quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Sublime fogão..rsrsrs....
Tá no blog Travessia, da Bia.Para quem adora cozinhar (eu também, e adorei a nota) faça bom proveito.
Cozinhar, se compreendido como berço da vida e do amor, é um ato sexual, segundo as definições de orelha de livros freudianos que foi só o que li sobre o pai da pasicanálise.. Seguindo esse raciocínio, cozinhar pode também ser fonte de traumas, psicoses, e qualquer outra patologia.
Eu cozinho nas duas teses...rsrsrs...
Hoje, por exemplo, cozinho com infinito prazer. Finito, na verdade. O prazer termina quando desligo o fogo. Não prossegue até o saboreio. Escolhi, lavei, cortei, temperei a meu modo, inovando misturas e sabores. O cheiro é ótimo. O gosto também.
Na maior parte dos dias, quando cozinho, sigo a segunda vertente: cozinho os traumas e as psicoses. Acerto no “chute”, como às vezes acerto na vida.
Céus! O que fazem meras cebolinhas, salsas e pimentas verdes.
Além de ervilhas desidratadas e alguns tomates!!!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Predadores oficiais
A frente do escritório tem amanhecido coberta por uma fuligem negra. A princípio, imaginei tratar-se de poeira de obra adiante, onde a prefeitura constrói, com dinheiro público, um estacionamento privativo para o Sesi ao custo de quase meio milhão de reais.
Fala-se de lado que Tião Miranda teria estocado R$ 30 milhões para gastar (dessa forma perdulária?) nos últimos meses do seu mandato. Eu não duvido. Por onde se anda há obras sem pé nem cabeça e algumas que têm custado o sacrifício de árvores plantadas com verba do contribuinte.
Essa história de plantas é terrível. À margem do Tocantins, na orla que o governo federal constrói e da qual Tião assenhoreou-se, inclusive dando-lhe o nome do patriarca da família, (Sebastião Miranda, a propósito), embora existam tomadas d’água as plantas ornamentais estão morrendo de sede. Muitas já esturricaram e os canteiros viraram cemitério de outras espécies, inclusive palmeiras.
Em várias avenidas, a pretexto de abrir espaço para o trânsito de pedestres, as máquinas estão decepando raízes de árvores trintenárias que ou caem ou ressecam. É uma devastação. Átila não seria mais predador.
Mas, voltando à poeira negra e parecida com borra de café. Acho que vem do Distrito Industrial, logo ali, do outro lado da curva do rio Itacaiunas, de onde sopram as brisas. Deve ser. Afinal, os donos de lá já admitiram jogar no espaço, por mês, quarenta toneladas de gases tóxicos e micro-material sólido.
Cinza cinza, não é. Cinza cinza de queimada vem com folhas inteirinhas flutuando até depositar-se sobre a água dos reservatórios, a cumeeira das casas, a camisa secando no varal.
Essa porcaria de borra, que encarde até a alma da gente, deve ser resto químico expelido pelos altos-fornos.
Ou seja, as guseiras e a prefeitura andam mancomunadas para destruir árvores e pulmões nesta pobre cidade.
Ranço de casa grande
A Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Marabá solicitou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde a semana passada, sindicância para apurar a situação das instalações do Fórum local, construído em 2004 e já submetido a duas reformas que consumiram cerca de R$ 3 milhões. Mesmo assim, a construção continua condenada. Presidente em exercício da entidade, Erivaldo Santis disse que o relatório encaminhado ao Conselho contém ainda pedido de correição sobre a falta de juízes e servidores, sabendo-se que só servidores cedidos pela prefeitura chegam a três dezenas.
Para muitos advogados, a nota publicada no site do TJE com a assinatura de Linomar Bahia, tentando justificar o serviço porco e inacabado do Fórum, não poderia ser pior. Foi “arrogante”, “desnecessária”, “desrespeitosa” e “estúpida”.
A mim, pareceu-me coisa típica de casa grande em relação às senzalas. Com a diferença de que, agora, nós, a negrada, se necessário vamos à capoeira...
Em tempo: exatamente agora, às 18:15 dessa terça-feira, enquanto trabalhamos em nossos afazeres, chega a informação que o atual diretor do Fórum mandou retirar móveis e cadeiras cedidas à sala montada pela OAB Marabá, para atendimento emergencial dos advogados, desde a inauguração do prédio.
