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domingo, 1 de agosto de 2010

Gigante não para de crescer

Jornal “O Estado do Maranhão” publicou na sexta-feira (30/07) o plano de investimentos da Vale naquele Estado. Os números são impressionantes. Equivalem-se aos índices de subdesenvolvimento do feudo de José Sarney. Leia abaixo a reportagem.


  Vale vai investir US$ 2,6 bilhões no setor portuário do Maranhão
A Vale vai investir em infra-estrutura US$ 7,8 bilhões, até 2015, no setor de logística no Maranhão. Desse total, US$ 2,6 bilhões serão aplicados no setor portuário, com a construção do Píer IV no Terminal Portuário Ponta da Madeira (TPPM), pelo qual a mineradora escoa a maior parte de sua produção de minério de ferro, bem como na ampliação de toda a estrutura logística adjacente. Outra parte do investimento será destinada à duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC).A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, na semana passada. Entretanto, O Estado noticiou em dezembro de 2009 os detalhes do projeto de expansão logística da empresa.
O novo píer consumirá US$ 1 bilhão e vai permitir a atracação dos supernavios de carga da China (400 mil toneladas de porte bruto), superiores ao Berge Stahl (365 mil toneladas de porte bruto). O píer terá 25 metros de profundidade e capacidade de carregamento simultâneo de dois navios. A obra estará pronta em 2014, de acordo com o que publicou o diário paulista.
Ao todo, o terminal portuário receberá investimentos de US$ 2,6 bilhões para aumentar a capacidade de embarque para 230 mil toneladas de minério de ferro até 2015 - em 2009, foram movimentadas 87,3 milhões de toneladas.
Os investimentos integram a parte de logística do projeto da nova mina de Carajás Serra Sul, que inicialmente prevê a extração de 90 mil toneladas de minério de ferro por ano até 2015 - hoje, a capacidade total da companhia está pouco acima de 300 mil toneladas/ano. Ao todo, o empreendimento está orçado em US$ 11,297 bilhões - o maior da história da Vale.
Os investimentos na ferrovia e no porto já prevêem uma expansão futura da nova mina - que fica próxima da atual jazida de Carajás- e antecipam um crescimento da demanda pelo produto no mercado externo.
Pelo projeto, a Vale vai ampliar em 100 quilômetros a ferrovia de Carajás para conectá-la à nova mina. Também vai duplicar 605 quilômetros de trilhos para aumentar a capacidade de transporte de minério de ferro - produto que corresponde a 35% do volume de carga movimentado nos portos brasileiros.
Porto – Ainda a despeito do complexo logístico do TMPM, a Vale anunciou, em dezembro de 2009, investimentos em várias ações, como a construção de 94 quilômetros de linhas férreas na região portuária; a aquisição de quatro viradores de vagão, o que vai elevar para oito o total desses equipamentos no TPPM.
Atualmente, no sistema logístico da Vale há duas empilhadeiras (equipamento utilizado para estocar minério no pátio) e duas recuperadoras (para abastecer o minério do pátio nas correias transportadoras até os navios). Há também quatro equipamentos mistos, isto é, empilhadeiras-recuperadoras. O projeto de expansão inclui a aquisição de mais quatro maqunários do tipo empilhadeiras-recuperadoras.

Automatização – A Vale também concluiu, em abril deste ano, o projeto de modernização das operações de pátio de minério, implantando o Centro de Controle e Operações (CCO), o que representou um aumento de produtividade um 10%.
No CCO, cada operador dispõe de seu próprio terminal de computador. Desta forma, os operadores não precisam se deslocar pela área de estocagem quando é necessário trocar de máquinas, basta acionarem um comando. Atualmente, oito terminais controlam oito máquinas empilhadeiras e recuperadoras. O sistema é o mesmo adotado em grandes portos europeus, como o de Roterdã, na Holanda.

