justiça, Secretaria de Recursos Humanos, entidades populares e de classe etc. A proposta foi imediatamente aceita pelo prefeito Valmir da Integral, que sugeriu fosse a própria OAB  de Parauapebas a coordenar o evento, para o qual as instituições ligadas à segurança pública levariam o levantamento de todos os dados coletados em cada município sobre o número de juízes, delegacias e delegados, policiais militares e civis, quantitativo de assassinatos, acidentes de trânsito, agressões à mulher e demais delitos.
“A intenção, diz Haroldo Júnior, é identificar os principais problemas na área de segurança, para que se possa escolher a melhor estratégia de gestão, com o intuito de adotar medidas de combate à violência a curto e médio prazos”.

Associação – Haroldo Júnior, que também é procurador municipal em Marabá, também reuniu-se com os procuradores de Parauapebas, quando foi discutida e aprovada a proposta de criação da Associação dos Procuradores Municipais do Sul e Sudeste do Pará. Seu objetivo será produzir a qualificação desses profissionais como forma de alcançar a melhor proteção jurisdicional às populações; discutir com as Prefeituras e Ministério Público a realização de concurso público para o cargo de procurador, principalmente em municípios onde tal função não seja exercida por servidor efetivo; pleitear junto aos prefeitos para que cada procuradoria-geral seja ocupada exclusivamente por concursados, tudo em busca dos princípios constitucionais da moralidade, transparência e legalidade no serviço público. 

Senta aí!...


Uma sugestão aos meus leitores que ainda acreditam na instalação da Alpa: puxem o banquinho e esperem sentados.

Vejam: o derrocamento do Lourenção, que a Vale exige como fundamental para escoamento do aço laminado a ser produzido na planta, não sairá tão cedo. O rio já está subindo e nada foi feito, sequer lançado o edital de concorrência pública. A partir de junho de 2014, quando os rochedos voltarem a aflorar no Tocantins, estaremos em plena Copa do Mundo e em plena campanha de reeleição à Presidência, Senado, Câmara de Deputados, Assembleias Legislativas. Ou seja, além de ter sido retirado do PAC, o projeto de derrocamento não terá mais sentido se os dois ramais ferroviários pretendidos forem construídos entre Marabá e Barcarena.

CNJ: medidas socioeducativas são falhas


A implantação do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são falhos em todo o País, informou nesta semana a juíza Marina Gurgel, auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o Seminário Nacional sobre a Aplicação de Medidas Socioeducativas a Adolescentes Infratores, promovido pela comissão especial da Câmara dos Deputados encarregada de analisar diversos projetos de alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A juíza Marina Gurgel, que atua na área de infância e juventude do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), apresentou à comissão informações coletadas pelo CNJ e pelo Ministério da Justiça que mostram que os estados e os municípios não implantaram ainda as medidas previstas no Sinase para a ressocialização dos adolescentes infratores.
“As falhas identificadas pela equipe do CNJ estão localizadas mais na execução do sistema que no próprio sistema socioeducativo, tão criticado”, explicou a magistrada. Na execução do Programa Justiça ao Jovem, o DMF visitou todas as unidades de internação de adolescentes no País e constatou que os adolescentes são mantidos em locais insalubres e sem acesso à educação. “Em um cenário como esse, não cabe nem sequer a discussão sobre ampliação do tempo de internação dos adolescentes. Muito menos aventar a redução da maioridade penal, de constitucionalidade duvidosa. No País ainda impera a lei do ‘cassetete pedagógico’ e não um programa pedagógico voltado à ressocialização dos adolescentes e jovens privados de liberdade”, argumentou.
Segundo a magistrada, recente pesquisa do Ministério da Justiça em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que existem, só nas capitais dos estados brasileiros, mais de 370 mil usuários de crack, dos quais aproximadamente 14% são crianças ou adolescentes.

Já a pesquisa Panorama Nacional da Execução de Medidas de Internação, elaborada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), do CNJ, mostra que quase 75% dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de internação são usuários de drogas, sendo que a média na região Centro-Oeste chega a 80%. A maconha é a droga mais usada, seguida pelo crack e pela cocaína. (Agência CNJ)