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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sesc inaugura amanhã




O Serviço Social do Comércio (Sesc) inaugura oficialmente amanhã, dia 07 de novembro, às 18h, sua mais nova unidade no Pará - o Centro de Atividades Paulo Cesar de Carvalho Lopes, em Marabá. A cerimônia, somente para convidados, contará com a presença do Presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pará, Sebastião de Oliveira Campos, do Superintendente do Departamento Regional do Sesc no Pará,  Marcus Pinho, da Diretora Regional do Sesc no Pará, Odmarina Avelino de Sousa, além de conselheiros, sindicatos filiados,  autoridades, empresários, imprensa e convidados.
O nome da Unidade homenageia o empresário local e conselheiro do Sesc, Paulo Cesar de Carvalho Lopes, que tanto lutou pela  implantação do Sesc no município. Paulinho, como era chamado por todos, era economista e na vida profissional militou como empresário do setor de cozinha industrial e farmácia, por muitos anos. Também foi presidente do Sindicato do Comércio de Marabá (Sindicom) e diretor da Associação Comercial e Industrial de Marabá (Acim).

Contra a "privatização" da água



Quem ganha?
Por conta da carga pesada que o prefeito João Salame faz para “substituir” a Cosanpa no fornecimento de água tratada  em Marabá, as caixas residenciais de correio vêm transbordando de panfletos pagos pela prefeitura.
A publicação, em papel de primeira e impressão em várias cores, tenta “vender” o propósito das melhores intenções do prefeito, mas não explica quem indenizará o patrimônio deixado pela Cosanpa.
Outro ponto: quem lucrará com a concessão de trinta anos, pelo menos, além da empresa contratada? O negócio é tão bom que até tradicional construtora com atuação em todo o Brasil já estendeu tentáculos para esse tipo de negócio. 
"Clamor popular barra audiência pela 3ª vez" é, a propósito, a manchete do jornal Correio do Tocantins de hoje, terça-feira, 6 de novembro. 
"A pressão popular, com representantes de vários setores, incluindo igreja, políticos, entidades de classe e associações, fez a Prefeitura de Marabá recuar em mais uma tentativa, ontem (5), de seguir com a concessão da gestão de água e esgoto a empresa privada. prevaleceu a mobilização dos manifestantes e o argumento de personalidades como o bispo Dom Vital Corbelini e o deputado eleito João Chamon, que sugeriram que o município volte atrás no atual estágio do processo, amplie a discussão com todos os setores da sociedade, antes de nova tentativa, uma vez que o tema env olve toda a população da cidfade. sindicalistas prometem manter vigilância e criticam modelo", diz o jornal em chamada principal da primeira página.

Controle de natalidade



CPI acusa que o prefeito de Parauapebas, Valmir Mariano, gastou R$ 10 milhões em contraceptivos, através da Secretaria de Saúde.
Se procedente a denúncia, a fortuna daria para comprar mais de 555 mil cartelas de anticoncepcional genérico (o mais barato) a R$ 17,00 a unidade.
Mais de três vezes a população do município.

Rio Tocantins poluído



Três ações civis públicas (ACPs) acabam de ser ajuizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) em desfavor dos municípios de São Miguel do Tocantins, Itaguatins e Maurilândia (todos no TO), além da concessionária de água e esgoto Odebrecht Ambiental (antiga Foz Saneatins). As ações visam proibir a continuidade do despejo de esgoto sanitário sem tratamento diretamente no Rio Tocantins e seus afluentes.
Em Marabá, quem for à orla nem precisa de muito esforço para ver a quantidade de esgotos despejando porcaria no mesmíssimo Tocantins. E, de quebra, no Itacaiúnas, conforme já denunciado pela imprensa e confirmado por pesquisadores da Casa da Cultura.

Pobres coitados. Até dá dó!...


Desembargador defende auxílio-moradia para ir a Miami comprar terno e para não ter depressão

