Pages

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O caso Ana Karina

Minêgo” abre o verbo

Liberal Edição de 11/02/2011
Tamanho do Texto



Acusado de envolvimento na morte de Ana Karina, em Parauapebas, depõe e faz acusações à noiva de pecuarista
Evandro Corrêa, Parauapebas

O pecuarista Alessandro Camilo de Lima, o "Macarrão" e Francisco de Assis Dias, o "Magrão", permaneceram em silêncio durante toda a audiência de instrução e julgamento sobre a morte da comerciária Ana Karina, ocorrida anteontem, no fórum de Parauapebas. Na audiência, que só terminou por volta de 23h30, também foram ouvidos os acusados Pedro Ribeiro Lordeiro, que teria fornecido a arma usada no crime, Graziela Barros Almeida, noiva de Alessandro Camilo, que nega participação na morte da jovem, e ainda o comerciante Florentino de Souza Rodrigues, o "Minêgo", o único que forneceu detalhes sobre o caso.
Em seu depoimento, "Minêgo" contou que na noite do dia 14 de maio de 2010 levou a acusada Graziela Barros até o município de Curionópolis e que ela estava muito nervosa e com medo de ser linchada pela população. Segundo o acusado, no trajeto até Curionópolis, Grazi disse que Ana Karina havia sido morta e que seu corpo fora colocado em um tambor com pedras e em seguida jogado no rio Itacaíunas. De acordo com o depoimento de "Minêgo", Graziela Barros se referiu ao crime usando frases como "eles fizeram uma loucura" e "nossa vida acabou em Parauapebas".
Em seu relato à Justiça, Florentino Souza disse ainda que Graziela Barros falou que uma advogada mandou que ela escondesse a caminhonete de Alessandro Camilo, que fora usada no crime. Com relação a sua prisão, sob a acusação de envolvimento na morte de Ana Karina, Florentino Souza disse que tudo se deu por conta de uma animosidade com o delegado André Albuquerque - assassinado posteriormente, em confronto com traficantes. De acordo com o acusado, Albuquerque o prendeu porque em certa ocasião anterior ao crime, "Minêgo" se recusou a entregar uma carga de madeira ao delegado, o que teria irritado o policial. "Ele bateu nas minhas costas e disse que eu ainda ia precisar dele", declarou Florentino na audiência, ressaltando que foi ameaçado de morte, na penitênciária, pelo empresário Alessandro Camilo.
Ainda de acordo com as declarações de "Minêgo", na cadeia de Parauapebas o delegado André Albuquerque deu ordens para que o acusado Francisco de Assis, o "Magrão", fosse colocado em uma cela com outros detentos, onde foi violentamente espancado.
A comerciária Ana Karina Guimarães, que estava grávida de 9 meses foi morta no dia 10 de Maio do ano passado e seu corpo, que nunca foi encontrado, teria sido colocado em um tambor e jogado do alto de uma ponte , no rio Itacaiúnas , a 70 quilômetros de Parauapebas.

Pagar para não fazer

No blog do deputado Parsifal Pontes


 Onde canta o galo

01lib
O corte acima é da coluna “Repórter 70”, de “O Liberal deste domingo.
Quando a Vale sacou o cheque e pagou, a preço de banana, a referida área, os desavisados regozijaram-se: agora o porto seria erigido.
Ledo engano: na verdade a Vale comprou a área para não fazer o porto.
Explico: o bilionário brasileiro Eike Batista colocou o olho na área e pretendia adquiri-la para o seu portfolio portuário, alcançando, com a construção, larga vantagem estratégica sobre os portos nos quais a Vale exercita a sua logística de transporte.
Percebendo a manobra, a Vale avexou-se e sacou R$ 10 milhões para manter as coisas como estão.
É o segundo capote que Eike leva da mineradora. O primeiro foi quando ele tentou avançar no controle acionário da empresa, com o aval do ex-presidente Lula.

