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sábado, 13 de outubro de 2012

Cavalo de Tróia


Na coluna do Giba Um: 
Derrota em família
A família Barbalho foi derrotada em várias frentes no Pará. Jader, ex-governador, ex-deputado e senador pelo estado, não conseguiu levar ao segundo turno seu candidato, o deputado federal José Priante. Helder, filho de Jader, depois de oito anos como prefeito de Ananideua, não elegeu o sucessor e sua mãe, Alcione, ex-mulher de Jader, também não conseguiu eleger seus candidatos no interior do Pará. Jader Barbalho quer se retirar da política em 2018 e antes, em 2014, pretende eleger o filho governador do Estado, o que não será fácil, a se julgar pelo desempenho familiar nas eleições municipais.
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Entre nós, pelo menos na orla do Tocantins, na Marabá Pioneira, há cartazes espalhados nas paredes com o sorridente Helder Barbalho ao lado do prefeito eleito deputado João Salame.
Muita gente que viu, não gostou:
"Nós não somos cavalos de Tróia!", disse um marabaense irritado. 
Era só o que faltava!..

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O “mais importante veredicto de corrupção no Brasil". Mas falta o coice...


No blog do Claudio Humberto:

Estatuto do PT prevê expulsão dos condenados
O Estatuto do Partido dos Trabalhadores prevê a expulsão de filiados que tenham sido condenados “por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado.” A determinação está prevista no artigo 231 do Estatuto do PT, nos quais estariam enquadrados os réus petistas condenados no processo do mensalão, incluindo seus ex-presidente José Dirceu e José Genoino. O Estatuto do PT prevê também a comunicação à Justiça Eleitoral dos condenados desfiliados, o que implica em perda de eventual mandato. A direção do PT ainda não informou se vai cumprir o dispositivo do Estatuto do partido sobre a expulsão de filiados condenados na Justiça.
Papel da AGU
Será da Advocacia Geral da União a tarefa de processar condenados do mensalão para devolverem a grana surrupiada dos cofres públicos.
Com que cara
Talvez só a eleição de Lula superou o noticiário internacional do julgamento do mensalão. Nas bancas, a revista Time, que o colocou na capa em 2010 como “dos mais influentes do mundo”, mostra esta semana o “mais importante veredicto de corrupção no Brasil”.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

“Laranja” no Brejo



A eleição para prefeito de Brejo Grande do Araguaia deu como vencedor o Baxim, do DEM, com 2.287 votos – pouquinho mais (50,27%) da metade dos sufrágios válidos. Baxim, segundo a Justiça Eleitoral, concorreu pela coligação “O Trabalho Continua (PP / PT / PMDB / PPS / DEM / PSDC / PHS / PSB)”, até então encabeçada por Geraldo Bila, do PMDB.
Baxim? Mas o candidato não era Geraldo Francisco de Morais, o Geraldo Bila (PMDB), cabeça da mesmíssima coligação, mas ficha-suja com registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral? Não foi o próprio Bila quem tantas vezes reafirmou sua candidatura ao Correio do Tocantins e, em último comício no Brejo, reiterou-a aos eleitores?
Acontece que Bila, mesmo sem nenhum resultado do seu recurso ao TSE, resolveu renunciar à candidatura, indicando, em seguida, um dos seus assessores – o Baxim.
A renúncia deu-se no dia 5 de outubro. Para não vazar a informação, o prefeito foi até Palestina do Pará para fazer o reconhecimento de sua assinatura, embora tendo Cartório em Brejo Grande do Araguaia. Nos últimos minutos, protocolou no Cartório Eleitoral as 8:50 do dia 6 de outubro, a substituição. Os eleitores só ficaram sabendo que Baxim era o eleito quando leram na apuração do TSE o nome dele em lugar do de Bila.
A armação é simples. O titular impugnado tem, em regra, prestígio eleitoral e aceitação popular. Com isso, vai carregar seu “conceito” até as últimas consequências. Na "hora H", será substituído por outro nome menos expressivo eleitoralmente. E sai até como vítima dos adversários! No dia da eleição não haverá mais tempo sequer para alterar a foto do impugnado na urna eletrônica e o eleitor é passado para trás votando em outra pessoa, que já teve o nome registrado no Cartório Eleitoral como candidato substituto.
A substituição de candidato a prefeito está prevista no art. 13, § 1°, da Lei n°. 9.504/97, pode ser feita a qualquer tempo antes da eleição. No caso de Brejo Grande, contudo, a coligação de Geraldo Bila esqueceu o princípio constitucional da ampla divulgação da demanda, instituído na Instrução nº 1450-86.2011.6.00.0000 do TSE.
O nome verdadeiro do Baxim é Marcos Dias do Nascimento. Sem qualquer expressão política, e totalmente desconhecido no município, ele pode tornar-se o prefeito mais novo do Pará (tem 27 anos), caso a Justiça Eleitoral homologue o que a oposição  local classifica de “fraude eleitoral”.
Aliás, as coligações adversárias reagiram: uma – “Brejo Grande vai voltar a sorrir” - pediu indeferimento do registro do substituto de Bila, candidato à reeleição, por fraude eleitoral. As demais ficaram de ajuizar ações de investigação judicial eleitoral para anular a eleição municipal para prefeito e vereadores que se beneficiaram da jogada.

