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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Educação moderna

Alguém me mandou e repasso para que nossos professores nos digam alguma coisa.

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia. Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas. 
Mas os tempos mudaram, e muito disso caiu em desuso...
Leia agora o relato de uma Professora de Matemática:

Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.
Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
(  )SIM (  ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção é R$ 80,00.
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder).
(  )R$ 20,00 (  )R$ 40,00 (  )R$ 60,00 (  )R$ 80,00 (  )R$ 100,00

E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos, pois a professora provocou traumas na criança.
- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:


“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Tempos juninos


Ninguém segura o cartunista paraense
J. Bosco. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Retrato-falado dos supostos executores de José Cláudio e Maria do Espírito Santo



A Polícia Civil do Pará divulgou, nesta terça-feira, os retratos-falados dos suspeitos pelo assassinato do casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva. Pelos retratos-falados, os suspeitos têm características diferentes. Um teria pele e olhos claros, altura aproximada entre 1,60m e 1,65m, rosto arredondado e cabelos lisos castanhos. Já o segundo homem seria negro, com olhos médios, nariz chato e cabelos curtos escuros, compleição forte e altura aproximada de 1,70m. A conclusão do laudo da Pericia de Montagem e Individualização Iconográfica dos Retratos-Falados da Polícia Civil, concluiu que o grau de semelhança ou comparação aos assassinos é de 90% para o homem de pele clara e de 70% para o suspeito de pele escura. (Fonte: Diário do Pará Online)
Reproduzido do Blog Sul do Pará, via Contraponto & Reflexão

Agnaldo Timóteo - Olhos nos olhos

Gal

Polícia identifica suspeito do assassinato de casal de extrativistas no Pará

A Polícia Civil de Marabá divulgou nesta terça-feira (7) que identificou um suspeito da morte do casal de extrativistas José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo.  O crime, que gerou um clima de insegurança no assentamento Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna (PA), aconteceu no dia 24 de maio, quando o casal foi assassinado em uma emboscada.  As informações são do portal de notícias G1.
Os detalhes da investigação não serão revelados para não comprometer o trabalho policial.  A Secretaria de Segurança Pública não confirmou se o suspeito está preso ou não.  Luiz Fernandes Rocha, secretário de Segurança Pública do Pará, afirmou ao portal que mais de 20 policiais estão envolvidos na elucidação da morte do casal de ambientalistas.
Rocha disse ao portal que "as investigações ainda estão em andamento, mas a polícia já tem convicções formadas.  Este é o principal suspeito do crime.  A gente já viu esse filme com a morte da irmã Dorothy".
Os laudos do Instituto de Medicina Legal (IML) devem ficar prontos até o fim desta semana.  Os documentos vão servir para balizar o Instituto de Criminalística para uma possível reconstituição do crime.  Os laudos do IML devem apontar o tipo de arma usada e a forma como as vítimas foram mortas.
Ameaçados de morte
Em dez anos foram assassinados 42 líderes no Pará, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT).  A pastoral também divulgou, na semana passada, uma lista com o nome de 30 trabalhadores rurais na região de Marabá que estão recebendo ameaças ou que já sofreram algum tipo de atentado no período de 2000 a 2010.  De acordo com a organização, foi apresentada ao governo federal uma lista com 1.855 nomes de trabalhadores que sofreram algum tipo de ameaça no período.  Destes, 207 receberam mais de uma ameaça.
Para reforçar a segurança dos assentados, uma força tarefa formada por policiais federais, agentes do Exército e da Força Nacional hoje (7), na região.
Até então sem proteção direta de forças de segurança, grupos de assentados no Pará improvisaram uma milícia armada com porretes de madeira para controlar distúrbios e alertar sobre ação de pistoleiros.
Segundo a CPT, há 70 mil famílias assentadas ou cadastradas em 39 municípios que compõem o Sul e Sudeste do Pará. (Fonte: Amazonia.org.br)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

De volta

De volta dos Estados Unidos, onde fora comemorar os 60 anos do ex-prefeito Hamilton Bezerra, o diretor da SDU, Miguelito Gomes, negou na redação do Correio do Tocantins ter viajado sem dispensa de vencimentos.
Mas não apresentou nenhuma comprovação.

Ademir Martins, mais um nome

No Hiuroshi Bogéa on line, hoje:

Na conferencia municipal da Democracia Socialista de Marabá, ocorrida domingo, 5,  o nome do ex-vereador Ademir Martins  foi anunciado como pré-candidato a prefeito, pelo Partido dos Trabalhadores. Definiu-se estratégia de lançamento de apenas um candidato a vereador, pela tendência. José Soares é o nome escolhido para tentar conseguir uma vaga no parlamento.

Ibama já aplicou R$ 1 milhão em multas no Pará

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) fechou cinco madeireiras em Nova Ipixuna e aplicou cerca de R$ 1 milhão em multas na primeira semana de ações contra crimes ambientais na região.
 As operações no município da região sudeste do Pará foram deflagradas depois da morte dos líderes extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, em 24 de maio.
 Segundo o órgão, tratores encontrados em área desmatada e dois caminhões usados no transporte de carvão também foram apreendidos.
 O Ibama informou ainda que vai solicitar o cancelamento das licenças ambientais estaduais concedidas a 12 empresas do ramo que funcionam no município.
 O Ministério Público Federal será acionado pelo Ibama, porque, segundo o órgão, existem indícios de crimes como falsificação de documentos e inserção de informações falsas em sistemas de controle oficiais.
 Alguns moradores do assentamento onde vivia o casal assassinado também foram multados. Eles são suspeitos de se associar a madeireiros para a exploração irregular da floresta. (Redação 24 Horas News)

Governo está saturado de informações sobre a violência no campo e instrumentos para apontar os autores. Por que não os usa?

