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sábado, 29 de janeiro de 2011

Nadas a ver?

Manchete do Correio do Tocantins de hoje:
FORNECEDORES DE PARAUAPEBAS PREOCUPADOS COM CALOTES.
Mas atenção: ninguém está afirmando que a queixa da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas se refere, claro, à rasteira que Maurino Magalhães deu num empresário de , no tempo do caixa dois.  
Compra de voto não é a questão?


14 comentários:

Anônimo disse...

empresário? então tá!

Quaradouro disse...

E eu é que sei?

Quaradouro disse...

Se o chefão lá, o que teve a burrice de meter a grana na mão do Maurino,se ele gerencia algum empreendimento, qualquer que seja, então é um empreendedor...Ou não?

Blogue Marabá 2012 disse...

Ademir, apenas para tirar uma dúvida que surgiu depois de ter lido dois textos no blogue do Hiroshi, sendo um do jornalista Val Mutran no tema "Estado de Carajás: a resposta de Val"; e um de sua autoria no tema "Faculdade de Jader", em que você faz o seguinte comentário:

"Brincando, brincando, Jader pai se muda para Marabá e acaba reitor da faculdade de Jader Filho.
Para cá, inclusive, já se mudaram Giovanni Queiroz (tem casa atrás do Sesi), Suleima Pegado, Maucarrão e Zé Geraldo, entre outros menos votados e menos ainda desejados.
Depois disso ainda há gente que não acredita na criação do Estado de Carajás..."

A dúvida é essa: você é favorável ou não à criação do Estado de Carajás?

O jornalista Val Mutran traz a seguinte listagem, peço desculpas se faço a interpretação errada, onde entendo como sendo o nome dos favoráveis:

Giovanni, Leonildo Rocha, João Salame, Tião Miranda, Luciano Guedes, Dário Veloso, Valmyr Matos Pereira, Maurino Magalhães, Hiroshi Bogéa, Vanda Américo, Nagib Mutran, Zé Fera, Ademir Braz, Manoel Veloso, Gilberto Leite, Mascarenhas Carvalho, Valmir da Integral, Zé Dudu, Bel Mesquita...

Até aí tudo bem, cada um tem o direito de ter seu próprio ponto de vista e mais direito ainda de ter esse ponto de vista respeito pelos outros que divergem de tal ponto de vista. Coisas da democracia.

Diante da lista, fico a imaginar as cenas sobre os palanques que serão montados para que as personalidades discursem e convençam ao povo da necessidade deles votarem na liberdade: Vanda de mãos dadas com Maurino; Maurino de mãos dadas com Tião Miranda; Ademir Braz de mãos dadas com Maurino e Macarrão; Dario Veloso de mãos dadas com Vanda... Quem sabe até Ferreirinha, caso ele faça parte da lista, de mãos dadas com todos.

Diante dum palanque desses, é impossível não surgir uma enorme interrogação. Não especificamente sobre você, mas sobre todo o contexto.

Quaradouro disse...

Me desce desse palanque, moça/moço, antes que ele desabe!
Sou emancipacionista, sim!
Odeio o nome Estado de Carajás, sim (Me lembra a Vale do Rio Doce)!
Mas andar de braços com a oligarquia, NUNCA!
EU PREFIRO PEIXE FRITO COM CANA MINEIRA!
A questão central é criarmos o Estado do Araguaia, do Itacaiunas, Estado do Mandi. Depois impedir que a oligarquia e seus agregados se apropriem dele.
A briga não se esgota com a simples emancipação - isto é só o primeiro passo.
Depois vêm, aí sim, a pancadaria, o bangue-bangue, a guerra de guerrilha contra todo tipo de opressor instalado ou que venha a instalar-se no Estado do Pacu.
Entendeu?
Pois é exatamente por isso é que devemos fazer nossa parte mantendo a distância e a elegância desse palanque.
Não fazer como tem gente dizendo: "Ah, eu não vou fazer nada porque Carajás nem nasceu e já tem dono"...
nunca vi tanta besteira!
ESTADO DO MANDI JÁ!

