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sexta-feira, 8 de março de 2013

Choque elétrico na OAB



Deputado incluiu emenda que extingue a obrigatoriedade do Exame da Ordem na MP que viabiliza a redução da conta de luz

por Leandro Mazzini*

Não é de hoje a pendenga entre o deputado Eduardo Cunha (RJ) e a Ordem dos Advogados do Brasil sobre o Exame da Ordem. Mas o líder do PMDB incluiu uma emenda que extingue a obrigatoriedade da prova na Medida Provisória 605, a que viabiliza a redução da conta de luz prometida pela presidente Dilma. Sem ligação com o tema, é o chamado ‘contrabando’. Cunha tem esperança de que ela passe em plenário. A MP é relatada pelo aliado e apadrinhado do líder, Alexandre Santos (PMDB-RJ).
*Escritor e jornalista

quinta-feira, 7 de março de 2013

Adeus a Vicente Salles, amigo de Marabá

No G1 PA


Morre o pesquisador paraense Vicente Salles, aos 81 anos


Intelectual paraense estava internado em um hospital do Rio de Janeiro.
O corpo de Vicente Salles será cremado, e as cinzas, despejadas no Pará.

Do G1 PA

Pesquisador, historiador, folclorista e musicólogo, Salles era tido como um dos maiores intelectuais do século XX.  (Foto: Laís Teixeira/OLiberal)Pesquisador, historiador, folclorista e musicólogo, Salles era tido como um dos maiores intelectuais do século XX. (Foto: Laís Teixeira/OLiberal)
Morreu na madrugada desta quinta-feira (07), em um hospital particular da capital carioca, o pesquisador paraense Vicente Salles. Ele faleceu aos 81 anos, de parada cardiorrespiratória. Salles estava internado desde o último dia 27 de fevereiro e, de acordo com a família, estava bastante debilitado por conta de uma anemia profunda e uma pequena hemorragia.

A família informou ao G1 que o velório deve acontecer na sexta-feira (08), quando parentes do estado do Pará devem chegar ao rio. A viúva, Marena Salles, disse que o último pedido do marido foi de que o corpo fosse cremado e as cinzas, lançadas sobre a Baía do Guajará.

Natural de Igarapé- Miri, no nordeste paraense, Vicente Salles deixa a esposa Marena Salles, de 74 anos, e três filhos adultos.

Uma vida dedicada à pesquisa
Em nota à imprensa, a Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, manifestou condolências pela morte do doutor Honoris Causa da instituição desde 2011 e que contribuiu intensamente com a universidade e com a produção de conhecimento durante toda sua vida.
O pesquisador, historiador, folclorista e musicólogo é um dos mais importantes intelectuais do século XX, da Amazônia e do Brasil, e com mais de 80 anos continuava produzindo e colaborando com diversas áreas. Entre os trabalhos mais importantes de Vicente Salles, estão os livros "História do Teatro do Pará", "Vida do maestro Gama Malcher", "Negro do Pará – sob o regime da escravidão" e "Santarém: uma oferenda musical".
Além de receber o título doutor Honoris Causa, que é o mais alto dos graus universitários, normalmente concedido a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação em prol das Artes, das Ciências, da Filosofia, das Letras ou do melhor entendimento entre os povos,  Salles também doou a parte de sua coleção pessoal e material utilizado em pesquisas sobre negros, cultura, artes e folclore da Amazônia ao Museu da UFPA.
O Acervo Vicente Salles reúne mais de quatro mil documentos e 70 mil recortes de jornais sobre temas como música, folclore, negro, artes cênicas e literatura, além de uma coleção de cartuns, fotografias de época, cordéis, peças de teatro do repertório regional e nacional, teses, folhetos e cartazes.

"Perda irreparável"
Vicente Salles dedicou toda uma vida à pesquisa sobre as manifestações culturais da Amazônia. (Foto: Divulgação/Agência Pará)Vicente Salles dedicou toda uma vida à pesquisa sobre as manifestações culturais da Amazônia. (Foto: Divulgação/Agência Pará)
Para o historiador da Universidade Federal do Pará, Aldrin Figueiredo, a morte de Vicente Salles representa o fim de uma era marcada por grandes nomes da intelectualidade do século XX. "A perda do homem Vicente Salles é irreparável. O que nos consola é o legado que ele deixa pra história e pra cultura no nosso estado. Nomes como o dele e o de Benedito Nunes, grandes intelectuais da primeira metade do século passado, certamente nunca irão se perder na memória da humanidade", comenta.

