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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ficha Suja: tanto cai como derruba os outros?


Após a contagem dos votos, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski alertou para a possível anulação da eleição no Pará. Pela lei, diz ele, quandomais de metade dos votos nulos em uma eleição, ela não tem validade. Nesse caso, na disputa ao Senado 57% dos votos foram para candidatos banidos das eleições pela Lei Ficha Limpa, sendo eles Jader Barbalho (PMDB) com 1.799.762 votos e Paulo Rocha (PT) com 1.733.376. Mesmo sendo o segundo e o terceiro colocado na disputa, respectivamente, os dois concorreram sem registro.
O ministro informou que a situação será resolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará, na proclamação dos resultados da votação. "No caso do Pará, a lei em tese estabelece que se houver maioria de votos nulos será feita nova eleição. É possível que o processo tenha alguma particularidade que motive uma interpretação diferente. Não quero me pronunciar previamente até para não influenciar o TRE", analisou.
A indefinição ocorreu porque nem a Justiça Eleitoral, nem o Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiram julgar os casos a tempo. O TSE negou recurso a Barbalho, que recorreu ao STF.
Paulo Rocha também teve o recurso negado pelo TSE, mas ele recorreu ao próprio tribunal, que deverá examinar o caso ainda nesta semana. “Estamos dando prioridade absoluta para o julgamento de candidatos que tiveram os registros indeferidos. Se tudo der certo, teremos definido antes da diplomação”, garantiu o ministro.
Lewandowski lembrou que a situação dos chamados "fichas sujas" será definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte teve a chance de fazer isso no julgamento do ex-candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), mas um empate impossibilitou a decisão. Lewandowski acredita que o impasse será resolvido quando for nomeado novo ministro para o Supremo.
“Se nenhum ministro mudar de opinião, e as manifestações dos ministros foram públicas e muito bem fundamentadas, acredito que o impasse perdurará até a nomeação do próximo ministro”, afirmou.
Lewandowski citou outros casos de "fichas sujas" que deixam o cenário de votações indefinido. Na Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) concorreu sem registro ao senado e obteve primeiro lugar, com 1.004.183 votos - ou 35% do total. Não se sabe ainda se ele será empossado no cargo.
No Amapá, João Capiberibe (PSB) também concorreu ao senado sem registro e ficou em segundo lugar, com 130.411 votos. (Com informações de O Globo)

2 comentários:

Ulisses Silva disse...

Ou seja, como se não bastasse o Jader e o Paulo Rocha bagunçarem a vida dos eleitores paraenses, ainda estão atrapalhando a vida da Justiça Eleitoral e dos candidatos eleitos (Flexa e Marinor, que pra mim foram os verdadeiros eleitos).

Anônimo disse...

De toda essa sujeirada aí, o maior culpado é esse povinho sem vergonha e imbecil que: se vê jornal, não lê ou não entende. Onde já se viu? o Sarney deixar de criar jumento no Maranhão pra criar burro no Amapá? Os analfabetos polítios do Pará serem roubados pelo Jader e votarem nele? Os asnos de Brasília insistirem em Joaquim Horroriz e J. R. Acuda? Os anencéfalos de S. Paulo elegerem Mauluf? A grande verdade é que: ''Quem nasceu e vive comendo bosta, nunca vai gostar de filé'' . E esse povinho que elege esses bandidos é exatamente quem paga mais caro, e justiça se faça:tem que morrer comendo bosta, ou nem deveriam ter nascido. LIXO. (JAC)