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sábado, 15 de outubro de 2011

Quem ganha quando o Judiciário afronta a sociedade?

De Hiroshi Bogéa, dia 13/10:

Vereadores golpistas podem ser reintegrados
Expedido pela desembargadora Maria do Ceo Maciel Coutinho, mandado de segurança, com pedido de liminar de efeito suspensivo, pode abrir espaço para a reintegração ao cargo de oito vereadores da Câmara Municipal de Tailândia, acusados da prática de várias fraudes e malversação de recursos públicos.
Os vereadores afastados pela juíza Aldinéia Maria Martins Barros, e agora na iminência de serem reintegrados ao local onde praticaram diversas bandalheiras, são: José Dário Oliveira Souza, Rochael de Jesus Sobrinho, Adalto Felip Rodrigues, João Antônio Furtado, Antônio Lucival Peixoto de Oliveira, Antônio Vicente da Silva, Francisco Claudino Mendes e Francisco Raulino Zimmermann.
Se forem liberados pela Justiça, a cambada deve retornar tonificada para ser tentada a dar continuidade às safadezas que se habituaram a promover dentro da CM – dentre muitas, direito a uma cota de R$ 2 mil em supermercado inexistente da cidade, cujo dinheiro era usado para comprar combustível.
A quadrilha teria gasto cerca de R$ 900 mil com combustível em quatro anos, conforme denúncia do Ministério Público.
Detalhe: a Câmara possuí apenas um veículo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Desgoverno: parece que onde se mexe está podre

Na Terra do Nunca, nesta sexta-feira, um recado pavoroso ao Ministério Público:


Prefeitura já pagou R$ 13 milhões para a Brasil On Line

Todos os meses, a empresa Brasil On Line recebe a "bagatela" de R$ 600  mil (em média) pela venda de softwares a serem usados em laboratórios de informática nas escolas municipais. Nessa “brincadeira”, que começou em 2010, a empresa já faturou seus R$ 13 milhões.
Só para que o leitor entenda melhor, a prefeitura não está pagando pelos computadores (pelas máquinas), mas pelo programa denominado “Cultivar Educação”, que teoricamente vem sendo usado pelos estudantes.
O problema é que, apesar de todo esse montante pago religiosamente em dia, muitas escolas não têm laboratório de informática. 
Nalgumas, os computadores estão empilhados em salas fechadas.
E isso não é tudo. 
A Brasil On Line acaba de ganhar mais uma licitação milionária que está dando no que falar na Secretaria Municipal de Educação. 
Até mesmo o secretário municipal de Educação, Ney Calandrini, teria ficado insatisfeito com essa situação. Mas isso é assunto para os próximos dias.
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Belo trabalho, Chagas Filho. Assim, o jornalismo continua dando de goleada. Imprensa 10 x MP zero.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não, não é a torcida do Flamengo!

O Menino Urubu” é um curta-metragem  de Fernando Alves que foi exibido no Espaço Benedito Nunes da Livraria Saraiva - Shopping Boulevard em Belém.
Aparentemente não tem nada a ver com a documentação que o desprefeito Maurino Magalhães pretenderia levar à Alemanha sobre a cordialidade existente entre as crianças pobres e a urubuzada que agora está em cada canto da cidade de Marabá. 

Escravos do Piauí em fazendas no Pará

Policiais Rodoviários Federais do Estado do Piauí em conjunto com o Grupo Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho resgataram 30 trabalhadores em fazendas no sul do Pará. Dois deles são piauienses. 
Os trabalhadores estavam em fazendas situadas na região sul do Pará, ligadas à criação de gado e plantio de abacaxi. 
Além da situação degradante a que estavam submetidos os trabalhadores havia também diversas irregularidades no âmbito da legislação trabalhista, que ao final foram sanadas com a regularização dos contratos de trabalho e pagamento das verbas rescisórias devidas aos trabalhadores.
Os responsáveis pelas irregularidades responderão a processo judicial pelo crime de trabalho escravo.

Que bom, Pirralho, que você veio!...