Figueiredo revelou à reportagem do G1 que a relação com o pesquisador começou dentro de sala de aula, no curso de História, da UFPA, mas se estendeu além dos muros da academia. "A influência do professor Salles na minha formação como profissional é muito profunda. Começou quando eu ainda dava os primeiros passos na graduação. Depois seguiu com o meu caminhar na pós-graduação. O apoio dele foi tamanho que ele chegou a escrever o prefácio do meu livro 'A cidade dos encantados'", detalha.

"A característica mais marcante da personalidade dele certamente era a generosidade. Ele não se importava em partilhar o conhecimento, em dedicar tempo a todos que dele precisavam, fosse um aluno da interior do estado ou um intelectual celebrado. Prova disso é o próprio arquivo que ele doou à universidade, expandindo as fronteiras e o acesso de sua produção", relembra o historiador.

 

Tudo bem... Mas, para quando?

No Correio do Tocantins:

07/03/2013
 Ministro diz que derrocagem sai mesmo sem ajuda da Vale 

Para o Governo Federal, a derrocagem do pedral do Lourenço, que ainda impede a navegabilidade comercial no Rio Tocantins, a partir de Marabá, sai mesmo que a mineradora Vale não entregue o projeto executivo que garantiu financiar. Foi o que uma comitiva de políticos paraenses ouviu ontem do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos. Estavam presentes o prefeito João Salame Neto (PPS) e deputados federais como Asdrubal Bentes (PMDB), Giovanni Queiroz (PDT) e Zé Geraldo (PT), mais a estadual Bernadete ten Caten (PT).
Caso não apareça o projeto que está sendo pago pela Vale, o ministério deve dar andamento ao projeto anterior, feito por profissionais da Universidade Federal do Pará, e com as devidas adequações, para então abrir a licitação.
A mineradora vem fazendo segredo sobre a data em que pretende entregar finalmente o projeto, já tendo protelado a apresentação do mesmo ao Dnit, embora não admita publicamente que havia agendado período para fazê-lo.
ENTENDA
Orçadas na época em R$ 520 milhões, as obras de derrocamento, dragagem e sinalização náutica do rio Tocantins, entre Marabá e Tucuruí, foram anunciadas pelo Dnit no final de novembro de 2010 para se iniciarem em março de 2011. No dia 29 de novembro, quando foi inaugurado o sistema de transposição da barragem, já disputavam a licitação, cujo edital havia sido lançado 13 dias antes, nada menos que cinco grandes consórcios.
Estava na fase de habilitação de documentos e a previsão era de que já no início de janeiro estariam prontos os contratos que deveriam permitir, apenas dois meses depois, o início dos serviços preliminares, a mobilização de máquinas e a implantação dos canteiros de obras. O governo federal, porém, abortou abruptamente o projeto, anulando o processo licitatório e retirando do PAC as obras do rio Tocantins.
O empreendimento, de vital importância para a economia do Pará, permanece no limbo até hoje e sem qualquer perspectiva de execução, pelo menos num horizonte de curto ou mesmo de médio prazo.
ECONOMIA
Até que seja feito o derrocamento do pedral do Lourenço, mais que uma obra de R$ 1,6 bilhão sem qualquer utilidade e perdida no coração do Rio Tocantins, as eclusas do Tucuruí não cumprirão o papel de abrir o trajeto do sul do Pará e do Centro-Oeste do País até Vila do Conde - que poderia se tornar um importante porto de exportação dos produtos brasileiros. Assim, investimentos que poderiam ser feitos na região vêm sendo adiados pelas dificuldades de transporte e os altos custos desestimulam a implantação de novos negócios no Estado.

“Com as eclusas poderíamos ter uma economia de 30% no transporte”, confirma o presidente da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), José Conrado.
Os comboios fluviais precisam hoje ultrapassar a área onde ficam as pedras. Se nos meses de cheias alguns mais corajosos ainda se arriscam a navegar pela área, no período de seca esse trecho da hidrovia fica intrafegável. Sem comboios, as eclusas ficam paradas.
Para se ter uma ideia, o transporte da tonelada de soja poderia ficar US$ 40 mais barato, se feito pelo porto de Vila do Conde, em relação a Paranaguá, no Paraná. 
As eclusas foram inauguradas com pompa no final de 2010, como o último compromisso da agenda oficial de Luiz Inácio Lula da Silva no Pará ainda como presidente. Meses antes, em plena campanha eleitoral, em Marabá, o mesmo Lula prometeu priorizar a hidrovia, obra essencial para a implantação de uma indústria metalúrgica na região onde fica a maior mina de ferro do mundo.
Após a inclusão da derrocagem do pedral entre os projetos a serem financiados com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e a licitação em 2010, a obra foi cancelada sob a alegação de que um novo estudo estaria sendo feito. Além disso, até a licença ambiental da obra foi contestada. (Da Redação)