Retaliação? Que pobreza!... Que arrogância!...
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Campanhas eleitorais não garantem voto
“As propagandas dos candidatos são incapazes de persuadir os eleitores”, diz pesquisador.
Monique Andrade
A revista Logos número 27 publicou, no segundo semestre de 2007, resultados de pesquisa em artigo intitulado “Intenção de voto e propaganda política: efeitos da propaganda eleitoral”. O estudo teve por finalidade identificar os efeitos da propaganda na construção da intenção de voto, com base em campanhas entre 1989 e 2006. O trabalho foi realizado por Marcus Figueiredo, doutor em ciência política pela USP, professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública (DOXA).
O professor esclarece no texto que o objetivo de seu trabalho foi “compreender o efeito da propaganda política em diferentes momentos do processo eleitoral, além de medir empiricamente a magnitude desse efeito na manutenção ou na alteração da vontade eleitoral”. Nesse sentido, Marcus analisou a natureza do impacto da propaganda política e dos debates eleitorais entre partidos e candidatos na visão do eleitor e em que medida esses debates sobrepujam ou interagem com outros fatores, tais como o contexto sócio-econômico e os processos históricos.
Segundo ele, o uso de várias teorias se fez necessário para a compreensão do processo eleitoral. “Teorias que ora enfocam um conjunto de variáveis estruturais, estáveis ao longo do tempo – identificação partidária e ideológica dos eleitores, posição de classe, avaliação do estado da nação, da economia e do desempenho dos governantes –, ora estudam as variáveis comunicacionais, algumas estáveis ao longo do tempo (por exemplo, hábitos de consumo e exposição à mídia) e outras de curtíssimo prazo, como exposição às propagandas políticas e eleitorais”, salienta no artigo.
Outro fator lembrado por Marcus como relevante ao longo das campanhas por ele estudado foram “os acontecimentos extra-campanha e os acontecimentos de campanha, dentre os primeiros, alguns podem ter fortes ligações com o processo eleitoral, como denúncias sobre candidatos; outros são de origem independente, mas podem ser usados política e eleitoralmente – por exemplo, comportamentos duvidosos no passado ou no presente de um candidato, normalmente objeto de interesse das mídias, ou mesmo algum desastre natural que possa ter sido mal administrado.”
Durante o estudo, Marcus descobriu que “em uma conjuntura eleitoral com dois ou mais candidatos, por exemplo, a distribuição das intenções de voto no início da corrida eleitoral será a mesma da véspera da eleição; e que todos os acontecimentos políticos, de campanha e extra-campanha, não interferem na predição das intenções de voto. De acordo com a tal hipótese, as propagandas dos candidatos são incapazes de persuadir os eleitores, mas apenas garantem o voto de seus seguidores originais. Este não é, em princípio, um cenário ruim. Um candidato pode começar uma campanha bem posicionado e garantir-se nela até o final.”
Como exemplo para tal análise, Marcus utilizou a campanha presidencial de 2002 na qual Lula manteve seu bom índice de intenção de voto durante toda a empreitada eleitoral. Segundo dados da pesquisa, o candidato, mesmo antes do início do período eleitoral, já possuía 34% de votos, número que alcançou médias de 43% e 59% com a divulgação de seu programa na mídia. Em contra partida, o desempenho da campanha de Serra, de acordo com Marcus, teve o mesmo padrão, sendo prejudicado somente pela baixa porcentagem inicial 13,5% dos votos, o que prova, segundo consta do artigo, que as campanhas são pouco eficientes na captação de votos.
www.agenc.uerj.br
Preparativos para a guerra
Então começaremos amanhã, domingo, com jogos em São Luis (MA) e Belém (PA), a segunda fase do Campeonato Brasileiro da Série C, em que Paysandu e Águia encaram, respectivamente, Picos (PI) e o maranhense Sampaio Correia. O Águia mostra conjunto e desempenho e quase dá para esquecer aquele estilo montanha-russa com que, num sobe-e-desce frenético, quase pôs a pique diversos corações e fígados branco-celestes (inclusive os meus), entupidos de maracujina, captopril, chá de boldo e cerveja Bohemia. Cadê o Marclésio, Ferreirinha? Me dizem que por cenzinho a mais ele foi embora pro Itinga. Isso é coisa que se faça com artilheiro, mandá-lo pros quintos do inferno?
