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terça-feira, 22 de março de 2011

Sobrevida para Pererelka

Vereadora Ismaelka Queiroz, a traquina que inventou a arte de estar em dois lugares ao mesmo tempo (em Marabá e fazendo rally no interior de S. Paulo) ganhou o que se espera apenas uma sobrevida antes da perda do mandato por improbidade administrativa. Cochilo da Câmara, em data de ofício encaminhado à deusa da ubiqüidade, acabou por adiar a sessão de leitura e votação do relatório da comissão que apura a denúncia de quebra de decorona má utilização do carro alugado pelo Legislativo. Segundo o ofício, a data da sessão seria 23 de março e não 22, esta terça-feira, como previsto.
 “Embora para Ismaelka e seu advogado ainda esteja valendo a data de amanhã (23/03), como dia oficial para a sessão de votação, ela não ocorrerá ainda nesta quarta-feira. É que pelo menos 4 dos 13 vereadores não estarão em Marabá na quarta, prejudicando o quórum mínimo para a votação. Irismar Sampaio, Ronaldo Yara, Júlia Rosa e Vanda Américo viajam a Brasília para encontro com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com isso, o desfecho do Caso Elka ficará para outro dia. Por enquanto, a Mesa Diretora da Câmara propõe a realização da sessão na tarde da próxima sexta-feira (25/03), mas esta só acontecerá se até lá for possível dar ciência à vereadora, com a antecedência mínima que o caso requer. É aguardar pra ver”, diz o blog de Laércio Ribeiro.




Ao saber da notícia, Preto Velho pitou o cachimbo, matutou, matutou e filosofou:
- “É, zifii, o capeta também tem os seus...”

11 comentários:

Dr. Valdinar Monteiro de Souza disse...

Ademir, mano velho...

O poder de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo chama-se ubiquidade (claro, antes da reforma ortográfica era ubiqüidade, com trema).

Pois bem. Na realidade o erro de data foi meu. É que, antes de fazer o ofício de intimação, eu discuti com o Dr. Nagib, Presidente da Câmara, e o Dr. Ronaldo Giusti, se seria dia 22 ou dia 23 ou, ainda, outro data. O Dr. Nagib decidiu que seria dia 22, terça-feira. Contudo – como eu havia sugerido que fosse dia 23 –, na hora de fazer o ofício, terminei escrevendo a data erradamente.

Se os Vereadores não fossem viajar, não haveria problema, a sessão seria realizada amanhã; mas, como vão a Brasília, para audiência com o Ministro da Saúde, não será possível. Por causa disso, foi marcada a sessão de julgamento para o dia 25 de março de 2011 (sexta-feira), às 14 horas, e a Vereadora Ismaelka já foi intimada pessoalmente.

É isso.

Blogue Marabá 2012 disse...

O mandato desses vereadores vai terminar e esse caso não será concluído.

Tem problema não: agora em 2012 tiraremos, pelo menos, alguns desses tranqueiras.

___________
Adir Castro

Prof Arnaldo disse...

Por favor, Ademir divulgue meu texto em seu blog.

Obrigado, desde já.



GREGOS, ROMANOS E INQUISIDORES
Para os gregos, na Grécia Antiga, todos os povos que não comungavam de sua cultura, eram chamados de bárbaros. Os romanos assimilaram essa mesma cultura com o intuito de oficializar as suas conquista, pilhagens, estupros, roubos, etc.
Na Idade Média, já não tinha mais os bárbaros e sim hereges, bruxos (as), feiticeiros (as)...
As três fases da historia, serve para exemplificar que em ambas a repressão sobre as pessoas com idéias, credos e culturas próprias, era feita de forma diferente, porém com o mesmo objetivo, que era a de dominar através da perseguição e tortura para poderem escravizar, crucificarem e até queimarem em nome da conquista e da religião.
Os “donos do mundo” ignoravam as sabedorias, as culturas e as religiões que não fossem as suas e que por isso em nome de Deus, torturaram e queimaram milhares de pessoas que defendiam os seus conhecimentos e suas idéias.
Nos dias atuais, vivemos quase a mesma situação, porém, com novas técnicas de perseguição e tortura. Não mais para conquistar e expandir territórios, mas sim, para enriquecerem ilicitamente e manterem seus privilégios, nem que para isso, tenham que entrar para a história como novos inquisidores ou novos “donos do mundo”.
Hoje os que são chamados de bárbaros e de hereges, são aqueles que não comungam com a mesma cartilha dos que estão á frente do poder, ou seja, daqueles que ditam as regras e acham que tudo o que eles querem e fazem, é LEI. E longe de tudo isso estão os políticos e as autoridades, que só observam e nada fazem diante daquilo que está acontecendo à frente dos seus olhos. Então para quem apelar? Devemos nos calar e continuar fingindo que tudo anda bem em nossa cidade ou devemos denunciar?
As únicas armas que temos para combatermos esses “salvos cristãos” são as nossas vozes e a mais perfeita arma que o homem já inventou A CANETA. Mesmo assim eles tentam nos calar através da difamação, da calunia e da perseguição. Essas são as armas da qual eles, somente eles usam, as armas dos incompetentes. Quando não, colocam nossa voz entre as dos milhares de seus asseclas para que o povo não possa nos ouvir, porém quando isso acontece usamos as palavras escritas para levar ao mundo todas as escabrosidades da qual esses elementos são capazes de fazer e que continuam fazendo.
A única coisa que nos consola é a esperança, esperança de que um dia chegará a hora desses inquisidores serem julgados e queimados na própria fogueira que eles armaram.E que eles saibam através da escrita, que nunca, mas nunca mesmo eles iram calar o ULTIMO DOS BRUXOS.