Antônio Pinheiro é amigo de longa data. Ele e sua família. Plinhão foi, até, meu paraninfo na solenidade de conclusão do ginasial, no Santa Terezinha, onde estudamos entre 1961/1964. Dizem que eram tempos ruins: as crianças obrigadas a andar quase um quilômetro sobre um aterro de argila que no verão soltava uma puaca que envernizava até os dentes e, no inverno, parecia uma corda bamba de lama sobre o qual o equilíbrio precário era uma aventura. E ainda havia um rio a atravessar em canoinhas de cores alegres, e mais quase um quilômetro de ladeira pelas vielas do Amapá, e mais uma grota, um mata-burro e a subida íngreme do morro sobre o qual assentava a escola que tanto amávamos. Para nós, tanta alegria matinal era sempre uma festa.
Éramos uma turma unida – cerca de 35, desde o primeiro ano, mais tarde apenas com algumas substituições – e a gente o chamava de Pirralho. Pirralho era ruim de bola como ninguém! Mas era a mascote da turma e entrava no gramado com os demais, até porque vê-lo em campo era fonte de gostosas gargalhadas. Lembro de uma vez que ele, chamado pelo técnico no segundo tempo, adentrou o tapete de capim ralo, atravessou a passos vagarosos metade do campo, e sem dizer uma única palavra deu um chute na bunda de um rapaz da outra equipe. Com a mesma tranqüilidade saiu do outro lado. Nem esperou o juiz lhe mostrar o cartão vermelho. Foi tudo tão inesperado que havia gente rolando no chão, de tanto rir.
A partir de 1965, nos dispersamos. O grau mais elevado de ensino em Marabá era o ginasial. Daí em diante, estudos só nas capitais de um país vizinho chamado Brasil. No Brasil, nós, que fomos, nos desgarramos. Muitos dos que ficaram, como muitos dos que foram, acabaram morrendo: Pedro Mendes, Antônio Coutinho, Ari Pires, Devaldino, Félix da Rosena. Dos demais, que sei eu?
Nesta quinta-feira eu fui, depois de tantos anos, à igrejinha de São Félix, o padroeiro, onde rezávamos em latim e cantávamos em grego no coral suspenso, ao som do órgão medieval. A igreja estava cheia de marabaenses sobrados do dilúvio. Juntas, nossas idades somadas ultrapassariam a casa do milhar. Um padre estrangeiro entoava com vogais ora abertas ora fechadas um cantochão estranho, mas ainda pude ouvir, ao fundo, o som de cravo tirado por João Sariema dos teclados daquele órgão que os arcanjos devem ter levado para algum lugar.
Não acompanhei o cortejo ao encontro das águas, onde seria derramada a salsugem de cloretos e sais que restaram da cremação de Pirralho. Eu estava no meu limite, ali sob o paletó que vesti para recebê-lo com o rigor devido ao reencontro das pessoas amadas. Estava certo, entretanto, que os amigos idos o aguardavam na margem à ilharga da canoinha colorida e enfeitada de Maracujá, o passador, para ajudá-lo na travessia, encaminhá-lo por entre as ruas tortuosas do povoado e fazê-lo subir a ladeira entre árvores frondosas até à mansão da paz infinita assentada no alto da colina.

Antes, não tinha...

Da Terra (cada vez mais) do Nunca, onde coisas de hoje nunca existiram antes, a verve de Chagas Filho:


Maurino na terra de Hitler

O premiado prefeito Maurino Magalhães está de viagem quase marcada para a Alemanha.
Enquanto ele arruma as malas, com os cachecóis, as camisas de manga comprida e o gorro, em Marabá, a temperatura está fervendo.
Os servidores da Saúde estão com salários constantemente atrasados;
Os plantões da saúde também não são pagos em dia;
Os pacientes que precisam de remédio controlado estão a ver navios;
E os consultórios dentários estão devidamente fechados por falta de material.
O mais bacana de tudo é que Maurino vai receber um prêmio por conta do aterro sanitário de Marabá, que seria exemplo para outros municípios do País.
Só uma coisinha: o aterro é um projeto da Vale. A única participação da prefeitura até agora foi deixar de cuidar do aterro, que abriga centenas de urubus, emite muito chorume e recebe 100 mil litros de dejetos de fossas sanitárias por dia.
Para Maurino fazer as malas e zarpar ao Velho Continente, falta só uma coisinha: a autorização da Câmara Municipal...
Então não falta nada.
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Chaguinha, mano velho, será vosso emérito prosaico visitará o túmulo de Goebbels? Ou antes, em Roma, buscará o Digesto, a compilação das decisões dos jurisconsultos romanos, convertidas em lei por Justiniano, imperador romano do Oriente, e que constitui uma das quatro partes do "Corpus Juris Civilis"? 
Não provoca o homem!...
Outra coisa: Quais e quantos embaixadores e embaixatrizes da Terra do Nunca acompanharão vossa judiciosa sapiência?