Dá cada coisa por aqui...

Do Barrancas do Itacaiunas, blog do Ednaldo Sousa:


Boneca de ventríloquo
A prefeita de São João do Araguaia, Marlene Martins (PMDB), ao ser convidada para expor as necessidades do município que administra, protoganizou aquele que pode ser o maior vexame de sua breve vida política.
Chamou o marido dela, ex-prefeito, Mário Sobral Martins para se pronunciar no lugar dela. Para muitos a prefeita não passa de boneca de ventríloquo, tendo em vista que é na verdade quem é o prefeito de direito é Mário Martins.
O Seminário de Desenvolvimento aconteceu na Câmara de Vereadores e foi promovido pela Federação das Associações dos Municípios do Estado Pará (Famep). Praticamente todos os municípios dos sul e sudeste do Pará compareceram.

Não à UHE Marabá

Lançamento do Boletim Informativo
O Projeto Nova Cartografia Social Amazônia - PNCSA (UFAM/UNAMAZ) em parceria com Universidade Federal do Pará e o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) realiza o lançamento do Boletim Informativo nº 04, do projeto, com o título: O Direito de Dizer "Não" à Hidrelétrica de Marabá.  O Boletim tem por objetivo divulgar e ampliar o conhecimento e debate sobre o projeto de Aproveitamento Hidrelétrico de Marabá (AHE), que, como outros projetos hidrelétricos impostos na região, desconsidera o direito dos povos e comunidades tradicionais (indígenas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, extrativistas), moradores da cidade e assentados em áreas rurais, uma vez que o projeto os ameaça direta e indiretamente, pela inundação de áreas e com impactos econômicos, sociais e ambientais.
O lançamento ocorrerá no dia 18 de fevereiro no Campus Universitário de Marabá/UFPA, acompanhado da programação que conta com amostra de vídeos:“Por Rios Vivos”, e exposição fotográfica:O Direito de dizer “Não” à Hidrelétrica de Marabá), no período de 17 a 19 de fevereiro de 2011.

Programação:
 * Amostra de vídeos “Por Rios Vivos”
 - 17 /02 2011 ---- Abertura da mostra
Vídeo: Defendendo os Rios da Amazônia (parte I e II)
 - 19/02/2011
Vídeo: Tocantins Rio afogado
 Local: Auditório do Campus I / UFPA-Marabá
Horário: 18:00 horas
 * Lançamento
- 18/02/2011 Boletim n. 4 “O Direito de dizer não à Hidrelétrica de Marabá”
 Local: Auditório do Campus I / UFPA -Marabá
Horário: 18:00 horas
 * Confraternização com os participantes do lançamento
 * Exposição fotográfica: O Direito de dizer “Não” à Hidrelétrica de Marabá
 Local: Tapirí
Horário: 20:00 horas
  * Inauguração da sala de pesquisa do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia

Trabalhadores vão ocupar Congresso

A decisão sobre o novo valor do salário mínimo está prevista para ocorrer através de votação na próxima quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados. Para defender uma proposta intermediária de R$ 560, organizações sindicais prometem ocupar o Congresso Nacional nesta terça-feira (15). Os trabalhadores pediam, inicialmente, um salário de R$ 580; o Executivo, por sua vez, oferece R$ 545.
Para pressionar e chamar atenção de deputados sobre o tema, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras ocuparão, amanhã, o Congresso Nacional. A mobilização é convocada por: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força, Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
De acordo com Wagner Gomes, presidente da CTB, a mobilização, que contará com a presença de trabalhadores e trabalhadoras de várias regiões do Brasil, começará amanhã, a partir das 14h, e terminará somente após a votação. A ideia, segundo ele, é conversar com deputados e presidentes da Câmara e do Senado sobre a proposta do salário mínimo defendida pelas centrais sindicais.
"Agora, nós defendemos uma proposta intermediária. Nem os R$ 545 do Governo, nem os R$ 580 das centrais sindicais. Sugerimos uma proposta intermediária de R$ 560”, destaca. Para Wagner Gomes, a questão está justamente no aumento real do salário mínimo.
Segundo ele, o reajuste do salário mínimo é calculado de acordo o Produto Interno Bruto (PIB) dos dois últimos anos mais a correção da inflação do ano-base. "Acontece que o PIB de 2009 foi zero, o que significa sem aumento real [no salário mínimo] em 2011”, explica.
Dessa forma, Gomes destaca que a luta das centrais sindicais é em garantir um "aumento real” no salário mínimo de trabalhadores e trabalhadoras. O presidente da CTB lembra, inclusive, que o aumento real foi uma promessa do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à presidência, Dilma Rousseff, em 2010. "No ano passado, o presidente Lula e a candidata Dilma garantiram que o salário teria aumento real”, comenta.
Gomes ressalta ainda que as centrais sindicais querem do Governo apenas "o mesmo socorro” prestado para vários setores da economia durante a crise financeira. "Durante a crise, o Governo socorreu vários setores da economia – o que consideramos importante. Pedimos agora é que façam também o mesmo socorro com o salário”, demanda.
A indefinição sobre o valor do salário mínimo para 2011 não é somente entre Governo e centrais sindicais. Duas emendas também defendem valores maiores que o proposto pelo Governo: a do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que sugere R$ 600; e a dos Democratas (DEM), que defende o reajuste para R$ 560. (Karol Assunção, da Adital) 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Seis aulas de gestão estratégica

Quem mandou foi o prof. Gutemberg Guerra, da UFPA, que também entende de trem. Valem os conselhos rsrsrsrs

AULA 1

Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e  está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste, se enrola na toalha e desce as escadas.
Quando ela abre a  porta, vê o vizinho Nestor em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, Nestor diz:
- Eu lhe dou três mil reais se você deixar cair esta toalha!
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Nestor então entrega a ela os 3.000 reais prometidos e vai embora. Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Nestor, o vizinho da casa ao lado, diz ela.
- Ótimo! Ele lhe deu os R$ 3.000  que ele estava me devendo?
-----
Conclusão: *Se você compartilha informações a tempo, você pode prevenir exposições desnecessárias*.
 
AULA 2
 
Um padre dirige por uma estrada, quando vê uma freira em pé no acostamento. Ele para e oferece uma carona que a freira aceita. Ela entra no carro, cruza as pernas revelando suas lindas pernas. O padre se descontrola e quase bate com o carro. Depois de conseguir controlar o carro e evitar acidente ele não resiste e coloca a mão na perna da freira.
A freira olha para ele e diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
O padre sem graça se desculpa:
- Desculpe Irmã, a carne é fraca.
E tira a mão da perna da freira. Mais uma vez a freira diz:
- Padre, lembre-se do Salmo 129!
Chegando ao seu destino a freira agradece e, com um sorriso enigmático, desce do carro e entra no convento.  Assim que chega à igreja o padre corre para as Escrituras para ler o Salmo 129, que diz:
' Vá em frente, persista, mais acima encontrarás a glória do paraíso'.
-----
Conclusão: *Se você não está bem informado sobre o seu trabalho, você pode perder excelentes oportunidades*.
 
AULA 3

  Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio. O gênio diz:  
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
- Eu primeiro, eu primeiro. Grita um dos funcionários.
- Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida. Pufff e ele foi.
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pina coladas!
Puff, e ele se foi..
- Agora você - diz o gênio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!
----
Conclusão: *Deixe sempre o seu chefe falar primeiro*.
 
AULA 4

Na África,todas as manhãs o veadinho acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o veadinho se não quiser morrer de fome.  
----
Conclusão: *Não faz diferença se você é veadinho ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr.*

AULA 5

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Eu posso sentar com você e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, porque não?
O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa. De repente uma raposa aparece e come o coelho.
----
Conclusão: *Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar no topo *.