Arnaldo S. Ferreira
Pedagogo

Prof Arnaldo disse...

Por favor Ademir se puder divulgar meu texto no seu blog ou no Jornal.

Obrigado.
arnald5006@yahoo.com.br


Férias na Disneylândia

Estava eu sentado, desta vez não na praça, mas em uma cadeira de mesa de um bar no meu querido bairro Morada Nova, quando de repente adentrou no recinto um grande amigo meu, que há muitos anos não via, foi a maior alegria, abraços, tapinhas nas costas e etc. Convidei-o para sentar e me acompanhar naquela cervejinha gelada da qual ele agradeceu e pediu um copo de cachaça no qual estranhei muito, pois nunca tinha visto meu amigo beber pinga! Então após sorver todo conteúdo do copo, que estava cheio é claro, ele passou a me contar o motivo daquela atitude.
Ele foi passar as férias com sua família nos Estados Unidos, pois estava querendo fazer uma surpresa para todos. Economizou durante vinte anos, pois ele também e professor, e como eu também ganha péssimo, para poder ir ate a Disneylândia.
Chegando lá, disse ele, tudo era muito bonito, tinha até carnaval fora de época, porém, quando se sentiu do lado de dentro ele começou a perceber algumas coisas estranhas como, por exemplo: ele foi passear na montanha russa e foi impedido, pois alegaram que e a mesma era restrita somente aos funcionários, e, só para aqueles que não falavam mal da atual administração do parque. Na roda gigante também ele e sua família foram barrados, disseram que as cadeiras da roda eram alugadas e que o dono, que também era um funcionário puxa saco, só deixava andar seus parentes e ele mesmo, contudo, se a pessoa prometesse comprar o ingresso e não reclamar quando a roda parasse no meio do caminho deixando a maioria das pessoas de cabeça pra baixo, ele permitia dar umas voltinhas. Indignado o meu amigo não aceitou a proposta indecente, e logo uns brutamontes tiraram ele e a sua família de perto da roda gigante.
Com todas essas decepções, ele decidiu ir a uma lanchonete que ficava ali perto (era a única) comprar um lanche pra eles, pois todos estavam desejosos em comer um suculento cachorro-quente, do qual já tinha ouvido falar muito bem por outros turistas, que o tal hot dog tinha o pão, alface, batata frita, milho verde, tomate, cebola, carne moída com bastante tempero e a famosa salsicha, mas, qual não foi a sua surpresa ao pedir o lanche, serviram-lhes um pedaço de pão dormido com um pouco de carne moída totalmente sem gosto e no lugar de refrigerante deram-lhes água doce dizendo que era suco natural. Mais uma vez indignado, ele foi falar com o gerente e sabe qual foi a resposta? Meu amigo – disse o gerente isso aqui foi terceirizada já faz um ano, esse lanche tem as proteínas de uma refeição, é, um verdadeiro almoço e isso já foi provado e aprovado por todos, se você achou ruim vai reclamar com a empresa ET (Engana Trouxa) que é a responsável por esse “banquete”.
Não agüentando mais, ele pegou a família e voltou para o Brasil, prometendo que daquele dia em diante só iria passar as ferias aqui mesmo na terrinha, e que iria economizar mais dez anos para levar a família para Beto Carrero que fica logo aqui, em Santa Catarina.
Terminado o seu relato ele pediu mais um copo de pinga, e, quando ia beber, tomei-lhe o copo das mãos e sorvi todo o liquido, e ele, ficou sem entender. Então expliquei. E que aqui ta igual a “Disneylândia” de lá, só tem uma pequena diferença, nos não estamos de férias e se você esta pensando que no Beto Carrero é diferente? Enganou-se, pois ate o cavalo de lá, já e terceirizado também.