A revanche dos fichas-sujas


Câmara Federal: Denúncias envolvem eleitos 

para comandar comissões

Dos 19 novos presidentes eleitos nesta quarta-feira (6) para comandar comissões permanentes da Câmara, 3 pelo menos foram alvo recente de denúncias de malversação de recursos públicos. É o caso de Gabriel Chalita (PMDB-SP), eleito para comandar a Comissão de Educação; João Magalhães (PMDB-MG), que vai presidir Finanças e Tributação; e Sérgio Moraes (PTB-RS), que ficou responsável pelo Desenvolvimento Urbano. Deputados condenados pelo mensalão, como os petistas José Genoino (SP) e João Paulo Cunha (SP), vão integrar a poderosa Comissão de Constituição e Justiça.
Das 21 comissões permanentes da Câmara, apenas Direitos Humanos e Relações Exteriores não elegeram nesta quarta seus novos presidentes. 
Exercendo seu primeiro mandato de deputado, o ex-jogador Romário irá presidir a Comissão de Turismo e Desporto. A expectativa é que ele transforme a comissão numa tribuna para criticar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

Depois do “fogo amigo” que impediu sua nomeação para o Ministério da Ciência e Tecnologia, o deputado Chalita ganhou como prêmio de compensação a presidência da Comissão de Educação da Câmara. Ao assumir nesta quarta, ele fez um discurso se defendendo das acusações de desvios de recursos quando ocupou a secretaria de Educação de São Paulo, entre 2002 e 2006.

Eleito com 24 votos a favor e dois em branco, o deputado rebateu as acusações ao sentar na cadeira de presidente do colegiado. “Fui acusado por um movimento político”, disse o parlamentar, mencionando o fato de as denúncias terem sido encaminhadas ao Ministério Público em setembro do ano passado, quando ele disputava a Prefeitura de São Paulo.

O deputado peemedebista disse já ter sido inocentado de diversas acusações e que sofre com as acusações. “Sou humano. É doloroso, a injustiça dói. Nada é mais doloroso que a injustiça.” O deputado concluiu seu discurso dizendo ter confiança na Justiça e foi aplaudido pelos colegas.

Crime Financeiro:
 Alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por peculato, tráfico de influência e crime contra o sistema financeiro, João Magalhães vai comandar a Comissão de Finanças e Tributação. Seu nome também foi citado durante o escândalo da máfia das ambulâncias como beneficiário de recursos desviados de emendas de parlamentares. No ano passado, o Supremo arquivou por falta de provas processo criminal o peemedebista. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal de omitir despesas da campanha de 2006 para a Justiça Eleitoral.

Escolhido pelo PTB para presidir a Comissão de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Moraes ficou famoso, em 2009, quando disse que estava “se lixando para a opinião pública”. Na ocasião, ele era relator de um processo contra Edmar Moreira, que ficou conhecido com o “deputado do castelo”. Ele também foi absolvido pelo STF em um processo no qual era acusado de usar bem público em benefício próprio.  (Ag.Estado)

Mais uma desfaçatez no Senado. Parece que, em Brasília, todos resolveram afrontar a sociedade brasileira

No Parsifal Pontes:


Contrassenso e descabimento – Versão Senado

Ainda na convulsão da indicação do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, o Congresso Nacional se repete: o Partido da República indicou o senador Blairo Maggi (PR-MT) para a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle do Senado (CMA).
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Blairo Maggi é membro VIP da bancada ruralista e já ganhou, por duas vezes, o prêmio “Motosserra de Ouro”, uma anti-condecoração providenciada por ambientalistas aos que consideram grandes desflorestadores.
A Amaggi, que controla o grupo familiar dos Maggi, é uma das maiores produtoras individuais de soja no planeta. Além de produzir grãos, a Amaggi atua na pecuária e na extração de borracha, e não faz questão de dar um soslaio à turma que quer pintar o mundo de verde.
Como a Comissão de Meio Ambiente é uma trincheira ambientalista a indicação de Maggi colocou os verdes em chamas e o Senado, uma casa mais fechada às querelas da plebe rude, não está interessado em fazer aceiro na coivara.
Falta bom senso no Congresso Nacional. A presidência de qualquer comissão não deveria ser ocupada por parlamentares que não reúnam condições de estar no centro dos debates, pois a eles cabe estabelecer o equilíbrio nos choques de opiniões.
Maggi não cai bem na presidência da CMA, assim como não caberia a indicação de um ambientalista radical. Como disse Cesare Cantú, “autoridade não equilibrada é tirania”.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O tamanho do rombo