Em Santarém. devastação ameaça a praia fluvial mais bela do mundo

No Manoel Dutra


O deserto chega à praia, no coração da Amazônia. Fotos comprovam

AS "AUTORIDADES" PARAENSES DEVEM AGORA ATRAIR OS TURISTAS COM PACOTES ESPECIAIS PARA QUEM DESEJA ASSISTIR COMO SE DEVASTA A NATUREZA, A BELEZA E O BOM SENSO.
Poucos lugares pelo Brasil afora dizem orgulhar-se tanto de suas praias como Santarém. Uma das músicas que mais identificam a cidade começa com "nunca vi praias tão belas, prateadas como aquelas, do torrão em nasci". Imagine se não houvesse esse decantado orgulho, como já estariam as quilométricas praias do Rio Tapajós? A mais recente e cavalar agressão é essa aí da primeira foto, logo abaixo. 
O deserto caminha veloz na direção de um dos recantos mais belos do interior amazônico, que  é o Lago do Juá/Praia da Salvação. As duas áreas raspadas, lá atrás, estão sendo utilizadas para a construção de um grande conjunto residencial de propriedade privada. Curiosamente, a imprensa de Santarém silencia sobre essa brutalidade (Primeira e segunda fotos: MDutra, 08.10.2012).
Depois de pronto o conjunto, a direção das águas sujas e do lixo vai ser esse santuário aí, mostrado na segunda foto. Essa área natural, bem próxima à cidade, desaparecerá dentro em breve, talvez em 5 anos sejam apenas as fotos e as lembranças também do Papucu, ali bem perto, assim como já morreu, há muitos anos, imponente Praia da Maria José, cujas areias serviram para a construção da pista do aeroporto, perto dali. Mas não é só isso, pois próximo à área desmatada para a construção de um conjunto privado, o governo federal mandou devastar por completo uma área várias vezes maior, na outra margem da estrada do aeroporto, para construir milhares de cubículos do programa "Casa Deles, Vida Deles". PARABÉNS, SANTARÉM, O DESERTO TE ABRAÇA. Os roçados de soja já consumiram o capoeirão remanescente entre Santarém e Belterra e mais adiante, ao longo da BR-163 em vastos trechos. E ainda tem gente propondo estudos sofisticados para "descobrir" por que aquela cidade fica cada dia mais quente, insuportavelmente quente.

Outra grande obra da engenharia anti-amazônica foi a ação de tratores sobre as areias da sacrossanta Alter do Chão, há um mês. Ali ficam as praias que já foram duas vezes apregoadas ao mundo como entre as 5 ou as 8 mais belas do Brasil. Depois de noticiada tamanha burrice (para dizer o mínimo), os tratores foram retirados. AGORA, CHAMEM OS TURISTAS, COM PACOTES ESPECIAIS PARA QUEM DESEJA ASSISTIR COMO SE DEVASTA A NATUREZA, A BELEZA E O BOM SENSO. Nem no inferno dá pra entender!
Terceira foto: Blog Quarto Poder

Sem terra relatam ameaças de pistoleiros e ataques aéreos com agrotóxicos no Pará

Disputa por terras é marcada por violência em Curionópolis. Perto de Marabá, famílias reclamam de intoxicação após sobrevoo

Por Daniel Santini
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representantes da Plataforma Dhesca, articulação nacional de 36 movimentos e organizações da sociedade civil, denunciaram nesta quarta-feira, 10 de outubro, um ataque promovido por pistoleiros contra cerca de 280 famílias que vivem no acampamento Frei Henri, em Curionópolis, na região sudeste do Pará. "O simples fato de os moradores estarem se organizando e preparando a terra para plantar fez com que fazendeiros e pistoleiros cercassem o acampamento e promovessem um ataque, fazendo disparos, ameaças e colocando fogo em alguns barracos", afirma Isabel Rodrigues, da coordenação estadual do MST. O episódio é o mais recente de uma série de ofensivas contra camponeses da região, que, segundo o movimento, inclui até ataques aéreos com agrotóxicos (leia mais abaixo).
Acampamento Frei Henri, localizado dentro da propriedade Fazendinha, 
na margem da Rodovia PA-257. 

