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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Galo bom de briga

Vale a pena destacar o comentário feito à postagem "Um dia de glória", revelando bastidores interessantes do Aguialinha de Galvão. Leiam:

Parabéns à todos que fazem o Independente de Tucuruí. Foi o melhor e mais regular time durante a competição. O fato ora concretizado, há muito se delineava. Seguidas decisões contra Pay e Remo - mais o primeiro - levadas a efeito por Castanhal, São Raimundo, Águia e, agora o Galo Elétrico, prenunciavam um campeão interiorano. Agora, vamos e convenhamos, numa decisão por pênaltis, de 5 (cinco) cobranças não converter em gol as 3 (três)primeiras (Pay), foram de uma imcompetência flagrante, não? 
Viva o Independente. Primeiro campeão paraense do interior e da região tocantina.
Só um lembrete, o Marçal (meio-campista) titular do meio campo do Independente e provável craque do campeonato, esteve aquí no Águia por 2 (duas) temporadas como reserva (banco de suplentes) e raramente era usado por Galvão. Como explicar isso e, tambem, o caso do Thiago Marabá emprestado ao Remo pelo Águia (Galvão) e se tornando um dos melhores do time na temporada ? Em 26.06.11, Marabá-PA.
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Enquanto isso, em Tucuruí...

domingo, 26 de junho de 2011

Imundície é pouco...

Vagabundo me enche o e-mail de ofensas indiscriminadas a diversas pessoas e não tem sequer a coragem de assinar as porcarias mal escritas, coisas de analfabeto de pai e mãe. E parece esperar que eu publique...
Era só o que faltava!
Aliás, os comentários que estou recebendo estão escandalosamente caindo de qualidade. Se eles representam o que pensam os leitores do blog, estamos em maus lençóis: faltam aos seus autores um mínimo de consciência crítica e sobra maledicência de rapariga.
Parece não haver, para esses "comentaristas", qualquer pessoas de bem nesta cidade.
A lixeira está cheia de porcaria, viu gente?
Será possível que não podemos manter um diálogo com um mínimo de decência?

Um dia de glória





Galo bom de briga.
Enquanto isso, em Belém, a imprensa desportiva
chora mais do que qualquer torcedor.
GAAAAALLLLLOOO!!!!!!
CAMPEÃO PARAENSE 2011
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CURINGÃO 5 x SÃO PAULO 0

Marianne Faithfull - Love song

A divisão, segundo J. Bosco


Idesp vai estudar a divisão do Pará

A realização do plebiscito sobre a divisão territorial do Pará motiva o debate dos aspectos socioeconômicos, ambientais, demográficos, institucionais e de novos cenários. Nesse contexto, o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) coordena os estudos sobre a divisão do Estado, com o objetivo de produzir informações, atendendo a uma demanda de Governo. A primeira reunião de trabalho foi realizada segunda-feira, dia 20, na sede do Idesp.
Ainda nãoum estudo conclusivo que relacione o patrimônio natural do Estado – seja de biodiversidade, hídrico, florestal e mineral – e o que essa dinâmica significa em benefícios para as populações do território dividido, afirma a presidente do Idesp, Adelina Braglia. Os professores Roberto Corrêa e Gilberto Miranda Rocha, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Carlos Augusto da Silva Souza, da Universidade da Amazônia (Unama), foram convidados para a elaboração desse levantamento, considerando o conhecimento técnico e a dedicação científica que têm dado ao tema. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), que possuem termo de cooperação técnica com o Idesp, integrarão a coordenação do estudo.
Serão levantadas produções científicas sobre o assunto, que irão subsidiar o estudo. Algumas delas estão disponíveis à consulta pública no site do Idesp – ww.idesp.pa.gov.br, cedidas pelos pesquisadores envolvidos no projeto. O plebiscito será realizado até o final deste ano e permitirá aos paraenses decidirem sobre a criação ou não de dois novos Estados – Tapajós e Carajás.

CNJ revê fraude na Sudam

O processo da ação penal contra 58 pessoas acusadas de fraude no Fundo de Investimento da Amazônia (Finam) gerenciado pela extinta Sudam, foi inserido no Projeto Justiça Plena, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa é fruto de parceria entre as Corregedorias do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do CNJ e busca acompanhar 200 processos em todo o Brasil.
A denúncia contra os criminosos, entre os quais o ex-senador Jader Barbalho, é de 2002 e partiu do Ministério Público Federal do Tocantins (MPF/TO). O desvio total é calculado em R$ 132.035.598,00 e aconteceu nos estados do Pará, Amapá e Tocantins. Com a inserção no projeto, a expectativa é de maior prestação jurisdicional à situação, através de apoio técnico ao juiz do processo e inspeção para diagnóstico dos obstáculos a sua regular tramitação.
A ação penal acusa 58 pessoasentre empresários, servidores da extinta Sudam e políticos que possuíam 20 dos 151 projetos financiados entre 1998 e 1999 - de desviarem recursos públicos do Finam, programa que buscava promover a diminuição dos acentuados desníveis socioeconômicos entre a região norte e as regiões mais desenvolvidas do país. Para alcançar esse objetivo, eram fornecidos incentivos fiscais a projetos que desejassem implantar, ampliar, diversificar ou modernizar empreendimentos na Amazônia Legal. Deveria ocorrer concorrência entre os projetos pelos recursos da Sudam.
Os dados ainda apontam que 25% dos recursos líquidos aportados para a região foram gastos em menos de 15% dos projetos em curso.
Para o êxito dos crimes, era necessária, primeiramente, a montagem de uma sustentação técnica eficiente que pudesse funcionar como um escritório geral onde fosse produzida toda a documentação necessária à fraude e fosse dado aporte técnico, contábil e jurídico aos projetos fraudados. Era preciso ainda o controle da administração da Sudam por parte de servidores estrategicamente colocados em postos de decisão na autarquia com poder de facilitar as operações e aprovar os projetos, além de uma base política e empresarial que sustentasse a organização