No Manuel Dutra:


Parauapebas exporta mais que São Paulo. Veja se entende

O município de Parauapebas, no sudeste do Pará, exportou em janeiro de 2013 mais que o município de São Paulo, a cidade mais rica do Brasil e da América do Sul. Entendeu bem?
Trem da Vale, 24 horas sem parar levando a "exportação do Pará". De quê serve? Ao  Pará, nada.
São Paulo é capital do estado mais industrializado do continente americano, atrás apenas dos USA. Parauapebas é sede do município que hospeda o maior centro de rapinagem de minério de ferro do mundo, Carajás, pertencente à Vale. O Estado de São Paulo é celeiro de indústrias de todos os tipos; o Pará é o paraíso das mineradoras, empresas que de tão pouco que deixam no Estado que vale dizer nada deixam aos paraenses.
Cargueiro recebe soja em Santarém: quem lucra? Os paraense, nada.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Parauapebas é 0,741, médio. O IDH da cidade de São Paulo é 0, 841, elevado.

O IDH do Estado de São Paulo é 0, 833. O IDH do Pará é 0, 755.

O Estado de S. Paulo tem 2,7% de sua população vivendo em extrema pobreza, conforme dados de 2010. No mesmo ano, o Pará registrava 19,2% de sua população em extrema pobreza.

São Paulo exporta produtos industrializados, além de alimentos. O Pará exporta matéria-prima. São Paulo, com a sua indústria cria empregos do Brasil.O Pará, ao exportar minérios e soja, gera empregos na China, Japão, USA, Canadá, etc.

Agora responda, caro e eventual visitante deste blog: qual país, qual região, qual província ou estado ficaram ricos exportando matéria-prima? Se assim não fosse, a África seria, pelo menos, remediada. E a Amazônia, que exporta matéria-prima há 400 anos? A nossa pobreza é proporcional ao volume de riquezas naturais que exportamos em séculos e continuamos exportando, sem nada industrializar aqui.

Barcarena, quase aqui dentro de Belém, exporta alumínio, mas esta cidade não tem sequer uma fábrica de bacias ou penicos a partir do minério que é semi-beneficiado a 40 quilômetros de distância. Santarém exporta cada vez mais soja, mas ali não se fabrica sequer uma gota de óleo de cozinha ou uma grama, apenas, de qualquer outro produto da soja. Relação colonial às escâncaras, tal qual foi desde o começo!

Assim é por esta Amazônia inteira...
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A seguir, matéria  do jornalista Evandro Corrêa, publicada ontem em O Liberal, de Belém:
Sucursal do Sul e Sudeste do Pará:

Parauapebas, no sudeste do Pará, foi o município brasileiro que mais exportou no mês de janeiro passado, com vendas externas no montante de US$ 719,328 milhões. Os quatro outros maiores exportadores brasileiros foram São Paulo (US$ 679,875 milhões); Rio de Janeiro (US$ 524,349 milhões); Santos (US$ 486,221 milhões); e Itajaí-SC (US$ 325,696 milhões). Além de ter o maior valor em exportações, Parauapebas também alcançou o maior saldo comercial do período (US$ 710,860 milhões), seguido por Santos (US$ 354,544 milhões); Nova Lima-MG (US$ 284,834 milhões); Anchieta-ES (US$ 244,708 milhões); e São Gonçalo do Rio Abaixo-MG (US$ 167,029 milhões).

No primeiro mês deste ano, os maiores valores em importações foram registrados em São Paulo-SP (US$ 1,074 bilhão); Manaus-AM (US$ 1,056 bilhão); São Sebastião-SP (US$ 1,047 bilhão); e em São Luís-MA (US$ 1,041 bilhão). Em Parauapebas, o carro-chefe das exportações é o minério de ferro, extraído pela mineradora Vale. No Pará, não é apenas Parauapebas que representa bem o Pará na balança comercial nacional. Barcarena, por exemplo, é o 19º colocado entre os 2.232 municípios exportadores e o 10º em superávit, deixando para trás a própria capital do Pará e São Luís, capital do Maranhão, a maior rival de Barcarena, por conta do porto da na cidade maranhense. Canaã dos Carajás é o 3º que mais exporta no Pará, figurando na 76ª colocação nacional, bem como sendo o de número 43 do país em saldo positivo.

