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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Propaganda


  1. Desde 18 de maio, data suposta do seu aniversário, imensos out-doors com a cara de Helder Barbalho espalham-se pelas estradas em quase todas as regiões do Pará. Tudo, claro, com patrocínio de amigos e admiradores, e sob o olhar distraído do Ministério Público Eleitoral. 

Mercado de quê? Onde?


O segmento da pesca do município de Marabá será contemplado, em breve, com a reforma completa do mercado de peixe do município, atendendo antigo pleito da população, que precisava de um local com infraestrutura adequada para a venda do pescado.
A informação é da Agência Pará de Notícias, ligada ao governo do Estado, e que não explica onde fica esse bendito mercado.

“Prêmio Herzog” para Lúcio Flávio Pinto


O jornalista santareno Lúcio Flávio Pinto vai receber o “Prêmio Vladimir Herzog Especial 2012”. A escolha de seu nome foi unânime entre os componentes da Comissão Organizadora do prêmio por “sua trajetória corajosa e trabalho exemplar à frente do Jornal Pessoal, (que) são motivo de orgulho para todos os jornalistas brasileiros”. Além de Lúcio Flávio Pinto, excepcionalmente este ano será também laureado o jornalista Alberto Dines.
“As entidades representadas na Comissão Organizadora, diz o comunicado ao editor do Jornal Pessoal, acompanham com preocupação as pressões que se opõem ao seu trabalho jornalístico. Causa consternação que, 24 anos depois de promulgada a Constituição Federal de 1988, esse tipo de cerceamento ainda medre no país. Sabemos que seu trabalho à frente do Jornal Pessoal combate justamente esse Brasil atrasado e autoritário. É exemplar o seu esforço para manter uma publicação independente que contraria interesses hegemônicos”. E, adiante: “Obrigado, Lúcio Flávio Pinto, pelo exemplo e pela motivação que sua atuação transmite à nossa sociedade. Receba, por meio desta carta, o nosso reconhecimento, nosso apoio e nossa gratidão”.
A premiação acontece no próximo dia 23 de outubro, às 19h30, no Teatro da Universidade Católica – TUCA – em São Paulo.
Subscrevem o documento da Comissão Organizadora, Ana Luísa Zaniboni Gomes, Curadora da 34ª edição; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo ‐ ABRAJI; Associação Brasileira de Imprensa – Representação em São Paulo – ABI/SP; Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP; Federação Nacional dos Jornalistas ‐ FENAJ; Fórum dos Ex‐Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo; Instituto Vladimir Herzog; Ordem dos Advogados do Brasil ‐ Seção São Paulo; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo; e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

