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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Na rodovia sem dono

Do blog do jornalista Patrick Roberto, nesta segunda-feira:

Tão logo as primeiras chuvas começaram na região e as crateras começam a surgir da BR-155, hoje chamada pelos motoristas de “rodovia sem dono”, uma vez que nem o governo do Estado e nem o federal assumem a sua manutenção. De Marabá a Eldorado do Carajás são muitas as crateras, assim como as erosões nas margens da pista. Sob o viaduto da Estrada de Ferro Carajás, no Km 6, na entrada de Marabá, a buraqueira crônica voltou a surgir, como mostram imagens colhidas na última sexta-feira.




sábado, 22 de outubro de 2011

O Pará não tem jeito!

Depois de absolver o tarado e pedófilo Luis Seffer, agora a Justiça do Pará deixou impunes os assassinos do sindicalista de Altamira Raimundo Flexa, torturado e morto no tristemente famoso Castelo dos Sonhos, na região do Xingu, sudoeste do Pará. É o que diz o blog da bela Franssinete Florenzano:

E a matança continua
Quem assistiu ao julgamento da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, presidido pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, ontem, ficou estupefato. Depois de 15 horas, os acusados do assassinato, com requintes de perversidade, do líder do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Altamira Bartolomeu Moraes da Silva, o Brasília, foram absolvidos.
O fazendeiro Alexandre Manoel Trevisan, 51, o Maneco; Márcio Antonio Sator, 40, o Márcio Cascavel; e Juvenal Oliveira da Rocha, 44, o Parazinho, negaram a autoria do crime, mas não souberam explicar por que foram denunciados pelo MP, pronunciados pelo Juízo criminal e submetidos a júri popular. 
A acusação, sustentada pelo promotor de justiça Mário Raul Vicente Brasil, contou com o advogado Marco Apolo Santana Leão como assistente, representando a Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos.  
Só uma testemunha da promotoria – o radialista Douglas Araújo -compareceu para prestar depoimento. Cinco foram arroladas e testemunharam em defesa dos réus.
Em 21.07.2002, depois de fazer denúncias de grilagem de terras, corrupção em órgãos públicos e ameaças anônimas que vinha sofrendo, Brasília foi torturado, teve braços e pernas decepados e foi executado com vários tiros na cabeça, em Castelo dos Sonhos, na região do Xingu, sudoeste do Pará, rica em recursos naturais como o mogno e outras madeiras nobres, e marcada por grilagem de terra e devastação ambiental, onde já tombaram outras lideranças que enfrentaram madeireiros e fazendeiros, como “Dema” (2001) e irmã Dorothy (2005).
Dados da Comissão Pastoral da Terra dão conta de 20 assassinatos no campo no Pará só em 2002. De 2001 a 2010, foram 160 mortos, dos 376 em todo o País, muitos defensores dos direitos humanos em conflito com grileiros, fazendeiros e madeireiros. Este ano, o Pará foi mais uma vez exposto mundialmente pelos crimes motivados por conflitos agrários.

