Pages

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

As chicanas da Casa Grande

No Parsifal Pontes:


Farinha italiana e flores belenenses

Shot003
Como estamos importando farinha do Paraná e de Pernambuco, seria de bom proveito a presidente da Emater, levar mandioca para os italianos plantarem e exportarem farinha para nós.
Em contrapartida, nós ensinaríamos aos italianos como fazer um bom cappuccino.

Shot003
Aí está uma maneira de sempre ter a manutenção da Secretaria Municipal de Meio Ambiente por perto: plante flores no seu jardim.

Morde e assopra: Llá vem conversa fiada...


Redenção receberá Simão Jatene e secretários para um dia de Governo
Simão Jatene vai se reunir com prefeitos e lideranças empresariais
Na tarde de ontem foi confirmada a vinda do Governador Simão Jatene (PSDB) e comitiva a Redenção na próxima quinta feira (21). Jatene ficará todo o dia em Redenção onde se reunirá com os 15 prefeitos de toda região do Araguaia. Além disse o Governador também vai manter contato com a classe empresarial, ocasião em que será discutido planos de infraestrutura e produção para a região.
Esta viagem faz parte de uma agenda de reaproximação do Governador Jatene com políticos, lideranças e povo em geral do sul do Pará, pois desde sua eleição em 2010 e desde a eleição do plebiscito Jatene não vinha ao sul do Estado. A programação começará na terça feira (19) em Parauapebas; na quarta feira (20) em Marabá e quinta feira (21) em Redenção. Ainda não esta confirmado, mas na sexta feira (22) o Governador poderá ir a Santana do Araguaia, onde estará acontecendo um evento com a classe produtora rural.
Segundo informações do cerimonial do Palácio dos Despachos, a maioria dos secretários de estado e chefes de setores do Governo estarão presentes na comitiva. Vários deputados estaduais e federais também farão parte da equipe oficial que esta prevista para chegar as 9:00 hs em Redenção.
O prefeito de Redenção, Vanderlei Coimbra, disse que toda sua equipe será mobilizada para fazer uma recepção à altura de um chefe de estado, “Redenção vai receber bem o nosso Governador, Município e Estado devem estar em união e harmonia para fazer a prestação de serviço a comunidade e promover o desenvolvimento”, disse Vanderlei Coimbra. (Jornal A Notícia - Sul do Pará)

Só Sintepp aprovou parcelamento

No Correio do Tocantins:

18/02/2013
 Sintepp decide acatar proposta de parcelamento de dezembro
 
Muito quente e superlotado. Assim estava o Auditório “Eduardo Bezerra”, da Secretaria Municipal de Saúde, local onde aconteceu na tarde de ontem (15) a Assembleia do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará). Lá ficou acertado que os trabalhadores da Educação receberão em quatro vezes o salário de dezembro de 2012. A primeira parcela será paga no final deste mês, junto com o salário de fevereiro.Há três dias o Sintepp já estava negociando com Conselho do Fundeb, Conselho Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Planejamento e Ipasemar. Ontem a reunião durou cerca de três horas e, mesmo com a categoria dos professores se mostrando indignada, resolveu não fazer greve. “Por não haver mais saída e pelo fato de não querer mais arriscar em um processo de negociação via judicial, pois demoraria mais ainda para receber, acatamos a proposta do parcelamento”, afirma Wendel Lima Bezerra, coordenador do Sintepp.
Quanto aos vales-alimentação em atraso, que já estavam parcelados em 24 vezes, o pagamento continua dessa forma. “Este mês sairá um vale-alimentação e mais um vinte quatro avos dos vales-alimentação atrasados”, detalha o coordenador.
A respeito das outras mudanças propostas pelo novo governo, foi decidido que em vez de 20%, a gratificação para diretores ficou de 25% e 35%, dependendo do tamanho da escola. O piso nacional que a classe de educadores já deveria ter recebido a partir de janeiro receberá o retroativo do piso salarial em junho.
“Não dá para o sindicato aguardar o governo juntar dinheiro de forma integral, o sindicato está para negociar uma saída. Compreendemos que o servidor não tem culpa de estar recebendo parcelado, pois não trabalhou parcelado, mas por culpa da má administração do governo anterior tivemos de acatar”, justifica.
Wendel revela ainda que  a assembleia aprovou a iniciativa do sindicato de entrar com ação na Justiça para garantir que o governo municipal realmente pagará o salário de dezembro. Ademais, os três sindicatos (Sintepp, Sintesp e Servimmar), ainda segundo Wendel, entrarão com uma ação criminal contra o ex-gestor, Maurino Magalhães, solicitando o bloqueio dos bens dele. “O governo passado não pode ficar sem punição”, desabafa.
Prefeitura
O vereador Pedro Souza (PPS), líder do governo na Câmara Municipal, que estava presente na reunião, justificou o motivo da prefeitura pagar de forma parcelada. Segundo ele, do dinheiro que o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), disponibiliza em caixa, tirando as despesas com pagamento da folha de janeiro, sobrou R$ 1 milhão, mas a folha de dezembro equivale a R$ 11 milhões. “Não temos como pagar de uma só vez”, contabilizou o vereador.
“O governo escancarou as portas da Semed (Secretaria Municipal de Educação), tanto o conselho quanto o sindicato nunca tiveram acesso historicamente ao Fundeb à Folha de Pagamento, e nós disponibilizamos tudo. Eles pegaram as folhas de pagamento mais os recursos próprios, fizeram a soma e viram que não tinha condições de pagar integralmente”, ressalta Pedro Souza, explicando que, mesmo sem aceitar o parcelamento, o sindicato percebeu que essa era a única saída.
“No início foi um pouco dolorido, pois ainda aparecem alguns discursos fantasiosos, mas conseguimos provar com números que a impossibilidade do município efetuar o pagamento do salário de dezembro de uma vez só”.
Na votação, o governo municipal teve aprovação de 98%. Acrescido ao salário de fevereiro, além dos 25% do salário do mês de dezembro, a prefeitura promete pagar o vale-transporte de fevereiro, mais a diferença do vale-transporte que está atrasado.
Sendo assim, as datas para os pagamentos parcelados do mês de dezembro são: 28 de fevereiro, 30 de março, 30 de abril e 30 de maio. “Graças a Deus, a categoria acatou, a discordância é natural em um processo democrático, temos agora de honrar o compromisso que foi assumido e vamos honrá-lo”, finalizou o vereador. (Emilly Coelho)
--------
No Contraponto & Reflexão:


Desabafo de uma servidora!

Tati Mendes
Só para constar: Não concordo com o parcelamento do salário do mês de dezembro em quatro vezes! Os juros do banco, cartão de credito, prestações em loja, colégio de filhos... não esperam!
Embora a política de pão e circo seja necessária para alegrar o povo que padece a míngua, é necessário também a valorização e respeito com os servidores municipais.
Estamos vivendo uma política inteligente, profissionais competentes, no entanto, sacrificar os servidores diminui a credibilidade.

O custo do Congresso Nacional e o inadequado perfil dos parlamentos brasileiros

No Parsifal Pontes:

Shot002
A ONU e a UIP (União Interparlamentar), publicaram estudo, com dados de 2011, que aponta o congressista brasileiro como o 2º mais caro em um universo de 110 países pesquisados.
Cada congressista brasileiro (513 deputados e 81 senadores) custa ao erário US$ 7,4 milhões por ano, atrás apenas dos EUA, cujo custo é de US$ 9,6 milhões por ano.
> Perfil de custos inadequados
O relatório ONU/UIP revela que os números que eu tenho batido refletem a realidade: no Brasil, 78% do orçamento do Congresso despendem-se com a estrutura meio e 22% com o exercício do mandato. O perfil das execuções orçamentárias das Casas estaduais e municipais deve ser similar.
Shot001
A Câmara Federal pondera que “a Constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes.”.
O Brasil é uma das poucas democracias cujo Parlamento se reúne durante 10 meses por ano. As escandinavas reúnem o Parlamento três meses por ano, o Parlamento belga tem 13 sessões por ano, o israelense reúne por 60 dias no ano.
> Parem de propor leis!
Não está na necessidade de produção legislativa a imposição do Parlamento brasileiro reunir-se 10 meses no ano. Não precisamos de mais leis, mas do cumprimento de 10% das existentes.
Parte dos parlamentares brasileiros, em todos os níveis da Federação, legislam como se estivessem em uma linha de montagem e fariam um grande favor à República se parassem de propor leis risíveis apenas com o foco de mostrar produtividade.
Shot003
No Brasil, 95% das leis propostas são declaradas inconstitucionais já nas comissões e quando por elas passam são vetadas pelos mesmos vícios.
Os 5% que varam são imprestáveis, pois já temos um arcabouço legal que atende 99% das demandas. Pergunte a um advogado se ele já precisou de uma lei municipal ou estadual no exercício da profissão: não se espante se ele lhe responder nenhuma. As exceções são as leis que regem a organicidade do município ou Estado, mas essas, também, já estão prontas.
> Atualizar o perfil parlamentar nacional 
O Parlamento estadual e os municipais, no Brasil, deveriam reunir 60 dias no ano e o Congresso Nacional 6 meses. Eventualmente, demonstradas necessidades extraordinárias, haveria convocações. Os parlamentares só deveriam ser pagos pelos dias reunidos, como faz a maioria das democracias.
> Parcela orçamentária do Congresso Nacional está na média mundial
O relatório ONU/UIP coteja o percentual do Orçamento da União que os Parlamentos alcançam e o Brasil está na média mundial: em 2013 o Congresso Nacional prevê executar 0,46% do orçamento da União. A média mundial é 0,49%.
Quando se considera o custo do Congresso Nacional por brasileiro, constata-se que o Brasil mantém a média de US$ 22 per capita. Cada brasileiro paga, por ano, para manter o Congresso Nacional 12 centavos de real por dia, ou seja, se você tem um carro gasta com o flanelinha, por dia, mais do que gasta com o Congresso Nacional.
> Para exercer um bom mandato parlamentar
Mas o que importa é o total despendido que deveria ser 40% disso, já que a atividade meio é que usurpa 80% da liquidez, sem proveito à sociedade representada, pois não é necessário um batalhão de funcionários públicos para exercer o mandato parlamentar.
Um bom mandato parlamentar é exercido com uma única condição: dignidade.

