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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Lubrificando armas e armadura

Os caras já sentiram que a parada não tem retorno.
Primeiro disseram que não o troço não passava no buraco de agulha em Brasília.
Aí passou.
Disseram, então, que a Assembléia Legislativa - essa daqui, caindo de podre - não ia concordar.
A federação das indústrias, que nunca investiu nada na colônia, rugiu como um rato acuado.
Problema da federação.
Daí os opositores mudaram o discurso: "a emancipação vai criar um estado violento e outro pobre".
Santa estupidez!
Era só o que faltava!
Se há violência e pobreza, é porque o Estado, ainda do Pará, não conseguiu, em 300 anos, sequer nivelar por baixo as inúmeras senzalas econômicas, políticas e sociais espalhadas no interior.
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Não fui à reunião de imprensa realizada pelo Comitê pró-Carajás para homogeneizar o discurso emancipatório.
Sou a favor,é claro. Mas prefiro lutar com minhas próprias dificuldades de relacionamento com quem quer que seja..
Ademais, Ademar e Ademir, acho que não podemos (nem devemos!)  perder o senso crítico. 
O quadro que já se delineia, em termos de gerenciamento superior do estado que queremos, vai dar um trabalhão para se enquadrar nas exigências de uma nova realidade política e social.
Carajás, sim. Mera troca de capatazia, não.


3 comentários:

Paulo Pereira disse...

Caro Ademir.

Continuo achando que é necessário olhar com muito cuidado para o quadro politico que se está desenhando em torno do projeto do Estado de Carajás.è muito estranha a incursão de políticos do Tocantins para participarem de palestras ou outras atividades dos emancipacionistas.Recentemente foi o ex-senador Quintanilha, antes fora o jurássico Siqueira Campos e sempre e sempre a turma do Senador João Ribeiro de muito prestígio junto ao Prefeito Maurino Magalhães.A verdade é que eles, de mansinho estão colocando o pé no vão da porta e quando as nossas frágeis e desprestigiadas "lideranças" acordarem, já será tarde.Anote para conferir depois.

Leo Gomes disse...

Caros, Ademir e Paulo Pereira, essa também é a minha preocupação!

Pulo do Gato disse...

O Maranhão é aí do lado e vocês não estão vendo, fritando o peixe sem olhar pros lados. Vejam que o Zé Sarney foi capaz de ir lá pras bandas do Amapá, imaginem do que ele não será capaz com o Carajás, que diga-se de passagem, já é quase todo do Maranhão, de mão-beijada. Vale destacar que para os políticos profissionais (ZÉ Sarney, Jáder Barbalho, Siqueira Campos, Mão-Santa...), Estados não têm fronteiras, é só transferir o título. O povão? esses são massas de manobra da elite dominante.