"Eles começaram a preparar a terra para o plantio de macaxeira e milho aproveitando as primeiras chuvas. Quando fizeram esta movimentação, os fazendeiros da região juntaram caminhonetes e se reuniram no que seria a sede da fazenda. Eles cercaram a área, deram tiros e queimaram barracos", detalha Sérgio Sauer, relator de de Direito Humano a Terra, Território e Alimentação da Plataforma Dhesca. Ele está no sudeste do Pará em missão para investigar denúncias de violações dos direitos humanos relacionados à terra e à reforma agrária e visitou o acampamento um dia antes do episódio.
Os fazendeiros negam o ataque. Procurado pela Repórter Brasil, Daniel Guimarães, filho de José Ulisses Guimarães, proprietário da Fazenda Marambaia, confirmou que houve uma mobilização por parte dos pecuariastas, mas afirmou, no entanto, que o grupo só se organizou para evitar novas ocupações. A Marambaia é vizinha à área conhecida como Fazendinha, onde as famílias estão acampadas. Ele afirma que os sem terra é que avançaram contra o grupo e chegaram a efetuar disparos. "Os produtores estão unidos, estamos sitiados mesmo e vamos resistir. Eles mandaram retirar todo o gado e disseram que iriam ocupar a fazenda, não aceitamos isso", diz.
Isabel Rodrigues, do MST, rebate a acusação de que as agressões partiram por parte dos agricultores: "Nossa intenção era abrir uma roça ao redor do acampamento para garantir a alimentação de todos. Eles não deixaram porque sabem que, com fome, o povo vai embora. Queremos apenas plantar".
Reforma agrária
De acordo com  Edson Bonetti, superintendente do Incra em Marabá, tanto a Fazenda Marambaia quanto a Fazendinha deveriam ser destinadas à reforma agrária. "O Incra vistoriou a Marambaia, a fazenda é improdutiva. O problema é que o proprietário entrou na Justiça pedindo a impugnação da vistoria e conseguiu uma liminar. Estamos impedidos judicialmente de dar andamento ao processo". O fazendeiro Daniel Guimarães nega que as terras da família sejam improdutivas e diz que a área é utilizada para a produção e corte de gado, inclusive com beneficiamento genético da raça Nelore. 

A situação legal da Fazendinha, onde as famílias estão acampadas, é ainda mais complexa. Os sem terra alegam que a área é terra pública ocupada de maneira ilegal pelos latifundiários. Os fazendeiros tentaram regularizar a propriedade recentemente por meio do programa Terra Legal fazendo o registro em nome de Darlão Lopes Gonçalves Pereira, genro de Dão Baiano, conhecido fazendeiro da região. "O problema é que Darlão já é assentado da reforma agrária e por isso não pode se beneficiar novamente. Assim, estamos apenas esperando o processo ser concluído para dar início a uma ação civil pública para destinar a terra para reforma agrária", afirma o supervisor do Incra, que relata dificuldades para fazer inspeções nas propriedades da região.
Ataque aéreo
A crise fundiária se extende por todo sudeste do Pará. Nas fazendas vizinhas a Marabá, segundo o supervisor do Incra, a situação não é diferente. "O Incra tentou vistoriar recentemente duas áreas pertencentes ao Grupo Santa Bárbara, as Fazendas Espírito Santo e Cedro, mas os proprietários conseguiram impedir a vistoria alegando que elas estão ocupadas e, por isso, conforme a Lei 8.629, não podem ser beneficiadas. Estamos tentando intermediar a situação, mas nem o Grupo Santa Bárbara, nem o MST colaboram. Continuamos impedidos de fazer vistorias e o movimento segue sem desocupar as terras", diz.