Blogueira cubana é recebida com protesto


Clonado d'O Mocorongo

A blogueira e ativista política cubana Yoani Sánchez foi recebida com protesto por um grupo de cerca de 20 pessoas no aeroporto internacional de Recife, na madrugada desta segunda-feira.
  Yoani Sanchez é recebida com protesto ao desembarcar no aeroporto de Recife
Yoani desembarcou por volta da 0h30 no portão norte do aeroporto e foi seguida pelo grupo até o portão sul. No caminho, os manifestantes leram uma carta aberta na qual diziam que o blog dela é um meio de desinformação e que faz uma campanha anti-Cuba. Eles também jogaram dólares falsos na direção da blogueira.
O protesto não aborreceu a blogueira que disse que gostaria muito que em seu país as pessoas pudessem fazer o mesmo. "Foi um banho de democracia e pluralidade, estou muito feliz e queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade", disse.
No aeroporto, Yoani também foi recebida por Dado Galvão, diretor do documentário "Conexão Cuba Honduras", no qual é entrevistada, e cerca de dez pessoas, entre elas, o blogueiro cubano George Hernandez Fonseca, que vive no Pará.

A visita é a primeira de uma série viagens que começa pelo Brasil e a levará também a República Tcheca, Espanha, México, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Peru entre outros. Nos últimos cinco anos, Yoani havia recebido mais de 20 recusas para poder viajar ao exterior.  (Folha de SP)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Aqui é o fim do mundo

Sul do Pará
FAZENDA RIO CRISTALINO: 14 ASSASSINATOS E TRINTA MARCADOS PARA MORRER

Carlos Mendes

Um conflito sangrento pela posse de 60 mil hectares da fazenda Rio Cristalino, localizada em Santana do Araguaia, no sul do Pará, já resultou na morte de 14 pessoas e na existência de uma lista de outras 30 marcadas para morrer. Dos 140 mil hectares da área total, invadida e ocupada por 800 famílias, 80 mil hectares foram desapropriados e transformados em projeto de assentamento. Os outros 60 mil hectares são disputados por fazendeiros, grileiros e 483 famílias de trabalhadores rurais sem terra, que ocupam o local desde 2008. A maior parte da área é explorada pelo Grupo Santa Bárbara, que tem como principal sócio o banqueiro Daniel Dantas. A empresa alega que está legalmente na área e que cria no local mais de 50 mil cabeças de gado.

Um pedido de socorro foi remetido pelas associações de agricultores, sindicato de trabalhadores rurais e pelo frei Henri des Rosiers, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Xinguara, ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que determinou a realização em Brasília ou Marabá de uma reunião, ainda sem data definida, para resolver o problema que se arrasta por cinco anos.

A fazenda Rio Cristalino já pertenceu à empresa Volkswagen e em 1976 foi palco de um incêndio que destruiu 10 mil hectares de mata. A floresta foi toda queimada e transformada pela empresa em pasto para o gado com incentivos fiscais liberados à época pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O incêndio foi visto de fora da Terra pela estação espacial Skylab, dos Estados Unidos. Como se isso não bastasse, dentro das terras, uma área de 4,4 mil hectares abriga uma jazida de urânio, hoje bloqueada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

O diretor de política fundiária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santana do Araguaia, Epaminondas Ferreira Belém, o “Curica”, afirma que a situação é gravíssima na área e que se algo não for feito pelos governos federal e do Pará ocorrerá uma “matança” de agricultores igual ou pior que aquela ocorrida em 1996 em Eldorado dos Carajás, no episódio em que 19 sem terra foram mortos a tiros por uma tropa da Polícia Militar, durante a desocupação da rodovia PA-150.

