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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Lascou-se!

Via O Mocorongo:

'Nossa vida virou um inferno', diz Chimbinha sobre polêmica de Joelma

Após a declaração polêmica de Joelma em uma entrevista, em que ela comprarou gays a drogados, Chimbinha disse que a vida do casal, que faz parte da Banda Calypso, ficou de pernas para o ar. "Nossa vida virou um inferno, ficou ruim pra caramba. Joelma nunca falaria nada que desrespeitasse nossos amigos e fãs. Convivemos há muito tempo com gays, inclusive dentro da nossa própria casa. Nossos costureiros, cabeleireiros, além de nossos fãs, que são tudo pra gente. Joelma não quer mais comentar nada, pois tudo o que ela fala é mal interpretado", disse Chimbinha.

O cantor reiterou que não acredita que o anúncio do casamento de Daniela Mercury com a jornalista Malu Verçosa tenha sido um protesto contra Joelma. "A vida da Daniela Mercury só diz respeito a ela mesma. Ela e Joelma se conhecem há anos, estão sempre conversando nos camarins dos shows, sempre se deram bem. Queremos que ela seja feliz", afirmou Chimbinha. 

Comunicado oficial - Após a polêmica, Joelma publicou um comunicado oficial dizendo que suas declarações na entrevista foram deturpadas. "Foi publicada neste final de semana, em revista de circulação nacional, entrevista com a cantora, na qual constam declarações que não refletem o pensamento de Joelma. Em momento algum a cantora comparou homossexualidade à dependência química. O que foi relatado foram depoimentos, feitos a ela, de amigos e fãs sobre a dificuldade que sentem - quando assim o desejam - de mudar sua opção sexual e que, eles mesmos, compararam tal dificuldade à dificuldade do dependente químico. Embora a religião seguida por Joelma não apoie o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a cantora respeita e aceita a opção sexual de todas as pessoas, fãs e amigos, não tendo por ninguém preconceito de religião, sexo e cor."  (Fonte: Ego)

"El tuerto e la terca"


No Parsifal Pontes:

Pior que o vesgo


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O presidente do Uruguai, José Mujica, cometeu uma gafe e uma extrema indelicadeza com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner e com o seu falecido marido Néstor Kirchner, que era estrábico.
Ontem (04), durante o intervalo de uma entrevista na cidade de Florida, no interior do Uruguai, Mujica, sem perceber que o microfone continuava aberto, comentava com o interlocutor ao lado que “para conseguir alguma coisa da Argentina era preciso primeiro falar com o Brasil”.
Até aí tudo bem, mas prosseguiu Mujica: em alto e bom tom:
"Esta vieja es peor que el tuerto. El tuerto era más político, esta es terca.". Em tradução livre, “Esta velha [Cristina] é pior do que o vesgo [Nestor]. O vesgo era mais político. Esta é rude.”.
O áudio virou Trending topic nas redes e foi manchete no “El País”, o principal jornal da Argentina.

Providências

Diante da extensão e gravidade da denúncia recebida por este blog, informa ao anônimo autor que a enviei, com pedido de conhecimento e providências, ao prefeito João Salame Neto, secretaria de Administração e Ministério Público.
Tomara que seja devidamente apurada. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Arquivo público: mais respeito com documentos


A proximidade entre humanos e pombos, diz a Medicina Veterinária, pode acarretar doenças ao homem, em especial se houver contato com as fezes secas da pomba doméstica (columba livia). Inalá-las com a poeira urbana pode trazer de uma simples alergia de pele à sérios problemas de respiração e, até mesmo, afetar o sistema nervoso central. Tudo isso de forma praticamente invisível.
O contato com as fezes secas contaminadas por fungos pode provocar micoses e problemas respiratórios semelhantes à meningite, como histoplasmose e criptococose ou a clamidiose (bactéria), que causa sintomas variados, de febre à problemas na respiração.
Alimentos contaminados por fezes de pombos, que contém a bactéria Salmonela, trazem grandes prejuízos à saúde ao comprometer o aparelho digestivo com uma intoxicação alimentar. Além disso, ácaros de pombos provenientes de aves e ninhos podem causar dermatites em contato com a pele do homem.
A colônia cresceu à vontade
Apesar dessas advertências, uma quantidade crescente de pombos alojou-se no prédio que abriga o Arquivo Público Municipal desde 2010, sem que a defesa sanitária ou a secretaria de saúde tomasse qualquer providência para salvaguardar a integridade dos servidores daquele setor.   
Em pouco mais de dois anos, diz o coordenador Narciso Francisco da Silva, que trabalha no arquivo desde 2009, a colônia multiplicou-se em dezenas, centenas talvez de aves, confortavelmente alojadas sob o telhado sem forro ou em repouso nos cabos de aço com que o governo passado amarrou, por dentro, numa gambiarra, as paredes inseguras da construção mal feita e que ameaçavam desabar.
Narciso acompanhou a invasão das aves
A consequência, naturalmente, foi uma prolongada torrente de fezes sobre armários e caixas que deveriam guardar, com segurança e zelo, documentos que contam parcialmente a história de sucessos e desmantelos de uma cidade que chega aos cem anos maltratada pelo descompromisso de muitos administradores.