Ananindeua, Oriximiná, Ourilândia do Norte, Abaetetuba, Almeirim, Breu Branco, Castanhal, Floresta do Araguaia, Xinguara, Santarém também representam bem o Pará lá fora. O Pará tem 57 municípios considerados exportadores. Em 2010, só de janeiro a maio, o Estado exportou 5% de todo o Brasil, ou US$ 5.539.718.764. A época, as cinco empresas que mais contribuem na balança comercial paraense são: a Vale, com US$ 3.492.733.937, ou 63,05% das exportações; a Alunorte, com US$ 539.740.143, ou 9,74%; a Albras, com 335.444.311, ou 6,06%; a Sidepar, com US$ 92.885.263, ou 1,68%; e a Rio Capim Caulim, com US$ 86.020.446, ou 1,55.

terça-feira, 5 de março de 2013

Ô timezinho sem vergonha!...

No Globo Esporte:

Na abertura do segundo turno, Tuna goleia Águia de Marabá por 4 a 1

Partida foi no estádio Francisco Vasques, o Sousa, em Belém.
Atacante Lucas marcou dois gols na partida.

Por Pedro CruzBelém

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O intervalo entre o primeiro e segundo turno parece ter sido muito benéfico para a Tuna Luso. Na tarde desta terça-feira, na abertura da Taça Estado do Pará, a equipe cruzmaltina venceu o Águia de Marabá por 4 a 1, com dois gols do atacante Lucas, um do zagueiro Preto Barcarena e um do lateral-direito Sinésio, de pênalti. Robert descontou para o time de Marabá.
A partida foi no estádio Francisco Vasques, o Souza, em Belém. Com o resultado, a Tuna supera toda a sua campanha do primeiro turno, quando só conquistou um ponto e marcou um gol. O experiente lateral-direito Sinésio recebeu o terceiro cartão amarelo e desfalca a Águia do Souza na próxima rodada, no clássico contra o Clube do Remo.
Tuna abre dois gols de vantagem logo na primeira etapa
No início da partida, a chuva atrapalhou o espetáculo. Poças espalhadas pelo gramado dificultaram os passes. O nível técnico do jogo só melhorou depois dos dez primeiros minutos. O Águia começou mais organizado. Porém, a equipe comandada por João Galvão não conseguia se proteger como deveria, deixando espaços nas laterais. Aos 20 minutos, em uma jogada explorando justamente o flanco esquerdo, o atacante Lucas avançou, entrou na área e chutou forte cruzado, sem chances para o goleiro Leandro, do Águia, sequer tocar na bola.
Atacante Lucas marcou dois gols contra o Águia nesta terça-feira (Foto: Antonio Cícero / Colaborativo)Atacante Lucas marcou dois gols contra o Águia nesta terça-feira (Foto: Antonio Cícero / Colaborativo)
Depois de abrir o placar, a Tuna passou a dominar a partida. Aos 32 minutos, Pedrinho Mossoró deu um traço no Bernardo, que passou direto, e saiu de cara para o gol. Porém, o meia tunante ficou na indecisão de onde bater e acabou chutando para fora. A equipe da capital ampliou no minuto seguinte. Em cobrança de escanteio pela esquerda, o lateral Sinésio cobrou com precisão e Preto Barcarena subiu mais que todo mundo, inclusive que o goleiro Leandro, e cabeceou para o fundo do gol.
O destaque positivo do primeiro tempo ficou para o meio-campista Fabrício, da Tuna, atuando mais deslocado pela direita. Por outro lado, o atacante Wando não estava em uma tarde inspirada e pouco fez no primeiro tempo.