Acampamento Elenira Resende, na Fazenda Cedro, em Marabá. 
Foto: Acervo CPT Marabá

Foi na fazenda Cedro que, em junho deste ano, seguranças atiraram e atingiram 16 acampados. Após o ataque, os sem terra aceitaram deixar a frente da fazenda, mas permaneceram acampados em área próxima para pressionar pela desapropriação da fazenda. Assim como em Curionópolis, os fazendeiros alegaram na ocasião que estavam apenas se protegendo e que atiraram para evitar novas ocupações.
Segundo o MST, no acampamento que ainda resiste na fazenda Cedro aconteceu um ataque aéreo com agrotóxicos há cerca de dois meses. "Eles jogaram veneno em cima das pessoas. Três crianças foram internadas com intoxicação e todas as roças acabaram comprometidas. Esse tipo de ação tem sido muito comum, eles saem pulverizando veneno do campim e passam por cima dos acampamentos. Tem outros casos no sudeste do Pará", diz Isabel, da coordenação estadual do movimento.
A fazenda Cedro fica próxima ao local em que 19 trabalhadores rurais sem-terra foram mortos em 1996 no episódio que ficou conhecido como Massacre de Eldorado de Carajás. A propriedade é parte do conjunto de terras pertencentes à família do banqueiro Daniel Dantas, onde, em fevereiro deste ano, foram resgatadas cinco pessoas vítimas de trabalho escravo, incluindo um adolescente. (Repórter Brasil)

Largar o osso? Nem morto!!!


Série C: Técnico nega saída e garante permanência no Águia

Marabá, PA, 08 (AFI) – O Águia ainda corre risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro da Série C, mas ao contrário do que vem sendo especulado na imprensa paraense, o técnico João Galvão (foto abaixo) não deixará o comando do time. Faltam três rodadas para o fim da primeira fase.
O desempenho do treinador à frente do time não é animador. João Galvão ainda não venceu com o Águia fora de casa, retrospecto que preocupa os dirigentes. Porém, toda sua história no clube e moral com o presidente Sebastião Ferreirinha o mantém esperançoso quanto ao futuro na competição.

Não houve nenhuma cobrança em relação a esses resultados, tirando a cobrança que nós mesmos fazemos. Não tenho nenhum plano de deixar o Águia”, disse João Galvão sobre a especulação de sua saída.
Com o empate da última rodada contra o Salgueiro, por 1 a 1, o Águia permaneceu com 18 pontos e na sétima posição do Grupo A – um atrás do Santa Cruz (4.º e primeiro no G4 da chave).
 
Agência Futebol Interior

Suplicy chora no Senado por condenação de Genoino

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) chorou (foto) ontem, 10, na tribuna do Senado ao ler a carta em que Miruna Genoino, filha do ex-presidente do PT José Genoino, protesta pela condenação de seu pai e afirma que ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Ex-deputado, Genoino foi condenado por corrupção ativa pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão. Ele assinou empréstimo do Banco Rural utilizado para abastecer parte do esquema.
Em sessão no Senado, Suplicy chora ao ler carta de Miruna Genoino - Beto Barata/AE
Na carta divulgada nas redes sociais, Miruna diz que Genoino "não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem". Suplicy disse que ficou emocionado pelo desabado da jovem. E Suplicy, que iria inicialmente subir à tribuna para falar sobre a revolução constitucionalista de 1932, terminou por intermediar a leitura da carta com a tentativa frustrada de conter o choro. "Foi uma condenação muito dolorosa para nós do PT", alegou. "Avaliamos, tanto no caso de João Paulo Cunha, José Dirceu e Delúbio Soares, que eles não cometeram faltas graves, mas eu respeito a decisão do Supremo".
O senador acredita que os petistas devem aprender "a lição" com o episódio do mensalão. Quanto à participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escândalo, Suplicy disse que o próprio Lula lhe assegurou, mais de uma vez, que não sabia e nem participou do esquema. "Tantas vezes, o próprio Lula me afirmou que não sabia desse procedimento, que eu não tenho razões para não acreditar nele", defendeu. "Ele sempre afirmou que não ocorreu o mensalão". 
Suplicy disse que também se "emocionou" quando teve de encarar a condenação de outros colegas de partido, citando especificamente João Paulo Cunha, Delúbio Soares e José Dirceu. Ele negou a predileção por Genoino, apesar de reconhecer que o ex-guerrilheiro "teve uma história de luta muito forte pela democracia". "Fiz o registro também por todos eles, é uma história de muito sofrimento para nós do PT". O senador lembrou que todos os acusados de envolvimento no esquema do mensalão tiveram os melhores advogados do País para defendê-los. Contou, em seguida, que correu o risco de levar uma bronca da direção do PT quando assinou o requerimento para criação da CPMI dos Correios, que investigou o escândalo de utilizar dinheiro público para pagar deputados, em troca do apoio ao governo. "A direção do partido ficou brava comigo, mas não recebi nenhuma sanção, porque depois teve a entrevista do Roberto Jefferson", afirmou, referindo-se ao relato do mensalão feito pelo então deputado, presidente do PTB.  (Estadão)
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Resposta de uma brasileira à Miruna Genoíno