Ferrovia – A expansão logística da Vale contempla ainda a duplicação da Estrada de Ferro Carajás. Com 892 quilômetros de extensão e 56 pátios de cruzamento (desvios auxiliares para controle do fluxo ferroviário), a previsão é construir 605 quilômetros de linha, o suficiente para interligar os pátios de cruzamento, criando uma segunda estrada de ferro. Além disso, a mineradora pretende construir 720 km de linha férrea ligando Açailândia (MA) a Palmas (TO), como parte da Ferrovia Norte Sul (FNS).

Píer IV
- Profundidade mínima: 25 metros;
- Ponte de acesso: 1.620 metros;
- Capacidade para carregar dois navios simultaneamente;
- Incremento na capacidade de embarque: 100 milhões de tonelada/ano;
- Dois conjuntos de carregadores de navios: com capacidade para 16 mil ton/hora, cada;
- Capacidade para receber navios de 150 mil até a 400 mil toneladas para porte bruto.

10 comentários:

Anônimo disse...

Ademir, e pra nos não sobra nada? escola, hospital,saneamento básico, habitação popular...o minério que chega naquele porto 70% é do PARÁ.
da vontade de fazer roleta russa nas cabeças desses políticos que ainda pensam em isenção para a vale.

Quaradouro disse...

70%, não. 100%.

Anônimo disse...

Ademir
A vale vai investir U$3,6 bilhoes na Alpa, e pelo que vimos na EIA/RIMA, não tem nada em investimento social pra Marabá, até miseros R$ 500 mil que iriam investir na C.M.M. de marabá foi negado, (e digo isso porque acho que este dinheiro não é pros vereadores pois os mesmo passam e o investimento fica pro povo e pra Marabá), agora cadê a estrada marginal ao lado da ferrovia que eles vão construir até a Alpa, vc já viu o estrago que eles estão fazendo lá no Km 14, é um absurdo e nada de projetos de investimentos pra suprir a demanda de gente que virá pra cá, não temos como suportar tudo isso se não hopuver uma grande mobilização da sociedade no sentido de se exigir da Vale uma compensação pelo inpacto que eles farão na nossa cidade, será que Marabá vai suportar isso.

Anônimo disse...

Caro Ademir, já disse e repito, não temos vocação, não aceitamos, mas parece que vai acontecer, Marabá vai se tornar outra Cubatão. Com o beneplácito da Ana que ajuda pedófilo(Sefer) e outros. O que vamos receber virá dos céus, chuva ácida e etc...Em 01.08.10, Marabá-PA.

Anônimo disse...

O assunto é serio, o governo do estado elegeu os dois representantes da cidade para participar do forum de desenvolvimento que são: Italo e Gilberto Leite.
E o que aconteceu? todas as reivindicações do que partiu da comunindade, como infraestrutura , investimento em educação, construção de hospital.
que naquele momento, tanto a governadora quanto a vale com presa de botar o circo na rua por causa das eleições, concordaram com o pacto social.
Aquele ato foi uma palhaçada montada pela vale, governadora e com a participação efetiva dos dois representantes da cidade.Os dois empresários ainda lançaram a campanha de isenção e quem fosse contra, era contra o desenvolvimentismo da região,aquele mesmo discurso entreguista dos governos militares.
Oque nos estamos vendo agora? O pacto que foi fechado com a vale ,com o governo do estado e município foi outro.Os dois empresários fecharam seus contratos, se apropriaram de informações privilegiadas, se deram bem financeiramente e deixaram de lado todas as reivindicações sociais de infraestrutura da sobriedade.Só sei uma coisa ,tirando a vida dos empresários que vão ficar mais rico, e que não passam suas ferias aqui na praia do tucunaré, os seus filhos não estudam aqui,quando precisam de saúde pegam um avião, nas ferias vão para Europa.
O restante da população ta f...vai ficar simplesmente impossível viver aqui.

Mural de Marabá disse...

Não é somente a Vale que deita e rola e faz descaso por aqui. Idem também para a Oi. A exemplo temos uma cidade com mais de 200 mil habitantes, um comércio em franca expansão e ainda enviamos dados por meio de jabutis.