Águia ensaia reação, mas leva banho de água fria no segundo tempo
No intervalo, o técnico João Galvão resolveu fazer uma dupla substituição no time na tentativa de reverter o placar. Saíram o meio-campista Balão Marabá e o atacante Wando para as entradas de Rafinha e Robert, respectivamente. Porém, para a infelicidade do comandante aguiano, com poucos segundos de jogo o meia Pedrinho Mossoró fez bela jogada, passou para o atacante Lucas que, da entrada da área, mandou uma bomba no canto, sem chances para Leandro defender.
O Águia chegou a reagir após tomar o terceiro gol. Aos oito minutos da etapa final, Alan Taxista obrigou o goleiro Dida a fazer duas difíceis defesas consecutivas. Até que, com 18 minutos, João Galvão tentou a cartada final. O técnico da equipe marabaense sacou um zagueiro para colocar mais um meio-campista, lançando seu time todo ao ataque: saiu Vítor para a entrada de Luís Fernando.
Tuna x Águia - Francisco Vasques (Souza) - primeira rodada do segundo turno do Parazão 2013 (Foto: Antonio Cícero / Colaborativo)Depois de marcar o primeiro gol, a Tuna dorminou a partida e venceu o Águia com certa facilidade.
(Foto: Antonio Cícero / Colaborativo)
Com a equipe bastante ofensiva, o Azulão conseguiu diminuir a diferença somente aos 32 minutos da etapa final, com o atacante Robert. Porém, quando a torcida achava que o time iniciaria a reação na partida, quase de imediatamente recebeu um “balde de água fria”. Um minutos após marcar o primeiro gol aguiano no jogo, o árbitro marcou um pênalti para a Tuna, convertido por Sinésio, que deu números finais à partida: Tuna 4 x 1 Águia de Marabá.
Com o resultado, a Tuna passa a ser temporariamente o líder do segundo turno, com três pontos e três gols de salto. Na classificação geral, a Lusa ainda está na lanterna da competição, com quatro pontos, dois a menos que o penúltimo colocado, o Águia, que tem seis.
As duas equipes voltam a campo no final de semana. No sábado, o Azulão enfrenta o Cametá no Parque do Bacurau, a partir das 20h. Já a Tuna tem o clássico da capital contra o Clube do Remo, no domingo, às 16h, no estádio Evandro Almeida, o Baenão.
FICHA TÉCNICA
Tuna: Dida; Sinésio (Rodrigo Santarém), Preto Barcarena, Max Melo e Daniel; Ângelo, Maranhão, Fabrício (Fernando Félix) e Pedrinho Mossoró; Diego Índio (Maninho) e Lucas.Técnico: Cacaio
Águia: Leandro; Renatinho, Vitor (Luiz Fernando), Bernardo e Mocajuba; Marcel, Diogo, Balão (Rafinha) e Alan Taxista; Wando (Robert) e Danilo Galvão. Técnico: João Galvão 
Cartões amarelos: Preto Barcarena, Fabrício, Sinésio e Maranhão (Tuna) | Balão e Mocajuba (Águia).
Local: Estádio Francisco Vasques, o Souza - Belém.
Árbitro: Wesley José do Couto.
Auxiliares: José Coimbra e Graceanne Dias. Joquetan Guimarães foi o quarto árbitro.

Peculato?

No Barrancas do Itacaiúnas:

Advogada por ser processada por peculato



A advogada Marileuda Costa Bezerra pode ser processada por crime de peculato e apropriação indébita de recursos públicos.


ela integra a equipe de procuradores de Marabá e tinha uma clausúla de contrato que versa sobre exclusividade, e teria recebido cerca de vinte mil reais indevidamente

O juiz titular da 1a Vara Cível de Marabá, César Dias de França Lins enviou ofício ao delegado superintendente regional AlbertoHenrique Teixeira de Barros onde requer que o caso seja investigado.

Marileuda Bezerra é procuradora do município, e nos últimos dois anos, teria recebido R$ 19.523,00 a título de pagamento de gratificação por exclusividade, ou seja, estaria em tempo integral à disposição da Procuradoria do Município.



Entretanto, neste período, teria trabalhado, tanto para o município como para particulares, logo o magistrado disse entender que a advogada era exclusiva, logo, não poderia advogar para terceiros, salvo se abrisse mão da exclusividade.



O caso tramita em segredo de justiça, contudo a reportagem teve acesso ao ofício e entre outras informações, constam que a advogada admitiu que houve um erro e assinou um termo de confissão e se comprometeu em devolver os dividendos recebidos indevidamente.



Ocorre que esta devolução estaria sendo feita de forma paulatina e sem a devida correção monetária, ou juros.



Diante deste provável crime o magistrado requereu a investigação e exige que os valores sejam corrigidos monetariamente e que os cofres públicos sejam ressarcidos.



A adogada não foi localizada para comentar a respeito do assunto e todas as ligações telefônicas foram direcionadas à caixa postal dela.