AULA 6

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras.Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
---
Conclusão: *A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

Em petição de miséria

“Prestação de serviço de energia, água, combustível, telefone, acumulados de gastos de pessoal.  Quando ela [a ex-governadora Ana Julia Carepa] tentava fechar a folha de pagamento e não tinha o dinheiro suficiente, mandava rodar nova folha retirando direitos como diárias, gratificações, ajuda de custo.  Isso se acumulou e soma mais de R$ 700 milhões.  Há outras dívidas com operações de crédito.  Menos do que a dívida em si, porque o Estado tem uma capacidade de crédito boa, o problema é que foram contraídas algumas dívidas de operações de crédito fechadas em condições extremamente desfavoráveis, com prazos de carência de seis, doze meses.  Temos que pagar R$ 600 milhões de serviço da dívida ao ano.  Isso tudo é muito explosivo.”
Esta é a situação do Estado do Pará, segundo o governador Simão Jatene ao jornal Valor Econômico, publicada hoje. Talvez o Estado jamais tenha vivenciado uma situação tão grave. Veja a entrevista de Jatene, sob o título "O Pará está numa situação explosiva", diz governador”  
-----------

Quatro anos depois de ter sido derrotado em sua tentativa de reeleição pela petista Ana Júlia Carepa, o tucano Simão Jatene encontrou o Pará numa situação que chama de "explosiva".  Diz que retomou o Estado em más condições financeiras, numa mistura que chama de "explosiva", uma combinação de déficit fiscal, contratos de empréstimo fechados em condições desfavoráveis, pagamento elevado de dívidas de curto prazo e nenhuma folga para investir.  A saída, diz, é cortar gasto e aumentar receita.
Defensor da revisão da Lei Kandir, avalia que a compensação prevista aos Estados exportadores deve ser automática, sem margem de cortes no Orçamento da União.  O governador do Pará é autor de ideia inovadora para tributar os recursos minerais.  No lugar de simplesmente aumentar a alíquota dos royalties sobre minérios, propõe alíquotas progressivas de acordo com os preços internacionais dos recursos naturais.
No comando de um Estado cuja população tem renda inferior à metade da renda nacional, Jatene propõe uma relação de cooperação com o governo Dilma.  Espera sensibilizar o governo e a opinião pública com a questão Amazônica: "A Amazônia e o Pará são credores do Brasil.  O país driblou a reforma agrária abrindo a fronteira da Amazônia para ocupação.  Foi empurrada para cá uma tensão social que não se resolveu no Sul".  A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Valor.
Valor: Como o senhor recebeu o Estado?
Simão Jatene: Além do desequilíbrio das contas, há um certo desmonte da administração, quebra de regras fundamentais de gestão pública.  Tenho um ofício de um secretário para a prefeita de Altamira sobre um mercado construído em parceria com o município.  A obra estava incompleta e a prefeita não quis receber.  A resposta do secretário diz o seguinte: "Não tenho como fazer o que a senhora está pedindo, o próprio Ministério Público mandou ofício solicitando as mesmas coisas.  Diante da impossibilidade de entregar o mercado a Vossa Excelência diretamente no dia 11 de dezembro de 2010, entregamos as chaves do referido prédio ao presidente do conselho do bairro em ato testemunhado pelo presidente da associação dos produtores de hortaliças orgânicas".  Como um ente público entrega um prédio público aos presidentes do conselho do bairro e da associação de hortaliças?
Valor: Tem muitos casos desse tipo?
Jatene: Uma montanha.  Tem termo aditivo a contratos onde o Estado assinou unilateralmente e publicou.  E a contraparte não sabia de nada.
Valor: E a situação das contas?
Jatene: Conseguiram fazer uma mistura explosiva nas contas. Excluindo investimento, publicidade e pagamento de despesas de exercícios anteriores ou de restos a pagar, o Estado já apresentava um déficit de R$ 78 milhões em janeiro.  Não tem nada para investimento, restos a pagar ou contrapartidas.  As dívidas de curto prazo superam R$ 700 milhões.
Valor: Quais são essas dívidas?
