Marabá pode perder recursos do FNDE
Quarta-Feira, 06/07/2011, 07:51:45
Em maio, quase duas toneladas de merenda escolar estragaram (Foto: Sucursal de Marabá)
Reportagem: Chagas Filho
Os problemas com a merenda escolar em Marabá parecem não ter fim.
O setor já foi terceirizado e depois reestatizado em quase 90% das
escolas do município. Mas isso não resolveu os problemas. Pelo contrário.
Agora, Marabá corre o risco de perder recursos do FNDE (Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação) destinados à merenda escolar.
Tudo porque as contas do setor não passaram no crivo do Conselho
Municipal de Alimentação Escolar.
O impasse já se arrasta desde a semana passada, quando houve
uma reunião entre representantes da prefeitura e do Conselho,
com a presença de um observador do Ministério Público Estadual.
Na ocasião, os conselheiros decidiram não aprovar as contas por
Na ocasião, os conselheiros decidiram não aprovar as contas por
entender que não havia documentos e tampouco justificativa plausível
para a emissão de um cheque de R$ 900 mil, que gerou inclusive uma das
ações no Ministério Público Federal.
Segundo a vereadora Vanda Américo (PV), que acompanha toda a situação,
seria mesmo contraditório o Conselho aprovar uma conta que o próprio órgão
já denunciou ao MPF ainda no ano passado.
Outro problema é que o relatório foi entregue ao Conselho em cima do prazo,
de modo que os membros não teriam tempo para analisar todas as contas.
Para Vanda, isso foi uma estratégia para pressionar o órgão a aprovar as
contas de qualquer jeito.
A vereadora Vanda diz que, no ano passado, quando a merenda escolar foi
terceirizada para a empresa EB Alimentos e ganhou o apelido de
“refeição escolar”, a prefeitura teria feito pouco caso do Conselho, sem
consultar o órgão.
Segundo a vereadora, a administração tentou desmobilizar o Conselho,
transferindo servidores do município que integravam o órgão e agora
estaria querendo responsabilizar a entidade pela possível suspensão dos
recursos do FNDE. “Que ninguém venha culpar o Conselho, caso Marabá
perca esses recursos. A culpa é do prefeito e sua equipe”, ataca a vereadora.
Ela acrescentou que o Ministério Público Estadual também pediu uma cópia
das contas apresentadas pela prefeitura.
Ontem pela manhã, o DIÁRIO manteve contato telefônico com a Secretaria
Municipal de Comunicação (Secom), que ficou de dar a versão oficial da
prefeitura ainda ontem sobre assunto.
Mas, ao final da tarde, após novo contato, a reportagem recebeu a resposta
de que os responsáveis pelo setor na Secretaria Municipal de Educação (Semed)
não haviam sido encontrados.
A Secom deve emitir somente hoje informações oficiais em relação ao assunto.
SOB SUSPEITA
CPI
Em maio, a vereadora Vanda Américo chegou a propor a abertura de uma CPI
na Câmara de Marabá para apurar as irregularidades no programa de merenda
escolar do município.
OS PROBLEMAS
Foi verificada a falta de alimento em algumas escolas e o não cumprimento do
cardápio pré-estabelecido pelos nutricionistas do município, além de uma
dívida com a empresa fornecedora que passaria de R$ 13 milhões. Além disso,
quase duas toneladas de merenda escolar foram parar no lixo porque estavam
se estragando no depósito da prefeitura.
(Diário do Pará)
(Diário do Pará)
7 comentários:
Ademir, dá só uma ajeitada aí nessa matéria, colocando o crédito. Fui eu que fiz: Chagas Filho. É que o pessoal do Diário Online não coloca o nome do repórter. não sei por quê.
Valeu. Aguardo.
Não foi por falta de aviso!
Aposta quanto como a secretário de educação tá na EUROPA?
Não será estranho se a responsabilidade da suspensão dos recursos seja atribuída ao conselho. Já que quando ,os representantes do SINTEPP no conselho, denunciaram a merenda estragada lhe recairam duras criticas como se fossem responsáveis por terem deixado a merenda estragar. O conselho cumpriu seu papel de fiscalizar e denunciar as irregularidades ;o gerenciamento é responsabilidade da prefeitura através de sua Secretaria de Educação .Ouvi por diversas vezes representantes do SINTEPP avisando sobre o uso dos recursos do PNAE ,inclusive a câmara de vereadores antes da terceirização.Lembro ainda que no mesmo dia em que a terceirização da merenda foi colocada para votação na câmara a manchete do jornal era a liberação de um abono aos trabalhadores da educação, inclusive para serventes e merendeiras. Advinha? Todo mundo correu pro banco ao invés de ir para Câmara deixando os vereadores à vontade para darem seu voto a favor da terceirização.O abono não passava de ouro de tolo,pois as merendeiras apesar de concursadas perderiam suas funções dentro da escola por conta da terceirização.
Marabá vem perdendo outros recursos. Esse ai é só a ponta do fio da meada. Não é pra jogar lenha na fogueira mas....
Bem ao feitio de qualquer mal admisnistrador falstrão. Desviar atenção de seus atos falhos colocando a culpa em terceiros.
Quando a vereadora Toinha se opôs a terceirização da merenda ele disse que a vereadora não queria que as crianças tivessem acesso a uma refeição decente. E agora? Será que o prefeito não tem mais nada a dizer pra vereadora?
O secretario Nei Calandrine, não está na europa,mais ta no Paraguai fazendo um doutorado.
O cara sabe aproveitar do cargo e das benecis , fez mestrado em portugal com direito a levar acompanhante e uma esticadinha em paris.
So para esclarecer,ganhou diárias altíssimas para viajar para o exterior...
Enquanto isso o mundo pega fogo....
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