Fezes por toda parte
Novo secretário de Administração, Ademir Martins olha desconsolado o estrago que herdou no arquivo público: “Não sei como alguém pode deixar ficar assim documentos tão importantes para a história do município”, lamenta. Admite que a saída é a digitalização do que resta, antes que acabe. “Imagine, diz ele, que esses arquivos estavam jogados no outro prédio, em cima de uma fossa sanitária e pegando água de infiltração”.
Desolado, Ademir Martins folheia arquivo histórico
Neste buraco estavam os arquivos
Pelo menos por enquanto o patrimônio está a salvo dos pombos: com a ajuda da mão-de-obra municipal foram vedadas as brechas entre o alto das paredes e os caibros do telhado, de sorte que agora as aves não mais conseguem entrar. Mas ainda restam as fezes e sua ameaça maléfica e invisível espalhada entre e sobre estantes, caixas de papelão, pastas suspensas e o chão que causa embrulhos no estômago.


Servidores admitem: muito melhor agoranar legenda
Mas se você imagina que o prejuízo acaba aí, enganou-se. Inaugurado em 21 de maio de 2008, pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia (governo Ana Júlia) com apoio do então prefeito Tião Miranda, o NavegaPará chegou a ensinar rudimentos de informática a algumas dezenas de interessados entre setembro de 2009 a outubro de 2010. Depois encalhou: seja por desinteresse do prefeito de plantão ou da nova administração estadual.
O Infocentro, agora, é só um amontoado de computadores sem serventia, a entulhar uma sala que poderia ter melhor aproveitamento.
Para Ademir, falta definir a quem pertence a sucata

A solidariedade entre os mortos-vivos

Em solidariedade ao Leão moribundo, o Aguialinha sem moral e sem time 
tomou porrada em Manaus, terra onde há décadas o futebol acabou:
Naciona 2 x 0

Judiciário não cresce. Só as despesas...


