Pages

sexta-feira, 5 de março de 2010

SR-27 entrega máquinas

Com a presença de representantes do Ministério da Agricultura, do BNDES e de vários municípios entre os quais o de Amarante (MA), a Superintendência Regional do Incra no Sul e Sudeste do Pará promoveu evento, na quarta-feira, para a entrega de patrulha agrícola mecanizada à várias prefeituras, entre as quais a de Marabá., Segundo o superintendente regional Raimundo Oliveira, a ação é parte da Operação Arco Verde e contou com a assinatura de termo de adesão ao projeto de capacitação para o fortalecimento da gestão ambiental municipal e elaboração de projetos – pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente ( FNMA), do Ministério do Meio Ambiente e pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) – em sete pólos que congregarão os 43 municípios da operação. Cumaru do Norte, Altamira, Pacajá, Dom Eliseu, Paragominas, Ulianópolis e outros municípios mandaram seus secretários de Agricultura.

Patativas

Para comemorar o encerramento da penúltima etapa do curso de Letras, da Pedagogia da Alternância, cerca de 40 alunos originários do Pará, Maranhão e Piauí reuniram-se à noite do último dia três de março na Escola Nacional Florestan Fernandes da Amazônia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e promoveram uma confraternização com professores e convidados. A “Turma Patativa do Assaré” iniciou sua jornada em 2005 no curso intervalar de Letras realizado em parceria da UFPA, Pronera e MST, para a formação de educadores do campo, curso com diferencial no currículo.

Só bronca

Prefeito Sidney Moreira de Sousa, de Bom Jesus de Tocantins, na BR-222, vai propor pelo menos três ações civis públicas contra a ex-prefeita Luciene Geralda Resende Veras, que não prestou contas dos convênios firmados com a Secretaria Executiva de Educação. Hoje, Bom Jesus tem R$ 70 a receber da Seduc para transporte escolar, que só serão liberados após a proposição das ações contra a ex-gestora. Ele descobriu essa e outras irregularidades em viagem que fez recentemente a Belém.

Doido e armado

Há um doido andando de faca em punho nas ruas da Cidade Nova, mas ninguém toma qualquer providência. Ouvido por equipe de televisão, o delegado Sérgio Máximo disse ser da prefeitura o dever de tirar os loucos da rua, e ficou implícito que nada tem a ver com o assunto. Data vênia, delegado, o porte de arma branca é crime de mera conduta, consumando-se com a mera posse do objeto, e isso é caso de polícia, sim. Nota-se também que as contravenções penais são crimes de ação penal pública incondicionada e independem da vontade de qualquer pessoa em ver a pessoa ser processada.

Carajás

Na reunião do Conselho da OAB-PA, na última terça-feira, o presidente da Subsecional de Marabá, Haroldo Júnior, reivindicou que a primeira reunião do Conselho de Presidentes de Subseções deste ano seja realizada em Marabá, tendo como um dos temas desse evento a necessidade de uma discussão profunda sobre a criação do estado de Carajás. Para Haroldo, na imprensa da capital existe uma campanha sistemática contra a emancipação, a pretexto de que não seria benéfica para o sul do Pará.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ministério Público contrário a projeto Serra Pelada

O Ministério Público do Estado, por meio dos promotores de justiça Nilton Gurjão das Chagas e Raimundo de Jesus Coelho de Moraes, manifestou-se contra o pedido de licenciamento ambiental do projeto Serra Pelada, no município de Curionópolis, sudeste do Pará, desenvolvido pela empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM). Cujo objetivo é a lavra e o beneficiamento de ouro, paládio e platina. Para o MP, o Estudo de Impactos Ambientais/Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA) apresentado contém omissões graves, como a deficiência de previsão e análise dos impactos ambientais causado pela atividade mineradora. Ainda, o estudo não quantifica as demandas de políticas públicas durante a fase de instalação e execução do projeto. A distribuição dos lucros da Serra Pelada com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) foi outro ponto questionado pela promotoria. De acordo com o EIA/RIMA, os garimpeiros participam da sociedade com apenas 25% das ações, além de pagamento por quilo dos minerais vendidos. O MP quer uma participação mais justa da Coomigasp na sociedade. Segundo os promotores de justiça, houve também o “descumprimento, no procedimento, da Lei Ambiental do Estado do Pará no que se refere à participação da comunidade na elaboração do termo de referência dos estudos ambientais apresentados”. O MP faz parte do Conselho Estadual de Meio Ambiente (COEMA) e era o último parecer que faltava. Dados do projeto - O Projeto Serra Pelada está inserido em área da bacia do Rio Sereno, Município de Curionópolis, com reserva total de minério de 4 milhões de tonelada com teor de 8,20 g/t de ouro; 1,70 g/t de platina e 2,65 g/t de paládio, e projeção de exploração em lavra subterrânea por um período de oito anos. A estimativa de produção total é de 33 toneladas de ouro, 6,8 toneladas de platina e 10,6 toneladas de paládio.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Penitência pra burro