Jatene: Prestação de serviço de energia, água, combustível, telefone, acumulados de gastos de pessoal.  Quando ela [a ex-governadora Ana Julia Carepa] tentava fechar a folha de pagamento e não tinha o dinheiro suficiente, mandava rodar nova folha retirando direitos como diárias, gratificações, ajuda de custo.  Isso se acumulou e soma mais de R$ 700 milhões.  Há outras dívidas com operações de crédito.  Menos do que a dívida em si, porque o Estado tem uma capacidade de crédito boa, o problema é que foram contraídas algumas dívidas de operações de crédito fechadas em condições extremamente desfavoráveis, com prazos de carência de seis, doze meses.  Temos que pagar R$ 600 milhões de serviço da dívida ao ano.  Isso tudo é muito explosivo.
Valor: E vocês estão fazendo o quê?
Jatene: Boa pergunta.  Não tem fórmula mágica, tem que elevar receita e reduzir despesa.  Nos últimos quatro anos, eles explodiram os gastos das outras despesas correntes, de custeio.  Quando comparamos com os nossos quatro anos anteriores, eles elevaram o custeio em torno de R$ 3 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões.  Isso desarruma muito, mas sugere que podemos reduzir substancialmente.  Baixamos decreto com cortes seletivos de 20% a 30%.  Deixamos de fora saúde, educação e segurança.
Valor: Houve problema na arrecadação?
Jatene O ICMS, principal componente da receita própria estadual, cresceu 8% na média anual nos nossos quatro anos.  Nos últimos quatro anos, cresceu 4%.  Ela tentou compensar o crescimento menor do ICMS com a explosão das operações de crédito, que passaram de R$ 400 milhões para R$ 1,6 bilhão.
Valor: Quais são as medidas para elevar a arrecadação de ICMS?
Jatene: O controle de fronteiras é importante, com mais controle sobre as mercadorias que entram.  E tem o trabalho com os grandes contribuintes, as cadeias de atacado e varejo.
Valor: Já foram observados efeitos?
Jatene Já vimos efeitos dessas políticas em janeiro.  Tem um componente que não podemos deixar de considerar, até por força de ter sido do serviço público por 40 anos, fui professor da universidade e técnico do Estado.  À medida que a sociedade recupera a crença no governo, as coisas passam a ter uma resposta diferenciada.  É um quadro difícil de reverter, mas não cabe ficar perplexo.  Em quanto tempo arrumo, não sei, não tenho bola de cristal, mas tenho certeza que arrumamos.  Tem que recuperar primeiro a capacidade de investimento; não posso trabalhar com déficit.
Valor: Quais são os planos de investimento?
Jatene Elegemos educação, saúde e segurança.  Além da crise financeira estadual, houve um desmonte da máquina.  O resultado da eleição foi fortemente fruto dessa percepção pela sociedade.  Temos que melhorar a administração pública, a qualidade do gasto.  Paralelamente, pela motivação dos servidores e cooperação da sociedade, a administração passa a funcionar.  Em Belém, no primeiro mês, já tivemos redução bastante expressiva na criminalidade, de aproximadamente 50% no número de homicídios (de 67 para 33 casos) comparado a janeiro de 2010.
Valor: O senhor é favorável à alta dos royalties sobre o minério?
Jatene Claro, o Pará é o quinto Estado que mais contribui ao saldo da balança comercial brasileira, somos fortemente exportadores.  Não é só um problema de alíquota.  Precisa ter uma lógica diferente.  Continuo fazendo o possível e o impossível, usando de todos os meios legais, para defender uma rediscussão da questão da desoneração das exportações.
Valor: Da Lei Kandir?
Jatene Isso tem que acontecer, não é possível esse país se dizer federativo e Estados pobres, que contribuem fortemente para o equilíbrio das contas externas no país, serem penalizados.  Pela Lei Kandir, a melhor posição para uma unidade federativa seria importar tudo do resto do mundo porque teria base para cobrar imposto, vender tudo para o mercado interno e não exportar nada.  Imagine se todos os Estados procurassem esse caminho.
Valor: Deve ter um imposto ou uma compensação maior sobre as exportações?
Jatene É preciso um mecanismo claro de compensação decente, correto, que não deixe os Estados sujeitos a um debate desgastante a cada ano, ao sabor e humor das autoridades de plantão.  O Orçamento vai ao Congresso com zero para compensação, os governadores e deputados ficam brigando.  É um negócio meio maluco.  Chegamos a propor uma formulação que tornasse isso mais automático, impessoal e racional.
Valor: Pode entrar na reforma tributária prevista pelo governo ou seria uma decisão administrativa?
Jatene Isso necessariamente passa por uma decisão legislativa.  É óbvio que o Executivo pode ter mecanismos compensatórios até que o Congresso aprove uma solução definitiva.  Sobre tributação de minério, de commodities em geral, tem uma discussão interessante: ninguém define preço de commodity, o preço se constrói nos mercados.  Por que não criamos um piso para determinadas commodities a partir do qual abaixo daquilo não se paga imposto?  Acima do piso, teria uma gradação de impostos.  Estado e sociedade seriam parceiros dos ganhos dos seus recursos naturais.  Teria que ir ao Congresso.