“Já morreu muita gente e ainda vai morrer mais se não fizerem alguma coisa”, acrescentou o sindicalista, que acusa o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de iludir com promessas de desapropriação e assentamento as famílias de agricultores que vivem no local. Segundo Epaminondas “Curica”, a maioria dos assassinatos, praticados por pistoleiros e milícias armadas por fazendeiros, ocorreu antes de a área de 60 mil hectares ser ocupada pelas 483 famílias.

Ilusões e promessas - Quando as famílias ocuparam a fazenda em 2008, lembra “Curica”, houve uma reunião na sede do Incra, em Marabá, com as presenças do então superintendente, Raimundo Oliveira, representantes do órgão em Brasília, além da deputada estadual Bernadete Ten Caten e do federal Zé Geraldo, ambos do PT. O discurso foi um só e as promessas, também: as famílias teriam regularizada a posse do imóvel e num prazo de 90 dias estaria criado o projeto de assentamento.

Quem acreditou, saiu da reunião comemorando. Outros, porém, ficaram com um pé atrás. Não deu outra: até agora, nada foi feito. E o que antes já era ruim, agora está bem pior. As famílias passam fome, porque não conseguem produzir anos a promessa não foi cumprida e a situação das famílias é trágica: passam fome, sofrem ameaças, perseguição, extorsão e a violência por parte de grupos fortemente armados que tentam expulsá-las do local.

ENTIDADE DEFENDE DESAPROPRIAÇÃO DE 21 MIL HECTARES, MAS INCRA NEGA

De acordo com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado do Pará (Fetraf-Pa), as ameaças de morte são seguidas de invasões de residências e depredação, tiros e mortes de animais. Depois, seguindo um roteiro macabro, a execução de lavradores. Para piorar, o Conselho de Diretores do Incra decidiu arquivar o processo de desapropriação dos 60 mil hectares, justificando que na área existem imóveis não pertencentes a clientes da reforma agrária.

Além disso, segundo o Incra, a devastação das florestas da fazenda deixaram como saldo um enorme passivo ambiental. Por conta desses dois motivos, a desapropriação das terras seria praticamente impossível. Ou seja, para o governo federal, se feita na área, a reforma agrária aconteceria literalmente sobre uma terra arrasada.

Na avaliação dos movimentos sociais de Santana do Araguaia e do sul do Pará, contudo, a desapropriação por interesse social é possível e deve atender as famílias de agricultores que realmente precisam da terra para nela viver e produzir.

A proposta deles, feita ao Incra, é a de que a desapropriação ocorra apenas em uma área de 21 mil hectares da parte remanescente da fazenda Rio Cristalino.

Com isso, seriam superados os problemas técnicos e jurídicos que têm impedido o Incra de aprovar a ideia. A presidência do órgão, porém, já teria adiantado que não concorda com a proposta, alegando que a legislação não pode ser atropelada.

INFO

Quem briga e por quê

1- Total da área da fazenda Rio Cristalino: 140 mil hectares (antiga fazenda do grupo Volkswagen)

2- Localização: Santana do Araguaia (sul do Pará)

3- Área desapropriada pelo governo federal: 80 mil hectares, transformados em assentamentos onde vivem 800 famílias

4- Área restante: 60 mil hectares, disputados por fazendeiros, Grupo Santa Bárbara, grileiros e invasores

5- Dentro das terras há uma jazida de urânio bloqueada pelo DNPM em uma área de 4,4 mil hectares

O que querem os movimentos sociais da região?

A desapropriação de 21 mil hectares, dentro dos 60 mil hectares restantes, para assentar 483 famílias

O que diz o Incra?

Não pode desapropriar essa outra área porque no local não há imóveis com perfil para clientes da reforma agrária. Também alega que o passivo ambiental da área é enorme. A desapropriação envolveria problemas técnicos e jurídicos 

(Matéria completa na edição deste domingo do Diário do Pará)

O caso do Pedral do Lourenção

Do amigo e colega Plínio Pinheiro Neto:

"Os apressados perseguidores do trem da história, que não querem perdê-lo, por nada, sequer sabem o nome correto do pedral.Aqui em Marabá mesmo, quase todos o chamam de "Pedral do Lourenço" e um renomado politico paraense, deu entrevista de página inteira, chamando-o de "Pedral de São Lourenço". O nome correto é "Pedral do Lourenção", homenagem ao primeiro piloto que se animou a ultrapassá-lo, em um bote e naufragou.Registre-se!
Como o Jatene é a Geny preferida dos críticos do sul e sudeste do Pará, sobre ele lançam a culpa pela suspensão do processo de licenciamento das obras da derrocagem. Claro que ele tem inúmeros pecados e grandes dívidas para com nossa região, mas desta culpa e desta dívida ele está livre e os canhões devem ser direcionados com o Governo Federal, em especial, IBAMA e DNIT, conforme esclarece o Diário do Pará de hoje:

Sema justifica retirada de licença para derrocagem

Sábado, 16/02/2013, 04:43:12 - Atualizado em 16/02/2013, 04:57:16
Sema justifica retirada de licença para derrocagem (Foto: Diário do Pará / Arquivo)
A derrocagem do Rio Tocantins, onde também estão as eclusas de Tucuruí, terá que ser licenciada pelo Ibama (Foto: Diário do Pará / Arquivo)
O cancelamento da licença prévia da obra de derrocagem do Pedral do Lourenço foi solicitado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), segundo informações do secretário estadual de Meio Ambiente do Pará, José Alberto Colares. A licença prévia foi emitida pela Sema em 21 de junho de 2010 ao Dnit com validade até junho deste ano.
Porém, explicou o secretário, em junho de 2012 o próprio Dnit solicitou o arquivamento do processo, alegando que o licenciamento ambiental do projeto seria a partir de então, de responsabilidade do Ibama, por se tratar de obra com impacto interestadual. Além disso, decisão da justiça federal datada de 2009 pelo juiz Carlos Henrique Haddad, determina que todos os estudos e relatórios de impacto ambiental referentes à hidrovia Araguaia-Tocantins devem ser viabilizadas pelo Ibama.
A retirada das pedras do leito do rio Tocantins, denominada de derrocagem do Pedral do Lourenço, compreende um trecho entre a Ilha do Borgéa e a localidade de Santa Terezinha do Tauari, localizada entre os municípios de Itupiranga e Nova Ipixuna, na região sudeste paraense. A obra integra o projeto maior da hidrovia Araguaia-Tocantins, uma luta que se arrasta por mais de duas décadas.
A retirada dos 43 quilômetros do pedral – cerca de 1 milhão de metro cúbico de pedras - dará navegabilidade ao rio Tocantins no trecho entre Marabá e o porto de Vila do Conde, em Barcarena, possibilitando o escoamento da produção do centro-oeste brasileiro, além de toda produção mineral do sudeste do Pará.
Porém, a obra foi retirada do PAC II pelo Ministério do Planejamento e há suspeita que o cancelamento da licença ambiental prévia motivou mais uma vez o adiamento de um dos projetos mais importantes para o desenvolvimento econômico do Estado do Pará. Sem a navegabilidade do Tocantins, até os projetos de siderurgia ficam prejudicados.
Ibama terá que recomeçar licenciamento
A licença prévia foi solicitada pelo Dnit, responsável pela obra, em agosto de 2009, através do processo 2047/2009. Em junho de 2010 a Sema emitiu a licença prévia (LP), que é a primeira de uma série de três que compõe o licenciamento ambiental de uma obra desta natureza. Em seguida são previstas a licença de instalação (LI) e por último a licença de operação (LO). A validade da LP tinha data de validade até junho deste ano.
Além de suspender a LP, a Sema encaminhou o processo à Procuradoria Geral do Estado para análise jurídica, segundo Alberto Colares. “Não podemos tratar o processo de forma irresponsável. Todos os pedidos de esclarecimentos que a Sema recebeu da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional serão respondidos”, informou Colares.
Com a suspensão da LP da Sema, tecnicamente o Ibama terá que recomeçar todo o processo de análise ambiental já realizado pelo órgão estadual, como por exemplo, a avaliação física e ecológica e o impacto local que a obra trará. Porém, o secretário assegura que a Sema em nenhum momento quer conflito com o Ibama, mas que a PGE avaliará o conteúdo da decisão judicial para decidir se recorrerá da medida.
CARTA
O assunto foi alvo de correspondência enviada, pelo senador Jader Barbalho (PMDB), no início do ano passado, à presidente Dilma Rousseff. Jader também formalizou pedido de informações ao Ministério do Planejamento.
Para surpresa do senador, que foi um dos pioneiros na luta pela concretização das Eclusas de Tucuruí, a ministra respondeu que a obra será alvo de novos estudos, o que pode adiar indefinidamente um dos projetos mais importantes para a economia do Pará e do Brasil. “Sem a obra de retirada das rochas do Pedral de São Lourenço não há navegabilidade para os comboios cuja tonelagem não consegue ultrapassar – no período seco do rio, entre agosto e janeiro – o trecho de 35 quilômetros, quando somente pequenas embarcações podem navegar no local”, explicou Jader na carta enviada à presidente.
RESPOSTA
Através da assessoria de imprensa, a direção do Dnit informou que “o Ibama comunicou ao Dnit que seria necessário o licenciamento do empreendimento por eles. Desta forma, o processo de licenciamento será conduzido pelo Ibama e não mais pela Sema/PA”. Além disso, a nota também afirma que a razão da retirada da obra do PAC é decisão do Ministério do Planejamento. (Diário do Pará)
--------------
O deputado Parsifal Pontes também abordou no seu blog o destaque do Dário do Pará sobre o assunto. Confira:
Secretário de Estado de Meio Ambiente ignora a Alepa e prefere dar “uma coletiva”
O secretário de Estado de Meio Ambiente concedeu “uma coletiva” ontem (15) para chover no molhado: a SEMA cancelou a licença do Pedral do Lourenço atendendo solicitação do DNIT em virtude de decisão judicial declarando caber ao Ibama o licenciamento.
Shot012
A questão política permanece: se o secretário tivesse senso político não cancelaria a licença. A decisão judicial apontou o órgão competente para o licenciamento e o Estado deveria recorrer sem atender o requerido pelo DNIT.
> Pedido de informação da Alepa e da Câmara Federal ignorado
Imaginem a ocorrência: um juiz, em Mandado de Segurança, com pedido de liminar, cuja autoridade coatora é o secretário de Meio Ambiente, antes de decidi-la, assina prazo para este prestar informações. O secretário ignora o juiz e convoca uma entrevista coletiva para prestar as informações. O juiz deferiria a liminar antes do encerramento da coletiva.
Foi isso que o secretário de Meio Ambiente fez com a Assembleia Legislativa do Pará e com a Câmara Federal: ignorou os pedidos das duas Casas sobre o cancelamento da licença, feitos em janeiro desse ano, e preferiu “dar uma coletiva” primeiro.
> Secom emenda o soneto
Para render o secretário, e quebrar o galho dos parlamentares que assinaram os pedidos, a Secretaria de Estado de Comunicação, no parágrafo final dorelease que enviou a quem interessar possa, comunica que “a resposta [às duas Casas] será enviada com detalhamentos técnicos e jurídicos.”.
> Falta de respeito
O meu pai, quando me abotoava os brios, dizia-me com voz alterada: “rapaz, quem não se dá o respeito não o merece!”.
Enquanto o Poder Legislativo não se der respeito não o merecerá de ninguém.
Foto: Rodolfo Oliveira/ AG. PARÁ