Publicado por Liberdade Juridica
Por Rogério Galindo

Discutir eleição é importante, claro. Mas o período eleitoral sempre serve também para que outras instituições que estão de fora do processo aprovem benefícios em causa própria ou façam coisas que querem ver debaixo do tapete. Como todo mundo que acompanha o noticiário só presta atenção aos candidatos, fica barato fazer coisas impopulares nesses meses.
Em 2014, o troféu da medida impopular foi para o Judiciário, aprovou R$ 1 bilhão em “auxílio-moradia” para os seus. São R$ 4,4 mil por mês para cada magistrado do país, independente de ele (ela) já ter casa, de morar com outro juiz (juíza), e agora, discute-se, até mesmo independente de estar na ativa ou ser aposentado.
Como não precisam se eleger nem gostam muito de prestar contas do que fazem, os juízes se retraíram e os críticos ficaram falando sozinhos. Mas às vezes alguém põe a cabeça para fora e é possível perguntar por que, afinal, dar auxílio moradia para quem já tem casa, e dar mais benefícios a quem já tem salário inicial superior a R$ 20 mil.
No Jornal da Cultura, isso aconteceu. O desembargador José Roberto Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi questionado sobre o tema. E vale a pena transcrever na íntegra a resposta:
“Esse auxílio-moradia na verdade disfarça um aumento do subsídio que está defasado há muito tempo. Hoje, aparentemente o juiz brasileiro ganha bem, mas ele tem 27% de desconto de Imposto de Renda, ele tem que pagar plano de saúde, ele tem que comprar terno, não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, que cada dia da semana ele tem que usar um terno diferente, ele tem que usar uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem que ter um carro.
Espera-se que a Justiça, que personifica uma expressão da soberania, tem que estar apresentável. E há muito tempo não há o reajuste do subsídio. Então o auxílio-moradia foi um disfarce para aumentar um pouquinho. E até para fazer com que o juiz fique um pouquinho mais animado, não tenha tanta depressão, tanta síndrome de pânico, tanto AVC etc
Então a população tem que entender isso. No momento que a população perceber o quanto o juiz trabalha, eles vão ver que não é a remuneração do juiz que vai fazer falta. Se a Justiça funcionar, vale a pena pagar bem o juiz.”
A declaração é uma mostra do que pensa o Judiciário? Esperemos que não, claro, mas vejamos o que ela diz:
1- O juiz aparentemente ganha bem, mas não é verdade, dados os imensos encargos que ele tem.
2- Entre esses encargos estão o Imposto de Renda e plano de saúde, coisas que os demais brasileiros, por óbvio, não têm que pagar. Caso tivessem de bancar isso, seguramente, visto que existe justiça no país, receberiam auxílio-moradia igualmente.
3- Outro encargo é que o juiz tem que comprar roupas. Curioso que o auxílio-moradia pague ternos, mas vá lá. E não são quaisquer roupas de plebeu, diga-se. São ternos de Miami! Necessariamente. Imagine só a que se subordinam os juízes em nome da aparência da Justiça nacional, em nome da boa expressão da soberania do país. Gastam dinheiro (do seu próprio bolso!) para ir a Miami comprar ternos. Quem de nós, caso tivesse sabido disso antes não teria se apiedado dos magistrados? Quem ousaria ser contra um subsídio que garante esse gesto de altruísmo em nome de nossa soberania?
4- Os juízes também precisam comprar camisas, sapatos e carros. O que justifica um auxílio moradia, evidentemente.
5- O salário de R$ 20 mil (inicial) e a ausência de um auxílio moradia estão levando nossos juízes à depressão. Custa ajudar?
6- Além de depressão, o encargo de representar a soberania nacional com viagens frequentes a Miami também está levando os magistrados a ter ataques de pânico.
7- A ausência de um auxílio-moradia causa AVC. (Não se sabe como os outros 99% da população estão sobrevivendo a essas doenças todas que acometem quem não ganha o benefício.)
8- Se a população soubesse o quanto o juiz trabalha, pagaria sem reclamar. Porque, claro, os juízes trabalham mais do que você, mais do que qualquer um. E ao invés de usar este bilhãozinho para contratar mais juízes e dividir a carga, o certo é pagar mais para que eles sejam recompensados pelo que fazem.
9- Não é o dinheiro do salário do juiz que fará falta. Afinal, o que é R$ 1 bilhão por ano, né?
10- O auxílio-moradia é um disfarce assumido para reajuste de salário. O que é ilegal. Mas como quem vai julgar isso é o próprio Judiciário, quem se importa de admitir isso em público?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Entre tesouras, tecidos e lembranças


