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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais golpe com madeira ilegal

Área que deveria ter floresta regenerada ainda recebe criação de gado no Pará.
 (Foto: Ibama/ Divulgação)

Fiscais do Ibama flagraram falso plano de manejo florestal usado por uma fazenda no município de Santana do Araguaia, no Pará, para movimentar 6,5 mil metros cúbicos de madeira nativa amazônica como se o produto tivesse origem legal, informou o órgão nesta segunda-feira (7). A quantidade de madeira seria suficiente para encher cerca de 250 carretas de caminhões. O produto foi registrado no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), que controla a compra e venda de madeira no Pará.
De acordo com a instituição ambiental, a propriedade estava embargada desde 2006, mas conseguiu em 2010 autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) para explorar madeira da Amazônia. Nos limites da fazenda, porém, havia matas secundárias e pastos degradados, segundo o Ibama, que multou o proprietário em R$ 80 milhões.  A atividade ilegal foi descoberta durante operação do Ibama realizada na segunda metade de janeiro em uma área de 72 mil hectares, distribuída por 5 municípios no sudeste do estado. O objetivo da ação era vistoriar fazendas embargadas que tiveram a criação de gado proibida para permitir a regeneração natural da floresta amazônica.
 Fiscais do órgão, no entanto, encontraram novos bois sendo criados nas propriedades, que foram embargadas por praticarem o desmatamento ilegal. No total, nove fazendas não respeitaram o embargo que permitiria a regeneração natural da floresta.  Segundo o coordenador da operação, Diego Guimarães, seria possível haver novas matas nos locais se a proibição fosse respeitada. O órgão aplicou R$ 155 milhões em multas e estabeleceu um prazo de 30 dias para os fazendeiros retirarem o gado das áreas fiscalizadas.

5 comentários:

Anônimo disse...

Porta, eu soube de uma fonte certa que, no serviço de terraplenagem da Alpa , teriam sido encontradas várias ossadas humanas. O sil~encio por parte da empresa teria sido uma forma de impedir que o fato atrazasse ainda mais o andamento da obra que tem metas previstas para entrar em operação.

Anônimo disse...

Nobre amigo....Este é o pau que rola em Tailândia. Tem empresário, político e seu enteado que não põe mais seus lindos pézinhos nas estradas, só andam pelos ares com seus aviões de luxo no eixo Tailândia/Marabá/Belém.

Quaradouro disse...

Faz sentido, das 14:27. Foi naquela área que em 1895 instalou-se Carlos Leitão e pelo menos 80 famílias que o acompanharam na fundação do Burgo do Itacaiunas, logo após sua derrota na luta armada contra o padre João e seus jagunços em S. João da Boa Vista, na Província de Goiás, hoje Tocantinópolis, Estado do Tocantins.
Há muitos anos, a Casa da Cultura de Marabá tentou o tombamento histórico daquele Burgo, de onde Francisco Coelho foi "convidado" a sair e acabou vindo instalar-se no pontal - encontro do Itacaiunas com o Tocantins.
Ora, antes de instalar-se nas terras altas, Carlos Leitão desembarcou justamente ali, onde a Vale já raspou até os ossos da área coberta, área mais tarde revelada como foco da malária que matou inúmeros migrantes.
A Casa da Cultura conseguiu, do município de Marabá, que apenas uma porção de terra fosse demarcada como patrimônio histórico - situada mais ou menos onde Leitão estaria enterrado e fora construído a casa dele.
Não se pode negar, também, que faz sentido essa destruição, bastante significativa do tratamento dado pela Vale aos sítios de interesse ecológico onde atua, e da desgraça representada pelos prefeitos salafrários que fazem de conta que não há uma história nos municípios que infelizmente os elegem.

Quaradouro disse...

Meu caro tailandês:
E se esses filhos da puta voltarem ao lugar de seus crimes, façam justiça a eles.
Simone de Beauvoir, uma francesa que sabia das coisas, dizia:
"Eu confio muito na Justiça, mas primeiro defendo a minha mãe".

Quaradouro disse...

E antes que eu me esqueça, das 14:27, "porta" é o cacete!