Pages

sábado, 12 de março de 2011

Sem jeito

A irmã Maria Henriqueta Cavalcante, da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está jurada de mortedois anos. A religiosa contribuiu para os trabalhos da CPI da Pedofilia da Assembléia Legislativa do Pará, que resultaram na condenação do ex-deputado estadual Luiz Sefer a 21 anos de prisão. Desde então, recebe telefonemas ameaçadores. Em 2009, a missionária recorreu ao Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, mas ainda não recebeu escolta policial. A reportagem é de Rodrigo Martins, da revista CartaCapital.
Irmã Maria faz parte de um grupo de 13 ativistas ameaçados de morte no Pará e com os pedidos de proteção autorizados, mas que ainda não receberam assistência por falta de efetivo policial. “Temos apenas sete militantes protegidos no estado. A falta de estrutura nos impede de garantir a segurança de mais gente”, afirma o defensor público Márcio Cruz, coordenador regional do programa. “A Secretaria de Segurança Pública alega não ter agentes treinados. É preocupante. Diante dos conflitos que temos no Pará, a tendência é a demanda aumentar.”

Um comentário:

Anônimo disse...

E díga-se de passágem, o Luiz Sem Fé foi condenado, mas continua mais livre do que muito cidadão de bem como por exemplo os ameaçados por bandidos como ele, que é mais um bandido amparado pela lei e pelo dinheiro. Mas tem polícia pra prestar segurança pessoal pra empresário e isso não é segredo pra ninguem. Isso é uma vergonha... HÉLIO LUZ.