MPF pede a suspensão das atividades da Mineração Onça-Puma, da Vale


Dois anos depois de conseguir licença de instalação sem consulta prévia, a empresa ainda não cumpriu as condicionantes para compensar e mitigar os impactos sobre os índios
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra a Vale, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) pedindo a suspensão liminar das atividades da Mineração Onça-Puma, empreendimento de extração de nível da Vale em Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, até que sejam cumpridas as condicionantes de compensação e mitigação dos impactos sobre os índios Xikrin e Kayapó.
O MPF também quer a condenação da Vale a pagar todos os danos materiais e morais causados aos índios nos últimos 2 anos, em que o empreendimento funcionou sem cumprir as medidas compensatórias. As indenizações devem ultrapassar R$ 1 milhão por mês para cada comunidade afetada. O empreendimento da Vale em Canaã é de R$ 1 bilhão.
A ação tramita na Vara Única Federal de Redenção. O procurador da República André Casagrande Raupp, responsável pelo caso, sustenta que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema) impôs condicionantes ao empreendimento para assegurar a sobrevivência física e cultural dos povos indígenas afetados, mas concedeu todas as licenças sem cobrar o cumprimento de condicionantes, permitindo uma situação em que os prejuízos se concretizaram para os índios e a mineradora recolhe os lucros sem cumprir obrigação nenhuma.
Mesmo sem cumprir nenhuma condicionante na fase de licença prévia, a Vale conseguiu todas as licenças posteriores, e a Sema nunca cobrou o cumprimento das condicionantes que ela mesma tinha imposto com base nos estudos etnológicos de impacto sobre as Terras Indígenas Xikrin do Cateté e Kayapó. “Ainda hoje o empreendedor opera normalmente sem atender as condicionantes previstas nas licenças ambientais, otimizando os lucros em detrimento dos interesses indígenas. Só a Mineração Onça-Puma-Vale ganha”, diz a ação judicial.
A Funai também é ré no processo porque demorou quase cinco anos para emitir um parecer sobre os estudos de impacto, que era necessário para dar andamento aos programas de compensação ambiental. Enquanto a Funai permanecia inerte, a Vale foi obtendo todas as licenças da Sema e o projeto se iniciou sem nenhuma garantia aos índios: até agora, a Vale foi incapaz inclusive de apresentar o planejamento dos programas de mitigação e compensação.
Os estudos, feitos pela própria Vale e aprovados pela Funai com enorme atraso enumeram impactos severos sobre a Terra Indígena Xikrin do Cateté, onde vivem cerca de mil índios: pressão de invasões sobre o território indígena, risco de contaminação no rio Cateté, de onde os Xikrin tiram o sustento, poluição sonora e do ar pela proximidade da usina metalúrgica do empreendimento. A Terra Indígena Kayapó, notadamente as aldeias Aukre, Pykararankre, Kendjam e Kikretum, com cerca de 4.500 índios, também é afetada pela mineração de níquel da Vale, principalmente pelo fluxo migracional que gera pressão de invasores e madeireiros sobre a terra.
“O ponto fulcral é que as comunidades indígenas Xicrin e Kayapó não podem continuar sofrendo os impactos do empreendimento Onça-Puma sem que haja a adoção de medidas mitigadoras e compensatórias (aliás, nunca deveriam ter ocorrido os impactos antes das implantação das medidas). Ainda, as comunidades devem ser ressarcidas pelos prejuízos materiais e morais sofridos em decorrência do descaso dos réus na adoção destas medidas, posto que tratam-se de quase 4 anos de expedição da licença de operação sem que houvesse sequer a definição de tais medidas em decorrência dos impactos gerados pelo empreendimento”, diz a ação do MPF.
Desde agosto de 2008 já está ocorrendo o decapeamento do minério, lavra e formação de pilhas de estéril e minério no projeto, que fica bem ao lado da Terra Xikrin. Para o MPF, além da obrigação de implantar os programas de mitigação e compensação, a Vale deve ser obrigada a indenizar os índios em valores calculados de acordo com o tempo em que as atividades econômicas estão funcionando, causando impactos e gerando lucros sem compensação.

A Vale engorda. O Pará emagrece.