Valor: O senhor venceu a eleição contra uma ex-governadora do PT.  Qual a relação que o senhor espera ter com o governo federal?
Jatene Espero ter uma relação absolutamente respeitosa.  A Amazônia e o Pará são credores do Brasil.  O país driblou a reforma agrária abrindo a fronteira da Amazônia para ocupação.  Foi empurrada para cá uma tensão social que não se resolveu no Sul, mas que foi amenizada.  Ficamos com esse passivo.  Ótimo, contribuímos para o país.  E hoje contribuímos fortemente para o país com as exportações de recursos minerais e fornecimento de energia limpa.
Valor: Como o senhor vai se posicionar em relação ao governo federal sendo de um partido de oposição?
Jatene De forma cooperativa e espero ter a mesma reciprocidade.  A Amazônia não pode ser alvo de holofotes só quando explodem aqui os que os nossos caboclos chamam de causos.  Está na hora da Amazônia e do Pará começarem a merecer o respeito pelas causas e não pelos causos.  Não foram coisas engendradas por nós.  O Pará contribui para o saldo da balança, é grande produtor de energia ao sistema interligado nacional e tem renda per capita de menos da metade da média do país.  Somos 7,5 milhões de habitantes e a terça parte vive em extrema pobreza.  Como a presidente tem dito que esse é o inimigo fundamental dela, é o nosso também.  Espero que a República comece a olhar o Pará sem ser almoxarifado ou santuário, inferno verde ou celeiro do mundo.
Valor: O senhor já conversou com algum representante do governo Dilma?
Jatene Há duas semanas, recebi o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para fecharmos parceria no programa contra a dengue e em um centro oncológico que começamos a tratar no meu governo passado, na primeira gestão Lula.  Só agora está ficando pronto, mas não há recursos para funcionar, para contratar.  Acertei com o ministro que o Pará vai bancar isso por seis meses, não posso admitir que não funcione porque a universidade federal não tem recursos para contratar.
Valor: O senhor é favor da criação da CSS para financiar a saúde?
Jatene - O problema não é de mais imposto, o problema desse país é melhorar a gestão do gasto público, é o grande desafio dos governos federal e estaduais.  Recurso é sempre pouco.  Mas a capacidade da sociedade brasileira de sustentar o Estado está batendo no teto.  Não tem mais chance de exigir da sociedade mais tributo para uma prestação de serviço medíocre.
Valor: Há um investimento da Vale na siderúrgica Alpa.  O cronograma está atrasado, ainda está terraplanagem.  Qual a sua expectativa?
Jatene Estou apostando que vai acontecer.  Da conversa que tive, sim.  Vou brigar por isso.
Valor: Como é a sua relação com a Vale?
Jatene Tenho relação boa com todo mundo que trata bem o Estado e tenho uma relação péssima com todo mundo que trata ou tenta tratá-lo mal.  Espero que essas coisas se processem de forma muito tranquila.  Não tenho nenhum problema com nenhuma empresa.  Não pretendo ser empresário e espero que eles não pretendam ser governadores do Estado.
Valor: O senhor defende a permanência do Sergio Guerra na presidência do PSDB?
Jatene O Sérgio tem falado comigo, foi um bom presidente num momento que não foi tão simples.  Como disse o FHC, os partidos precisam dar uma chacoalhada, inclusive o PSDB.  Está na hora de pegar as vaidades e subordinar aos interesses maiores.  O partido tem quadros da melhor qualidade, já prestou um serviço muito grande ao país e tem um compromisso histórico que não pode estar subordinado a outro tipo de coisa.  Minha expectativa é que seremos capazes de superar as dificuldades internas.
Valor: O senhor está se referindo ao Serra?
Jatene De jeito nenhum, o Serra é meu amigo, foi meu contemporâneo de Unicamp.
Valor: O senhor está com maioria da Assembléia?
Jatene Sim, a relação é boa.
Valor: E com o ex-deputado Jader Barbalho, com o PMDB?
Jatene Minha relação é boa.  Conversamos antes da eleição e agora.  Conseguimos montar uma chapa única.  A mesa diretora tem a presença de todos os partidos, inclusive do PT.  Sou um democrata.  Somos poucos.  Se dividirmos, seremos mais fracos ainda. (Fonte: Valor Econômico) 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vereador diz que médicos são mercenários