Tenho cá comigo que i$$o é por fraque$a dos político$ que elegemo$. Fraque$a por benefício$ oferecido$ por e$$e$ gigante$ quando lá ele$ batem na porta para argumentar alguma coi$a.

Depois, por não terem o que dizer, ficam criando um falso patriotismo, insinuando que os investimentos são todos levados pelos maranhenses e etc e tal. Isso acaba em bairrismo.

Me recordo do ano passado quando as guseiras estavam sendo fechadas. Teve dois deputados aqui de nossa região: um federal e outro estadual, que apregoaram nos meios de comunicação que as ditas guseiras estavam sendo na verdade, transferidas para o Maranhão. Vejam que absurdo!

É assim mesmo que agem: subestimando a inteligência das pessoas, querendo fazê-las acreditar que uma guseira é igual um parque de diversões ou um circo: você desmonta, jogas sobre alguns caminhões e monta noutro terreiro. Fácil e rápido, né? Isso sem contar que nem precisam consultar o outro terreiro pra saber da viabilidade da montagem do Circo.

É assim que eles tratam a quem os elege.

Pior que teve um mundareu de gente que acreditou na teoria conspiratória apresentada pelos dois parlamentares.

Mas o castigo é mais rápido que o jabuti e veio a galope.

Não demorou muito e a Vale divulgou uma nota esclarecendo os fatos: as guseiras estavam todas irregulares, por isso a Vale suspendera suas atividades com as mesmas.

E aí os nossos dois deputados, defensores dos fracos e oprimidos, não deram um pio depois dessa notinha.

Mural de Marabá disse...

Anônimo das 06:49

Não tem porque ser contra alguém colocar o filho pra estudar numa boa escola e ser tratado por bons médicos, desde que ele banque isso com o seu dinheiro ganho honestamente, e não tirando do couro do povo para dar o bem bom aos seus.

Qualquer pessoa do setor privado tem todo o direito de escolher onde seus filhos devem estudar e serem tratados, afinal ganham o seu dinheiro suado é para esse fim também.

De admirar mesmo são os políticos. Esses servidores públicos eleitos e pagos por nós e que não confiam seus filhos a essa educação e a essa saúde que eles apregoam está cada dia melhor. Quandos seus filhos adoecem eles os tiram para fora.

Vão de ambulância não que pode demorar e dá prego na estrada. Vão é de avião mesmo!

Veja que eles nunca pensaram em apresentar uma lei obrigando a qualquer servidor, eleito ou concursado, que colocasse seus filhos na rede pública de ensino e usassem a saúde também.

Os que não concordassem que não entrassem na vida pública.

Não sei se é verdade, mas já ouvi comentários de que a filha de um ex-prefeito, não tão antigo, enviou sua filha para estudar na Europa. Não sei se procedem os comentários.

É assim mesmo que fazem: enviam seus filhos para as escolas de outros estados e até para fora do Brasil, para que os mesmos voltem de lá preparados e deem continuidade a seu dominio político.

Você acha que os que estudam nessas escolas públicas terão alguma chance, com a qualidade da educação que recebem, de desbancar aos filhos desses senhores de engenho?

É o sinhozinho, é a sinhazinha, é o doutorzinho... nunca saimos disso.

Nossos legisladores atuais, que também foram eleitos para resolver o problema do transporte local, entre outras atribuições e obrigações que assumiram perante seu eleitorado, resolveram apenas ao seus problemas de transporte: cada um tem um carro alugado e pago... adivinha por quem? Logo eles que raramente vão ao trabalho e não batem ponto: quer dizer, não têm pressa alguma de chegar ao trabalho.

Já o assaliado que precisa estar lá, em cima da hora, pra não ter descontado o dia faltoso ou perder o emprego, esse pode ficar horas esperando o coletivo.

E quanto a essa conversa de ser filho natural ou adotivo não tem a menor importância: cada um que entra só esfaqueia a mãe, também conhecida como viúva rica, embaixo do suvaco.