26 comentários:

  1. Nobre Deputado Parsifal 10.0. Vc que é Deputado sabe muito bem o que é ser o "elo podre" da cadeia do poder político, a ALEPA sempre foi apenas um ente submisso ao poder do Estado e ao poder todos, nessa ALEPA tem um preço e os que não recebem, estão desesperados por receber, antes que o orçamento se acabe.
    Que viaja para outorgar prêmios a extrativistas minerais, que se enriqueceram as costas do Pará, não (caso de Baptista) não tem autoridade moral para falar. Esse acho que não é seu caso, que criticou o evento.....
    Responder
  2. Parsifal, realamente foi um desrespeito muito grande do Secretario ir para a imprensa antes de ir na Alepa, apos sua convocação pela Casa. Os deputados, se nao tomarem um posicao firme diante desse caso, abriarao a porteira para se tornarem figuras decorativas no estado, sem poder e autoridade. Sera que os nobres deputados, que ganham muito bem por sinal, so servem para fazer menção honrosas a pessoas? Essa e a hora de os deputados dizerem o que querem ser quando crescer! Agora juridicamente, entendo que a SEMA nao tem competencia para conceder a licenca ambiental nesse caso, nos termos da Lei Complentar 140.
    Responder
  3. OS DIAMANTES SÃO ETERNOS E AS PEROLAS CONTRARIAS TAMBÉM

    Meu Caro Parsifal

    Se Oscar Wilde dizia que “Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter “ eu imagino que os grandes atos o define com mais rapidez.

    Não culpo o Jorge Colares por não contestar o IBAMA nem por não ir a ALEPA prestar esclarecimentos, talvez eu esteja completamente errado, contudo tentarei fazer sua defesa.

    Se o homem é produto do meio e no governo do PSDB esse meio é receber e cumprir ordem existindo até curso de adestramento na hora da nomeação, como ele poderia deixar de atender a ordem judicial e ser agraciado com mimo que se acostumou receber como recompensa na fase de treinamento?

    Pelo que ele colocou na entrevista e o que a Secom diz que futuramente fará não vejo como ele poderia ir a ALEPA, lá iria produzir provas contra si e ele tem o direito de não falar se incriminando garantido pela constituição, será que ninguém notou que ele que nada sabe tecnicamente sobre o assunto embora como representante maximo do governo em meio ambiente deveria conhecer ao menos o rumo? Se nada conhece dos atributos técnicos da sua secretaria se faz lógico também nada saber do lado jurídico!

    Continuo achando que os diamantes que repousam entre as pedras do LOURENÇÃO, serão eternos, você que é da região sabe que eles existiam e por isso ainda existem.