Está desde sábado, 12, no blog do vereador Edvaldo Santos (PPS):

Em menos de 60 dias, pelo menos oito médicos militares do Exército, transferidos de Marabá para outros Estados, deixaram suas funções no HMM, levando a unidade ao estrangulamento pleno.

Como dificilmente médicos querem deixar as capitais para trabalhar no interior, mesmo com a oferta de bons salários, a saúde pública de Marabá entrou em total colapso.
Mas na opinião do presidente da CMM vereador Nagib Mutran Neto, que também é médico, em tom de desabafo, usando a tribuna da Câmara Municipal, fez uma seria acusação. Nagib disse que a maioria dos médicos de Marabá só quer trabalhar em regime de plantão e esquecem o juramento que fizeram no termino de sua formatura; De salvar vidas.
De acordo com o vereador, o valor que hospitais de Marabá pagam para plantões de médicos por 12 horas é o seguinte:
a) HMM – R$ 624,00
b) Regional – R$ 637,00
c) Climec – R$ 900,00
Assim sendo se um médico trabalhar 10 plantões no HMM,receberá um total de R$ 6.224,00 enquanto que o salário mensal é de R$ 6,000,00 ou seja o valor pago por 10 plantões é superior do que o salário do mês inteiro e isso explica o motivo de os médicos preferirem os plantões, enquanto isso o povo fica morrendo nos hospitais de Marabá por falta de médicos comprometidos com bem estar do cidadão.
Para o doutor Cassiano Barbosa, que em resposta a colocação do vereador Nagib, disse em uma reunião realizada na sala de comissões da CMM, que o problema não está na questão de dar mais amor ao dinheiro e sim na falta de estrutura oferecida pelo município.
“Se eu der um telefonema agora consigo cinco médicos para virem para Marabá na próxima semana. Mas nenhum deles vai querer trabalhar no Hospital Municipal de Marabá. Só se for no Hospital Regional, SAMU ou Climec”, disse o médico Cassiano.
“Ninguém quer trabalhar sem infra-estrutura, sem medicamentos, sem anestesia. São erros infantis que vêm sendo cometidos naquele hospital anos após ano”, desabafou.
Para ele, toda a problemática que envolve a falta de médicos passa por um problema de gestão e alerta que não adianta promover reuniões para apagar incêndios, mas elencar metas e trabalhar para atingi-las.
O diretor técnico-clínico do Hospital Municipal, Fábio Calil, concordou com o colega, e disse que assumiu o cargo no dia 3 de fevereiro, e desde então tem tentado trazer médicos de outras cidades para Marabá, mas sem sucesso. “Há dificuldade até de encontrar diretor dentro do próprio hospital. Poucos têm coragem de assumir essa função. Atualmente eu acumulo duas funções porque os colegas se negam a ocupá-la”, revela.
Para ele, não adianta oferecer salários maiores, porque o excesso de trabalho, a exposição aos perigos e da imagem frustram qualquer profissional. Atualmente, segundo Fábio Calil, o horário mais problemático é no período diurno, principalmente durante a manhã, quando a procura por médicos é maior e a falta deles frustra os pacientes.