Judiciário aumentou em 43% os gastos com diárias em 2012


 Marina Dutra, de Contas Abertas 



O Poder Judiciário gastou R$ 100 milhões com diárias no ano passado. O montante é 43% maior do que o desembolsado em 2011 – R$ 69,7 milhões. O valor não envolve outras despesas de viagens, como passagens e outros meios de locomoção. Ao todo, o Judiciário possui 104,9 mil servidores.
Das 66 unidades orçamentárias integrantes do Poder, 39 aumentaram os pagamentos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi o órgão em que os dispêndios com diárias mais cresceram. O TSE elevou em R$ 26,3 milhões os desembolsos. Os dispêndios cresceram principalmente em razão das eleições municipais que aconteceram no ano passado.
Os gastos passaram de R$ 4 milhões em 2011, para R$ 30,3 milhões em 2012. O aumento significativo pode ser explicado pela ocorrência das eleições municipais.
O TSE pagou ao Banco do Brasil, por exemplo, R$ 16,6 milhões em diárias referentes à prestação de serviços em zonas eleitorais do interior, suporte técnico para as eleições em diversas localidades e despesas com diárias referentes às revisões biométrica realizadas durante o exercício.
Outros R$ 456,4 mil foram pagos pela Secretária de Estado de Segurança Pública e Justiça de Goiás (SSP-GO) para diárias relativas à prestação de serviço de logística, escolta, segurança e guarda e armazenamento das urnas eletrônicas, nos primeiro e segundo turnos das eleições 2012 em todo o estado goiano.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também contribuiu para o aumento de gastos com diárias em 2012. A Corte quase dobrou os dispêndios com diárias. De 2011 para 2012 as despesas aumentaram em R$ 2,3 milhões, passando de R$ 2,5 milhões para R$ 4,9 milhões.
Na contramão do crescimento dos gastos, 27 unidades orçamentárias do Judiciário diminuíram esse tipo de despesa no ano passado. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por exemplo, desembolsou R$ 2,4 milhões a menos. Os dispêndios com o pagamento de diárias aos servidores foram de R$ 2,6 milhões em 2012. Em 2011, o Conselho pagou R$ 5 milhões para o mesmo fim.
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi outro que resolveu economizar nos dispêndios. O órgão gastou R$ 674,5 mil em 2012, R$ 365,8 mil a menos do que no ano anterior – R$ 1 milhão.
Todos os Poderes
Ao todo, a União desembolsou no ano passado R$ 1 bilhão com diárias para os servidores do Executivo, Judiciário e Legislativo. O valor é 24% superior ao pago em 2011 – R$ 826,9 milhões. 
No início de 2012, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, anunciou que estava aperfeiçoando o sistema de pagamento de passagens e diárias dos ministérios, com simplificação de procedimentos, e que o controle seria mais rígido. Na época, contingenciamento de mais de R$ 55 bilhões no Orçamento pretendia reduzir também os gastos com esse tipo de despesa, o que não aconteceu. O Executivo lidera os dispêndios com diárias, tendo gasto R$ 915,5 milhões em 2012, aumento de 22% em relação ao ano anterior – R$ 749,5 milhões.
Dentre os Poderes, o Legislativo é o que menos utiliza diárias, porém, também apresentou aumento nos gastos. Os desembolsos no ano passado foram de R$ 9,3 milhões, valor R$ 1,6 milhão maior que o pago em 2011 – R$ 7,6 milhões.
O Contas Abertas enviou indagações ao TSE, TST, CNJ e STF, mas possivelmente devido ao feriado antecipado no Judiciário (veja matéria), até o fechamento desta matéria não recebemos respostas. (Blog do Servidor Público)

Apaixonado pelos torturadores

No Giba Um:

Outros tempos
O governo quer trazer médicos e engenheiros de Portugal, Espanha e França para trabalhar no Brasil. O setor produtivo estaria reclamando da falta de engenheiros no mercado e os médicos deverão trabalhar em áreas mais distantes, sempre recusadas pelos profissionais brasileiros.
Para quem tem memória curta: durante anos, dentistas brasileiros foram humilhados em Portugal e nos últimos tempos, antes da crise européia, turistas brasileiros ficavam presos em aeroportos espanhóis e devolvidos ao Brasil, depois de horas sem comer e incomunicáveis.

O tamanho do cabide

Via Parsifal Pontes:


Presidente, governadores e prefeitos têm 568 mil assessores lotados em seus gabinetes

Matéria do “Estado de S. Paulo” reporta, como base em pesquisa realizada pelo IBGE em 2012, que o Governo Federal emprega 4.445 pessoas sem concurso público, os 27 governadores de estados empregam 74.740 e os municípios 489.019. Isso somente nos respectivos gabinetes da presidente, governadores e prefeitos.
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O campeão em contratações sem concurso, em números absolutos, é Goiás: Marconi Perillo (PSDB) tem 10.175 assessores lotados no seu gabinete. Em 2º lugar vem o petista Jaques Wagner, governador da Bahia, com 9.240 assessores.
Quando se divide a festa pelos três principais partidos do Brasil, o PSDB ganha o 1º lugar com 37,6 mil assessores; em 2º vem o PT com 23 mil e em 3º o PMDB com 21,6 mil.
> Prática precisa ser tipificada como crime contra o erário
Enquanto a prática não for tipificada como crime contra o erário, tanto para o contratante quanto para o contratado, a locomotiva continuará a todo vapor, pois isso é moeda de troca para sustentação política e eleitoral.
Eu não tenho isenção moral para o texto: nas duas vezes em que fui prefeito contratei da mesma forma. O Poder Legislativo é cumplice no processo: aprova as leis que autorizam as contratações temporárias (que acabam sendo eternas) porque terá a sua parte no quinhão.
Opino, todavia, que essas coisas precisam ser apresentas à sociedade, para que essa, conhecendo as alcovas, sinta-se apropriada do problema para tentar buscar uma equação que o resolva.