Reportagem da GloboNews (22/10) redescobre o alfaiate como a melhor opção para quem gosta de vestir-se bem e revela o interessecrescente de jovens pela profissão (que exige anos de aprimoramento e estudos práticos).
Até meado de 1970, Marabá abrigou uma plêiade de alfaiates da melhor estirpe, onde pontificaram durante décadas profissionais como Mestre Marreca, Mestre Cunha, Pacheco, Manezin, Mestre Hermes e outros que, em lugar civilizado, seriam nomes de ruas e avenidas.
Eram todos homens, como se vê. Frequentavam-nos trabalhadores e comerciantes para a confecção de camisas de tricoline e calças de gabardine e linho inglês HJ-120, tecidos de primeira trazidos nas embarcações que partiam carregadas de castanha e retornavam abarrotadas de mercadorias – muitas de origem estrangeira, de qualidade e preço acessível. Bons tempos, aqueles...
Doutra parte, raras senhoras dedicavam-se mais à feitura de roupa de carregação: uns gongós de mescla e camisas de morim barato encomendados às centenas pelos donos de castanhais para fardamento dos castanheiros na mata.
Ainda pouco conhecido havia o Mário Beferré alfaiate, já falecido, mas meu irmão Donato conta uma situação vivida com ele naquela época. Num final de semana, Donato levou Valdez, nosso irmão mais novo, ainda criança, juntamente com um corte de tecido, à alfaiataria na ilharga da Casa Bandeira, no Marabazinho, onde Mario costurava entre manequins sem cabeça e barracões de castanha. Queria umas roupas novas para o pirralho e foi com ele tirar as medidas.
Na sala de estar, onde ficavam as máquinas de costura, não havia ninguém naquela manhã. Donato bateu palmas e uma senhora veio lá de dentro informar que Mário estava doente há dias e não poderia atendê-lo. Mas Mário reconheceu a voz do amigo, e pediu-lhe com o vozeirãoarrastado e rouco que o esperasse e saiu do quarto, de bermuda, vestindo uma camisa branca. Foi quando Valdez o viu. Além da voz estragada, Mário era tido como um dos homens mais feios da cidade. Para completar, naquele dia uma caxumba dupla acrescia-lhe duas batatas monstruosas ao queixo e engrossava ainda mais seu pescoço curto. Correndo, Donato só foi alcançar Valdez perto da Casa Xandu, do outro lado da Praça Duque de Caxias, olhos esbugalhados de medo. A amizade com Mário permaneceu até o fim da vida deste, mas Donato nunca mais levou seu irmãozinho àquela alfaiataria.

Em Marabá, hoje, existe um único alfaiate que ainda conserva a tradição da nobre técnica masculina do corte e costura marabaense. Trata-se de Mário, da Mário’s Fashion, que retornou à terra natal após anos de andança no sul do país apurando sua arte.

“Os 12 mais”


“A partir do próximo ano o governo vai repassar mais da metade d cota-parte do ICMS para 12 dos 144 municípios do Pará. Os 12 municípios com maior receita receberão 51,80% dos repasses, que representam 25% da receita líquida própria do Estado e no ano passado chegaram a 1,81 bilhão de reais. Parauapebas ficou com R$ 300 milhões e Belém com R$ 270 milhões.

Desse topo dos “12 mais” fazem parte oito municípios que sediam ou estão sob a influência direta dos grandes projetos de mineração e metalurgia.São Parauapebas, Canaã dos Carajás, Barcarena, Oriximiná, Tucuruí, Paragominas, Altamira e Marabá, que ficarão com 41,86% do total, conforme os novos valores estabelecidos por decreto, publicado no dia 29 (de setembro), pelo governador Simão Jatene. De fato, os prefeitos desses municípios contam com muito mais recursos do que os demais, incluindo a capital. Além do ICMS, têmos royalties e as compensações legais pelo uso dos seus recursos. No entanto, esse é um efeito extremamente concentrado e residual do potencial desses empreendimentos, com fraco poder germinativo e extremamente deficientes nas relações de troca.” (Parte de “A pobreza concentrada’, de Lúcio Flávio Pinto, no Jornal Pessoal nº570)

Devastação



Leitor da página e do blog Quaradouro não esconde sua indignação com o corte de três árvores ao lado do jornal do prefeito João Salame“visto que vivemos numa cidade infernal cm esse calor insuportável”. E quer que a prefeitura esclareça porque “o Plano de Arborização do Município simplesmente evaporou, sumiu”.

Minha casa, minha angústia


Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Caixa Econômica Federal (CEF) notificação e que recomenda ao banco a regularização das obras do residencial Cristo Vive, do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, em Tucuruí (PA).

Segundo o MPF, as obras estão abandonadas e deterioradas, pondo em risco o patrimônio público investido no projeto e que pode configurar descaso e omissão por parte dos responsáveis.A CEF tem quinze dias para reiniciar a conservação do conjunto.

Status quo


Melhora nenhuma no lamentável estado de higiene das ruas da Nova Marabá. Elas continuam fedendo e cheias de lixo, agora agravadas com a lama em sua maioria. Aliás, cadê os 500 quilômetros de asfalto?

Marabaense sofre!...