Frente pró-Carajás bate cabeça

O deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), contrário à emancipação de Carajás, no último dia 15 postou no Twiter a seguinte declaração: “Decepção é o que o povo está tendo com aqueles que, em nome de uma causa, sumiram com R$ 5 milhões da campanha”.
O fazendeiro Luciano Guedes, a quem Jordy seguramente dirigiu a peçonha virulenta, como diriam Autusto dos Anjos e nosso Degas, assinalou no dia seguinte que a dentada atingiu-o em pleno fígado e reagiu:
“... não vou aceitar um mentiroso, caluniador, utilizar do mandato para intimidar cidadãos de bem da nossa região. Temos que utilizar de instrumentos jurídicos para comprovar ou desqualificar as denúncias feitas por este Deputado. Se não adotamos tais medidas, parece para todos que estamos coniventes com desvios relatados por este senhor.”
A frase é de e-mail dele enviado aos seus “prezados companheiros Salame, Giovanni, Haroldo e Ademar”, antigos e atuais integrantes da Frente Pró-Carajás, em que explica não ter sido ordenador de despesas do Ipec (Instituto pró-Estado de Carajás, e articulado em Redenção), onde era o presidente com “a responsabilidade estatutária de representar apenas institucionalmente a entidade”.
Amortecida a bola no peito, Luciano Guedes a remete, num voleio, aos três tesoureiros do Ipec – Hidelfonso, prefeito de Abel Figueiredo, Ítalo Ipojucan  e  Marcelo Queiroz, “que assinam documentos em número de no mínimo de dois”.
Atirado o trio ao monte de lenha seca das piores suspeitas, Guedes hipoteca solidariedade a esses “homens que dedicaram parte do seu tempo à causa e lutaram bravamente para colocar os nossos trabalhos nos trilhos, com credibilidade, viabilizando iniciativas que precisávamos de uma instituição para legalmente contratar e pagar alguns serviços essenciais ao inicio dos trabalhos”.
Depois acende o fogo da fogueira pública sob os três suspeitos da iniqüidade, enquanto considera, com gravidade, “ser injustiça agora deixarmos os três companheiros responderem sozinhos por algo absurdo (a denúncia de que eles desviaram R$ 5 milhões).”
Antes, por fim, de lavar as mãos Luciano Guedes deixa assar bem a batata e a arremete em brasa a seus prezados companheiros: “Espero ainda que a nossa frente tome providências, pois se trata de uma estratégia ardilosa de um adversário da nossa causa, que está utilizando de uma mentira para desestabilizar o nosso grupo e induzir a opinião pública a descredenciar-nos a possuirmos a credibilidade necessária do nosso grupo, quando estivermos em trabalho de arrecadação de recursos imprescindíveis a viabilidade da nossa campanha.”
Atual presidente da Frente pró-Carajás e filiado ao mesmo PPS de Jordy, o deputado João Salame não se fez de rogado. Na segunda-feira, 17 de outubro, mandou e-mail a Luciano Guedes informando-lhe não ter medo de entrar na justiça contra ninguém, “mas o próprio Jordy, numa das mensagens no twitter, disse que não era de mim que ele estava falando. E que o suposto desvio ocorreu antes de eu assumir a frente. Portanto, ele está falando da pré-campanha. Do IPEC”.
E devolve a batata ardente: “A Frente não tem o que responder porque não arrecadou nada. O IPEC arrecadou. Por sinal, até hoje eu não sei o que foi arrecadado e onde foi gasto. Já pedi o relatório, mas não me entregaram. Portanto, não posso responder por algo que não sei de nada”. Dada a mordida, não deixa de assoprar: “Sou solidário a você porque lhe conheço. Mas essa demanda quem tem que acionar é o IPEC. Se precisar de mim, estou junto.”
Para quem está de camarote assistindo a guerra intestina da Frente pró-Carajás, ficou a impressão que seguramente R$ 5 milhões de origem meio obscura (fruto de arrecadação com leilões de gado doado) viraram bufa de visagem, para dizer o mínimo. E logo logo se recorda da boataria de que os donos de Carajás teriam torrado R$ 1,5 milhão com um advogado que sequer apareceu em Brasília para defender, no Supremo, a causa da emancipação regional.

Esbulho possessório

O terreno contíguo à área da Estação Meteorológica, entre esta e a Transamazônica, onde já aterraram, cortaram o bambuzal e meteram uma cerca para construir um posto de gasolina, volta ao noticiário. É que a Justiça Federal acaba de conceder liminar em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal, e mandou notificar os supostos proprietários – Sebastião Tadeu e outros - para que suspendam qualquer construção sob pena de multa de R$ 10 mil por dia.
O MPF também envolveu a prefeitura de Marabá na querela porque a Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU, chefiada por Miguelito Gomes) não poderia conceder a ninguém o título de propriedade da área, pertencente à União. 

Bola de cristal


Empresa de construção civil com sede em Marabá está à venda: 100 milhões de dólares (algo em torno de R$ 185 milhões). 
Alguma coisa no ar está incomodando o proprietário.

Mil vagas na Susipe

Ainda este ano, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe-PA), lançará seu primeiro concurso público para a contratação de agentes penitenciários. Serão mil vagas para provimento imediato, e a formação de cadastro será de acordo com a capacidade orçamentária do estado, segundo o coordenador geral penitenciário, coronel André Luiz de Almeida e Cunha. A instituição organizadora do certame ainda não foi definida.
Poderão se candidatar à função de agente aqueles que possuírem o nível médio. O coronel André também apontou que é preciso ter, acima de tudo, serenidade, auto-controle e elevado grau de controle emocional, para trabalhar em uma "área muito complexa da admnistratção pública", como definiu.
A remuneração inicial para o cargo será em torno de R$ 1.500. Esse valor já inclui as gratificações (risco de vida, adicional noturno e tempo integral). Os servidores também receberão, a mais, o vale-alimentação, no valor aproximado de R$200.