O médico Ivo Panovich criticou o fato de o Hospital Santa Terezinha ser o único que atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) e estar sub-utilizado, porque o município quase não envia pacientes para lá. “Temos 30 leitos à disposição da comunidade e da prefeitura. Por que não utilizam?”, questionou.
O vereador Edivaldo Santos que acompanhou o inicio dos debates ainda no plenário da Câmara relembrou da CPI que seria instalada no ano passado para investigar os problemas e varias denuncias de desvios de verbas da saúde, mais que foi inviabilizada por falta de apoio de alguns dos vereadores da atual legislatura.
“Se a CPI tivesse acontecido com certeza nas saberíamos o que está realmente por traz de toda essa situação que envolve a falta de estrutura dos hospitais de Marabá” disse Edivaldo.
Assinaram o requerimento da CPI os vereadores: Vanda Américo, Toinha, Julia Rosa e Edivaldo Santos. Porém, eram necessário 5 ssinaturas.

Para Maurino, saúde é caso de polícia

Enquanto o caos toma conta do Hospital Municipal de Marabá, por falta de médicos, medicamentos e infraestrutura, uma comissão formada por vereadores, médicos e representantes de várias entidades se reuniu (à noite de 09/02) E apresentou cinco propostas para desafogar o hospital. Entre elas, tirar o ambulatório do HMM, restabelecer convênio com o Hospital da Guarnição do Exército e ampliar o atendimento do SUS com o Hospital Santa Terezinha”.
Esta informação é chamada de capa do jornal Correio do Tocantins, edição 2.171.
A reação do desprefeito Maurino Magalhães foi fulminante: na posse do novo comandante do CPR II, ele pediu e obteve (pelo menos a garantia) do comandante do 4º BPM de um reforço policial para o Hospital Municipal “porque muitos pacientes que não conseguem atendimento acabam ameaçando médicos e demais profissionais”.

Fiscalização da Sefa

O secretário da Fazenda, José Tostes Neto, apresentará à imprensa, nesta segunda-feira (14), o balanço parcial da primeira operação de fiscalização de trânsito que está sendo realizada pela Sefa em Belém e em vários municípios paraenses. Cerca de 40 servidores fazendários estão envolvidos na operação, que tem o objetivo de verificar o cumprimento das obrigações fiscais pelos contribuintes no transporte de mercadorias. No primeiro dia da operação foram encontradas várias irregularidades que deram origem ao auto de infração. A operação está sendo realizada em barreiras móveis de Belém, em Abaetetuba, Castanhal, Paragominas, Marabá e Redenção, e também houve a intensificação da fiscalização nas unidades fazendárias que ficam em áreas de fronteiras. A Sefa está definindo um cronograma de operações de fiscalização, tanto de trânsito como de auditorias.