    Esse pedido de cancelamento atendido pelo Colares e que o Ney saiu em sua defesa me lembra duas historias uma referente ao Secretario do Meio Ambiente e outra ao Secretario de Comunicação.

    Na historia da Secretaria do Meio Ambiente um caracol que andava faceiro foi atropelado por uma tartaruga, socorrido chegou ao hospital desacordado e quando despertou perguntaram-lhe o que tinha ocorrido, sua resposta foi “Não sei foi tudo tão ligeiro”!

    Na historia da Secretaria de Comunicação uma bicholeteta perguntou para sua bicholeteta professora, amiguidita qual é a maneira certa de se falar, é Glande ou Galande, a bicoleteteta professora respondei “Amanhã eu te digo mais tarde estarei com a resposta correta na ponta da língua”!

    ((((((((((MCB))))))))))
    Responder
  4. Mas deputado, data vênia, o jornal Diário do Pará, no domingo de carnaval, destacou esse assunto, a partir de informações da solicitação feita pela Comissão da Assembléia legislativa, com enfoque de que a autorização tinha sido cancelada pura e simplesmente por um ato unilateral da Sema. Essa informação, que nao condiz com a verdade dos fatos, ganhou repercussão em alguns blogs, em Marabá principalmente e aqui no seu também.
    Então, o secretário tem que ficar caladinho da silva, deixar que a opinião publica seja formada com informações distorcidas, porque tem que dar atenção somente para o que foi solicitado pela AL?
    A sociedade precisava saber imediatamente da verdade. Que a licença foi cancelada por uma solicitação do órgão Federal, no caso Dnit e Ibama, a partir de uma ação judicial federal por solicitação do Ministério Publico Federal de Marabá.
    Ficou claro na entrevista que as respostas para as câmara federal e assembléia legislativa serão dadas dentro do que foi solicitado. No mais, me parece que querem tirar proveito político do assunto.
    Responder
    Respostas
    1. Você está equivocado. Tanto as comissões parlamentares quanto a imprensa souberam do ocorrido oficiosamente, por fontes anônimas da própria SEMA (que, aliás, têm denunciado ocorrências gravíssimas dentro da secretaria). No início de janeiro, a comissão parlamentar da ALEPA e da Câmara Federal pediram informações ao secretário sobre o assunto. Passou-se todo o mês de janeiro e a metade de fevereiro sem resposta e somente quando a imprensa publicou o secretário veio dizer ao público que o que a imprensa havia publicado e verdade.
      O cancelamento da licença foi unilateral sim. A solicitação do DNIT poderia não ter sido atendida e sentença judicial (que eu tenho) apenas declarou que o órgão competente para o licenciamento é o IBAMA: não determinou à SEMA que cancelasse a que houvera dado e da sentença cabe recurso, para defender o Estado e dar-lhe o direito de também participar do processo de licenciamento.
      O secretário não só pode como deve dar satisfações públicas sobre a sua pasta e tem a obrigação constitucional de responder aos questionamentos do Poder Legislativo: uma coisa não invalida a outra, mas é tão inapetente com as obrigações da pasta que, em um caso como esse, de repercussão política imensa (não é de política partidário que se trata, mas de interesse público) ignora o Poder Legislativo e ignora a opinião pública, pois só atendeu essa por pressão da imprensa, e só atenderá aquela, depois de mais de um mês, por conveniência eventual.
      O assunto é político. O secretário não é um técnico da SEMA e sim um gestor político do governo.




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Convocação na Semed

No Zeca News:


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO CHAMA CONCURSADOS PARA COMPOR QUADRO DE PROFESSORES

 
cretário da pasta municipal de educação, Luiz Bressan informou ontem que estão sendo tomadas algumas decisões para agilizar o quanto antes o início das aulas em locais onde isso ainda não aconteceu. Segundo ele, algumas contratações de pessoas para complementar o quadro que não está adequado e resolução de problemas quanto a locais para aulas, são a prioridade da secretaria neste início de ano letivo. De acordo com Luiz Bressan, foram contratados algumas merendeiras, agentes de portarias e alguns professores que não estavam previstos. Além disso, segundo ele, alguns concursados estarão sendo chamados para completar “para que a gente possa completar todos os cargos dentro das escolas e para que as escolas até a semana que vem estejam em pleno funcionamento”, disse ele. Essas contratações foram avaliadas e autorizadas pela câmara de vereadores em reunião, de acordo com o secretário da pasta de educação. “Foi na última semana que a assembleia autorizou e a gente está efetivando o preenchimento desses espaços com orientação do prefeito João Salame de a gente colocar o mínimo possível de pessoas contratadas. Nós estamos trabalhando para fazer a convocação dos concursados e daqui a alguns meses estamos contratando professores para substituição de vagas e assim que efetivarmos o período de chamamento e convocação. Vamos estar efetivando os professores concursados dentro das escolas”, informou Luiz Bressan. Além desses fatores, Bressan também comentou que outra prioridade é a adequação de locais para os alunos assistirem as aulas. “Nossa preocupação principal é efetivar os professores para início das aulas, resolver alguns problemas de aluguéis onde temos espaços com alunos excedentes. Nosso principal desafio é na área do São Felix em função do conjunto Minha casa, Minha vida. Temos matriculados na escola Nossa Senhora de Fátima mais de 300 alunos sem estudar porque não tem espaço”, informou ele. Ainda segundo Bressan, a secretaria está aguardando confirmação da Vale para efetivação de uma parceria na Estação Conhecimento em que em seu uso, serão criadas 15 salas de aulas para alunos daquela região.“Temos alguns locais com núcleos de educação infantil onde precisa-se adequar espaços. Onde teve a maior demanda de matrículas foi nos núcleos de educação infantil”, complementou o secretário. No ensino fundamental houveram alguns excedentes como bairro da Paz, Araguaia e principalmente são Felix, nas outras escolas houveram remanejamento para que os alunos possam ter aulas.