Obra sem fim

Em Portugal, na freguesia de São Vicente de Fora, onde é hoje o Panteão Nacional encontra-se a igreja de Santa Engrácia.
Sua construção levou 350 anos para ser concluída.
Por causa desse fato, qualquer construção ou serviço que parece não acabar mais.
Em Marabá também já temos nossa “obra de Santa Engrácia”. É a unidade do Sesc em Marabá, que há dez anos aguarda a conclusão e entrega de seus serviços ao segmento comerciário.   
Entra ano e sai ano, o casarão da Transamazônica na Cidade Nova não sai nunca. Tem pelo menos 80% de seus equipamentos concluídos há quase dois anos e parou por aí.
Como ninguém reclama, a coisa vai na valsa até parar de vez.
Enquanto isso, em Belém o Sesc já comprou e reformou imóveis do seu patrimônio – dentre eles o belíssimo Sesc Boulevard.
Enquanto isso, o presidente da Federação do Comércio do Pará e do Conselho Sesc-Senac, Carlos Marx Tonini se finge de morto e deve, no mínimo, uma explicação à sociedade marabaense.

Pô, Jatene, esse que é teu papel?

O desgoverno Simão Jatene não tem o menor respeito pelos professores.
Querem ver?
Na tentativa de conciliação convocada pelo juiz Elder Lisboa, em Belém, a turma do Jatene propôs pagamento do piso salarial em 24 meses.
Ou seja – até o fim do mandato.
O Sintepp, claro, nem discutiu: imediatamente rechaçou tal proposta
Quanto ao desconto dos dias parados, o juiz declarou que julgou a abusividade da greve e não a sua ilegalidade, e afirmou que caso o Estado desconte os dias parados irá sentenciar a devolução do dinheiro descontado ilegalmente.
Que governo vocês elegeram, hein?

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mais um acidente na Estrada de Ferro de Carajás

A Justiça nos Trilhos informa que, no último dia 18 de outubro, mais um acidente ocorreu na Estrada de Ferro de Carajás (EFC), sob concessão da mineradora Vale. Por volta das 13h o trem de passageiros da empresa, com destino a São Luís, no Maranhão, que transportava 525 passageiros bateu contra um caminhão num nível de passagem, próximo a comunidade de Novo Oriente, em Açailândia.
“Chovia quando eu fui cruzar a linha férrea e o caminhão patinou, tentei dar ré e vi pelo retrovisor que tinha outro caminhão, quando olhei para o meu lado direito já vinha o trem, aí tive apenas tempo de pular e correr”, diz o motorista do caminhão, senhor Edgar.
Segundo o caminhoneiro que carregava carvão para o polo siderúrgico de Açailândia, “em nenhum momento o trem buzinou, e esboçou frear, pois nem maquinista tinha no primeiro vagão, só foi parar mesmo quando bateu”, conta.
Para outro caminhoneiro, Edivaldo Nascimento, que carrega carvão e trafega há três anos pela região, falta sinalização no local. “Aqui deveria ter uma cancela, um farol sinalizando a chegada do trem, mas tem apenas esse pare,olhe, escute, é muito pouco”.
O senhor Edgar pretende processar a empresa, pois seu prejuízo foi de aproximadamente 200 mil reais, “pois o caminhão virou sucata”, diz.
No entanto, o que mais impressiona o caminhoneiro que está no Maranhão há menos de dois meses, é o modo como a mineradora trata as pessoas ao longo da EFC.
“Nem quiseram falar comigo, nem me explicaram com fazer um boletim de ocorrência quando perguntei para funcionários da Vale e bombeiros no local, apenas tiraram o veículo mais para longe dos trilhos com uma máquina. Não respeitaram minha vida nem as dos passageiros transportados pela empresa”, indigna-se Edgar.
Na EFC, em 2007 foram contabilizadas 23 mortes, em 2008 o número caiu para nove vitimas fatais, mas foram registrados 2860 acidente ao longo da ferrovia, segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestres – ANTT.

Nos bastidores do Águia de Ferreirinha


Outra grande sacada de Pedro (O resto do Icewberg) Gomes