Terra improdutiva

Dados do cadastro de imóveis do Incra, levantados a partir da auto-declaração dos proprietários de terras, apontam que aumentou a concentração da terra e a improdutividade entre 2003 e 2010.
Atualmente, 130 mil proprietários de terras concentram 318 milhões de hectares. Em 2003, eram 112 mil proprietários com 215 milhões de hectares. Mais de 100 milhões de hectares passaram para o controle de latifundiários, que controlam em média mais de 2.400 hectares.
Os dados demonstram também que o registro de áreas improdutivas cresceu mais do que das áreas produtivas, o que aponta para a ampliação das áreas que descumprem a função social.
O aumento do número de imóveis e de hectares são sinais de que mais proprietários entraram no cadastro no Incra.
Em 2003, eram 58 mil proprietário que controlavam 133 milhões de hectares improdutivos. Em 2010, são 69 mil proprietários com 228 milhões de hectares abaixo da produtividade média.
"Essas áreas podem ser desapropriadas e destinadas à Reforma Agrária", afirma José Batista de Oliveira, da Coordenação Nacional do MST.
Os critérios para classificar a improdutividade dessas áreas estão na tabela vigente dos índices de produtividade, que tem como base o censo agropecuário de 1975.
O número de propriedades improdutivas aumentaria se fosse utilizado como parâmetro o censo agropecuário de 2006, que leva em consideração as novas técnicas de produção agrícola que possibilitam o aumento da produtividade. 
"Há um amplo território em todas as regiões do país para a execução da reforma agrária com obtenção via desapropriação, sem ameaçar a 'eficiência' da grande exploração do agronegócio", afirma Gerson Teixeira, ex-presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra) e integrante do núcleo agrário do PT. (Fonte: MST)

Divino da Serra das Andorinhas

Três produtores culturais - Evandro Medeiros, Fábio Oliveira e Waarlen Lourenço – juntaram suas afinidades e criaram a LaBour Filmes, que já a algum tempo vem produzindo vídeo-documentários sobre a realidade regional. O trabalho mais recente é sobre o Festejo do Divino Espirito Santo na Serra das Andorinhas, a partir de compromisso firmado junto aos camponeses e romeiros participantes do festejo no ano de 2010 em retornar em 2011 com imagens que registrassem a beleza de sua fé e festa.
Isto ocorreu, segundo os produtores, quando a equipe havia visitado a Serra das Andorinhas para entrevistar alguns personagens da região que foram testemunhas do episódio da Guerrilha do Araguaia, sendo que na oportunidade eles subiram a serra até a Casa de Pedra, local do festejo, para conversar com "Seu Beca", organizador do festejo, romeiro, camponês e sobrevivente da época da Guerrilha do Araguaia. Tanto a entrevista como as imagens do festejo compõem outro documentário em produção: Araguaia Campo Sagrado.
Assim, mais que registrar em clipe o festejo, o trio também se propôs produzir um pequeno documentário (Divino, Beleza e Fé Popular em Festa na Serra das Andorinhas] que socializasse ao mundo a fé, beleza e vida em festejo na Serra das Andorinhas.
O documentário foi apresentado em uma sessão de cinema [com telão e tudo mais] no penúltimo dia do Festejo do Divino, dia 18 de junho, lá no alto da Serra das Andorinhas, sob majestoso céu estrelado e diante de um público de olhar atento e brilhante e semblante carregado de um discreto sorriso, orgulhoso e feliz, por sua fé e festa, camponeses romeiros, homens, mulheres, jovens, idosos e crianças, gente simples que sobe 6 km de serra a pé para encontrar-se com algo que palavras são incapazes de definir, um momento Divino.
Agora, dividido em três partes, o vídeo está disponível no Youtube.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A poesia também é luta

É de Chagas Filho o texto mais belo e humano que li, nesses tempos sem solidariedade e compreensão.

Leiam:




Já foram tarde (venda nos olhos)


Escrotos, voltaram para o lugar donde vieram.

Foram embora bem na hora.

E já se foram tarde.

Nenhum de nós há de sentir sua falta.

Muito menos nós, os ilhados.

Agora sim.

Tenho o direito de ir e vir.

Agora sim.

Tenho uma rodovia inteira pela frente, toda liberada...

Posso embarcar no meu ônibus lotado e suado.

E ganhar o meu pão miserável.

Posso ir ao trabalho e ser demitido.

Posso ir ao médico e passar oito horas na fila de espera.

Posso fazer minhas compras tranquilo.

Posso pagar cinco reais num quilo de tomate.

Posso xingar-lhes sem ganhar uma porretada na cabeça.

Posso.

Posso ir, vir, voltar, pular, rodear, passar direto, fazer voltas.

Enfim, posso curtir minha miséria.

A miséria que não é só minha.

É também dos infelizes que levaram suas barracas para longe daqui.

Mas pelo menos...

Pelo menos eles foram embora.

Já foram tarde, esses brigões, esses valentões.

Esses aí que acham que têm o direito de existir.

Que acham que têm o direito de ir e vir.

Já foram tarde.

Já foram...

Tarde.

É tarde.

Nunca é tarde.