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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Por que não uma CPI urgente?

Está no site do PPS, sobre as maracutais na Assembléia Legislativa do Estado:

"PPS defende medidas mais amplas à crise da Alepa
A Executiva Estadual do Partido Popular Socialista (PPS) divulgou na última quinta-feira (21/04) documento em que manifesta sua posição a respeito da crise instalada na Assembléia Legislativa do Pará (Alepa), que culminou, inclusive, com a prisão de alguns servidores daquela Casa.
No documento, assinado pelos deputados federal Arnaldo Jordy (PPS-PA) e estadual João Salame (PPS), além de outros integrantes da executiva, o partido defende que sejam tomadas medidas mais amplas para superar a crise e tornar mais transparente e democrática no Legislativo paraense. “A crise é reflexo de uma estrutura interna de funcionamento daquele Poder eivada de vícios e irregularidades que se acumularam ao longo dos anos, como o apadrinhamento político na contratação de servidores temporários, a falta de transparência na produção dos deputados e o presidencialismo imperial que se impõe na Casa, dificultando a gestão coletiva e democrática daquele Poder”, diz um trecho do manifesto.
Dentre as medidas que o PPS pede que sejam tomadas está o afastamento imediato dos funcionários fantasmas, dos que foram beneficiados com supersalários e dos envolvidos em qualquer tipo de irregularidade. O  partido quer ainda o cumprimento das decisões do Ministério Público no que se refere aos temporários e convocação imediata de concurso público para o preenchimento das vagas.
Outro ponto defendido pelo partido é a elaboração de um Plano de Cargos e Salários que privilegie a ascensão por mérito do funcionalismo, impeça  a ascensão vertical ilegal, o acúmulo imoral de gratificações e corrija as distorções e ilegalidades existentes.
O PPS pede também que seja colocado em pauta, na Alepa, o projeto apresentado por Arnaldo Jordy, na época em era deputado estadual, que institui o voto aberto em plenário. O projeto foi apresentado há mais de três anos e nunca entrou em votação. A publicação da produção dos parlamentares (requerimentos, Projetos de Lei, moções, assiduidade, participação em comissões etc) no site da Alepa é outro item apoiado no documento, assim como o total apoio ao trabalho que vem sendo realizado pelo Ministério Público no sentido de apurar as irregularidades existentes na Casa.
O partido quer ainda que seja modificada a estrutura presidencialista da Casa, com maior poder à Mesa Diretora e ao Colégio de Líderes. Apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para que os deputados possam investigar em profundidade as denúncias divulgadas pela imprensa e a criação de ouvidoria legislativa com o objetivo de receber  denúncias relativas à suposta irregulares naquele poder são os dois itens que encerram o manifesto.
Alerta
No documento, a executiva do PPS afirma que o partido nunca se omitiu em relação a esses problemas. Na época, o então deputado estadual Arnaldo Jordy, além de denunciar por diversas vezes as irregularidades existentes naquele poder, apresentou projeto pedindo o fim do voto secreto nas votações da Casa e se manifestou totalmente contra o “Trenzinho da Alegria” da Alepa que contratou de forma irregular vários servidores. Jordy também foi voto vencido no projeto que instituiu o pagamento do 14º salário aos deputados.
Da mesma forma, João Salame durante a elaboração do Plano de Cargos e Salários do funcionalismo, apresentou proposta - não acatada pela Mesa Diretora – que impedia a progressão vertical ilegal, a efetivação imoral e ilegal de servidores e exigia concurso público com a consequente substituição dos temporários. “Na condição de partido que sempre pregou a ética na política, o PPS nunca foi conivente com o que vinha ocorrendo naquela Casa de Leis”, afirma a executiva do partido
O partido ressalta ainda que aguardava o resultado dos trabalhos da Comissão de Sindicância criada pela Mesa Diretora para apurar as denúncias divulgadas pela imprensa. Como o resultado não foi considerado suficiente, imputando culpa a apenas uma ex-servidora e não contemplando, portanto, a maioria da sociedade que desejava respostas mais contundentes e amplas ao conjunto de denúncias formuladas, o PPS resolveu propor medidas mais efetivas para a superação da crise que vem abalando a Assembléia Legislativa do Pará."

9 comentários:

Anônimo disse...

Porque o PPS não assina de imediato o requerimento de instalação da CPI? com a palavras as liderenças do PPS, caso contrário esse discurso é só para jogar para plateia.

Blogue Marabá 2012 disse...

O fim desse filme todos já conhecem de cor e salteado. No elenco da grande Casa, todos os atores principais, protagonistas e coajuvantes dirão: não sei, não vi, não ouvi, não conheço, não quero saber, não estava por perto, não senti...

Debitem esses 100 mi e quanto mais houver na conta do povo e tudo fica resolvido.

___________
Adir Castro

Anônimo disse...

Ademir.
Apadriamento politico, nepótismo, Parentada em cargo comicionado, vicios na estrutura Adeministrativa. Vc se, refere a cãmara de Maraba ou é a do Belem?

Ademir Braz disse...

As duas, das 19:59, as duas mais a Assembléia Legislativa.
Mas, esperemos sentados rsrsrsrsrsrs

João Salame disse...

Meu caro Ademir

Um dos pontos da nota é a decisão do PPS em assinar a CPI. Só que alertamos que um conjunto de medidas precisa ser adotado, pois, ao final dos trabalhos dessa CPI, caso seja instalada, alguns dirão que foi feita para deputado aparecer nos holofotes e outros dirão que o resultado foi uma bela pizza. Estou com horário marcado no grande expediente para anunciar oficialmente da tribuna nossa posição. O que deverá ocorrer amanhã ou na próxima sessão.
Atenciosamente

João Salame

Anônimo disse...

Ademir e aquele peixinho, que a policia federal, chamou de Rémora, agora virou um tubarão demtro da camara municipal.

Anônimo disse...

A nota do PPS apresenta proposições que avançam tanto quanto a CPI.

A necessidade de concurso público e transparência na votação dos deputados são pontos fundamentais pra diminuir as maracutais na ALEPA.

Sem proselitismo político, a proposta do PPS é coerrente.

Ademir Braz disse...

Sem dúvida, das 17:33. E se você leu acima, o deputado João Salame diz que o PPS apoiaria a CPI.
O que não se pode - mesmo - é deixar essa patifaria toda sem punição, fazer de conta que a esbórnia com o dinheiro público não aconteceu; ou, se aconteceu, isso é assim mesmo etc. e tal.
Para mim, a ALEPA está com sua credibilidade sob suspeita e a maioria dos nossos deputados foi atingida no seu aspecto moral.

Anônimo disse...

ADIVINHAÇÃO: Porque na literatura policial brasileira não se tem registrado episódios de sequestros de políticos, magistrados ou familiares?

RESPOSTA: Corporativismo. (Ética Profissional), pra eles, é lógico.

CEBINHO.