Na primeira fase recusei-me ir ao estádio. É que na portaria, minha carteira de jornalista é sempre cheirada, revirada do avesso, olhada com suspeição (fazer o quê, se a DRT-PA 154 tem aí uns 36 anos de militância e desaforos não aceitos nem levados para casa?) e aquela frescura me dá vontade de mandar todos, porteiros, federação e dirigentes, à pátria que os pariu. Também não sei se vou agora, prefiro ouvir a transmissão apaixonada da Rádio Clube, com Tião Costa “Beleeeza!” e sua turma, feita como deve ser feito tudo aquilo que se faz com o mais desesperado amor.
Pela tabela, cada equipe joga seis partidas, três em casa. Quem souber administrar a vantagem pode ajuntar nove pontos, metade do total previsto em 100% de aproveitamento. Jogar fora é mais complicado. Sobretudo para quem sair do próprio terreiro pronto para a retranca, já acovardado em busca de um mísero empate. Este, contudo, não parece ser o caso do Águia, agora direcionado pelo Coringa, João Galvão. Galvão é cosa nostra, eu, Batman, agaranto. E o ninho das águias, em regra, é em cima dos cumes. Então vai lá, Galvão,e senta os Picos neles!
Do Paysandu, eu não falo. É coisa do Derze Bastos, cidadão de 18 quilates, e eu não falo, respeito os amigos. Derze é meu amigo e lhe desejo sorte, muita sorte. Agora chega de laqüera, que a Bohemia está tipo assim, e com licença, preciso encarar uma longa concentração.
Após a greve, o coice
As tarifas de serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, estão mais caras desde quinta-feira (31). A carta comum passa a custar R$ 0,65, com uma variação de 8,3%. O valor da carta social (R$ 0,01) será mantido. A tarifa da carta comercial passa de R$ 0,90 para R$ 1,00. Os serviços telegráficos nacionais serão corrigidos em 10,6%, na média. Os serviços dos Correios são reajustados anualmente, com base na recomposição de custos de combustíveis, de contratos de aluguel, dos transportes, de vigilância, de limpeza e de salários dos empregados. As informações são da Agência Brasil.
Bandido não é o boi
Lá vem o Ibama tocando a boiada que a turba deseja e a turma de cima recusa comprar. Após três tentativas inúteis o instituto realiza próxima terça-feira (5) mais um leilão dos chamados "bois piratas" - rebanho de cerca de 3 mil cabeças apreendido em junho em terra grilada (que o governo chama de “ propriedade irregular”), dentro da Estação Ecológica da Terra do Meio (PA).
Na segunda-feira passada (28), o Ibama tentou leiloar os bois com deságio de 60% em relação ao preço do leilão anterior, dia 21, mas foi impedido por decisão liminar do desembargador Olinto Herculano de Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, proibindo a redução do valor de lance inicial. Em nota, o Ibama informou que vai recorrer da decisão e justificou que a redução do valor dos "bois piratas", de R$ 3,1 milhões para cerca de R$ 1,4 milhões, "considerou a queda do preço do boi na região de São Félix do Xingu, os custos para manutenção e retirada do rebanho da unidade de conservação, ajustando o valor à realidade do mercado".
Advinhem quem está boicotando o Ibama?
Com a mão no pinto
Candidato a vereador de Porto Velho (RO) foi preso esta semana sob a suspeita de distribuir pintinhos em troca de votos em um bairro da capital. A Polícia Federal apreendeu 4.000 pintinhos com uma cabo eleitoral do candidato Sandro Gonzaga (PV), que seriam distribuídos em troca da promessa de voto, diz a PF.
A investigação começou no último dia 22, depois que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) recebeu, através do disque-denúncia, informação sobre o suposto crime eleitoral. No mesmo dia, agentes da PF gravaram uma reunião convocada por Gonzaga com eleitores, na qual ele, segundo a PF, prometeu entregar os pintos à população no dia 28.