Um peregrino cristão muito devoto, a caminho de Fátima, caminhando há vários dias, pernoita em uma casa que encontra no caminho. Nessa casa morava somente uma mulher, ainda jovem e muito linda. Era, porém, viúva, vivia isolada e sozinha no sítio em que o peregrino parou para pedir ajuda. No meio da noite, a viúva o procura, linda, maravilhosa, toda nua! Ele, com medo de pecar, foge e vai confessar-se. O padre: - Meu filho, não siga sua jornada, volte para casa e que coma 5 quilos de capim. - Padre, que é isso! Eu não sou um cavalo! - Mas é burro! Primeiro deveria ter comido a viúva e depois ter vindo se confessar!

Família

Uma fervorosa militante política colocou os nomes em seus trigêmeos de Lula, Petê e Brasília. Certo dia, o marido metalúrgico ligou do trabalho pra saber noticias dos filhos: - Estão todos bem, disse a militante, Lula brincando com seu aviãozinho, Petê quietinho mamando, só Brasília é que está toda cagada.

Pequeno olhar para lugar nenhum

No sertão de Carolina, no Maranhão, fotografei esta criança com seus olhos perdidos em uma distancia que talvez jamais chegará a ela, olhos lá no Planalto Central de onde saem bolsas isso e bolsas aquilo,criando uma legião de acomodados (excluam-se os idosos e deficientes) que poderia muito bem ser uma força produtiva, mantida inerte, por objetivos sobretudo políticos, atitude governamental que só mais tarde, daqui há muitos anos, fará sentir o seu nefasto resultado na produção do País. Gerar emprego, por o povo para trabalhar, honestamente e bem remunerado, isso é que deveria estar sendo feito, para crescer e desenvolver o Brasil. No mesmo sentido, incentiva-se a luta de classes com a instituição de cotas raciais. Facilita-se o acesso à Universidade, porém não se pode facilitar o acesso ao mercado de trabalho, pois este é alcançado em concursos e disputa classificatória que quase sempre não pode ser manipulada e dificilmente obtida por quem não lutou para entrar na faculdade.De que adianta fazer doação de grau universitário se o diploma apenas servirá para adornar a parede? Tudo é uma cortina de fumaça para tentar esconder a falência do ensino público patrocinada pelo Governo. Lembras de como o Paes de Carvalho era o grande celeiro da intelectualidade e lideranças políticas do Pará? Considero também meio estranho falar-se apenas em negritude em um País predominantemente de mulatos. Veja a reforma agrária, tão badalada e com a qual se gastou e gasta tanto dinheiro e até hoje nada de concreto apresentou, pois em uma região como a nossa, com mais de 480 assentamentos, até o quiabo e o maxixe que crescem como mato, vem de fora. Na década de 60, Carlos Lacerda disse: " Há uma reforma agrária ser feita neste País, mas ela não se fará apenas nos Cartórios, simplesmente transferindo a titularidade da terra, mas sim, revolucionando os métodos de produção agrícola." Tudo muito atual, não achas? A verdade é que continuamos, ao longo dos tempos, não importando quem seja o eventual inquilino do Palácio do Planalto, a jogar para a arquibancada.De que adianta propagar o crescimento do País se o parâmetro é apenas a comparação com os governos anteriores e ficamos na poeira quando comparados com as demais Nações? (Plínio Pinheiro Neto)

Sintepp vai à guerra

A queda de braço entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Pará (Sintepp) e o governo do Estado continua. Reunida ontem em Belém, na sede da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Finanças – Sepof para definir as diretrizes do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração unificado (PCCR) em fase de elaboração, a Comissão Permanente de Negociação entre as partes acabou com indicativo de possível greve no início do período legislativo. Enquanto o sindicato avalia que o governo não avançou no retorno do conteúdo econômico da proposta do PCCR, para o qual apresentou propostas há três meses, o governo insiste que a definição do plano só será apresentada em 15 de março à Assembléia Legislativa, quando se tornará público. O Sintepp considera que alguns eixos do PCCR unificado são fundamentais para garantir a valorização da carreira e diz que não abrirá mão de direitos já garantidos na legislação federal, tais como: piso salarial com base em 100h em torno de R$ 2.005,00, para o professor com formação em nível médio; jornada de trabalho com garantia da hora atividade, para planejamento escolar; progressão vertical automática da carreira para o novo título; garantia da progressão horizontal por tempo de serviço; gratificação do aprimoramento profissional, especialização, mestrado e doutorado; dentre outros pontos, além de garantir a inclusão dos funcionários da educação. Para que estas propostas sejam viabilizadas no processo de discussão com o governo e com os deputados estaduais, o sindicato prepara um calendário de lutas que começará em 16 de março com debate sobre políticas educacionais, assembléias gerais de trabalhadores dia 24 nos municípios, e dia 31 com paralisação estadual.