Lúcio Flávio Pinto

"Vale paga ninharia de imposto. E o Pará, nem quer saber disso?" Leia a última matéria de Lúcio Flávio Pinto e conheça as propostas de Justiça nos Trilhos a respeito de uma redistribuição dos lucros da mineração.
De 1997, quando a Lei Kandir entrou em vigor, isentando de imposto a exportação de produtos semielaborados (ou não industrializados), até o ano passado, a antiga Companhia Vale do Rio Doce recolheu pouco mais de 540 milhões de reais em ICMS ao Pará pela venda ao exterior do minério de ferro de Carajás, o melhor do mundo. O ano recorde de pagamento do principal imposto estadual pela ex-estatal foi 2009, quando o valor chegou a R$ 197 milhões.
Nos 10 anos dos governos tucanos seguidos de Almir Gabriel e Simão Jatene, de 1997 a 2006, o recolhimento de ICMS somou R$ 236 milhões. Nos quatro anos de Ana Júlia Carepa, do PT, a soma foi de R$ 304 milhões.
Por incrível que possa parecer, de 1997 a 2001, a Vale contribuiu para o erário com menos de R$ 6 milhões em impostos sobre minério de ferro exportado, o principal item da pauta de exportação do Pará e do Brasil. Em 1997 a CVRD foi privatizada e, não por mera coincidência, entrou em vigor a famigerada Lei Kandir, de autoria do ex-ministro de Fernando Collor de Mello e então deputado federal por São Paulo, Antônio Kandir. O ICMS pago pela Vale foi então de R$ 18.828,37. Menos do que pagou ao tesouro estadual um supermercado da esquina.
O recolhimento deu um “enorme” salto no ano seguinte: foi para R$ 173 mil. Patinou em R$ 177 mil em 1999. Saltou para R$ 1,9 milhão em 2000 e foi multiplicado para R$ 4,5 milhões em 2001. Ou seja: em seis anos, a média anual de contribuição tributária da mineradora para o Estado foi de R$ 1,2 milhão. Parabéns ao deputado Kandir. E – provavelmente – otras cositas más para ele.
Aí a China atacou o mercado internacional com sua fome insaciável de aço. O ICMS recolhido em 2002 alcançou R$ 38 milhões. Baixou para R$ 26 milhões do ano seguinte, infletiu para R$ 38 milhões em 2004 e ficou pouco acima de R$ 60 milhões em 20005 e 2006.
Neste caso, sim, por mera circunstância quanto a políticas e realidades locais, a fatura tributária da Vale despencou para pouco abaixo de R$ 40 milhões entre 2007 e 2008, já no governo de Ana Júlia. Aparece então o fenômeno de 2009, dos R$ 197 milhões. Graças à recuperação da vitalidade da economia chinesa depois da crise financeira internacional. Mas entre 2010 e 2011 a queda voltou a ser brutal: para R$ 29 milhões e R$ 31 milhões nos dois anos, respectivamente. Nos quatro meses deste ano a conta ainda não chegou a R$ 12 milhões
O minério de ferro ainda é o grande negócio da Vale – no mundo, no Brasil e no Pará. Mas os números mudam com o avanço da mineradora sobre outras substâncias minerais depositadas no subsolo de Carajás. No mesmo período a exploração de ferro na nova mina, a de Serra Leste, subiu de R$ 6 milhões no acumulado até 2006 para R$ 299 milhões em 2001, sendo R$ 259 milhões só nesse último ano. Nesses 14 anos, a exploração do cobre da Serra do Sossego rendeu R$ 218 milhões de ICMS. A iniciante produção de níquel do Onça Puma e do Vermelho recolheu pouco mais de R$ 70 milhões.
Todo o Sistema Norte de mineração da Vale rendeu em 14 anos aproximadamente R$ 1,3 bilhão de ICMS ao Pará. A média é de menos de R$ 100 milhões por ano. O Pará vai viver disso?
Esta é a conta do povo. Agora, a contabilidade da empresa.
Em 2011 as exportações totais do Pará foram de 18,3 bilhões de dólares (em torno de R$ 33 bilhões), sendo quase US$ 17 bilhões (ou mais de 90% do total, ou mais de R$ 30 bilhões) de produtos de origem mineral, em bruto ou semielaborados – isentos de impostos, portanto.
A Vale exportou no ano passado 97 milhões de toneladas de minério de ferro de Carajás, com faturamento de 11,7 bilhões de dólares, correspondentes a quase 20 bilhões de reais. Pois bem: esses R$ 20 bilhões renderam R$ 30 milhões de ICMS. Ou 0,15%. Alíquota de desmoralizar qualquer erário; de massacrar qualquer povo. E fazer a festa de outro povo, como o chinês: desses 97 milhões de minério de ferro extraídos e exportados, 47 milhões (exatamente a metade do total) foram para a China, que pagou US$ 5,8 bilhões.
Dá uns US$ 120 por tonelada. É muito se comparado com os US$ 15/25 por tonelada do início de Carajás, na metade dos anos 1980. Mas quem possui minério igual? E quando ele acabar, não depois de 400 anos de exploração, conforme se previa inicialmente, mas em menos de um século, na escala atual de lavra? A partir de 2015 a produção passará para inacreditáveis 230 milhões de toneladas anuais?
Talvez continue a ser maravilhoso para os donos de papeis da Vale com direito a dividendos prioritários, mas e para o Brasil? E para o Estado do Pará? Quem garante? Quem sabe das coisas?
Todos deviam saber. Mas raros se interessam. O que é uma pena – e muito cara. Criei um blog (www.valeqvale.wordpress.com) justamente para conhecermos melhor essa portentosa companhia, esfinge ou cavalo de Tróia. Poucos se apresentaram.
Agora estou colocando nas ruas um dossiê especial sobre a Vale (“A Vale engorda. O Pará emagrece”, é o título da publicação, com 44 páginas).
É tentativa de provocar o debate, despertar o interesse e mobilizar a vontade dos paraenses. Mais tarde será irremediavelmente tarde. Como já está sendo. Os paraenses continuam desatentos ao movimento do maior trem de cargas do mundo, que leva o filé-mignon dos minérios de Carajás para o exterior, com destino certo: a Ásia. A história do Pará parou, como manda a dança. O trem, não.
*Lúcio Flávio Pinto é editor do Jornal Pessoal.
Fonte: Adital, 21 de maio de 2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Desembargador do Tribunal de Justiça do Amapá anula a “Operação Eclésia”