Só depois da casa arrombada...

Ex-prefeito de Bonito (PA) é condenado por improbidade

Weliton Leite dos Santos terá que pagar multa de R$ 325 mil e teve os direitos políticos suspensos

A Justiça Federal suspendeu por oito anos os direitos políticos do ex-prefeito de Bonito (PA) Weliton Leite dos Santos. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Santos é responsável por improbidade administrativa na gestão de recursos federais repassados ao município.
O ex-prefeito terá que pagar multa no valor de R$ 325 mil e está proibido de contratar com o poder público pelos próximos cinco anos. O valor arrecadado com a multa será transferido ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
A decisão é da juíza Carina Cátia Bastos de Senna, da 1ª Vara Federal em Belém. Pelo MPF, aturam no processo os procuradores da República José Augusto Torres Potiguar, Ana Karízia Teixeira Nogueira e Régis Richael Primo da Silva.

MPT-MA: Ação Civil contra a Vale pede R$ 37,8 milhões


O MPT-MA investiga a Vale desde 2007 e já instaurou seis inquéritos civis; a indenização deverá ser revertida em projetos sociais e/ou ao FAT.

SÃO LUÍS - Por conta de violações às normas de meio ambiente e segurança do trabalho, o Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a mineradora Vale, na 7ª Vara do Trabalho de São Luís. A indenização solicitada por dano moral coletivo chega a 37,8 milhões de reais – valor recorde na história da justiça trabalhista maranhense.
O MPT-MA investiga a Vale desde 2007 e já instaurou seis inquéritos civis para apurar várias denúncias de irregularidades e acidentes de trabalho, que resultaram na morte de cinco funcionários (Nilton Freitas Nascimento, Lusivan Pires Ribeiro, Clemente Rodrigues Neto, Ronilson da Silva e Hércules Nogueira da Cruz Silva).
Na Ação, protocolada no final do ano passado, os procuradores Anya Gadelha, Maurel Selares e Christiane Nogueira recomendaram o cumprimento de 38 obrigações e sugeriram a aplicação de multa de 200 mil reais por medida desobedecida.
“A empresa vem, ao longo dos anos em que está instalada no Maranhão, desrespeitando normas elementares de segurança e saúde no trabalho, construindo cenários macabros de acidentes de trabalho fatais que chocaram a sociedade maranhense”, afirma Anya.
Segundo a procuradora, o valor elevado da indenização busca reparar toda a sociedade, punir a empresa e prevenir a prática de novas infrações. “As irregularidades apontadas nos vários autos de infração lavrados em desfavor da Ré são inadmissíveis para uma empresa do seu porte. Afinal, trata-se da segunda mineradora do mundo, que atua em 37 países e alcançou o lucro recorde em 2011 de R$ 37,814 bilhões”, lembrou ela.
Um dos piores episódios protagonizados pela Vale ocorreu em abril de 2010, quando sete trabalhadores que prestavam serviço no Píer III do terminal portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, foram atingidos por uma calha do bandejamento do transportador de minério. Dois deles morreram e os outros cinco sofreram lesões.
Os 37,8 milhões de reais de indenização deverão ser revertidos em projetos sociais e/ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). “A reparação por dano moral coletivo adquire uma função social e política, que leva o julgador a fixá-la em montante que signifique uma punição exemplar ao infrator”, pontuou Anya.
Acidentes de trabalho
De acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho do Ministério da Previdência Social, o Maranhão registrou um aumento no número de casos de acidentes laborais nos últimos anos. Em 2011 foram 6.252 acidentes de trabalho, contra 6.136 em 2010 e 5.957 em 2009.