A "coisa" tá feia e tende a piorar.

Anônimo disse...

E Ademir, nos so podemos everter essa situação chamando o povo pra rua,conscientizando essa galera que o retorno econômico dessa ALPA vai ser pouco pelo que vai ser destruído.Qual o Hengenheiro que esta ganhando 10 mil reais? as arrumadoras de cama nos hotéis estão ganhando 1000 mil reais? os faxineiros estão ganhando 1000 mil reais?
Tem poucos empresários levando altos contratos, mas a grande massa? nada.
Vai sobrar é muito sofrimento, se hoje a saúde publica é ruim imagina com mais 200 mil habitantes morando nessa cidade.
E escola?
quantas salas de aulas ha mais vai ser preciso para atender essa demanda prevista pelos relatórios da vale?
São questões que precisam serem esclarecidas urgentes!!!!
pois nos que moramos aqui,nossos filhos que estudam aqui,não temos dinheiro para pegar um avião toda vez que tenho uma unha encravada, não passamos as ferias na europa, na argentina ou no sul do pais.Vamos sofrer as mazelas desse grande projeto.

Anônimo disse...

Esse cara do mural é muito babaca, as referencias que eu faço sobre a saúde,a educação e a infraestrutura que a cidade precisa para atender as demandas que virão com a ALPA.
O meu questionamento com os representantes do governo e de empresários que foram eleitos pela governadora para participarem do fórum de implantação do projeto.E não levaram em conta as demandas sociais, de infraestrutura que a sociedade gritou naquele momento.
A saúde publica tem que ser boa. So que esse mesmo empresario que tu afirma que pode pagar,ferrou o pobre morador de marabá, que não tem condição de pagar um plano de saúde.Esse mesmo empresario que tem condição de pagar uma escola particular,não deu nem a possibilidade do filho do trabalhador de ter escola publica de qualidade. Pois esses mesmos empresários que foram eleitos pela governadora, concordaram em retirar as demandas que surgiram das discussões , das comunidades, universidade e movimentos.E não era muito. Nos só estávamos cobrando as minimas condições para preparar essa cidade, de receber esse povo que elas estão chamando para cá, com essas propagandas mentirosas.
Qualidade de vida! não apenas para quem pode pagar.

Mural de Marabá disse...

Anônimo das 06:49.

Meu comentário não foi uma alusão aos dois empresários que você cita. Também fiz questão de frizar a origem do dinheiro do empresário ao qual fiz referência: dnheiro ganho honestamento.

Esse teu conceito de que todo empresário é explorador, é equivocado.

Nem todo empresário é explorador, como também nem todo explorador é empresário. Há os bons e os maus. Igualmente nos demais segmentos.

Parece que você compreendeu de outra forma.

Outra coisa: se você fosse uma pessoa abastada, qual o problema de você colocar seus filhos nas melhores escolas, tratá-los nos melhores hospitas e levá-los para passear fora do país? O dinheiro é seu, foi ganho honestamente. É justo usufruir dele da melhor maneira possível.

Ou você quer dizer que ao invés disso, mandaria seus filhos para a rede pública de educação, usaria os hospitais públicos e jamais saíria de Marabá com seus familiares para um turismo, para poder oferecer uma melhor qualidade de vida aos menos afortunados?

Se fosse alguém abastado, com certeza não estaria preocupado com a qualidade de vida dos menos afortunados.

Esses são os discursos dos falsos socialistas: quando eles tem dinheiro não o dividem com ninguém; quando eles tem conta para pagar, querem compartilhar com os demais.

Sou socialista, mas não vejo dessa maneira. Não há mal algum em ter algum dinheiro nesse mundo e muito menos nesse país e usufruir dele da maneira que melhor convier a quem o conquistou. Não me refiro aos inescrupolos, mas aos decentes, honestos, honrados... que ainda existem.

E quanto aos dois representantes que você cita, eles foram escolhidos pelo governante, que por sua vez foi escolhido pelo povo. Dessa forma, eles representavam ao povo.