Parsifal Pontes:


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Na terça-feira passada (22) o Ministério Público do Amapá, em conjunto com o Núcleo de Repressão a Corrupção da Polícia Civil do Amapá, deflagrou a “Operação Eclésia” que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no prédio da Assembleia Legislativa do Amapá (AL-AP) e em residências de deputados e servidores.
> Operação similar a que sofreu a Alepa em 2011
A operação guarda semelhanças operacionais com aquela que ocorreu no ano passado na Assembleia Legislativa do Pará: os pedidos de busca e apreensão foram requeridos por promotores de justiça e deferidos por juízo singular.
> Advogado paraense Inocêncio Mártires requer
inoc
A Mesa da AL-AP contratou o advogado paraense Inocêncio Mártires para defender a Casa nos efeitos da “Operação Eclésia”.
Mártires acautelou-se no Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP) pedindo, liminarmente, a nulidade dos atos da operação, alegando que já há entendimento passivo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que "não compete ao promotor de Justiça ajuizar ação civil de improbidade administrativa ou mesmo medida cautelar preparatória para futuro aforamento daquela ação civil contra determinadas autoridades, entre as quais, os deputados integrantes da Assembleia Legislativa".
> Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá concede
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O presidente do TJ-AP, desembargador Mário Gurtyev acatou o pedido formulado por Inocêncio Mártires, tornando sem efeito os mandados de busca e apreensão, assim como todos os atos da “Operação Eclésia”, determinando, todavia, que os materiais apreendidos devem permanecer “lacrados por um oficial de Justiça e ficar sob a responsabilidade da procuradora-geral de Justiça, Ivana Lúcia Franco Cei, até o julgamento do mérito pelo TJ-AP.”.
Caso a decisão liminar do desembargador Gurtyev seja mantida pelo Pleno, todo o material apreendido será devolvido a quem de direito e não terá valor algum como prova. Caso contrário o material será liberado ao MP-AP.
> Tribunal de Justiça do Pará poderá tomar decisão similar
Na esteira da operação deflagrada em desfavor da Alepa, em 2011, pronuncie-me observando os mesmos equívocos agora cometidos no Amapá: por se tratar de violação do prédio da Alepa, os pedidos de busca e apreensão não poderiam ter sido ingressados por um promotor, tampouco serem decididos por um juiz de primeira instância e sim demandados pelo procurador-geral de Justiça do Pará e apreciados pelo Tribunal de Justiça do Estado.
O equívoco pode custar, ao serem apreciados os recursos que com certeza virão, a nulidade de todos as provas produzidas pelo MPE-PA, por terem sido colhidas sem a observância do devido processo legal.
> Disputa tribal
Mas o pano de fundo das rebordosas amapaenses, que vira e mexe ganham manchetes negativas na grande imprensa, tem um viés além do jurídico: a disputa das clãs que se assenhoraram do poder no Estado.
02
A tribo de maior envergadura hoje no Amapá tem um triunvirato no comando: o senador João Capiberibe, sua esposa a deputada federal Janete Capiberibe e o seu filho Camilo Capiberibe, atual governador do Estado.
Depois eu conto o resto.