> Enquanto isso…
A moçada que queima a pestana dia e noite, noite e dia, para fazer concurso público, quando passa, observa temporários sendo contratados e o concurso caducando.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vale lança livro de memória sobre Marabá

A obra foi produzida a partir dos depoimentos de representantes de famílias que constituíram a cidade

A Vale lança nesta quinta-feira-feira, 4, o livro "Marabá, ontem e hoje", uma homenagem pelos cem anos do município. A obra é um resgate à história coletiva da cidade, contada a partir de relatos dos familiares dos primeiros habitantes nascidos em Marabá ou que escolheram o a região para fixar moradia. A publicação é também um compromisso social da Vale pela instalação do projeto Aços Laminados do Pará (Alpa). O lançamento será realizado às 19 horas, desta quinta-feira, na sede da Fundação da Casa da Cultura (FCCM), parceira da iniciativa. O evento contará com a presença de representantes institucionais, autoridades e demais convidados.
O livro "Marabá, ontem e hoje" nasceu do projeto homônimo, que durou um ano, envolvendo as etapas de pesquisa, entrevista e seleção de material. Para execução do trabalho, a Vale contratou os serviços de uma empresa de consultoria. A Fundação Casa da Cultura de Marabá, parceira do projeto, foi responsável pela orientação do tema e roteiro das entrevistas, junto com o Museu da Pessoa, que por sua vez, ministrou as oficinas de formação de pesquisadores aos bolsistas selecionados.
Durante dez meses, o grupo de entrevistadores reuniu 120 horas de depoimentos, que somaram 2040 páginas transcritas. O produto final foi o livro  com 224 páginas sobre a cidade, sua gente, sua economia, seus fatos marcantes e traços da sua cultura.
As memórias relatadas pelos entrevistados foram divididas em duas fases. De 1910 a 1950, conta a história de Marabá da primeira metade do século XX, envolvendo a formação da cidade, a atividade garimpeira, a economia da castanha e o comércio, a usina de força e luz, os arraiais, os cordões, as lendas e os "causos" de assombração, entre outros.  De 1960 em diante, o livro narra o fim do ciclo da castanha, a chegada da pecuária, a Guerrilha do Araguaia, Serra Pelada e os garimpos de diamante, a grande enchente de 1980, a energia firme e a expansão da cidade para outros núcleos urbanos.
Noé Von Atzingen, presidente da Fundação Casa da Cultura de Marabá, no prólogo do livro, conta a primeira impressão que teve sobre o projeto. "(...) fiquei ao mesmo tempo surpreso e preocupado. Como fazer um livro assim? Teria a mesma consistência, valor histórico e seria também interessante? (...) Quando ficou finalmente pronto, foi para mim uma grande surpresa, pois este formato de livro torna a história mais viva, vibrante e essencialmente mais humana. Noé é autor do "Vocabulário Regional de Marabá" e foi agraciado, em 1980, com o título "Cidadão Marabaense".
Amintas Freitas, um marabaense de 102 anos, está entre os personagens ouvidos no projeto. Entre outros assuntos, ele fala sobre o ciclo da castanha e sobre o garimpo no rio Tocantins.  Seu Amintas testemunhou a chegada da primeira bicicleta em Marabá nos idos de 1914. Já o comerciante Benedito Barbosa Macias, que reconta a história de seu pai Lourival Macias, fala sobre as enchentes, a expansão da cidade, motivada pela descoberta do garimpo de Serra Pelada.
O diretor-presidente do projeto Aços Laminados do Pará (Alpa), João Coral, destaca a importância dos relatos que constituem a obra. "Os depoimentos aqui registrados são valiosíssimos. Merecem ser lidos pelos mais jovens para que conheçam suas origens e dela retirem orgulho e aprendizado; e pelos mais velhos para que não permitam que seus valores se percam no tempo, perpetuando traços importantes de sua rica cultura", destaca.
A tiragem do "Marabá, ontem e hoje" é de 3 mil exemplares. Os livros serão doados a instituições municipais e estaduais, bibliotecas públicas e escolares da cidade para que possam ser consultados pela população em geral.