Blogue Marabá 2012 disse...

Mas você acha que esse pessoal aí do palanque vai largar o osso facilmente?

Defenestração é algo difícil de acontecer partindo de um povo com o nosso perfil: sem discernimento e muita necessidade. Tantas necessidades que trocamos o voto por um saco de cimento e até bem menos.

A emancipação em relação a esses senhores seria o ideal. Só que eu e você e mais meia dúzia é que consegue ver as mazelas que esses senhores nos brindam, somos minoria frente a essa grande massa ávida por qualquer promessa de dias melhores.

A verdade é que a grande maioria, mesmo depois de tantas experiências, ainda não lhes caiu a ficha: continuam depositando seu voto onde sempre depositaram. Depois vão reclamar da falta de medicamentos e médicos no sistema de saúde público, entre outras necessidades básicas que fazem uma falta tremenda em suas vidas, e nas vidas dos demais que acabam sendo lesados por tabela. Depois do leite derramado anseiam por alguém que lhes tire do atoleiro. Sempre foi assim e parece que não mudará, pois o único lugar possível de acontecer a mudança, a escola, não está tendo sucesso ou então ta fazendo corpo mole.

Como disse anteriormente, respeito o ponto de vista de cada um.

Blogue Marabá 2012 disse...

"Sou emancipacionista, sim!
Odeio o nome Estado de Carajás, sim (Me lembra a Vale do Rio Doce)!
Mas andar de braços com a oligarquia, NUNCA!"
...
"A questão central é criarmos o Estado do Araguaia, do Itacaiunas, Estado do Mandi."

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Desculpa voltar a esse tema, mas relendo seu comentário vejo pelo menos duas grandes discordâncias.

Como ajustar essa questão da nomeclatura com os que já adotaram o nome Estado de Carajás, cujo nome já é uma marca registrada?

E como não andar de braços dados com os oligarcas, se haverá situações para conversações, discussão de projetos, planos, fotos, entrevistas, aparições em público...?

Ou você está participando de um outro movimento, paralelo, que também visa a emancipação, só que com outros termos?

Blogue Marabá 2012 disse...

Apenas complementando... quem posta é um moço.

Quaradouro disse...

Moço, meu liga (quando criança era assim que tratávamos os amigos), a gerência do novo Estado terá que ser eleita. Quem vai decidir isso será a população, democraticamente. Ou seja, nós.
Não será uma boa oportunidade pra gente botar fogo na sustentação do palanque?
A questão da emancipação tem sido tratada de forma passional: ou se é contra ou a favor - mas raros são os que tem uma justificativa lógica: por isso e por aquilo, ônus e bônus.
O assunto é tratado pelos oligarcas e agregados sempreque se aproxima uma eleição. Aí todo mundo e emancipacionista. Depois...
Mas o processo legal vai aos trancos e barrancos em Brasília e sou otimista. Creio, até, que já passa da hora de se discutir com Santarém, interessado no Estado do Tapajós, a questão plebiscitária.
Mas, cadê os donos da idéia?
Assim como algumas raras pessoas, levanto dados estatísticos, principalmente os que justificariam a viabilidade econômica da região.
O tema é longo.
Mas, meu liga, botei seu blog entre meus favoritos.

Blogue Marabá 2012 disse...

Obrigado pela canja. Noutro momento falaremos mais a respeito desse tema. Agora vou pra casa. Só na segunda-feira estarei de volta, já que em casa cancelei minha internet discado, que estava só me dando canseira.

O seu blogue, bem como os que costumo ler, todos de Marabá, também está entre inserido entre os meus favoritos.

Abraços.

Andre Ribeiro disse...

Ademir,
Façamos o seguinte: Adorei sua ideia de nomes ao nosso futuro estado.
Que tal vc fazer uma enquete onde possamos colaborar com o pretenso novo nome do estado a ser dividido que seria substituto ao nome de Carajás.
Bom Dia

Laércio Ribeiro disse...