Globo Rural investiga a relação entre a pecuária e o meio ambiente




Na pecuária de corte, o Brasil está entre os líderes do mundo, disputando palmo a palmo com os Estados Unidos em volume de carne produzida. Alcançamos o posto de maior exportador e temos o maior rebanho nacional, passando de 200 milhões de cabeças de gado.
Cerca de 55% de nossos rebanhos estão concentrados atualmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.
No sul do Pará, município de Xinguara, a fazenda Santa Rosa, da família Quagliato, cria dezenas de milhares de cabeças.
As condições favoráveis de cria, recria e engorda do sistema convencional foram potencializadas por técnicas modernas, aplicadas em larga escala comercial.
O reverso desta realidade está em Eldorado dos Carajás, município vizinho, onde observa-se que um pasto pode estar degradado em vários níveis. O mais característico é quando o capim perde o vigor, a força de se recuperar depois de consumido, e fraco, vai cedendo espaço para as plantas invasoras. O que era pasto, então, acaba virando mato, comida de baixa qualidade para o gado.
A família de Osmair Tavares não consegue financiamento porque não tem o título definitivo da terra. Por não ter renda, eles não conseguem investir na reforma dos pastos. As propriedades em situação semelhante no Brasil são milhares hoje. 
O Brasil tem aproximadamente 200 milhões de hectares de pastagens e destes, segundo dados extra-oficiais, cerca de 90 milhões de hectares estão comprometidos, apresentando variados estágios de degradação, empobrecendo a atividade, mal utilizando áreas destinadas à produção.
No estado de Goiás, município de Indiara, o agrônomo especialista Washington Mesquita recomenda a utilização de capim de alta performance, gramíneas de grande potencial nutritivo e com crescimento acelerado
Confira o vídeo com a reportagem completa (no Globo Rural)e um teste que demonstra resultados bastante positivos com o manejo ad equado do capim. .