 Por Maria Helena 
Embora solidária com seu sofrimento, como uma das cidadãs a quem sua carta é dirigida, não posso me furtar a respondê-la com muita franqueza.
Estranho seria se você, que teve um pai amoroso e que vê esse pai ser um avô dedicado e apaixonado por seus netos, não o defendesse.
Mas pare e pense: você acredita mesmo que nossa Imprensa odeia o governo Lula apenas porque esse cidadão era um operário? Você realmente acha que todos os membros da Imprensa nacional são aristocratas que odeiam a plebe? Será que você não se lembra da força e da torcida da maior parte da Imprensa pela anistia e do prazer com que ela relatou a volta dos exilados?
É à Imprensa, aos seus jornalistas e repórteres, que devemos, em grande parte, a maior parte, aliás, a queda da Ditadura. Se nossos jornalistas não encampassem a luta contra os militares, nós ainda estaríamos sob seu jugo.
Ainda há alucinados que gritam Selva! Mas veja você que a grande Imprensa não lhes dá guarida.
Seu pai cometeu um grave erro: seguir cegamente uma ideologia e acreditar que o PT seria o partido certo para implantar essa ideologia. E não perceber que estava seguindo dois homens que tinham um interesse apenas: o poder pessoal. A qualquer preço.
Você já se perguntou para que eles queriam esse poder? Convive com eles? São homens probos tal qual seu pai? Vivem vida simples e regrada como seu pai e sua família? Eles se dispuseram a inocentar seu pai, confessando, em juízo, que ele foi vítima de um esquema tenebroso?
Não lhe passa pela cabeça que seu pai foi muito ingênuo?
Sinto muito pelo seu sofrimento. Mas penso que sua carta deveria ser destinada ao Lula e ao José Dirceu.
Atenciosamente, Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa, jornalista.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Eu acho é pouco!...

No Parsifal Pontes:

STF condena Dirceu, Genoíno e Delúbio por corrupção ativa

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O Supremo Tribunal Federal concluiu ontem (09) a condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, ex-chefe da Casa Civil, ex-presidente do PT e ex-tesoureiro do PT, respectivamente, por crimes de corrupção ativa.
> Especulando penas
A pena mínima pelo crime referido é de dois anos e a máxima de 18 anos de prisão. Como os réus cometeram, segundo a denúncia, nove crimes de corrupção ativa, a possibilidade de aplicação da pena mínima está afastada, devendo essa começar por volta dos 4 anos de reclusão.
Como um réu só começa o cumprimento da pena em regime fechado quando a condenação supera oito anos e opinando que a dosimetria das penas de Dirceu, Genoíno e Delúbio não chegarão a tanto, devo crer que, no máximo, eles comecem o cumprimento em regime semiaberto, quando o apenado passa o dia fora e é obrigado a ser recolhido preso à noite.
> O pior pode ocorrer
O perigo para eles é se o STF optar pelo concurso material (o que seria um exagero do ânimo de condenar), quando a pena mínima é multiplicada por cada ato delituoso: aí o rabo torce a porca e a pena de todos começaria, por baixo, em 12 anos de reclusão e eles teriam que começar em regime fechado.
> Mais por vir
Mas o martírio processual da trinca ainda não acabou: eles ainda são acusados de crime de formação de quadrilha (que será o último item do julgamento), cuja pena vai de um a três anos de prisão.
Todavia, como diz o Lula, o povo brasileiro "não está nem aí" para isso e querem saber é se o Palmeiras vai cair...
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Para a CUT, que se alia aos mensaleiros, STF errou...

CUT critica casuísmo do STF

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Do sítio da CUT:

A Executiva Nacional da CUT, reunida em São Paulo com representantes das CUT’s Estaduais das 27 unidades da Federação, repudia o comportamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que se colocou a serviço dos conservadores, da imprensa neoliberal e de todos que querem criminalizar os movimentos sociais e seus representantes no parlamento, usando, inclusive, o processo eleitoral a serviço dos reacionários.

