É o tristemente famoso caso de Abaetetuba, no Pará, onde uma garota de 15 anos foi presa na mesma ala dos homens. A juíza Clarice Maria, da comarca de Abaetetuba, irá agora atuar na Vara de Crimes contra a Crianças e Adolescentes. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a aposentadoria da juíza, mas após recurso o STF anulou a punição. Como se sabe, juízes e promotores, quando erram, são "punidos" com a aposentadoria.
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A juíza Clarice Maria de Andrade foi promovida pelo TJ do Pará (Foto: Marcelo Seabra / O Liberal) |
Clarice Maria de Andrade foi considerada omissa pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) durante o período em que a jovem permaneceu na cela masculina, e por isso foi punida com aposentadoria compulsória em 2010.
A Associação dos Magistrados do Pará (Amepa) recorreu da decisão, e a aposentadoria foi anulada pelo STF, que entendeu que a punição foi exagerada, já que a magistrada não teria como saber da situação da carceragem da delegacia de Abaetetuba.
Com a decisão, Clarice passou a ter todos os direitos e prerrogativas dos demais juízes, incluindo a possibilidade de progredir no cargo. "Ocorreu um fato que imputaram a ela, e recorremos ao STF porque sabíamos que ela não havia cometido irregularidade", disse Heyder Tavares, presidente da Amepa.(
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