UFPA celebra a vida

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Contradição

Desembargador Leonardo de Noronha Tavares, do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, mandou notificar o presidente da “Frente por um Pará mais forte”, deputado João Salame Neto, para, no prazo de dois dias, sob pena de indeferimento de registro, apresentar nova opção de nome para essa frente plebiscitária, condizente com a corrente de pensamento que defende.
O TRE, no dizer do relator do processo, estranhou que a tendência divisionista pró- Carajás, anteriormente denominada “Frente a favor da criação do Estado de Carajás”, agora “curiosamente apresenta-se como “Frente por um Pará mais forte”.    

Os drenos da grana da Saúde

Do blog O filtro, de Época:

Recursos da saúde: desviados e usados até para construir pistas de skate

As manchetes dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo desta terça-feira trazem detalhes de como os recursos da saúde, que já são poucos segundo a presidente Dilma Rousseff, são usados de maneira irregular e desviados antes de chegar ao cidadão que precisa de atendimento médico.
O Globo mostra como verbas do Piso Nacional da Saúde – cujos recursos devem ser usados em ações genuinamente da área (como compra de medicamentos e construção de hospitais) – são usados para pagar benefícios aos funcionários do Ministério da Saúde (como auxílio-alimentação e assistência médica) e até para a construção das chamadas academias de saúde, que têm uma ligação bastante indireta com a saúde:
As academias são espaços para atividades físicas, esporte, cultura e lazer que o Ministério da Saúde pretende construir em parceria com prefeituras até 2012, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo alega que as academias são uma grande contribuição para a prevenção de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. O desenho das academias prevê construção de playgrounds, quadras poliesportivas e até rampas para skate.
Folha, por sua vez, traz detalhes de um dos casos de emendas parlamentares vendidas em São Paulo que foi denunciado pelo deputado estadual Roque Barbiere (PTB). Segundo o jornal, uma emenda de 2,2 milhões da deputada paulista Patrícia Lima (PR) foi usada para comprar equipamentos hospitalares superfaturados em até 500% para o hospital mantido pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Registro, cidade na região mais pobre de São Paulo, o Vale do Ribeira.
A associação usou o dinheiro para comprar, sem licitação, 17 itens de equipamentos hospitalares da Pharmacentro, uma empresa de fachada que tem sede na cidade de Goiânia. A Folha teve acesso à nota fiscal da compra dos equipamentos e fez uma pesquisa de preços dos itens adquiridos pelo hospital. Por exemplo, a entidade pagou R$ 86,4 mil à Pharmacentro por uma mesa cirúrgica ortopédica. A reportagem encontrou o mesmo item por R$ 25 mil (diferença de 345%). No caso mais explícito, a entidade pagou R$ 198,5 mil por um aparelho de videolaparoscopia completo que pode ser encontrado por R$ 32,9 mil – 503% a mais.
Os dois casos – de recursos usados de forma ilegal e imoral e de verbas desviadas – chegam ao público em um momento no qual se discute se o Brasil, um país onde as pessoas ainda morrem por falta de atendimento e por conta do atendimento precário nos hospitais, deve criar um novo imposto para financiar a saúde.

Quem serão?




No Parsifal Pontes, sob o título "Torcerá, a porca, o rabo?"
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Informa o Blog do Bacana, assinado por Marcelo Marques, que “está em fase terminal” uma investigação da Polícia Federal “envolvendo um esquema de arrecadação ilegal de fundos para a última campanha”.
Trata-se da surrada prática de usar auditores da receita estadual para achacar empresários devedores do fisco para, a troco de deixar de autuá-lo, receber uma generosa contribuição para a campanha.
Segundo a postagem do citado blog, o esquema foi denunciado “por gente de dentro da própria SEFA” e estariam envolvidos “um eleito deputado federal do PT e um deputado estadual.”.
Para arrematar a dor de estômago que estas notícias dão em quem tem culpa no cartório, em outra postagem, do mesmo blog, é relatado que o ex-secretário de Meio Ambiente do Estado, Aníbal Picanço, “esteve depondo na Polícia Federal”, e “colocou um deputado federal do PT na guilhotina.”.
Por coincidência, nos dois casos, o deputado federal é o mesmo.