Arnaldo S. Ferreira
Funcionário Público

Quaradouro disse...

Dr.Valdinar, meu irmão, deixa lhe dizer:
Estudei gramática comparada, aprendi alguma coisa de Latim e da sua lenta e dolorosa transformação na flor do Lácio. Também tentei ver alguma coisa das diferenças que se estabeleceram, ao longo dos tempos e ao peso dos aportes de outras falas, entre a língua lusitana e a brasileira, de modo que resultou nessa formidável aversão a essa última reforma ortográfica.
Agradeço a sua correção, mas, talvez por formação, eu ainda vá levar uns 50 anos para renunciar à formação conservadora adquirida e considerar dispensáveis o trema e seu charme oblíquo.

Anônimo disse...

Caro Dr. Valdinar, esse lapso de sua parte quanto à data do tal documento, é apenas um detalhe do "caso". O que nos assusta(?)é saber de antemão, o resultado da votação - porquê secreta ? - favorável à não cassação do edil em questão. Porém, sabiamente, tambem, saberemos esperar a próxima eleição para a CMM, quando então, votaremos, tambem, secretamente, à favor de outrens, que não sejam os atuais legisladores. Em 22.-3.11, Marabá-PA.

Dr. Valdinar Monteiro de Souza disse...

Mas eu não corrigi coisa alguma, mano velho! Apenas usei a palavra "ubiquidade" – que já escrevo sem o trema – e, aproveitando o ensejo, registrei entre parêntesis que a forma anterior ao Acordo era com o trema.

Por oportuno, quero fazer duas afirmações, aliás, três. Primeira, o trema, em palavras como "linguiça" e "ubiquidade", continuará facultativo até 31/12/2012. Segunda, eu tinha a satisfação (leia-se orgulho mesmo) de saber empregar com segurança o trema e o hífen e não vejo razão para que fossem, como foram, abolidos pelo Acordo. Terceira, apesar de ser facultativo até 31/12/2012, aderi ao Acordo desde as primeiras horas de 1.º/1/2009,como se fosse obrigatório, MAS NÃO CONCORDO COM ELE. Penso que era totalmente desnecessário. Foi uma reformazinha sem graça e sem sentido.

Apaixonado que sou pela Língua Portuguesa, adquiri o texto completo do Acordo Ortográfico de 1990 logo que foi aprovado aqui no Brasil pelo Congresso Nacional, ou seja, ainda em 1994, e passei a estudá-lo com avidez. Tenho muitos livros atualizados sobre o Acordo, além do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e de quatro dicionários grandes, todos eles já com a ortografia do Acordo. Por tudo isso, tenho excelente domínio do Português pós-acordo e o escrevo como tal, SÓ NÃO CONCORDO COM ELE.

T.'.F.'.A.'., mano velho!

Anônimo disse...

Em se concretizando a "punição" de suspensão por 30/60/90 dias à Ver. Elka Maravilha(?), será sem remuneração ou com ? Em 23.03.11, Marabá-PA.

Dr. Valdinar Monteiro de Souza disse...

Anônimo das 20:09, a votação será secreta porque assim é determinado pelo artigo 55, parágrafo 2.º, da Constituição Federal (regra dos congressistas que se aplica aos deputados estaduais e aos vereadores, pelo princípio da simetria), também pelo artigo 106, parágrafo 1.º, da Lei Orgânica do Município de Marabá e pelos artigos 97, parágrafo 1.º, e 104,parágrafo 1.º, do Regimento Interno da Câmara Municipal de Marabá. Todos esses dispositivos dizem expressamente que votação para a perda de mandato é por voto secreto. Assim, enquanto não forem alterados tais dispositivos legais e constitucionais, se a votação for aberta, o processo será anulado pelo Poder Judiciário.

Ao anônimo das 7:41 respondo que, em caso de condenação, se a pena que o Plenário da Câmara aplicar for a perda temporária do mandato, que é de 30 dias, ou, ainda, a cassação do mandato, que é definitiva, será sem remuneração.

É isso aí.

Anônimo disse...

E a BANDA continua passando; e nóis, oiando, a bandaLHEIRA. Fala sério! pra que tanta palhaçada se a gente já sabe o resultado de ante mão? Culpado e punido é o eleitor, e paga o justo pelo pecador. Muito puto, CEBINHO.

Anônimo disse...

Demir, pronto, a pizza à "moda da CMM" foi servida aos marabaenses, o sabor é amargo, fazer o quê ? Dessa atual legislatura o resultado não poderia ser outro. Em 26.03.11, Marabá-PA.