Mano velho,

Esta é para o titular do Blogue Marabá 2012 (acho que é o Adir Castro, do antigo Mural de Marabá):

Meu caro, por favor corrija a construção de alguns fragmentos do seu texto. Tenho observado que, provavelmente por displicência, aqui, acolá, o blogueiro mergulha no fosso das generalizações. Isso é desairoso. Lá no Blog do Hiroshi você generalizou os políticos, quando disse que "até hoje não vi qualquer político fazer algo em favor do bem-estar do povo". Aqui no Quaradouro é o povo, no caso o marabaense, que você desclassifica - sem o cuidado de fazer ressalva às excessões - de gente "sem discernimento", ao ponto de trocar "o voto por um saco de cimento e até bem menos".
Honestamente, senti-me ofendido - por mim e por muita gente honesta que conheço nesta cidade.
Por favor, corrija o infeliz comentário e, da próxima vez, bote a carapuça apenas na cabeça de quem for devido. Vai ficar muito bom pra você. E pra nós também.

Anônimo disse...

Não consegui postar o comentário usando minha conta do hotmail como sempre faço.

Laércio, realmente generalizei. Peço desculpas.

Reconheço que nem todos trocam o voto por um saco de cimento, alguns metros de areia, seixo, etc. Tem os que trocam por valores maiores ou por promessas de emprego nalgum cabedal desses que existem nos governos eleitos ou até mesmo como assessores. Não concordo com esse tipo de troca, pois acaba prejudicando a todos. A democracia prima pelo direito individual, mas daí há uma grande distância em prejudicar aos demais por causas de ambições insignificantes. Isso não é privilégio de Marabá, é de todo o país.

Não nego que também troco meu voto. Troco por um hospital público bem equipado e com pessoal preparado para nos atender em caso de necessidade; troco também por uma educação melhor do que a que recebi, para que as pessoas saiam das escolas capacitados para tocar suas vidas sem precisar de ajuda disso e daquilo e muito menos de um guia para conduzi-los pra lá e pra cá e até mesmo para pensar por eles; troco por perspectivas de dias melhores, para mim, para os meus, para os seus e para os demais da comunidade. Ainda na recebi o que peço em troca do meu voto, porque quem vem recebendo ainda não percebeu as minhas necessidades. Se percebeu se fez de rogado.

Entendo que se todos têm um pouquinho, todos estarão em paz, haverá menos assaltos, menos crimes, menos mazelas. Penso eu. Mas posso estar enganado.

Então é assim: Cada um que troque seu voto pelo que bem entender. Lamento se você ficou ofendido.

Fazendo uma breve retrospectiva. Agora em 2010 aqui mesmo em Marabá, li sobre isso no blogue do Ademir, houve a prisão pela PF bem no dia da eleição, de uma senhora que supostamente seria esposa de algum assessor ou muito próximo de um deputado estadual que foi reeleito, sendo que com ela foi apreendido cerca de 13 mil reais e alguns quebrados, além de alguns cheques. Foi apreendida e apresentada na PF, segundo li sob a suspeita de compra de voto. Se ela estava comprando, então havia quem vendesse e vice-versa.

Há compradores e vendedores de votos. E há valores distintos nessas transações.

Se pelo menos 55% da população trocasse o voto por saúde e educação com qualidade, entre outras necessidades básicas que contribuem para o bem-estar de todos, acho que esses senhores não seriam eleitos e muito menos reeleitos.

No frigir dos ovos, todos nós trocamos os votos por alguma coisa. Isso vai da necessidade e da conveniência de cada um. Não estou me isentando dessa prática. Já troquei meu voto algumas vezes. A última foi agora em 2010.

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Adir Castro

Quaradouro disse...

Muito bem, Laércio Ribeiro e Adir Castro:
Cavalheirismo, elegância e humildade dos (e)leitores só dignificam este blog.
Vocês são ótimos!