A CUT, que sempre defendeu e sempre defenderá o combate à corrupção e aos corruptores, não admite, no entanto, que os juízes julguem por "inferência", pela intenção premeditada. Exigimos que todos os brasileiros sejam julgados e condenados a partir de provas concretas e que a lei tenha o mesmo rigor independentemente de partido, ideias ou concepções políticas. Ou seja, que o comportamento recente do STF não abra caminho para a “flexibilização” da lei brasileira, conforme conveniências políticas.

Para que tenhamos um Brasil mais democrático, mais honesto, mais inclusivo e competitivo internacionalmente, defendemos que seja feita uma ampla reforma do Sistema Judiciário Brasileiro, para que as regras legais sejam adequadas à realidade, diminuindo as subjetividades e aumentando a transparência e controle social na gestão, evitando manipulações e casuísmos na Justiça.

Reiteramos a importância de realizarmos a reforma política, com financiamento público de campanhas. Democracia se conquista praticando e quem deve governar são os eleitos pelo povo.

A CUT é solidária com Lula e com o Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelas profundas transformações recentes no País.

Como sempre, a CUT vai defender o legado de transformações sociais que conquistamos nos últimos anos, debatendo este tema em todo o Brasil e nas instâncias internacionais.

São Paulo, 10 de Outubro de 2012.
CUT – Central Única dos Trabalhadores

Novo bispo de Marabá vem de Caxias do Sul


Papa nomeia novos bispos para Petrópolis e Marabá


Rádio Vaticano


Arquivo
Dom Gregório Paixão (acima), nomeado bispo para Petrópolis (RJ) e padre Vital Corbellini, nomeado para Marabá (PA)
O Papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 10, bispos para duas dioceses do Brasil: para Marabá (PA), irá o Padre Vital Corbellini; para Petrópolis (RJ), Dom Gregório Paixão.

Padre Vital Corbellini é presbítero do clero da Diocese de Caxias do Sul (RS). Além de atuar em paróquias e no campo da formação, foi animador das pastorais da juventude e da pastoral presbiteral. De 2008 até 2011, foi vigário-geral da diocese. Como missionário, participou do projeto “Igrejas-Irmãs”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), atuando em Cuiabá (MT) e atualmente na diocese de Ji-Paraná (RO).

A Diocese de Marabá, para onde foi nomeado, estava vacante desde abril, quando Dom José Foralosso renunciou por motivos de idade, vindo a falecer em agosto passado. Neste período, a diocese foi governada pelo bispo prelado de Cametá (PA), Dom Jesus Maria Cizaurre Berdonces.

Dom Gregório Paixão é membro da Ordem de São Bento. No Mosteiro de São Bento da Bahia exerceu quase todos os ofícios monásticos, inclusive como mestre de noviços e prior. Em 1987, foi enviado para o Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, onde cursou Filosofia e Teologia na Escola da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontifícium Athenaeum Anselmianum de Roma.

Foi ordenado presbítero em 21 de março de 1993, pelo Cardeal Lucas Moreira Neves. Possui doutorado em Antropologia Cultural pela Universidade Aberta de Amsterdã (Holanda), da qual é professor convidado desde 1998. Possui 14 livros publicados, além de diversos artigos escritos para revistas nacionais e estrangeiras.

Desde 29 de julho de 2006, é bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, sendo também secretário do Regional Nordeste 3, da CNBB, e membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tetê volta à Assembléia Legislativa

No Parsifal Pontes:

Quem assume as vagas abertas na Alepa

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Com a eleição dos deputados tucanos Manoel Pioneiro e Alexandre Von para as prefeituras de Ananindeua e Santarém respectivamente, a partir de 1° de janeiro assumem as vagas abertas na Alepa o 1° suplente da coligação PSDB/DEM em 2010, Haroldo Martins (DEM) e a 2ª suplente da mesma coligação, Tete Santos (PSDB).
Como o deputado tucano Sidney Rosa está no secretariado de Simão Jatene, assumir-lhe-á a vaga eventual o 3° suplente da coligação, Italo Mácola.
Com a eleição do deputado João Salame (PPS), em Marabá, assume a vaga aberta na Alepa o 2° suplente da coligação PPS/PSDC/PRTB/PMN/PRP em 2010, o vereador de Belém Augusto Pantoja (PPS), que não se reelegeu para vereador da capital, mas vai ser deputado quando 2013 chegar.
O 1° suplente dessa coligação, Nélio Aguiar (PMN), assumiu a vaga aberta com a morte de Alessandro Novelino (PMN).