domingo, 27 de maio de 2012

Ninguém sabia! Maurino municipalizou a Vale


Vereador intrigado com placa da prefeitura em obra da Vale 
Há cerca de dois meses, a mineradora Vale está realizando, através de uma empresa terceirizada, uma obra de reforma na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio “Oneide Tavares”, na Folha 30. Desde a última semana, alunos, professores e a direção daquele estabelecimento ficaram intrigados com uma placa colocada no muro da escola pela Prefeitura de Marabá, informando que aquela era a obra de Número 175, gerando 16 empregos para reforma e ampliação do prédio, tendo custado aos cofres públicos R$ 184.357,01.
O caso foi criticado de forma veemente pelo vereador Edivaldo Santos (PPS) na tribuna da Câmara na sessão da última terça-feira, 15. Ele disse que os alunos e professores daquela escola não conseguem entender onde a prefeitura “cavou” aquela obra. “Todos sabem que é a Vale quem está realizando aquela obra e não tem nem um saco de cimento da prefeitura”.
A reportagem do CT esteve no local e conversou com a vice-diretora da escola Oneide Tavares, Maria de Nasaré, a qual confirmou que a obra está sendo realizada totalmente pela Vale, com troca de forro, telhado, iluminação das salas, piso, reforma dos banheiros, além da pintura. “Eles trabalham até sábado e domingo, tudo para que os alunos não fiquem sem aula durante a semana”, explica a diretora.
Todavia, a vice-diretora observou que embora a escola seja do Estado, há algumas turmas do ensino fundamental que funcionam ali, cujo ensino é de responsabilidade do município. Com isso, a Prefeitura contribuiu em 2009 com a reforma do piso da quadra de esporte, reconstrução do muro e colocação de alambrado. “Foi uma ajuda bem vinda, mas não aconteceu este ano nem no ano passado. Os pais ficaram intrigados com essa placa no último sábado, durante a festa do Dia das Mães”, revelou.
A reportagem do CT também conversou com Eloiso Araújo, gerente da Alpa em Marabá, o qual confirmou que a obra está sendo executada pela Vale, sendo aquela uma das cinco escolas beneficiadas através de um convênio entre a mineradora e o governo do Estado. “Vou procurar a prefeitura, para saber se eles vão fazer alguma obra naquela escola, para que não façam aquilo que já realizamos”, explicou.
Prefeitura justifica
A Reportagem do CORREIO DO TOCANTINS entrou em contato com a assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop), pedindo explicações sobre o caso incomum. Em nota curta, a Sevop fez a seguinte explicação: “A Prefeitura Municipal de Marabá (PMM), por meio de sua Secretaria de Viação e Obras Públicas (SEVOP), esclarece que a reforma referida no outdoor, em frente à Escola Municipal de Ensino Fundamental Oneide Tavares, na Folha 30, Nova Marabá, aconteceu no ano de 2010. Resultado de convênio com o Governo Federal (Fundeb), contrato 072/2010-C/SEVOP/PMM, tomada de preços n°007/2010/CPL/Sevop – Lote 02 item 4, sendo contratada a empresa LC Construção Civil Ltda, executora da obra. Portanto, a placa tem o intuito de levar ao conhecimento da comunidade mais uma obra da atual gestão”.
Todavia, a Sevop não explicou que obras executou e o que foi ampliado. Ainda assim, para a comunidade escolar, não justifica colocar a placa de uma obra dois anos depois de ela ter sido realizada, quando outra reforma está em andamento. (Emilly Coelho)
CORREIO DO TOCANTINS
17/05/2012

“Trabalho escravo” na saúde pública?


CORREIO DO TOCANTINS
25/05/2012
Prefeito oferece 3%, Saúde faz greve e o povo padece 


Servidores públicos municipais da Saúde, do HMM (Hospital Municipal de Saúde), HMI (Hospital Materno Infantil), postos e centros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) cruzaram os braços na manhã de terça-feira (22). Em manifestação em frente ao HMM eles, reivindicavam reajuste salarial de 14,3% mais correções de perdas de 65%, melhoria no atendimento e equipamentos básicos de trabalho.
Enquanto isso, quem precisa de atendimento está sendo penalizado duramente, pois apenas 30% do pessoal da Saúde está trabalhando, conforme norma legal. No Hospital Municipal, onde antes a situação já era caótica, o atendimento ficou pior, devido à redução drástica do número de servidores dos níveis Médio e Fundamental que parou de trabalhar.
E tudo leva a crer que a semana inteira vai se de sofrimento, pois, segundo a Assessoria de Comunicação da prefeitura, o gestor municipal, Maurino Magalhães de Lima (PR) encontra-se em Brasília (DF) e só retorna na próxima sexta-feira (25), quando, então de se reunir com os representantes dos grevistas. 
Segundo o  diretor do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública), Raimundo Gomes Bezerra, recentemente os médicos do município tiveram um aumento de 50%, enquanto a proposta de reajuste para os demais servidores é de 3%.
“Há uma discriminação, além do atraso no pagamento do vale-alimentação, o técnico de enfermagem no município hoje ganha R$ 646, pouco mais que o salário mínimo que é de R$ 622”, compara ele.
Ainda de acordo com Raimundo Bezerra, a greve não visa só os interesses da classe, mas também da população, uma vez que desde novembro passado o Hospital Municipal não realiza cirurgias eletivas – aquelas que não são urgentes, mas são necessárias, por falta de material. "A população é extremamente prejudicada, além de faltar equipamentos básicos como seringas, luvas, tanto nos postos de saúde falta também no Hospital Municipal".
O diretor do Sintesp explica ainda que o sindicato tem uma proposta chamada de “Plano B”, que seria a incorporação, ao salário, do abono que hoje parte dos servidores recebe.
Urgência e emergência
Apenas serviços de urgência e emergência estão funcionando no município. Consultas, mesmo as que estavam marcadas, assim como agendamentos e exames, tudo foi cancelado enquanto durar a greve.  “Queremos que 70% dos trabalhadores abracem à greve, o que dá em torno de 1.200 pessoas”, afirma Raimundo Bezerra. Ele disse esperar que a negociação com o prefeito ocorra com a maior brevidade para que a população volte ter atendimento", disse o presidente do Sintesp. (Emilly Coelho)