JOSÉ DE SOUZA MARTINS
05.06.2011
As mortes violentas ocorridas no sudeste do Pará, de duas vítimas-alvo e de uma possível testemunha, e a ocorrida em Rondônia, de trabalhador sobrevivente do massacre de Corumbiara, de 1995, por serem mortes previstas e uma delas informada ao governo e anunciada publicamente pela própria vítima, surpreenderam pela surpresa que causaram. Surpresa que se confirma na improvisação notória da criação, pela Presidência da República, de um comitê interministerial de trabalho para analisar o caso. A hora de analisar já passou faz tempo. Ou o governo tem uma política para a questão da violência no campo ou não a tem.
Há anos a Pastoral da Terra entrega ao governo listas de ameaçados de morte, pedindo prevenção, e a lista dos já mortos de morte prevista, como fez agora, pedindo apuração, processo e justiça. Um governo saturado de informações sobre a violência no campo e saturado de órgãos e funcionários supostamente dedicados à apuração e à prevenção de ocorrências desse tipo está muito aquém do que dele se tem o direito de esperar se não sabe o que fazer. Sobretudo quando, em face de fato grave e alarmante, só tem a dizer à nação que criou um comitê de ministros para analisar os fatos.
Os fatos vêm sendo analisados há décadas, já sabemos tudo que é necessário saber sobre eles. Dúzias de livros, relatórios e análises foram publicados, até com o patrocínio do poder público. O governo tem instrumentos sofisticados para identificar áreas problemáticas e potencialmente conflituosas, apurar causas e identificar autores. Por que não os usa?
A questão ambiental e a questão fundiária decorrem da economia delinquente, clandestina e paralela da grilagem de terras e do desmatamento irregular, que têm sido marca de nossa história desde que a Lei de Terras, de 1850, no Império, criou a propriedade fundiária absoluta e privou o Estado do direito de domínio sobre as terras do País. Privou-se o governo do principal recurso para gestão do uso do território entregando aos particulares o arbítrio e a decisão sobre bens naturais que dizem respeito ao nosso futuro, ao bem-estar do povo e à própria segurança nacional.
A República agravou o problema transferindo aos Estados, redutos das oligarquias retrógradas e seus interesses políticos e territoriais, a gestão das terras devolutas. A reação militar à decorrente desrrepublicanização da República, nas revoltas tenentistas dos anos 20 e na Revolução de Outubro de 1930, desencadeou um movimento de recuperação do domínio do Estado nacional sobre as terras da nação. Inicialmente, com o Código de Águas, que nacionalizou o subsolo e relativizou o direito de propriedade e, de certo modo, estabeleceu o direito do Estado à gestão e uso do território.
Era, também, o caminho para a eventualidade da reforma agrária, corretiva do uso abusivo, especulativo e improdutivo das terras do País. O golpe de 1964, motivado nas ruas pela resistência à possibilidade da reforma agrária, janguista e de esquerda, produziu o efeito bumerangue de uma legislação e de uma política de reforma agrária, em nome das razões de Estado e da própria segurança nacional. Um passo importante na recuperação do domínio do Estado sobre o território brasileiro.
A última medida tendente a incrementar essa política de recuperação da soberania do Estado sobre o território ocorreu no governo FHC, quando o ministro Raul Jungmann determinou a nulidade de supostos títulos de propriedade destituídos de legitimidade, correspondentes a milhões de hectares de terras possuídas ilegal e irregularmente.
A violência divulgada nestes dias não diz respeito unicamente a questões relativas a direitos sociais, o direito à terra por parte de quem nela trabalha, e a direitos humanos, o direito à vida e à segurança pessoal e da família. Diz também respeito à questão da segurança nacional. A economia delinquente e paralela, ilegal, tem se apropriado de porções do território, criado enclaves territoriais, estabelecido governos invisíveis, instituído polícias privadas, abolido a lei e os códigos, violado a Constituição. Como se vê no caso noticiado de um "condomínio" em 170 mil hectares de terras invadidas, que pertencem à União, em Rondônia, para extração irregular de madeira e cobrança de direitos de passagem a caminhões que transportam a madeira. Um país dentro do País. A violência contra trabalhadores indefesos do sudeste do Pará e de outras regiões é feita em nome de uma potência privada e oculta, que não paga impostos e não respeita a lei. Situa-se, portanto, na categoria de "inimigo interno", injustamente aplicada a inocentes brasileiros não faz muito e aplicável muito mais a mandantes e autores da violência atual.
Na prática, uma guerra foi declarada contra o Brasil por esse inimigo interno, em nome de interesses econômicos e territoriais que não são os do País nem dos verdadeiros empresários.
José de Souza Martins é sociólogo, professor emérito Faculdade de Filosofia da USP e autor de Fronteira (Contexto)