Serviço:
Lançamento do livro "Marabá, ontem e hoje"
Data/Hora: quinta-feira, 4 de abril, às 19h
Local: Fundação Casa da Cultura de Marabá - Folha 31, Quadra Especial, Lote 1- Nova Marabá

Começa julgamento de acusados da morte do casal de extrativistas


Brutalidade matou José Cláudio e Maria do Espírito Santo
Previsto para iniciar às oito horas de hoje, até às nove e meia desta manhã ainda não haviam sido definidos os sete jurados que participarão do julgamento  dos três acusados de participação no assassinato do casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, crime ocorrido  em maio de 2011 por disputa de terra em Nova Ipixuna, sudeste do Pará. São acusados José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, presos preventivamente desde dezembro de 2011.
Agora mesmo, profissionais da imprensa não conseguem ter acesso ao interior do salão de júri, mesmo credenciados, e comenta-se que apenas dez credenciais foram disponibilizadas para os inúmeros jornalistas vindos de diversas partes do país e do exterior. Também estão proibidas filmagens e gravações de áudio durante a sessão.
Na parte externa do fórum, centenas de manifestantes – do MST e de entidades de defesa dos direitos humanos – aguardam por Justiça, vigiados por cerca de 40 policiais militares do Estado.
Preside o júri o  juiz Murilo Lemos Simão.   
Diz o promotor Danilo Pompeu Colares existirem nos autos provas robustas de que José Rodrigues foi o mandante da execução do casal, enquanto o irmão dele, Lindonjonson, dirigiu a moto de onde Alberto Lopes efetuou os disparos.
A defesa dos réus se diz confiante: “Não há testemunha ocular, e os acusados estão presos por supostos indícios de caráter dúbio", diz o advogado Vandergleyson Fernandes.
“Sensibilidade”
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, divulgou nota ontem sobre este julgamento e disse esperar que “os jurados tenham a sensibilidade e a firmeza em defender os Direitos Humanos”.
Leia a íntegra da nota:
“A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) vem a público manifestar-se sobre o julgamento de José Rodrigues Moreira, Lindonjonson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, acusados pelo assassinato dos extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, em maio de 2011, em um assentamento em Nova Ipixuna (PA). O júri popular se reúne nesta quarta-feira (3), no Forum de Marabá (PA), para analisar o processo e dar o veredicto.
Diante disso, a SDH/PR espera que os jurados tenham a sensibilidade e a firmeza em defender os Direitos Humanos e tornar esse caso um exemplo na consolidação da Justiça e um marco na proteção dos defensores de Direitos Humanos. Que os assassinos sejam punidos com rigor, evitando a perpetuação da impunidade no país.
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República se manterá atenta no combate à violação dos Direitos Humanos de pessoas que lutam por causas justas. Mais do que isso, cuidaremos para que o debate em torno da Reforma Agrária no país seja construído dentro dos limites de civilidade, em busca de um país mais paritário para todos os brasileiros e brasileiras.
Ministra Maria do Rosário Nunes
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República”
Mortes no campo
Pela primeira vez em 25 anos, Rondônia superou o Pará em número de mortes por disputa de terra. Foram nove casos em 2012, contra dois no ano anterior --aumento de 350%.
Os números da violência no campo em 2012 integram um balanço preliminar e inédito da CPT (Comissão Pastoral da Terra), braço agrário da Igreja Católica no Brasil.
Em todo o país, segundo a comissão, houve 36 homicídios em 2012 em conflitos agrários --avanço de 24% em relação aos 29 casos de 2011.
O Pará registrou seis mortes por disputa agrária em 2012, um dos números mais baixos desde o início dos registros da CPT, em 1985. Apenas em 1986 o Estado não liderou a estatística da violência no campo, perdendo naquele ano para Mato Grosso.
As mortes no Estado foram sobretudo de integrantes de acampamentos que reivindicam terras. Houve também assassinatos de pessoas que denunciavam extração ilegal de madeira.Em Rondônia, especialistas relacionam a violência a três fatores: expansão do agronegócio no sul do Estado (divisa com MT), presença de madeireiros no norte (divisa com AM) e, principalmente, grilagem (apropriação indevida de terras públicas).