Com incentivo da PMM, urubu chic muda de lixão


CORREIO DO TOCANTINS

25/05/2012
 Urubus planam voo em lixões em plena Avenida Tocantins 
A avenida Tocantins, a principal via do bairro Novo Horizonte, no núcleo Cidade Nova, convive com urubus há várias semanas. Tudo por conta de três lixões existentes na extremidade da avenida, algumas quadras depois que termina o asfalto.
Depois de receber duas reclamações de moradores da redondeza, a reportagem do CORREIO DO TOCANTINS foi ao local e confirmou a veracidade da denúncia. Evanilde Ferreira Costa, gerente do Comercial Canaã, que fica em frente a um dos lixões, é uma das queixosas. 
Segundo ela, os caminhões coletores da Leão Ambiental passam três vezes por semana, mas não entram nas vias perpendiculares, e os moradores dessas ruas acabam vindo jogar o lixo na avenida, formando lixões, os quais só são retirados uma vez por semana. “Com isso, os urubus estão sempre por aí, comendo restos de comida”, desabafa.
Ainda segundo Evanilde, os lixões são tão comuns e funcionam há tanto tempo, que viraram ponto de referência até mesmo para os fornecedores do comércio onde ela trabalha. A grande ironia, na opinião dela, está em uma frase que está impressa em todos os caminhões da Leão Ambiental: “Nosso trabalho você vê e sente”. Para a comerciária, o trabalho que a empresa não faz é que causa resultados que a população vê nas ruas e sente. “Há muito mau cheiro durante o dia e também à noite”, queixa-se. Amélia Dias, residente à rua Monte Alegre, é uma dona de casa flagrada pela reportagem do Jornal “alimentando” o último lixão localizado na avenida Tocantins. Ela disse que joga lixo sempre na avenida porque o carro de coleta não passa em sua rua, por causa de uma poça de lama que tem logo na entrada. “Eu não vou ficar com lixo na minha casa o tempo todo, tenho de colocar em algum lugar”, justificou.
Para Amélia, o correto seria a Prefeitura passar máquinas nas ruas para permitir o acesso dos caminhões de coleta de lixo. Ela disse que várias outras ruas daquele perímetro passam pelo mesmo problema, com dificuldade de acesso para todo tipo de veículo, com exceção de motocicletas.
A aposentada Maria Rita Cortez, 65 anos, confirmou que o problema do lixo na avenida Tocantins é antigo e que quase sempre os urubus estão “fazendo a festa” porque a empresa responsável pela coleta demora em passar pelo local. “Na rua que eu moro mesmo, na Guamá, o carro do lixo não passa faz muito tempo. Eu também mando os meus netos jogarem lixo aqui”, delatou-se.
Diante desse problema de dificuldade de acesso, a Leão Ambiental deveria colocar contêineres naquele perímetro para que o lixo não ficasse espalhado na rua, atraindo urubus e na iminência de provocar doenças na comunidade.
Risco às aeronaves
A presença de urubus em um raio de 8 km do aeroporto pode colocar em risco pousos e decolagens de aeronaves. A direção da Infraero em Marabá já reclamou várias vezes a existência de lixões na área de influência do aeroporto. Os mais preocupantes estão em uma das cabeceiras, às margens da Rodovia Transamazônica. (Ulisses Pompeu)