Vestidos à paisana, agentes federais foram ao local combinado durante a reunião e, quando começou a entrega da pintalhada, prenderam Maria Cristina de Freitas, cabo eleitoral. Gonzaga escapou fedendo: não estava no local. Quase escapou fedendo, aliás, porque foi preso à noite, quando chegava em casa.
O que vai no incêndio
Uma expedição na floresta amazônica da Guiana descobriu espécies de peixes, sapo e morcegos que podem nunca ter sido catalogadas, diz o sige da BBC internacional. Equipe de cientistas e cineastas passou seis meses observando animais na floresta para um documentário da BBC chamado Lost Land of the Jaguar (Terra Perdida do Jaguar, em tradução literal).
A equipe acredita ter encontrado duas espécies novas de peixes, uma de sapo e várias de morcegos. Após capturar os animais, os estudiosos estão agora verificando em laboratório se eles são de fato novos.
Uma das espécies que pode não ter sido catalogada é um pequeno peixe listrado, capturado próximo do acampamento da expedição. A outra seria um pequeno peixe-gato parasita, achadonas escamas de outro peixe-gato.
"Em pouco tempo, nós capturamos centenas de espécies, 10% das quais podem ser novas para a ciência. Era irreal, inacreditável", disse o zoólogo George McGavin, um dos apresentadores do documentário. "Pegá-los é a parte fácil, a parte difícil é voltar para o laboratório e examinar as espécies, comparando-as com as coleções e os livros - vendo se elas são novas para os cientistas. Uma hora de trabalho de campo pode significar centenas de horas no laboratório."
A expedição também filmou uma sucuri - a mais pesada cobra do mundo, "que parece uma pilha de pneus de tratores", segundo McGavin - e a maior espécie de águia do mundo.
Suzano Celulose: impasse
O governador Jackson Lago (PDT) se recusou, nessa quarta-feira, a assinar protocolo de intenções para a implantação de uma unidade da Suzano Papel e Celulose, gigante do setor no país, informa o jornal “O estado do Maranhão”. A empresa pretendia investir US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,14 bilhões) na fábrica maranhense, cuja localização seria o sul do estado, com estimativa de geração de 20 mil empregos diretos e indiretos. Em vez do protocolo de intenções, o governador anunciou a criação de um grupo de trabalho para rediscutir o empreendimento. Semana passada, o governador Jackson Lago havia festejado o anúncio da chegada do empreendimento.
“Especialistas no setor econômico avaliam que o governador, depois de anunciar o empreendimento com o devido estardalhaço, não havia lido minuciosamente o protocolo de intenções e, de última hora, descobriu e discordou das cláusulas ambientais e do plano de incentivos fiscais, redigido à sapiência da cúpula do próprio governo, principalmente da Secretaria de Indústria e Comércio (Sinc), comandada pelo genro de Lago, Júlio Noronha, e ainda pela Secretaria da Fazenda (Sefaz)”, diz o jornal.
O investimento de R$ 3,14 bilhões do grupo Suzano na unidade maranhense prevê a ampliação do volume de produção de celulose em torno de 150%, com um acréscimo de 4,3 milhões de toneladas na capacidade atual, resultado de três novas linhas de 1,3 milhão de toneladas cada. Com isso, a empresa atingirá capacidade de 7,2 milhões de toneladas de papel e celulose.
Segundo o projeto, o suprimento de madeira virá dos plantios de eucaliptos do Programa Vale Florestar, em implantação no Pará, da aquisição de ativos florestais pertencentes à Vale no sudoeste do Maranhão, de plantios próprios e de fomento no Maranhão e no Tocantins. Este conjunto de alternativas permite equacionar totalmente a base florestal que atenderá esta planta de celulose.
Os ativos adquiridos da Vale no sudoeste do Maranhão são compostos por aproximadamente 84,5 mil hectares de terras, incluindo áreas de preservação permanente de reserva legal, além de cerca de 34,5 mil hectares de plantio de eucaliptos. Estas áreas adquiridas e relacionadas à parceria com a Vale contam com material genético desenvolvido ao longo de décadas de pesquisa na região e, por já se encontrarem em formação, possibilitarão a antecipação da produção desta planta para 2013.
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